{"id":2136,"date":"2010-05-09T07:58:10","date_gmt":"2010-05-09T14:58:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2136"},"modified":"2010-05-09T07:58:10","modified_gmt":"2010-05-09T14:58:10","slug":"deanta-whisper-of-a-secret-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/05\/09\/deanta-whisper-of-a-secret-conj\/","title":{"rendered":"D\u00e8anta &#8211; Whisper of a Secret (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>14.11.1997<br \/>\nFOLK<br \/>\n\u201cWhisper\u201d Contra \u201cWhisky\u201d<br \/>\nSegredos, cansa\u00e7o e um beijo. Ou onde se prova que o \u201cwhisky\u201d escoc\u00eas tem um travo bem mais amargo que o \u201cwhiskey\u201d irland\u00eas&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/deanta_WhisperOfASecret.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/deanta_WhisperOfASecret.jpg\" alt=\"\" title=\"deanta_WhisperOfASecret\" width=\"170\" height=\"170\" class=\"alignnone size-full wp-image-2137\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/deanta_WhisperOfASecret.jpg 170w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/deanta_WhisperOfASecret-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 170px) 100vw, 170px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/143702477\/Deanta_-_Whisper_of_a_Secret.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eHmRd5qwA5I&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eHmRd5qwA5I&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Comparando com outros grupos da sua gera\u00e7\u00e3o, os D\u00e8anta n\u00e3o ter\u00e3o o virtuosismo e, sobretudo, a vitalidade, dos Dervish, nem a experi\u00eancia dos Altan, mas em compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhes falata sensibilidade nem subtileza. Provavelmente, a tudo isto n\u00e3o ser\u00e1 alheio o facto de o grupo ser constitu\u00eddo na sua quase totalidade por mulheres (a excep\u00e7\u00e3o masculina \u00e9 Eoghan O\u2019Brien, na harpa). A esta falta, digamos assim, de m\u00fasculo corresponde, em \u201cWhisper of a Secret\u201d (\u201cO sussuro de um segredo\u201d a contrastar com a \u201ctrovoada\u201d do \u00e1lbum anterior), a interioriza\u00e7\u00e3o de um report\u00f3rio quase exclusivamente constitu\u00eddo por temas tradicionais, na sequ\u00cancia do que j\u00e1 acontecera nos dois primeiros \u00e1lbuns, \u201cD\u00e9anta\u201d e \u201cReady for the Storm\u201d.<br \/>\nAs D\u00e9anta, como os Dervish, assumem-se como representantes da veia mais cl\u00e1ssica da \u201cfolk\u201d irlandesa, dispensando quer os confrontos estil\u00edsticos quer uma leitura mais pol\u00e9mica da tradi\u00e7\u00e3o. Cl\u00e1ssica \u00e9, ent\u00e3o, mas cheia de delicadez e \u201cnuances\u201d, a interpreta\u00e7\u00e3o dos \u201csets\u201d instrumentais, ficando reservadas para os \u201cgourmets\u201d as del\u00edcias do canto de Mary Dillon, de uma expressividade que aproveitam o melhor das divas Dolores Keane e Triona Ni Dhomnaill. Quem julga ter encontrado as chaves do c\u00e9u na praga das compila\u00e7\u00f5es \u201cceltic\u201d faria melhor em escutar uma balada como \u201cLone Shanakyle\u201d. Uma harpa, ao fundo, um lago de teclados e a voz de Mary Dillon a transbordar de pureza e sentimento v\u00e3o directos ao \u00e2mago da tal Irlanda do verde aguado e das neblinas misteriosas. (Green Linnet, distri. MC-Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8)<\/p>\n<p>Na Esc\u00f3cia, pelo contr\u00e1rio, falta-se cada vez mais ao respeito \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o. Desde que a Greentrax mudou a sua imagem de marca, abrindo portas aos prevaricadores, nada permaneceu como dantes na terra dos \u201ckilts\u201d e das \u201cHighland pipes\u201d. Os Shooglenifty e os