{"id":2189,"date":"2010-05-18T03:14:16","date_gmt":"2010-05-18T10:14:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2189"},"modified":"2010-05-18T03:14:16","modified_gmt":"2010-05-18T10:14:16","slug":"solas-sunny-spells-and-scattered-showers-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/05\/18\/solas-sunny-spells-and-scattered-showers-conj\/","title":{"rendered":"Sol\u00e1s &#8211; Sunny Spells And Scattered Showers (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>02.01.1998<br \/>\nWorld: Irlanda<br \/>\nConflito De Gera\u00e7\u00f5es<br \/>\nPara come\u00e7ar bem o ano, nada melhor do que uma boa reserva de m\u00fasica tradicional da Irlanda. No desafio entre os novos, Sol\u00e1s e Dervish, e os \u201cvelhos\u201d, Patrick Street e Open House, est\u00e3o os Bothy Band a arbitrar. Todos com certificado de garantia.<\/p>\n<p>O aviso j\u00e1 tinha sido dado por S\u00e9amus Egan nos seus dois \u00e1lbuns a solo, \u201cTraditional Music Of Ireland\u201d e, sobretudo, no mais recente \u201cWhen Juniper Sleeps\u201d. Trata-se de uma das maiores revela\u00e7\u00f5es de um multi-instrumentista irland\u00eas dos \u00faltimos anos. Se a s\u00f3s estas capacidades revelavam ser j\u00e1 de excep\u00e7\u00e3o, imagine-se o tereno f\u00e9rtil encontrado pelo m\u00fasico no seio da forma\u00e7\u00e3o Sol\u00e1s. Com efeito, ao lado de Karen Casey, excelente voz feminina, ao n\u00edvel das divas, John Doyle (guitarras, mandocelo e voz), Winifried Horan (violinos) e John Williams (acorde\u00e3o e concertina), Seamus Egan explode, literalmente, na flauta, banjo, \u201clow Whistle\u201d, bandolim, guitarra ac\u00fastica, \u201cbodhran\u201d e percuss\u00e3o. A estes m\u00fasicos, juntou-se ainda o convidado John Anthony, numa m\u00edriade de percuss\u00f5es celtas e \u201cn\u00e3o celtas\u201d, como o \u201cdjembe\u201d, o tambor de barro e o \u201cdumbek\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/solas_SunnySpells.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/solas_SunnySpells.jpg\" alt=\"\" title=\"solas_SunnySpells\" width=\"400\" height=\"400\" class=\"alignnone size-full wp-image-2190\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/solas_SunnySpells.jpg 400w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/solas_SunnySpells-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/solas_SunnySpells-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/214144818\/Solas-Sunny_Spells_and_Scattered_Showers.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iJX18sBcz0s&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iJX18sBcz0s&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cSunny Spells And Scattered Showers\u201d \u00e9 o segundo \u00e1lbum dos Sol\u00e1s, sucedendo ao disco de estreia, \u201cSol\u00e1s\u201d, tamb\u00e9m dispon\u00edvel com amesma distribui\u00e7\u00e3o. Aos primeiros acordes do \u201cstandard\u201d \u201cThe Wind That Shakes The Barley\u201d, torna-se evidente estarmos na presen\u00e7a de um cl\u00e1ssico. Mais do que em \u201cSol\u00e1s\u201d, o grupo parece apostar neste seu segundo registo em reivindicar para si, em exclusivo, o legado dos Bothy Band.<br \/>\nS\u00e3o v\u00e1rios os ind\u00edcios que apontam neste sentido, desde a voz de Karen Casey, surpreendentemente parecida com a de Triona N\u00ed Dhomnaill, at\u00e9 ao recurso a um tipo de report\u00f3rio id\u00eantico ao usado pela m\u00edtica forma\u00e7\u00e3o dos anos 70, de que \u00e9 exemplo o \u201cset\u201d de \u201creels\u201d correspondente \u00e0 faixa n\u00famero dois, que os Bothy Band j\u00e1 haviam tocado em \u201cOld Hag You Have Killed Me\u201d, embora num e noutro caso os temas tenham t\u00edtulos diferentes, o que, de resto, acontece com frequ\u00eancia no cancioneiro irland\u00eas.