{"id":2143,"date":"2010-05-10T05:16:20","date_gmt":"2010-05-10T12:16:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2143"},"modified":"2017-05-04T12:10:43","modified_gmt":"2017-05-04T19:10:43","slug":"jim-o%e2%80%99rourke-bad-timing-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/05\/10\/jim-o%e2%80%99rourke-bad-timing-conj\/","title":{"rendered":"Jim O\u2019Rourke &#8211; Bad Timing (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>21.11.1997<br \/>\nO Princ\u00edpio Da Contradi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/jimORourke_BadTiming.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/jimORourke_BadTiming.jpg\" alt=\"\" title=\"jimORourke_BadTiming\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-2144\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/jimORourke_BadTiming.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/jimORourke_BadTiming-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/118999279\/Jim_O_Rourke_-_1997_-_Bad_Timing.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QBZHjmPfpCo&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QBZHjmPfpCo&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Jim O\u2019Rourke<br \/>\nBad Timing (8)<br \/>\nDrag City, import. Ananana<br \/>\nWindsor For The Derby<br \/>\nMinnie Greuzfeldt (7)<br \/>\nTrance Syndicate, distri. MVM<\/p>\n<p>Membro fundador dos industrialistas Illusion of Safety, actual elemento dos Gastr Del Sol, produtor e autor das misturas de \u201cRien\u201d, \u00e1lbum que assinalou o regresso, nos anos 90, dos Faust, mentor da banda sonora \u201cDutch Harbor\u201d 8com colabora\u00e7\u00f5es, entre outros, de Will Oldham), remisturador dos The Sea And The Cake, Merzbow, Microstoria e Tortoise, detentor de uma j\u00e1 vasta discografia a solo, Jim O\u2019Rourke tornou-se numa das figuras de proa da cena de Chicago e, em particular, do p\u00f3s-rock. Numa altura em que as coordenadas musicais deste movimento amea\u00e7am bloquear, assistindo-se ao aparecimento de uma quantidade de bandas novas que se limitam a propagar clich\u00e9s em torno do \u201ckrautrock\u201d e das guitarras minimalistas, descurando o esp\u00edrito de descoberta cultivado por grupos como os Tortoise, Trans AM e Ui, o mais recente \u00e1lbum de O\u2019Rourke faz um ponto de ordem e lan\u00e7a novas pistas de trabalho.<br \/>\nAo contra\u00b4rio do \u00e1lbuma anterior, \u201cTerminal Pharmacy\u201d, essencialmente ocupado por manipula\u00e7\u00f5es de fitas magn\u00e9ticas, \u201cBad Timing\u201d d\u00e1 a conhecer o Jim O\u2019Rourke \u201cunplugged\u201d em quatro longas composi\u00e7\u00f5es que aliam a devo\u00e7\u00e3o por dois dos seus her\u00f3is, John Fahey, mago obscuro da guitarra \u201cfingerpicking\u201d, e Tony Cnrad, associado dos Faust, para quem o minimalismo \u00e9 sin\u00f3nimo de massacre, com as suas particulares idiossincracias musicais.<br \/>\nPara Jim O\u2019Rourke &#8211; desestruturalista, \u201cgangster\u201d e terror do \u201cmainstream\u201d, \u201csemi\u00f3tico do som\u201d, como \u00e9 apelidado no longo artigo que lhe dedica a revista \u201cWire\u201d deste m\u00eas &#8211; interessa acima de tudo o conhecimento da natureza dos significados musicais e das suas implica\u00e7\u00f5es sociais, na procura de novas rela\u00e7\u00f5es e diferentes contextos de sonoridades ou m\u00fasicas historicamente determinados. Para tal \u00e9 necess\u00e1rio recuar a uma ess\u00eancia, \u00e0 origem do som, e \u00e9 essa viagem de retorno que o m\u00fasico aqui empreende, projectando, de regresso, no futuro, a sua obra redentora.<br \/>\nOs quatro temas t\u00eam um in\u00edcio semelhante. Surge em primeiro lugar uma guitarra ac\u00fastica (inspirada em John Fahey) em fraseados \u201cfingerpicking\u201d que come\u00e7am por fazer sentido dentro de um discurso tradicional para, em longos per\u00edodos de notas simples (por vezes uma s\u00f3) repetidas at\u00e9 aos limites da monotonia (influ\u00eancia de Tony Conrad). Instala-se o transe, o sil\u00eancio, a tens\u00e3o da escuta. Logo no primeiro tema, percebemos que esse \u00e9 o mesmo lugar frequentado por Brian Eno.<br \/>\nA partir deste ponto a \u201cm\u00fasica\u201d nasce, constroem-se arquitecturas, sobrep\u00f5em-se materiais: piano, trompete, trombone, electr\u00f3nica. L\u00edmpidos, estremunhados, do parto. No quarto e \u00faltimo tema (ou quarta parte de um longo exerc\u00edcio de depura\u00e7\u00e3o quase religiosa) a guitarra ac\u00fastica inicia o seu percurso acompanhado \u00e0 nascen\u00e7a por uma \u201cdrone\u201d (electr\u00f3nica, sanfona traficada?) cheia de rugosidades. Depois, a pele sint\u00e9tica cai e a m\u00fasica sofre uma metamorfose surpreendente, iluminando-se numa marcha de \u201cbig band\u201d, antes da guitarra ressurgir, ainda mais limpa e solit\u00e1ria, numa balada que lava a alma inteira do p\u00f3s-rock.<\/p>\n<p>O projecto dos Windsor for the Derby \u00e9 menos ambicioso. Neste caso o impulsionador do grupo \u00e9 Adam Wiltzie, dos Stars of the Lid, tamb\u00e9m produtor dos Furry Things, que deste modo se assume como terceiro v\u00e9rtice do tri\u00e2ngulo \u201cmaldito\u201d de Chicago, juntando-se a Jim O\u2019Rourke e John McEntire, dos Tortoise.<br \/>\n\u201cMinnie Greutzfeldt\u201d \u00e9 um daqueles \u00e1lbuns que n\u00e3o cativa \u00e0 primeira. Aparentemente, estamos uma vez mais no dom\u00ednio das guitarras descarnadas, tacteando a melodia sem l\u00f3gica e a textura perdida. Mas a m\u00fasica dos Windsor for the Derby cedo se come\u00e7a a desdobrar em diversas camadas de profundidade. Vozes muito, muito distantes invadem o metal das guitarras, instalam-se batidas repetitivas \u00e0 maneira dos franceses Tone Rec, um baixo no limite das baixas frequ\u00eancias varre \u201cNo Techno w\/drums\u201d. \u201cWhen I See Scissors\u201d \u00e9 um apontamento mim\u00e9tico do Brian Eno de \u201cAnother Green World\u201d e \u201cMusic For Films\u201d.<br \/>\nNo \u00faltimo e mais longo tema de \u201cMinnie Greutzfeldt\u201d, \u201cSkimming\u201d, a influ\u00eancia de Wiltzie torna-se mais forte do que nunca, numa esp\u00e9cie de condensado do extens\u00edssimo e obscuro mantra dos Stars of the Lid, \u201cThe Ballasted Orchestra\u201d, onde \u00e9 explorado o espa\u00e7o s\u00f3nico situado entre o nada e o vazio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21.11.1997 O Princ\u00edpio Da Contradi\u00e7\u00e3o LINK Jim O\u2019Rourke Bad Timing (8) Drag City, import. Ananana Windsor For The Derby Minnie Greuzfeldt (7) Trance Syndicate, distri. 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