B\u00f9rach s\u00e3o os dois grupos da casa que mais longe est\u00e3o a levar a revolu\u00e7\u00e3o. \u00c9, no m\u00ednimo, curiosa a forma como cada um deles evoluiu do primeiro para o segundo \u00e1lbum. Os B\u00f9rach v\u00eam de \u201cThe Weird Set\u201d, um \u00e1lbum alucinante, por culpa do entusiasmo contagiante do violinista Gavin Marwick, confrontando-se neste seu novo trabalho com atroca de tr\u00eas elementos, saindo Marwick, Jimmy McLeod e Lynne O\u2019Hara, entrando para o seu lugar Eoghain Anderson, Roy Waterson e Gregor Borland, respectivamente na bateria, baixo e didgeridoo, e violino, o que obrigou, necessariamente, a um desvio musical.<br \/>\nNuma primeira audi\u00e7\u00e3o, \u201cBorn Tired\u201d provoca algumas resit\u00eancias. \u201cTrai\u00e7\u00e3o!\u201d, clamar\u00e3o de imediato os mais intolerantes. N\u00e3o ser\u00e1 bem assim, embora se compreenda uma reac\u00e7\u00e3o destas. \u00c9 que \u201cBorn Tired\u201d, tomando embora ainda como base no\u00e7\u00f5es tradicionais, rompe de forma ostensiva com elas. Chamemos-lhe \u201cfolk progressivo\u201d, se quisermos, a verdade \u00e9 que \u201cBorn Tired\u201d soa diferente de tudo o que j\u00e1 se ouviu antes na \u00e1rea do tradicional, em particular nas can\u00e7\u00f5es vocalizadas por Alison Cherry, cuja voz possui o timbre e a do\u00e7ura de outra Alison, Alison Statton, dos Young Marble Giants.<br \/>\nUltrapassado, por\u00e9m, o choque inicial, somos for\u00e7ados a reconhecer que estas mesmas can\u00e7\u00f5es (\u201cNothing left to say\u201d e \u201cRing around the moon2 est\u00e3o longe de poderem ser chamadas baladas folk, mas que importa, se nos fazem olhar para t\u00e3o longe&#8230;) transbordam de poesia e de emotividade, a voz de Alison Cherry mais parecendo a de um fantasma de crian\u00e7a a cantar-nos coisas tristes e com sabor a cereja. Os B\u00f9rach afastaram-se da ortodoxia, \u00e9 verdade, mas o nicho que actualmente ocupam merece uma visita demorada. (Greentrax, distri. MC-Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8)<\/p>\n<p>Os Shooglenifty, pelo contr\u00e1rio, regrediram. Se em \u201cVenus in Tweeds\u201d, o \u00e1lbum de estreia, o grupo sugeria uma atitude equivalente \u00e0 dos Hedningarna, jogando na explos\u00e3o, na fragmenta\u00e7\u00e3o e no excesso de electricidade, agora, em \u201cA Whisky Kiss\u201d, \u00e9 o reaccionarismo encapotado. Explicando melhor, cada tema funciona invariavelmente a partir da mesma regra: sobre uma base r\u00edtmica rock ou timidamente tecno, da bateria e do baixo el\u00e9ctrico, de uma simplicidade tocando as raias da pobreza, os dois solistas principais &#8211; Angus R. Grant, no violino, e Garry Finlayson, no banjo &#8211; seguem, afinal, a via do tradicionalismo, em \u201creels\u201d e \u201cjigs\u201d que o peso e o volume do acompanhamento quase sufocam.<br \/>\nO andamento de temas como \u201cDa eye wifey\u201d ou \u201cThe price of a pig\u201d recorda os Fairport Convention, sendo estes, na altura, igualmente criticados pela forma como ousaram desafiar os c\u00e2nones. A diferen\u00e7a est\u00e1 em que nos Shooglenifty ningu\u00e9m se chama Richard Thompson ou Dave Mattacks, e a m\u00fasica destes escoceses troca o trabalho de cria\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a de automatismos pretensamente destinados a enfatizar o factor \u201cm\u00fasica de dan\u00e7a\u201d. Dito isto, claro que os elefantes tamb\u00e9m t\u00eam o direito de dan\u00e7ar. (Greentrax, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 6).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14.11.1997 FOLK \u201cWhisper\u201d Contra \u201cWhisky\u201d Segredos, cansa\u00e7o e um beijo. 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