{"id":1996,"date":"2010-04-18T06:37:34","date_gmt":"2010-04-18T13:37:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1996"},"modified":"2010-04-18T06:37:34","modified_gmt":"2010-04-18T13:37:34","slug":"cinema-o-senhor-dos-aneis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/18\/cinema-o-senhor-dos-aneis\/","title":{"rendered":"Cinema &#8211; O Senhor dos An\u00e9is"},"content":{"rendered":"<p>21.12.2001<br \/>\nCinema<br \/>\nO Senhor dos An\u00e9is n\u00e3o \u00e9 obra que se leia de \u00e2nimo leve. Como um passe de magia, ela transforma a vida de quem a l\u00ea. Terminada a leitura, fica a saudade, um novo olhar sobre o mundo e o desejo de converter os renitentes. Agora com o filme de Peter Jackson, a Irmandade ganha novos adeptos.<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jvTIFhtX1Cs&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/jvTIFhtX1Cs&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Um Anel Para Todos Dominar<br \/>\n\u201cOs hobbits, aquele povo baixinho, feiinho, barrigudo e peludo, que gosta de comer e de ficar calmamente \u00e0 mesa, em grandes almo\u00e7aradas e jantares, mas que, quando as circunst\u00e2ncias o exigem, em momentos de crise, se transfigura por completo, faz-me lembrar os portugueses&#8230;\u201d<br \/>\nUm adepto da Irmandade<\/p>\n<p>A Humanidade divide-se em dois grupos: o dos que leram \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, com os \u201cMonthy Python\u201d e Giselle B\u00fcndchen uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais sublimes do g\u00e9nio humano; e o grupo dos que n\u00e3o (est\u00e3o \u00e0 espera de qu\u00ea?).<br \/>\nOs que leram, podem comprovar que n\u00e3o estamos a mentir ao afirmar que a leitura da trilogia escrita por John Ronald Reuel Tolkien, entre 1936 e 1949, e cujo primeiro volume, \u201cA Irmandade dos An\u00e9is\u201d, deu \u00e0 estampa pela primeira vez em 1954, fez deles pessoas melhores. E os fez descobrir que o mundo pode ser um mundo melhor. E que o mundo da fantasia \u00e9 t\u00e3o ou mais real que o mundo f\u00edsico.<br \/>\nOs que n\u00e3o leram \u2013 por teimosia, ou para contrariar a atitude mission\u00e1ria dos que, tendo lido, anseiam partilhar a epifania com os leigos \u2013 justificam o lapso tremendo, cofiando o bigode com ar s\u00e9rio ou ajustando a bainha da saia da maioridade, acusando a obra de Tolkien de se destinar \u00e0s crian\u00e7as.<br \/>\nTamb\u00e9m se encontra a fac\u00e7\u00e3o dos que, n\u00e3o conseguindo ultrapassar a barreira do volume I, introdu\u00e7\u00e3o did\u00e1ctica aos \u201chobbits\u201d e aos seus usos e costumes que \u00e9 uma esp\u00e9cie de ritual para distinguir os eleitos dos pregui\u00e7osos, desiste ao primeiro embate com a complexa iconografia e onom\u00e1stica que Tolkien prop\u00f5e no pre\u00e2mbulo.<br \/>\nA estes grupos de resistentes, ou detractores, respondem os tolkien\u00f3manos fundamentalistas com um encolher de ombros e um olhar de desprezo. A ala mais conservadora, por\u00e9m, tenta convenc\u00ea-los, dispondo-se mesmo a ler-lhes em voz alta, se isso for necess\u00e1rio para faz\u00ea-los ver a luz,<br \/>\n\u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, ao contr\u00e1rio da hist\u00f3ria anterior de Tolkien, \u201cO Hobbit\u201d, n\u00e3o \u00e9 uma obra para crian\u00e7as. Ainda que a sua magia apenas possa ser apreendida por aqueles adultos que conservaram