{"id":2212,"date":"2010-05-21T03:16:55","date_gmt":"2010-05-21T10:16:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2212"},"modified":"2010-05-21T03:16:55","modified_gmt":"2010-05-21T10:16:55","slug":"folk-os-ossos-de-todos-os-discos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/05\/21\/folk-os-ossos-de-todos-os-discos\/","title":{"rendered":"Folk: Os Ossos De Todos Os Discos"},"content":{"rendered":"<p>08.05.1998<br \/>\nFolk<br \/>\nOs Ossos De Todos Os Discos<br \/>\nTorna-se cada vez mais dif\u00edcil criticar todos os \u00e1lbuns de qualidade, com distribui\u00e7\u00e3o nacional. Deixando de fora os \u201capenas interessantes\u201d, fica, ainda assim, uma lista extensa de discos que foram j\u00e1 objecto de audi\u00e7\u00e3o, embora ainda n\u00e3o aprofundada, pelo que n\u00e3o lhes foi atribu\u00edda, por agora, classifica\u00e7\u00e3o. Temos ent\u00e3o, por grupos tem\u00e1ticos:<\/p>\n<p>Transgress\u00f5es<br \/>\n\u201cThe Bones of all men\u201d \u00e9 o manifesto de \u201crenaissance rock dance\u201d de Philip Picket, especialista e executante de instrumentos de sopro de m\u00fasica antiga, antigo elemento dos Albion Band e que hoje integra os The New London Consort. A sua estreia a solo, \u201cThe Bones of All Men\u201d, com produ\u00e7\u00e3o de Joe Boyd, retoma, 25 anos depois, a mesma atitude pioneira que Ashley Hutchings veiculou nos cl\u00e1ssicos \u201cMorris on\u201d e \u201cThe Complete Dancing Master\u201d. Na guitarra est\u00e1 Richard Thompson, sendo a sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica composta por tr\u00eas dos mais antigos elementos dos Fairport Convention, David Pegg, Simon Nicol e Dave Mattacks. Depois dos Burach e dos Shooglenifty, a Greentrax continua a descobrir novos caminhos para a renova\u00e7\u00e3o, desta feita atrav\u00e9s dos Peatbog Feereies, com \u201cMellowosity\u201d, e dos Tartan Amoebas, mais rockeiros, em \u201cTartan Amoebas\u201d.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Instrumentistas<br \/>\n\u201cCrossing To Scotland\u201d \u00e9 uma colec\u00e7\u00e3o de arranjos para violoncelo de tradicionais escoceses, assinados por Abby Newton. Aly Bain &#038; Phil Cunningham, um ex-Boys of the Lough, mestre do violino das Shetlands e o acordeonista dos Silly Wizard, ao desafio em \u201cThe Pearl\u201d. No duelo entre violinistas not\u00e1veis, a Greentrax j\u00e1 encontrou resposta para a Green Linnet: Eilidh Shaw que com \u201cHeepirumbo\u201d pode fazer frente a Eillen Ivers. Outra rec\u00e9m-chegada violinista, Natalie MacMaster, perfila-se no grupo da frente com \u201cNo Boundaries\u201d. Kevin Burke, Johnny Cunningham e Christian Lema\u00eetre s\u00e3o os Celtic Fiddle Festival, mais tr\u00eas violinistas de excep\u00e7\u00e3o que em \u201cEncore\u201d mostram o que vale o virtuosismo. Duas duplas, uma feminina, Jennifer &#038; Hazel Wrigley, com \u201cHuldreland\u201d, e Ian Hardie &#038; Andy Thorburn, com \u201cThe Spider\u2019s Web\u201d, fazem dialogar os violinos, respectivamente com a guitarra e os teclados. \u201cTraditional Irish Music\u201d, de Paddy Carty, dirige-se, em exclusivo, aos incondicionais da flauta de madeira, enquanto Fiona Davidson, com \u201cFonnsheen\u201d, fala