{"id":2026,"date":"2010-04-23T03:39:18","date_gmt":"2010-04-23T10:39:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2026"},"modified":"2010-04-23T03:39:18","modified_gmt":"2010-04-23T10:39:18","slug":"maddy-prior-flesh-and-blood-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/23\/maddy-prior-flesh-and-blood-conj\/","title":{"rendered":"Maddy Prior &#8211; Flesh and Blood (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>25.07.1997<br \/>\nTr\u00eas Inglesas Rom\u00e2nticas<br \/>\nA folk brit\u00e2nica est\u00e1 nas m\u00e3os de tr\u00eas mulheres. S\u00e3o inglesas e t\u00eam uma vis\u00e3o rom\u00e2ntica da m\u00fasica tradicional, enquanto projec\u00e7\u00e3o de estados de alma subjectivos ou lugar onde as for\u00e7as c\u00f3smicas confluem no ind\u00edviduo. A alegria, em eliza Carthy. A sensualidade, em Kathryn Tickell. A magia em Maddy Prior. Entre cada uma delas existe uma diferen\u00e7a de idades de mais ou menos dez anos, come\u00e7ando em eliza e acabando em Maddy. Aproxima-as a entrega \u00e0 m\u00fasica que amam. E uma vis\u00e3o: de que a Tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 algo sempre vivo e inacabado.<\/p>\n<p>Eliza Carthy \u00e9 a mais nova das tr\u00eas. Filha de pai e m\u00e3e ilustres, Martin Carthy e Norma Waterson, gravou com eles um par de \u00e1lbuns de luxo que vieram reorientar a \u201cfolk\u201d inglesa no sentido de ajustamento ao veio mais s\u00f3lido da tradi\u00e7\u00e3o, \u201cWaterson: Carthy\u201d e \u201cCommon Tongue\u201d.<br \/>\nS\u00f3 que no seu novo \u00e1lbum, \u201cEliza Carthy &#038; The Kings of Calicutt\u201d, a jovem Carthy decidiu romper com os progenitores, pondo os seus talentos de violinista e vocalista ao servi\u00e7o de uma m\u00fasica com outro tipo de energia que deve tanto \u00e0s dan\u00e7as \u201cmorris\u201d como ao rock. A sua liga\u00e7\u00e3o aos Kings of Calicutt &#8211; quarteto de bateria, baixo, acorde\u00e3o-vox e salt\u00e9rio-voz &#8211; corresponde, no fundo, a um fen\u00f3meno de retorno peri\u00f3dico dos \u201cfolkers\u201d ingleses ao \u201cfolk rock\u201d, dando raz\u00e3o aos que n\u00e3o encontram nas bases tradicionais material suficiente para uma progress\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, a longo prazo, no sentido da sua moderniza\u00e7\u00e3o. Exemplos n\u00e3o faltam: dos Fairport Convention aos Steeleye Span, dos Fotheringay aos Woods Band, dos Home Service aos Albion Band, dos New Celeste aos Pyewackett, dos Whippersnapper aos Blowzabella.<br \/>\nCom o quarteto, uma sec\u00e7\u00e3o de sopros (na velha tradi\u00e7\u00e3o dos Brass Monkey, Albion Band e Home Service, mas tamb\u00e9m da m\u00fasica do princ\u00edpio do s\u00e9culo, como foi recriada pelos New Victory Band) e o violinista convidado, John McCusker, dos Battlefield Band, o grupo recria de forma eficaz os \u201cjigs\u201d e demais dan\u00e7as da praxe, por vezes num registo pr\u00f3ximo do \u201cbluegrass\u201d, resguardando-se os instrumentos solistas numa linguagem mais tradicional, enquanto a sec\u00e7\u00e3o r\u00edtmica se socorre dos compassos rock. Como vocalista, Eliza continua a evoluir a passos largos. Ou\u00e7am, para comprovar, a profundidade a que j\u00e1 consegue chegar, em \u201cMother, go make my bed\u201d. Imagine-se a m\u00fasica dos pais, sem o tom \u00e9pico do pai e da trag\u00e9dia da m\u00e3e, aumentada pela alegria juvenil de quem j\u00e1 reservou o seu lugar na Hist\u00f3ria. (Topic, distri. Megam\u00fasica, 8)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/maddyPrior_FleshAndBlood.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/maddyPrior_FleshAndBlood.jpg\" alt=\"\" title=\"maddyPrior_FleshAndBlood\" width=\"196\" height=\"195\" class=\"alignnone size-full wp-image-2027\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/maddyPrior_FleshAndBlood.jpg 196w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/maddyPrior_FleshAndBlood-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 196px) 100vw, 196px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/73851267\/Maddy_Prior_-_Flesh_and_blood.