dentro de si a pureza (e a F\u00e9) da crian\u00e7a. Encare-se, antes, esta imensa geografia de seres, lugares, linguagens e situa\u00e7\u00f5es, nos ant\u00edpodas desse outro tipo, mais negro, delineado duas d\u00e9cadas antes por H.P. Lovecraft, como a emers\u00e3o na quintess\u00eancia do Humano, a\u00ed onde apenas a imagina\u00e7\u00e3o, o humor e a intui\u00e7\u00e3o servem de b\u00fassola. \u00c9 a demanda, a aventura perp\u00e9tua (\u00e9 facto assente: todos os que a leram sentiram no final uma nostalgia, a sensa\u00e7\u00e3o de perda, fruto do desejo de que a aventura perdurasse para sempre&#8230;) cujo sentido vai da pequenez para uma dimens\u00e3o c\u00f3smica. Com regresso a casa.<\/p>\n<p>Eterno Retorno<br \/>\nFrodo, Merry e Pippin, mesmo Sam Gamgee, os quatro \u201chobbits\u201d da \u201cIrmandade do Anel\u201d, cuja miss\u00e3o \u00e9 a destrui\u00e7\u00e3o do Um Anel no Monte da Condena\u00e7\u00e3o (e a vit\u00f3ria sobre o Mal, personificado por Sauron), v\u00e3o crescendo, f\u00edsica e espiritualmente, aproximando-se gradualmente de uma natureza d\u00e9lfica, a mais nobre de \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d (aqui Tolkien retoma o ide\u00e1rio do Amor e da Gnose medievais&#8230;), \u00e0 medida que a saga vai avan\u00e7ando. Ciclo de Cavalaria ou Demanda inversa do Graal, o Eterno Retorno de \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d \u00e9 apenas aparente. Frodo e os restantes hobbits regressam a casa diferentes do que eram ao partirem. A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mesquinhez e \u00e0 normalidade do dia-a-dia no Shire tornara-se imposs\u00edvel. Aos portadores do Anel nada mais restava sen\u00e3o embarcar na derradeira viagem que os levar\u00e1, na companhia dos derradeiros elfos, a um mundo ainda mais distante, do outro lado do mar. O \u201cAvalon\u201d dos celtas. A \u201cIlha dos Amores\u201d camoniana. O c\u00e9u, enfim,<br \/>\nExiste nesta obra que muitos consideram \u201cA Obra\u201d liter\u00e1ria do s\u00e9culo XX, um itiner\u00e1rio (outra das del\u00edcias da leitura: seguir passo a passo, no mapa impresso nas primeiras p\u00e1ginas dos tr\u00eas volumes, as diversas etapas da viagem), exterior e interior. \u201cUm mapa da fantasia que, por detr\u00e1s, esconde o mapa verdadeiro da Inglaterra\u201d, diz Tom Shippley, professor de filologia inglesa antiga, na Universidade de Leeds. L\u00ea-la, com \u201cL\u201d mai\u00fasculo, \u00e9 seguir lado a lado com a Irmandade, resistir \u00e0 f\u00faria dos elementos nas altas encostas de Caradhras, lutar contra aranhas gigantescas na floresta Tenebrosa, enfrentar o terror inomin\u00e1vel nos subterr\u00e2neos de Moria, naquele que ser\u00e1 o epis\u00f3dio mais pr\u00f3ximo das trevas Lovecraftianas, como este as efabuloou em \u201cNas Montanhas da Loucura\u201d.<br \/>\n\u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d obriga-nos a entrar e a viver no interior deste mundo. A partilhar os medos e as alegrias, os anseios e as d\u00favidas, os momentos de des\u00e2nimo e os deslumbramentos, as pequenas cobardias e os actos de bravura de cada um dos elementos da Irmandade do Anel. Combatemos ao lado de Frodo e dos seus companheiros, os ferozes orcs e os horrendos trolls; ajudamos a derrubar, com o aux\u00edlio dos inenarr\u00e1veis Ents, a torre de Saruman, o feiticeiro traidor, s\u00edmbolo da racionalidade demon\u00edaca.