ao cora\u00e7\u00e3o dos que n\u00e3o dispensam navegar nas ondas de uma harpa, instrumento que nas m\u00e3os de Savourna Stevenson, em \u201cCalman the Dove\u201d, corta pelas margens do jazz e da experimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vozes<br \/>\nAndy M. Stewart, vocalista dos Silly Wizard, regressa com \u201cDonegal Rain\u201d. Pausadamente, como de costume. Cathie Ryan estreia-se com \u201cCathie Ryan\u201d, com inflex\u00f5es em June Tabor e na folk americana. \u201cPrimary Colours\u201d constitui a apresenta\u00e7\u00e3o dos Chantan, um trio de delicadas fadas em polifonias vocais de renda. Gordeanna McCulloch d\u00e1-se a conhecer com \u201cIn Freenship\u2019s Name\u201d. Uma voz cuja pot\u00eancia faz lembrar a saudosa Brenda Wootton, com a vantagem de possuir um registo mais largo de \u201cnuances\u201d. Outra grande voz da Esc\u00f3cia pertence \u00e0 veterana Isla St.Clair, que por fim chega ao nosso pa\u00eds, com \u201cScenes of Scottland\u201d. Outra veterana, Sheena Wellington, dispensa quaisquer facilidades no canto \u201ca Capella\u201d que preenche a maior parte de \u201cStrong Women\u201d. Embora mais nova, Karan Casey, cantora dos Sol\u00e0s, prova na sua estreia a solo, \u201cSonglines\u201d, que tamb\u00e9m ela \u00e9 digna de figurar na galeria das eleitas. A reedi\u00e7\u00e3o de \u201cFoliada de Marzo\u201d, \u00e1lbum de estreia de Uxia, faz a liga\u00e7\u00e3o ideal com \u201cEstou Vivindo no C\u00e9u\u201d.<\/p>\n<p>Cl\u00e1ssicos<br \/>\n\u201cTen da Chent L\u2019Archet che la Sunada l\u00b4`e Longa\u201d, \u00e1lbum de estreia dos La Ciapa Rusa, foi finalmente reeditado em CD. Este, obviamente, j\u00e1 tem nota: dez. Os Fairport Convention editaram o seu en\u00e9simo \u00e1lbum, \u201cWho Knows Where The Time Goes?\u201d. Al\u00e9m de ser bom, demonstra que o grupo descobriu a eternidade, ao escolher para t\u00edtulo um dos cl\u00e1ssicos mais antigos de Sandy Denny. \u201cEn Concierto\u201d, dos La Musgana, reproduz o registo ao vivo do mesmo espect\u00e1culo com convidados ilustres que foi apresentado no \u00faltimo Interc\u00e9ltico. Acontecimento discogr\u00e1fico \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o de uma boa parte da discografia da institui\u00e7\u00e3o basca Oskorri, que j\u00e1 tocaram numa edi\u00e7\u00e3o dos Encontros e se preparam para regressar na Expo. Cada \u00e1lbum \u00e9 totalmente diferente dos outros. Destacamos o iluminado \u201cAdio Kattalina\u201d, mas tamb\u00e9m \u201cAlemanian Euskaraz\u201d, \u201cHi Ere Dantzari\u201d, \u201cKatuen Testamentua\u201d e \u201c25 Kantu Urte\u201d, este \u00faltimo assinalando os 25 anos de carreira do grupo, com convidados como Martin Carthy, Liam O\u2019 Flynn, Kepa Junkera, Patrick Vaillant, Gabriel Yacoub e os Gwendal.<br \/>\nOutro grupo-institui\u00e7\u00e3o, os escoceses Ossian, ressuscita com \u201cThe Carrying Stream\u201d, t\u00e3o suaves como nunca. Ainda no cap\u00edtulo das institui\u00e7\u00f5es, os Tannahill Weavers recomendam-se, em \u201cLeaving St. Kilda\u201d. Um caso espantoso de longevidade que n\u00e3o conhece falhas de rendimento. Quem mudou bastante foram os The Wolf Stone. Em \u201cThis Strange Place\u201d, o seu folk rock ganhou serenidade e um pendor tradicionalista que n\u00e3o se vislumbravam em \u00e1lbuns anteriores. Com \u201cColours of Linchen\u201d, os The Cast voltam a intrigar pela sua alian\u00e7a m\u00e1gica entre a calma, a devo\u00e7\u00e3o e a simplicidade de processos.