<br \/>\nE n\u00e3o s\u00f3: tamb\u00e9m as t\u00e9cnicas de guitarra e banjo de Seamus Egan apontam para o mestrado de Donnal Lunny, assim como a not\u00e1vel flu\u00eancia violin\u00edstica de Winifried Horan evoca o primado de Kevin Burke. Mas \u201cSunny Spells And Scattered Showers\u201d \u00e9, acima de tudo, um \u00e1lbum para saborear de ponta a ponta, marcado por uma energia inesgot\u00e1vel e pela entrega total dos seus intervenientes. Arriscamo-nos a dizer que os Sol\u00e1s ter\u00e3o, inclusive, ultrapassado os Dervish, na corrida entre os grupos da nova gera\u00e7\u00e3o. Na Ilha, a competi\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cferoz\u201d. A bem de uma tradi\u00e7\u00e3o que, deste modo, constantemente se renova e perpetua. (Shanachie, 9)<\/p>\n<p>Dervish que, no seu mais novo trabalho, resolveram mostrar-se ao vivo, num duplo \u00e1lbum, \u201cLive In Palma\u201d, registado a 10 de Abril deste ano no Teatre Principal realizado nessa cidade espanhola. Ao longo de duas horas, intercalam-se \u201csets\u201d instrumentais &#8211; onde pontificam a flauta e os \u201cwhistles\u201d de Liam Kelly, o acorde\u00e3o de Shane Mitchell e o violino de Shane McAleer, tr\u00eas executantes em permanente evolu\u00e7\u00e3o, atingindo aqui n\u00edveis de alt\u00edssima qualidade &#8211; com baladas interpretadas, de forma superlativa, pela nossa bem-amada Cathy Jordan, , cuja voz est\u00e1 cada vez mais sensual, um aut\u00eantico afago&#8230;, embora, l\u00e1 est\u00e1, a sombra da grande Triona assome por mais de uma vez, como na balada em ga\u00e9lico \u201cM\u00e1ire mh\u00f3r\u201d, e interl\u00fadios falados de paresenta\u00e7\u00e3o dos temas. \u201cLive in Palma\u201d \u00e9 um reencontro estimulante com a banda que ainda h\u00e1 bem pouco nos presenteou com a obra-prima \u201cAt The End Of The Day\u201d, recordando as noites inesquec\u00edveis oferecidas pelo grupo numa das edi\u00e7\u00f5es do Festival Interc\u00e9ltico do Porto. Um dos grandes discos ao vivo do ano. (Whirling Discs, 9).<\/p>\n<p>Os Bothy Band voltam a ser citados a prop\u00f3sito dos Open House e dos Patrick Street, outras duas bandas que j\u00e1 nos visitaram (integradas, respectivamente, nas programa\u00e7\u00f5es da Festa do \u201cAvante!\u201d de h\u00e1 dois anos e do Interc\u00e9ltico deste ano), j\u00e1 que o seu violinista \u00e9 Kevin Burke, um dos nomes de refer\u00eancia da m\u00fasica irlandesa actual.<br \/>\nEm qualquer destes trabalhos nota-se, em primeiro lugar, a idade dos m\u00fasicos! Compare-se o som e a atitude dos Open House e dos Patrick Street com a dos Sol\u00e7\u00e1s e dos Dervish. Pois. \u00c9 a diferen\u00e7a entre quem vive a m\u00fasica como se o mundo acabasse amanh\u00e3, entregando-se-lhe sem reservas e quem a sente j\u00e1 com outra sabedoria e dist\u00e2ncia. Se a componente r\u00edrmica, em qualquer destas duas bandas mais velhas, pode dar a sensa\u00e7\u00e3o de perder na compara\u00e7\u00e3o com a das suas cong\u00e9neres mais jovens, as subtilezas contidas na expres\u00e3o e na interioriza\u00e7\u00e3o compensam este d\u00e9fice, real ou paarente. Outra das caracter\u00edsticas das bandas mais velhas \u00e9 a sa\u00edda para outras m\u00fasicas, talvez em busca de uma irrecuper\u00e1vel frescura e de novas fontes de inspira\u00e7\u00e3o. Fen\u00f3meno que, em si, nada tem de negativo &#8211; basta lembrar os casos de outros veteranos c\u00e9lebres, como os Chieftains, House Band ou os pr\u00f3prios Planxty.<br \/>\nEm \u201cHoof and Mouth\u201d, terceiro \u00e1bum da sua discografia, os Open House v\u00e3o \u00e0 Eslov\u00e9nia, \u00e0 S\u00e9rvia, \u00e0 Bretanha, \u00e0 Finl\u00e2ndia e a um original de Laura Nyro, j\u00e1 para n\u00e3o falar das tend\u00eancias 2bluesy\u201d e \u201ccountry\u201d do seu tocador de harm\u00f3nica, o norte-americano Mark Graham, das sess\u00f5es de sapateado de Sandy Silva e do clarinete, muito anos 40, ainda de Mark Chpaman. A Irlanda profunda for\u00e7a a entrada atrav\u00e9s das \u201cuillean pipes\u201d do convidado Ged Foley, dos Patrick Street, precisamente. Sem pressas, os Open House v\u00e3o construindo uma reputa\u00e7\u00e3o, num \u00e1lbum mais calmo e \u201camericanizado\u201d que os seus antecessores. (Green Linet, 7).