<br \/>\nReaprendemos a olhar o mundo que nos rodeia com um olhar mais l\u00edmpido e luminoso, a descobrir o v\u00e9u t\u00e9nue que separa o sonho da realidade e a vislumbrar o que se move do lado de l\u00e1 e influencia o lado de c\u00e1.<br \/>\nPara Judi Dench, narradora do programa televisivo brit\u00e2nico \u201cJ. R. T. T. \u2013 A Portrait of John Ronald Reuel Tolkien\u201d, realizado em 1992, no centen\u00e1rio do nascimento do escritor, \u201co livro ergue-se sobre velhos padr\u00f5es de um desejo universal, de se querer um mundo mais rico, profundo e vivo do que o que Descartes nos deu. De desejar encontrar algo que n\u00e3o \u00e9 magia, mas encantamento, no mundo que nos rodeia e que o mundo de Tolkien nos d\u00e1, numa base permanente, de modo que, ao fecharmos o livro, podemos olhar \u00e0 nossa volta, e os nossos olhos mant\u00eam essa imagem. Continuamos a ver esse mundo no mundo em que vivemos\u201d.<br \/>\nNa introdu\u00e7\u00e3o a \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, Tolkien refere o facto de durante a escrita de \u201cO Hobbit\u201d, a obra que daria origem a \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, ter tido \u201cvislumbres de coisas mais elevadas, tanto para o bem como para o mal\u201d. Quanto a isso, n\u00e3o tenhamos d\u00favidas. Sauron continua activo, os seus feiti\u00e7os a tornar espessas todas as coisas. O \u201cum anel para todos dominar, um anel para os encontrar\/um anel para todos prender, e nas trevas os reter\/na terra de Mordor, o reino das sombras\u201d continua a exercer o seu poder e fasc\u00ednio sobre os homens. \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d extravasa das folhas de papel para o cora\u00e7\u00e3o do leitor, e de l\u00e1 escorre para a confus\u00e3o das cidades, redimindo os v\u00edcios de uma Humanidade apartada de si mesma, esquecida dos tempos em que foi grande, incapaz de se reconhecer nos feitos dos her\u00f3is.<\/p>\n<p>A Outra Irmandade<br \/>\nA par da Irmandade dos An\u00e9is, existe, espalhada pelos quatro cantos do mundo, uma outra Irmandade, a dos admiradores de Tolkien. Portugal n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o. O Y falou com dois membros dessa Irmandade, Ant\u00f3nio Martins, 37 anos, professor do Ensino B\u00e1sico, em Loul\u00e9, que ainda n\u00e3o viu o filme, e Pedro Laginha, 15 anos, estudante, que j\u00e1 viu, e \u201cadorou\u201d, a adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de Peter Jackson. Ant\u00f3nio Martins j\u00e1 leu \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d duas vezes. Da primeira ficou o deslumbramento da descoberta de uma \u201cpaisagem fant\u00e1stica\u201d e, como acontece aos verdadeiros \u201ccrentes\u201d, uma \u201cimensa tristeza por acabar a leitura do livro e a vontade de continuar\u201d.<br \/>\nA paix\u00e3o pela Idade M\u00e9dia e o amor pela natureza, sentidos desde sempre por Ant\u00f3nio Martins, ajudam a explicar a sua predilec\u00e7\u00e3o, entre todas as personagens da trilogia, pelos Ents, cuja ac\u00e7\u00e3o \u00e9 determinante na vit\u00f3ria final das for\u00e7as do Bem contra os ex\u00e9rcitos de Saruman.<br \/>\n\u201cO ataque final ao Senhor das Trevas, por aqueles seres, meio animais, meio \u00e1rvores&#8230; S\u00e3o eles que acabam por rebentar com a fortaleza e estoirar com as pedras. Na Natureza tamb\u00e9m \u00e9 assim que as coisas acontecem, as armas humanas acabam por ser destru\u00eddas por for\u00e7as naturais\u201d.