{"id":2063,"date":"2010-04-28T10:26:32","date_gmt":"2010-04-28T17:26:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2063"},"modified":"2010-04-28T10:26:32","modified_gmt":"2010-04-28T17:26:32","slug":"trio-patrekatt-adam-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/28\/trio-patrekatt-adam-conj\/","title":{"rendered":"Trio Patrekatt &#8211; Adam (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>10.10.1997<br \/>\nWorld &#8211; Su\u00e9cia<br \/>\nCinco Violinos<br \/>\nA editora Xxource\/Resource continua a fazer o seu trabalho de repescagem de cl\u00e1ssicos, a par da edi\u00e7\u00e3o de novos nomes da m\u00fasica da Su\u00e9cia, na \u00e1rea tradicional mas tamb\u00e9m do progressivo (bo Hansson, Sammla Mannas Mama) ou de autores contempor\u00e2neos, como Lars Hollmer e o desconhecido Dan Gisen Malmqvist. Acabou de chegar mais um pacote de lan\u00e7amentos. Cinco, uma equipa \u00e0 base de viloinos.<\/p>\n<p>Faz sentido come\u00e7ar pelo grupo mais antigo,, e tamb\u00e9m mais cl\u00e1ssico, do pacote, os J P Nystroms, um quinteto oriundo da zona mineira que rodeia a cidade de Gallivare, onde, desde h\u00e1 s\u00e9culos, est\u00e1 estabelecida uma comunidade de lap\u00f5es. \u201cStockholm 1313 km\u201d \u00e9 uma colect\u00e2nea de temas dos tr\u00eas \u00e1buns de originais do grupo, gravados em 1979, 1980 e 1987, e de uma cassete editada em 1986. Joan Olafsson, dos N\u00f6rrlatar, refere-se aos J P Nystroms de forma entusi\u00e1stica, insistindo no seu pioneirismo e na frescura das interpreta\u00e7\u00f5es. Com base numa combina\u00e7\u00e3o de quatro violinos &#8211; tradi\u00e7\u00e3o fortemente implantada em toda a Escandin\u00e1via &#8211; o som dos J P Nystroms n\u00e3o tem o poder de ruptura de alguns dos grupos suecos mais recentes, sendo antes uma abordagem calorosa e s\u00e9ria do folclore de uma regi\u00e3o espec\u00edfica, equivalente ao que os Dubliners, por exemplo, fazem na Irlanda. (Resource, 6).<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/trioPatrekatt_Adam.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/trioPatrekatt_Adam.jpg\" alt=\"\" title=\"trioPatrekatt_Adam\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-2064\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/trioPatrekatt_Adam.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/trioPatrekatt_Adam-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>No cap\u00edtulo das bandas novas, surgem pela primeira vez no mercado portugu\u00eas os Trio Patrekatt, com \u201cAdam\u201d. A sua proposta \u00e9 original, embora n\u00e3o propriamente destinada a impressionar uma quantidade grande de ouvidos: juntar duas \u201cnyckelharpas\u201d (violino arcaico munido de teclas, cuja sonoridade faz a ponte entre a rabeca e a sanfona) com um violoncelo. O som daqui resultante, n\u00e3o primando pela variedade, aposta necessariamente na expresiividade, aspecto em que o trio revela todas as suas capacidades. O report\u00f3rio de \u201cAdam\u201d \u00e9 constitu\u00eddo, al\u00e9m de originais do grupo, por \u201cpolskas\u201d, ora de sabor cl\u00e1ssico, ora de colorido mais popular e rural, que, se outro m\u00e9rito n\u00e3o tivessem, constituem material de dan\u00e7a de primeira \u00e1gua. Depois, como acontece com frequ\u00eancia nesta regi\u00e3o da Europa, a Escandin\u00e1via, a m\u00fasica popular est\u00e1 intimamente ligada \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es mais antigas, da Idade M\u00e9dia e do Renascimento, o que lhe confere um sabor e poder evocativo muito especiais. Escute-se a este prop\u00f3sito, um tema como \u201cPrefektens Favoriter\u201d. A n\u00e3o perder, sobretudo para os apreciadores da escola violin\u00edstica escandinava, que sabem apreciar as del\u00edcias de um grupo de refer\u00eancia como os JPP. (Xxource, 7).