{"id":2036,"date":"2010-04-25T07:31:27","date_gmt":"2010-04-25T14:31:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2036"},"modified":"2010-04-25T07:31:27","modified_gmt":"2010-04-25T14:31:27","slug":"clau-de-lluna-obertura-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/25\/clau-de-lluna-obertura-conj\/","title":{"rendered":"Clau de Lluna &#8211; Obertura (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>19.09.1997<br \/>\nFolk Espanha<br \/>\nDoa A Quem Doer<br \/>\nEnquanto por c\u00e1 os discos importantes de grupos nacionais v\u00e3o surgindo com intervalos de meses ou mesmo de anos, ao nosso lado, na vizinha Espanha, acontece o oposto. M\u00fasicos e editoras, anima\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o convergem num prop\u00f3sito comum. Os resultados est\u00e3o \u00e0 vista. Clau de Lluna, Lu\u00e9tiga, Clorofolk, Atl\u00e2ntica e Doa s\u00e3o exemplos da melhor folk que se est\u00e1 a fazer do outro lado da fronteira.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/obertura.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/obertura.gif\" alt=\"\" title=\"obertura\" width=\"149\" height=\"148\" class=\"alignnone size-full wp-image-2037\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cObertura\u201d \u00e9 o terceiro \u00e1lbum dos catal\u00e3es Clau de Lluna, sucedendo a \u201cCercle de Gal-la\u201d e \u201cFica-Li Noia!\u201d. Diga-se desde j\u00e1 que \u00e9 o melhor \u00e1bum do grupo. N\u00e3o podia ser mais auspiciosa a abertura desta \u201cObertura\u201d, uma \u201csuite\u201d de dez minutos com este nome onde \u00e9 manifesta a enorme evolu\u00e7\u00e3o sofrida pelo grupo. Dividida em quatro movimentos, \u201cObertura\u201d apresenta uma riqueza excepcional ao n\u00edvel dos arranjos, sucedendo-se as surpresas: um solo inspirado de gaita-de-foles, \u201cintermezzos\u201d barrocos, c\u00e2nticos religiosos, no fundo pondo em pr\u00e1tica o principal prop\u00f3sito enunciado pelo grupo: \u201ca procura de uma sonoridade folk actual e genuinamente catal\u00e3\u201d. Os restantes 12 temas centram-se nas dan\u00e7as tradicionais, contradan\u00e7as, valsas, \u201csardanas\u201d, \u201cjotas\u201d e \u201cpassedobles\u201d animados pela gaita-de-foles (\u201csac de gemecs\u201d, estes catal\u00e3es s\u00e3o loucos!&#8230;), sanfona, violino, acorde\u00e3o, cordas dedilhadas e percuss\u00f5es. H\u00e1 ainda polifonias (\u201cCon no n\u2019era\u201d) e aproxima\u00e7\u00f5es \u00e0 m\u00fasica antiga (\u201cTocata i polca\u201d) num baile para dan\u00e7ar at\u00e9 ao nascer do dia (M\u00fasica Global, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8).<br \/>\nDiz a lenda que em todos os s\u00e1bados, quando a oite cai, as bruxas da Cant\u00e1bria saem, voando, em forma de aves, a caminho de Cern\u00e9ula&#8230;\u201d<br \/>\nDeixem a racionalidade de fora, caso queiram aceder ao mundo de hist\u00f3rias contadas em voz baixa \u00e0 lareira na esta\u00e7\u00e3o dos frios e de dan\u00e7as de transmuta\u00e7\u00e3o m\u00b4gica, nos rituais da Primavera, dos Lu\u00e9tiga. Can\u00e7\u00f5es montanhesas, as \u201ctonadas campurrianas\u201d t\u00edpicas da regi\u00e3o, instrumentais sdofisticados e vocaliza\u00e7\u00f5es \u201ca capella\u201d s\u00e3o abordadas pelos seis elementos dos Lu\u00e9tiga, neste seu terceiro \u00e1lbum, depois de \u201cLa Ultima Cajiga\u201d e \u201cNel \u2018El Vieju\u201d, numa perspectiva de moderniza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o trai a ess\u00eancia desta m\u00fasica profundamente enraizada na sua regi\u00e3o natal, a Cant\u00e1bria, a sul das Ast\u00farias.