<\/p>\n<p>Latitudes<br \/>\nDa Escandin\u00e1via surge Anders Hagberg, com \u201cEarth Songs\u201d, rituais emulados no mesmo fogo de Mari Boine Persen. Na It\u00e1lia, os Caramusa apresentam \u201cCanti e Musica Tradiziunali di L\u00edsula di Corsica\u201d, polifonias e instrumentais da C\u00f3rsega, com sabor medieval. \u201cM\u2019han Presa\u201d, dos La Piva Dal Carner, possui a sofistica\u00e7\u00e3o de uns Barab\u00e0n, La Rionda ou La Cantarana. Virando para leste, chega-se aos Hradistan, cl\u00e1ssicos e compenetrados, em \u201cChants et Danses de Moravie\u201d. A m\u00fasica cigana da Rom\u00e9nia continua a ser bem representada pelos Taraf de Haidouks, no novo \u201cDumbala Dumba\u201d. Na Galiza, os Cemp\u00e9s, que estiveram o m\u00eas passado no Interc\u00e9ltico, mostram no seu segundo \u00e1lbum, \u201cCapitan R\u00e9\u201d, um dos temas mais belos escritos nos \u00faltimos tempos nesta regi\u00e3o celta, \u201cA loureana\u201d, sa\u00eddo da pena de um grande compositor, Oscar Sanjurjo. Os mais tradicionalistas saber\u00e3o estar atentos a \u201cNo Chao do Souto\u201d, dos Sons do Muino, e \u201cAdicado&#8230;\u201d, dos Xistra de Coruxo. Ainda mais puros s\u00e3o \u201cAlborada em Cotobade\u201d do mestre gaiteiro Ricardo Portela e \u201cXarabal\u201d, da banda de gaitas Xarabal. Numa vertente mais contempor\u00e2nea, os P\u00e9 de Boi, embora mais ac\u00fasticos, retomam o ambientalismo dos Armeguin, em \u201cViaxeiro de Pousada\u201d.<\/p>\n<p>Descobertas<br \/>\nAndy Shanks &#038; Jim Russell recuperam a acusticidade da voz e da guitarra em \u201cDiamonds in the Night\u201d, em ambientes pr\u00f3ximos de Martin Simpson. Com \u201cAe Spark o Nature\u2019s Fire\u201d e \u201cSinergy\u201d os escoceses Deaf Shepherd preparam-se para rivalizar com os irlandeses Dervish, D\u00e9anta, Kila e Solas. Quem os viu no Interc\u00e9ltico, sabe do que estamos a falar. Nas terras altas conv\u00e9m ter em conta os Highland Connection, que em \u201cGaining Ground\u201d se atrvem a tocar uma longa \u201csuite\u201d de 23 minutos. Outro disco de estrondo \u00e9 \u201cFhuair Mi Pog\u201d, de Margaret Stewart &#038; Allan MacDonald, uma grande voz e um grande \u201cpiper\u201d. A nota da \u201cnew age\u201d n\u00e3o aflora tanto como seria de esperar em \u201cWay out to Hope Street\u201d, dos Skyedance, atendendo a que o violinista Alasdair Fraser e o pianista Paul Machlis fazem parte do grupo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>08.05.1998 Folk Os Ossos De Todos Os Discos Torna-se cada vez mais dif\u00edcil criticar todos os \u00e1lbuns de qualidade, com distribui\u00e7\u00e3o nacional. Deixando de fora os \u201capenas interessantes\u201d, fica, ainda assim, uma lista extensa de discos que foram j\u00e1 objecto de audi\u00e7\u00e3o, embora ainda n\u00e3o aprofundada, pelo que n\u00e3o lhes foi atribu\u00edda, por agora, classifica\u00e7\u00e3o. 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