{"id":2107,"date":"2010-05-05T08:34:26","date_gmt":"2010-05-05T15:34:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2107"},"modified":"2010-05-05T08:34:26","modified_gmt":"2010-05-05T15:34:26","slug":"mahmoud-fadl-drummers-of-the-nile-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/05\/05\/mahmoud-fadl-drummers-of-the-nile-conj\/","title":{"rendered":"Mahmoud Fadl &#8211; Drummers of the Nile (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>24.10.1997<br \/>\nWorld<br \/>\n\u00c1guas Em F\u00faria<br \/>\nCabalismos klezmer possu\u00eddos pela ira contra os deuses, ritmos do Nilo, cantos e dan\u00e7as do Piemonte italiano e, da Su\u00e9cia, ainda um projecto com o envolvimento de Ale M\u00f6ller e Lena Willemark, entre a tradi\u00e7\u00e3o e a improvisa\u00e7\u00e3o. Quadrantes de um mesmo mundo que a cada instante se redescobre e reinventa atrav\u00e9s da m\u00fasica.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/mahmoudFadl_DrummersoftheNile.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/mahmoudFadl_DrummersoftheNile.jpg\" alt=\"\" title=\"mahmoudFadl_DrummersoftheNile\" width=\"260\" height=\"257\" class=\"alignnone size-full wp-image-2108\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=ADLOZ5PR\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4gXl1LXxtfk&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4gXl1LXxtfk&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cDrummers of the Nile\u201d \u00e9 uma viagem musical atrav\u00e9s do rio Nilo, das suas tradi\u00e7\u00f5es e dos seus mist\u00e9rios. Navega-se por ele a bordo das percuss\u00f5es mas tamb\u00e9m das vozes, com as contribui\u00e7\u00f5es de um acorde\u00e3o e de um trompete, quando a nau lan\u00e7a a \u00e2ncora nas vielas e nos bares mal afamados do Cairo. Entre o mar e o deserto, os tambores do maestro Mahmoud Fadl transportam-nos ao longo das diversas tradi\u00e7\u00f5es conotadas com este rio desde sempre envolvido numa aura de mist\u00e9rio e cujos fluxos e refluxos das \u00e1guas permaneceram durante s\u00e9culos por explicar. M\u00fasica cl\u00e1ssica do Egipto, ritmos dos bedu\u00ednos, cantos e cad\u00eancias das mulheres, imita\u00e7\u00f5es de camelos, dan\u00e7as tradicionais a acompanhar cerim\u00f3nias de casamento, variantes espec\u00edficas e diversos ritmos, nubianos ou do Sud\u00e3o (como o \u201cdishka\u201d, dan\u00e7a de protesto das prostitutas contra a proibi\u00e7\u00e3o da sua actividade, decretada no Sud\u00e3o, que alguns consideram ser o \u201cav\u00f4 do reggae\u201d) s\u00e3o alguns dos pontos por onde passam as percuss\u00f5es e as vozes destes \u201cDrummers of the Nile\u201d. \u201cA night on Mohammed Ali street\u201d retrata, por seu lado, as condi\u00e7\u00f5es de pobreza e sofrimento que enfermam as ruas de um dos bairros mais miser\u00e1veis da cidade do Cairo. \u00c9 isso: a complexidade de alguns dos temas, em contraste com a extrema simplicidade de outros, num registo de pura etnicidade, s\u00e3o o corpo musical de uma entidade viva e pujante, o Nilo, reflectindo as suas paisagens e o modo de sentir das suas gentes. (Piranha, distri. Megam\u00fasica, 8)<\/p>\n<p>N\u00e3o muito longe, um bando de judeus endemoninhados desafia o Criador e as t\u00e1buas da Lei. \u201cPorque \u00e9 que o Todo Poderoso passou os primeiros cinco livros da sua B\u00edblia a escrever sobrte quest\u00f5es confusas e de moralidade problem\u00e1tica?