<br \/>\nA instrumenta\u00e7\u00e3o, como \u00e9 regra neste g\u00e9nero de grupos, \u00e9 variada, incluindo a gaita-de-foles cantabro-asturiana, flauta e tamborim, pandeiretas, guitarras, violino, clarinete e acorde\u00e3o. Tudo junto faz de \u201cCern\u00e9ula\u201d um \u00e1lbum indispens\u00e1vel. J\u00e1 agora, n\u00e3o liguem ao aviso, se pretendem bailar \u201ca lo agarrau\u201d, m\u00e9todo considerado uma inven\u00e7\u00e3o do dem\u00f3nio, em que os jovens que dan\u00e7avam deste modo \u201ceram condenados irremediavelmente ao inferno\u201d (Several, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 9).<br \/>\nDois elementos dos Lu\u00e9tiga, Marcos B\u00e1rcena (guitarra, \u201cwhistle\u201d, gaita-de-foles, \u201cbodhran\u201d, flauta e voz) e a, cremos que irlandesa, Kate Gass (violino, \u201cwhistle\u201d, concertina, acorde\u00e3o, pandeireta e voz), formaram o seu projecto pessoal, Atl\u00e2ntica, onde d\u00e3o largas ao \u201cpecado\u201d da irlandiza\u00e7\u00e3o. Num \u00e1lbum intitulado \u201cMusica Celta Y De Otros Paises Del Atlantico\u201d, pois claro, os \u201creels\u201d s\u00e3o a pontap\u00e9 e as vocaliza\u00e7\u00f5es em ingl\u00eas fazem sorrir. H\u00e1 quem goste. N\u00f3s achamos que, apesar de tudo, l\u00e1 mais para norte, na ilha, soa mais convincente. Mas gostos n\u00e3o se discutem, como se costuma dizer&#8230; Condescenderam num tradicional da Galiza, noutro da Esc\u00f3cia, noutro de Fran\u00e7a, noutro ainda do Quebeque. O resto \u00e9 tudo Irlanda e, para falar com franqueza, um pouco aborrecido e \u201cceltichique\u201d em demasia&#8230; (Several, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 6)<br \/>\nOs Clorofolk, outro sexteto, no seu \u00e1lbum de estreia, \u201cCambio de Agujas\u201d, preocupam-se menos com os purismos regionalistas do que com uma abordagem renovada da m\u00fasica do mundo. V\u00e3o \u00e0 Bretanha, \u00e0 Rom\u00e9nia e, na vasta geografia espanhola, a Zamora e \u00e0 San\u00e1bria. E ao Oriente, que l\u00eaem de forma particular na sua \u201cLuna de Oriente\u201d. Rabi Abou-Khalil parou no centro do imenso planalto castelhano. E \u201cEl Monte de Venus\u201d \u00e9 t\u00e3o inocente como a delicadeza das guitarras quer fazer crer? Progressivos (vestidos de Malicorne em \u201cEzperanzas Rotas\u201d, pode l\u00e1 ser, mas \u00e9 um tema delicioso, o melhor, a par de \u201cApenas Brilla La Aurora\u201d, uma ora\u00e7\u00e3o de gait-de-foles&#8230;), criativos e sem preconceitos, aos Clorofolk faltar\u00e1, para j\u00e1, soltar alguma adrenalina. Ou ser\u00e1 que o defeito \u00e9 da produ\u00e7\u00e3o? 8Saga, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 7.)<br \/>\nResta darmos gra\u00e7as \u00e0 reedi\u00e7\u00e3o de \u201cO Son da Estrela Escura\u201d, dos Doa, um dos cl\u00e1ssicos da m\u00fasica tradicional e antiga da Galiza, editado originalmente em 1979. Ainda um sexteto, os Doa recriavam ent\u00e3o, com a sapi\u00eancia de verdadeiros iniciados, as cantigas de Santa Maria, de Afonso X, as antiqu\u00edssimas \u201cdan\u00e7as de espada\u201d, com semelham\u00e7as mel\u00f3dicas e r\u00edtmicas com a m\u00fasica da Bretanha e da Proven\u00e7a, um romance franc\u00eas do Caminho de Santiago, a \u201cCarballesa\u201d galega, a \u201cDanza do Rosal\u201d, a \u201cCabalgata de Ribadavia\u201d, cantigas de amigo de Mart\u00edn Codax e os c\u00e9lebres \u201cRomance de dona ausenda\u201d e \u201cA Casadina infiel\u201d. Em todos eles sobrleva ora uma simplicidade tocante, ora a grandeza arquitect\u00f3nica de uma catedral. Para ouvir com devo\u00e7\u00e3o. Obrigat\u00f3rio. (Clave, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 10)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>19.09.1997 Folk Espanha Doa A Quem Doer Enquanto por c\u00e1 os discos importantes de grupos nacionais v\u00e3o surgindo com intervalos de meses ou mesmo de anos, ao nosso lado, na vizinha Espanha, acontece o oposto. M\u00fasicos e editoras, anima\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o convergem num prop\u00f3sito comum. Os resultados est\u00e3o \u00e0 vista. 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