<br \/>\nOs Patrick Street s\u00e3o \u201cmais irlandeses\u201d. Uma banda cl\u00e1ssica, no sentido em que se mant\u00e9m fiel ao estilo tradicional, embora tamb\u00e9m em \u201cMade In Cork\u201d seja not\u00f3rio um menor fulgor instrumental, em compara\u00e7\u00e3o com grupos como os Sol\u00e1s, Dervish, Skylark, Trian ou o com fogo interior que anima Eillen Ivers (Altan e D\u00e9anta s\u00e3o casos especiais, evidenciando uma atitude mais pacificadora).<br \/>\nDepois de uma digres\u00e3o pelos Estados Unidos, a superbanda formada por Burke, Andy Irvine, Ged Foley e Jackie Daly regressou ao cora\u00e7\u00e3o da Ilha, para gravar em Cork este seu novo registo. Anote-se, tamb\u00e9m aqui, em paralelo com os Open House, as t\u00f3nicas da serenidade e dos andamentos m\u00e9dios, com a curiosidade de se sentirem diferen\u00e7as no \u201capproach\u201d do violino, numa e noutra banda, por parte de Kevin Burke, aqui muito mais sincopado do que nos Open House. Claro, os Patrick Street, se outros trunfos n\u00e3o tivessem, conseguem ser diferentes de toda a concorr\u00eancia, por obra e gra\u00e7a de uma voz, \u00fanica na Irlanda, pertencente a Andy Irvine, verdadeiro mago na arte de emprestar ternura e saudade (que nos perdoem os puristas da l\u00edngua, mas pensamos ser este sentimento comum a Portugal e \u00e0 Irlanda&#8230;) a uma balada. Mas, ainda aqui, faz impress\u00e3o verificar uma certa falta de nervo. A idade n\u00e3o perdoa&#8230; (Green Linnet, 7).<br \/>\nPor fim, recordemos as origens. Os Bothy Band, para quem ainda n\u00e3o saiba, foram uma das primeiras bandas a transformar a \u201cirish music\u201d numa m\u00fasica capaz de provocar nas audi\u00eancias mais jovens a mesma excita\u00e7\u00e3o do rock. A reedi\u00e7\u00e3o de \u201cLive In Concert, BBC Radio One\u201d inclui duas sess\u00f5es do grupo ao vivo, em Londres, transmitidas, via r\u00e1dio, pela Radio One. A primeira, gravada no BBC Paris Theatre, a 15 de Junho de 1976. A segunda, em The National, Kilburn, a 24 de Julho de 1978, ou seja no auge criativo desta banda, que deixou para a posteridade apenas tr\u00eas \u00e1lbuns de est\u00fadio, \u201cThe Bothy Band\u201d, \u201cOld hag You Have Killed Me\u201d e \u201cOut Of The Wind Into The Sun\u201d, sendo, todavia, qualquer deles, registos-chave de toda a \u201cfolk\u201d irlandesa.<br \/>\nEm cada uma destas ocasi\u00f5es, o grupo apresentou um \u201cuillean piper\u201d diferente: Peter Brown, na primeira; Paddy Keenan, na segunda. O interessante neste disco \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o do facto de os Bothy Band serem uma nbanda de tal modo proficiente em termos instrumentais que as vers\u00f5es ao vivo, tanto instrumentais como vocais, eram praticamente id\u00eanticas aos sofisticados arranjos de est\u00fadio.<br \/>\nNota-se isso mesmo, por exemplo, no cl\u00e1sico tema de \u201cmouth music\u201d de \u201cOld Hag&#8230;\u201d, \u201cFionnghuala\u201d, e em todos os \u201csets\u201d instrumentais, como aquele que se inicia com \u201cMichael Gorman\u201d (desse mesmo \u00e1lbum), contendo uma estarrecedora presta\u00e7\u00e3o de Peter Brown, na \u201cuillean pipes\u201d. N\u00e3o deixa, ent\u00e3o, de ser espantoso que, no disco de est\u00fadio, o mesm\u00edssimo tema seja tocado praticamente da mesma forma por outro m\u00fasico, o qual se viria a notabilizar como gaiteiro da banda, Paddy Keenan!&#8230;<br \/>\nIsto s\u00f3 prova a formid\u00e1vel unidade e coes\u00e3o (enquanto duraram&#8230;) dos Bothy Band. \u201cLive In Concert\u201d acaba por ser um condensado dos \u00e1lbuns de est\u00fadio, interessante, sobretudo, do ponto de vista de uma aprecia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos seus elementos. (Green Linnet, 8, todos os \u00e1lbuns com distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>02.01.1998 World: Irlanda Conflito De Gera\u00e7\u00f5es Para come\u00e7ar bem o ano, nada melhor do que uma boa reserva de m\u00fasica tradicional da Irlanda. No desafio entre os novos, Sol\u00e1s e Dervish, e os \u201cvelhos\u201d, Patrick Street e Open House, est\u00e3o os Bothy Band a arbitrar. 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