\u201d \u00e9 a pergunta colocada por Tony Kushner na longa apresenta\u00e7\u00e3o que fez de \u201cPossessed\u201d, acrescentando logo de seguida que \u201c\u00e9 preciso lutar contra o Todo Poderoso\u201d. Tony Kushner \u00e9 o autor de uma adapta\u00e7\u00e3o para teatro, \u201cA Dybbuk Between Two Worlds\u201d, da obra cl\u00e1ssica de S. An-ski, \u201cThe Dybbuk\u201d que, a par de um enredo de amor e possess\u00e3o, constitui um aut\u00eantico manual de folclore \u201cyiddish\u201d, para a qual os Klezmatics compuseram a banda sonora, compreendida nos temas 9 a 17 do disco. Quem j\u00e1 conhece esta banda pela audi\u00e7\u00e3o do alucinante exerc\u00edcio sobre m\u00fasica klezmer contido em \u201cRhythms + Jews\u201d encontrar\u00e1 aqui o mesmo esp\u00edrito iconoclasta, embora envolto num esquema, dado o car\u00e1cter espec\u00edfico deste disco, necessariamente mais r\u00edgido. O \u201cjazz\u201d e o teatro encontram-se com a folk, o \u201cska\u201d, as \u201cnovas m\u00fasicas\u201d e baladas de recorte cristalino, como \u201cMizmor shir lehanef\u201d, animados pelo mesmo esp\u00edrito que ajudou a criar a identidade (e pluralidade, por vezes convulsiva) da na\u00e7\u00e3o judaica contempor\u00e2nea, de Mahler a Schoenberg, passando por Marx e Freud. S\u00e3o estes fantasmas que os Klezmatics exorcizam com a f\u00faria e convic\u00e7\u00e3o dos eleitos, desafiando, eles pr\u00f3prios, as regras da Torah (a Lei divina). (Piranha, distri. Megam\u00fasica, 8)<\/p>\n<p>Seguindo a direito pelo Mediterr\u00e2neo encontramos os nossos velhos amigos celtas do Piemonte, no Norte de It\u00e1lia, em plena corte dos La Ciapa Rusa, reis incontestados da m\u00fasica desta regi\u00e3o. Como acontece com \u201cDrummers of the Nile\u201d, em rela\u00e7\u00e3o ao Nilo, cujo caudal sofre cheias peri\u00f3dicas, tamb\u00e9m o \u00e1lbum \u201cOmi e Paiz\u201d, dos Tre Martelli, est\u00e1 marcado pela f\u00faria das \u00e1guas, neste caso pelas cheias que assolaram a zona de Alessandria em Novembro de 1994 e, inclusive, puseram em risco a pr\u00f3pria exist\u00eancia do grupo. O report\u00f3rio \u00e9 constitu\u00eddo pelos \u201cbrandos\u201d, \u201calessandrine\u201d e \u201cmonferrine\u201d da praxe, alternando com baladas vocalizadas de extrema sensualidade, caracter\u00edsticas do estilo do Piemonte, onde brilham as vozes de Simone Boglia e Andrea Sibilio, num registo de menor sofistica\u00e7\u00e3o comparado aos \u201cinternacionais\u201d Ciapa Rusa e Barab\u00e0n. (Robi Droli, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8).<\/p>\n<p>De s\u00fabito, uma rajada gelada tolhe-nos os membros, fazendo-nos tremer. Por momentos o frio faz-nos perder o sentido de orienta\u00e7\u00e3o. \u00c9 meia-noite mas o sol brilha sobre o horizonte. \u00c9 claro, salt\u00e1mos muito para Norte e viemos cair na Su\u00e9cia. Por\u00e9m, a m\u00fasica que nos chega atrav\u00e9s de \u201cEnteli\u201d, consegue fazer-nos esquecer o frio. Reconhecemos, no colectivo designado por Enteli, a presen\u00e7a, uma vez mais, de Ale M\u00f6ller e Lena Willemark, numa m\u00fasica que toma as baladas medievais ou as tradi\u00e7\u00f5es xam\u00e2nicas das dan\u00e7as \u201csufi\u201d como inspira\u00e7\u00e3o para um exerc\u00edcio de liberdade que est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do \u201cjazz\u201d e do requinte de um Jan Garbarek que da m\u00fasica tradicional, recuperando todo o virtuosismo mas tamb\u00e9m as tend\u00eancias her\u00e9ticas da escola escandinava, marcadas tanto pelo furor instrumental como por um sentido apurado da poesia e de um ambientalismo \u201csui generis\u201d, fruto da eterna promiscuidade entre o sol e a lua. (Phono Suecia, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24.10.1997 World \u00c1guas Em F\u00faria Cabalismos klezmer possu\u00eddos pela ira contra os deuses, ritmos do Nilo, cantos e dan\u00e7as do Piemonte italiano e, da Su\u00e9cia, ainda um projecto com o envolvimento de Ale M\u00f6ller e Lena Willemark, entre a tradi\u00e7\u00e3o e a improvisa\u00e7\u00e3o. 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