<\/p>\n<p>Alegrem-se os furiosos do ritmo, que esperam a \u201cnext big thing\u201d depois dos Hedningarna, Den Fule, Hoven Droven e Garmarna. Os Vasen t\u00eam tudo para corresponder a estas expectativas. O seu novo \u00e1lbum, \u201cVarldens Vasen\u201d, assenta numa poderosa sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica propulsionada pelas percuss\u00f5es do novo elemento do grupo, Andr\u00e9 Ferrari (um aut\u00eantico F\u00f3rmula Um&#8230;), sobre as quais os restantes tr\u00eas m\u00fasicos, Olav Johansson, na \u201cnyckelharpa\u201d, Roger Tallroth, na guitarra, e Mikael Marin, na viola de arco, elaboram uma complexa tape\u00e7aria de compassos e arranjos que, uma vez mais, est\u00e3o fortemente enraizados na tradi\u00e7\u00e3o, mas insistem na sua moderniza\u00e7\u00e3o. Refor\u00e7am a componente r\u00edtmica e &#8211; l\u00e1 teremos que utilizar novamente o termo&#8230; &#8211; progressiva (\u201cB\u00f6rjar du fatta\u201d, \u201cNitti pomfriti\u201d, \u201cTartulingen\u201d&#8230;) de uma m\u00fasica que se desenvolve em constantes altera\u00e7\u00f5es de andamento e solu\u00e7\u00f5es t\u00edmbricas, o que \u00e9 not\u00e1vel se nos lembrarmos de que o grupo apenas disp\u00f5e de tr\u00eas instrumentos solistas. Curiosa a fus\u00e3o Su\u00e9cia-Ind\u00eda em \u201cShapons vindaloo\u201d. Esque\u00e7am os preconceitos e saboreiem esta m\u00fasica de infinitos matizes. Bolas, os Vasen, conseguem ser tanto ou mais complexos que os Gentle Giant!&#8230; (Xxource, 8)<\/p>\n<p>Dan Gisen Malmqvist \u00e9 um compositor e clarinetista que andou nos anos 70 a tocar \u201cjazz\u201d com Ale M\u00f6ller (actualmente um dos mais reputados m\u00fasicos suecos, presen\u00e7a indispens\u00e1vel nos discos de Lena Willemark), quando travou conhecimento com o grupo Arbete &#038; Fritid (j\u00e1 reeditado num dos primeiros \u00e1lbuns da xxource), atrav\u00e9s dos quais descobriu uma nova forma de improvisa\u00e7\u00e3o, intrinsecamente ligada \u00e0 m\u00fasica tradicional. \u201cNattljus\u201d, gravado j\u00e1 este ano, \u00e9 o seu segundo \u00e1lbum, ap\u00f3s \u201cVattenringar\u201d, de 1990. Nele encontramos uma m\u00fasica, quase sempre calma, que junta o lado mais introspectivo de Lars Hollmer com uma admira\u00e7\u00e3o pelo \u201cbal musette\u201d e a can\u00e7\u00e3o do \u201cvaudeville\u201d (\u201cMotvals\u201d, vocalizada por Karin Parrot) franceses e os folclores da Gr\u00e9cia e dos Balc\u00e3s, alternando com marchas mais pr\u00f3ximas da fluidez de um Bo Hansson (\u201cGlasskapet\u201d) doq ue das l\u00fagrubes fanfarras dos Arbete &#038; Fritid. Se me \u00e9 permitido escolher um tema, optaria pelo encantamento solena de \u201cSorg\u201d, onde Malmqvist toca uma taragota (clarinete grego) a pensar na m\u00fasica de Charlie Haden. (Xxource, 7)<\/p>\n<p>Para finalizar, e s\u00f3 para chatear, mais violinos, incluindo o t\u00edpico \u201chardingfela\u201d sueco, mais viola de arco, lira, violoncelo e \u00f3rga\u00f5 de vozes, gravados noutra editora sueca, a Drone, pelos H\u00f6\u00f6k!. Se os J P Nystroms representam o lado maispopular deste instrumento, os \u201cH\u00f6\u00f6k!\u201d representam a sua vertente erudita. \u201cH\u00f6\u00f6k!\u201d, o disco, subintitulado \u201cMusik Ur Svenska Handskrifter Fran 1600 &#8211; Och 1700-Talen\u201d, incide no report\u00f3rio do s\u00e9culo XVII, constituindo, sem sombra de d\u00favida, mat\u00e9ria de regozijo para um mel\u00f3mano e m\u00fasica cl\u00e1ssica, mas deixando o adepto mais intransigente da \u201cfolk\u201d de m\u00e3os a abanar. Para este, sobra a voz de Susanne Raosenberg, cujas escassas apari\u00e7\u00f5es fazem lembrar as liturgias de Agnes Buen Barnas. (Drone, 7; todos os discos distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10.10.1997 World &#8211; Su\u00e9cia Cinco Violinos A editora Xxource\/Resource continua a fazer o seu trabalho de repescagem de cl\u00e1ssicos, a par da edi\u00e7\u00e3o de novos nomes da m\u00fasica da Su\u00e9cia, na \u00e1rea tradicional mas tamb\u00e9m do progressivo (bo Hansson, Sammla Mannas Mama) ou de autores contempor\u00e2neos, como Lars Hollmer e o desconhecido Dan Gisen Malmqvist. 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