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"480\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/GFWzPiGHd_Y&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/GFWzPiGHd_Y&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"480\" height=\"385\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Maddy Prior, essa j\u00e1 ocupa o seu h\u00e1 muito tempo. Para esta cantora carism\u00e1tica, o tempo tem sido repartido, nos \u00faltimos tempos, pelo seu grupo de sempre, os Steeleye Span, as aventuras pela M\u00fasica Antiga, com os Carnival Band, e \u00e1lbuns a solo, com ou sem a participa\u00e7\u00e3o do seu marido, Rick Kemp, tamb\u00e9m elemento dos Steeleye Span. Depois do fabuloso \u201cYear\u201d, a voz que compartilha com June Tabor os louros de melhor cantora folk inglesa actual regressa com \u201cFlesh And Blood\u201d, que inclui, uma vez mais, um longo tema conceptual, neste caso a suite \u201cDramatis Personae\u201d, composta de parceria com o marido.<br \/>\n\u00c9 menor a tens\u00e3o criativa que pulsava em \u201cYear\u201d. A voz opera prod\u00edgios, como sempre, mas sente-se que a altura \u00e9 de descompress\u00e3o, de pausa num per\u00edodo de intensa actividade na carreira da cantora. Entram no report\u00f3rio uma composi\u00e7\u00e3o de Todd Rundgren e outra do cl\u00e1ssico Sibelius, entre tr\u00eas tradicionais e um tema do grupo (Nick Holland, teclados, Troy Donockley, \u201cuillean pipes\u201d, guitarras, \u201cwhistles\u201d e cistre, Terl Briant, bateria e percuss\u00e3o, e Andy Crowdy, baixo). Sem sobressaltos, mas tamb\u00e9m sem grandes rasgos. Um prazer, a abertura de \u201cuillean pipes\u201d na \u201cFinlandia\u201d de Sibelius. Certas facilidades r\u00edtmicas, nos restantes temas (aos quais falta, desta vez, a for\u00e7a dos Steeleye Span, que tamb\u00e9m usaram e abusaram do rock&#8230;) eram dispens\u00e1veis.<br \/>\n\u201cDramatis Personae\u201d, com os seus sete segmentos unificados pelo conceito da personalidade e o recurso ao esoterismo e \u00e0 topografia m\u00e1gico-biol\u00f3gico dos \u201cchakras\u201d (centros nervosos et\u00e9reos), constr\u00f3i-se em torno de um piano cl\u00e1ssico, com assento na \u201cnew age\u201d, numa pe\u00e7a que s\u00f3 por simpatia podemos associar \u00e0 \u201cfolk\u201d. Para abreviar, estamos em presen\u00e7a da melhor \u201cfolk progressiva\u201d, com mudan\u00e7as constantes, predomin\u00e2ncia dos teclados e altern\u00e2ncia entre momentos \u00e9picos e contemplativos, um pouco \u00e0 maneira dos Renaissance. Bom \u00e1lbum, embora inferior ao anterior, \u201cYear\u201d. (Park, distri. Megam\u00fasica, 7)<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se debate com problemas de qualquer esp\u00e9cie \u00e9 Kathryn Tickell. \u00c9 bonita, toca \u201cNorthumbrian pipes\u201d como se fosse o instrumento mais sensual do planeta e \u201cThe Gathering\u201d \u00e9 daqueles \u00e1lbuns que faz correr \u00e1gua na boca de princ\u00edpio ao fim.<br \/>\nAs \u201cpipes\u201d provocam arrepios logo a abrir, com \u201cRaincheck\u201d. N\u00e3o poderiam soar desta forma nas m\u00e3os e no cora\u00e7\u00e3o de um homem. Apetece apertar, beijar quem assim faz da m\u00fasica algo t\u00e3o pr\u00f3ximo do Para\u00edso sobre a Terra, perdoe-se-me o tom, talvez demasiado literal, da linguagem. \u00c9 que \u201cThe Gathering\u201d pertence \u00e0quela categoria de discos onde a an\u00e1lise sucumbe e os sentidos se deleitam. Quanto a t\u00e9cnica, ou\u00e7am o tema seguinte, \u201cLads of Alnwick\u201d, e estamos conversados. O mesmo se podendo dizer, no dif\u00edcil registo dos compassos lentos e interiorizados, de \u201cRedesdale\u201d.<br \/>\nNa segunda parte do disco, o violino de Kathryn adquire maior predomin\u00e2ncia, num \u00e1lbum que ainda por cima \u00e9 aben\u00e7oado pelo ecletismo, seja na valsa \u201ccajun\u201d, \u201cLa betaille dans la p\u00e9tit arbre\u201d, seja em dois duetos alucinantes com a harm\u00f3nica de Brendan Power. Quem ainda chora a sa\u00edda do grupo da acordeonista Karen Tweed pode ir secando as l\u00e1grimas &#8211; \u201cThe Gathering\u201d \u00e9 um dos grandes discos deste ano. (Park, distri. Megam\u00fasica, 9)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25.07.1997 Tr\u00eas Inglesas Rom\u00e2nticas A folk brit\u00e2nica est\u00e1 nas m\u00e3os de tr\u00eas mulheres. 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