<br \/>\nOs hobbits s\u00e3o outros dos povos da Terra M\u00e9dia pelos quais este professor do Prim\u00e1rio n\u00e3o esconde a sua admira\u00e7\u00e3o, descobrindo inclusive na sua complei\u00e7\u00e3o f\u00edsica e no seu perfil psicol\u00f3gico insuspeitas conota\u00e7\u00f5es&#8230; \u201cAquele povo baixinho, feiinho, barrigudo e peludo, que gosta de comer e de ficar calmamente \u00e0 mesa, em grandes almo\u00e7aradas e jantares, mas que, quando as circunst\u00e2ncias o exigem, em momentos de crise, se transfigura por completo, faz-me lembrar os portugueses&#8230;\u201d.<br \/>\nDestaca ainda a dicotomia Tom Bombadil\/Gandalf, outra das suas personagens favoritas: \u201cTom Bombadil tem poderes fant\u00e1sticos, nada o afecta, \u00e9 a eterna testemunha, o mais antigo de todos, t\u00e3o velho, t\u00e3o velho, mas apesar de tudo crian\u00e7a, que apesar de todos esses poderes n\u00e3o age, prefere brincar, achando que tudo s\u00e3o trivialidades. Gandalf, pelo contr\u00e1rio, usa a sua sabedoria e os seus poderes. Ainda n\u00e3o perdeu essa capacidade de achar que pode modificar o rumo dos acontecimentos\u201d.<br \/>\nO regresso, muitos anos mais tarde, a \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d, para uma segunda leitura, \u201cde enfiada, sem conseguir parar, no Metro, na casa de banho, \u00e0 noite, antes de adormecer\u201d, coincidiu com uma perspectiva j\u00e1 mais serena da obra. Al\u00e9m disso, depois do \u201cchoque\u201d causado pela primeira, que ter\u00e1 durado cerca de \u201cdois, tr\u00eas meses\u201d, Ant\u00f3nio tornou-se, como mandam as regras, um \u201cfan\u00e1tico\u201d do universo tolkeniano. \u201cFiquei escandalizad\u00edssimo quando tr\u00eas ou quatro pessoas me disseram que come\u00e7aram a ler aquilo e acharam chato (risos). Disse-lhes para insistirem&#8230;\u201d. J\u00e1 conseguiu converter a mulher, que ap\u00f3s as resist\u00eancias habituais, j\u00e1 vai no final do volume I, e \u201cest\u00e1 a adorar\u201d. Para este professor que gosta de passear pela serra algarvia, para contemplar de perto a Natureza, o \u201cmundo imagin\u00e1rio\u201d de \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d \u00e9 \u201cuma imagem de todos n\u00f3s\u201d: \u201cTolkien conseguiu agarrar nas puls\u00f5es mais \u00edntimas da Humanidade\u201d.<br \/>\nFoi atrav\u00e9s da m\u00e3e, que o aconselhou a ler o livro, que Pedro Laginha entrou neste mundo imagin\u00e1rio. N\u00e3o se fez rogado e logo reparou que o \u201cenvolvia\u201d. Leu \u201cA Irmandade do Anel\u201d em um ou dois meses. Seguiu rapidamente para o resto da trilogia. Teve pena de parar. O seu preferido \u00e9 o volume II, \u201cAs Duas Torres\u201d. Destaca a \u201cvariedade de ra\u00e7as e m\u00edsticas\u201d e a \u201ccriatividade\u201d das \u201cdescri\u00e7\u00f5es, dos calend\u00e1rios, dos cen\u00e1rios\u201d. As suas personagens favoritas s\u00e3o Gandalf, Aragorn e Sam Gamgee. Identifica-se com Frodo. \u201cSenti o mesmo que ele estava a sentir, a sua ansiedade\u201d. Pedro \u00e9 um dos felizardos que j\u00e1 viu o filme. Gostou. \u201cTalvez falte uma coisa ou outra, como a cena do Tom Bombadil&#8230;\u201d. A falha n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para desencorajar Pedro de ler os tr\u00eas livros outra vez.<br \/>\n\u201cEnt\u00e3o quando vi o filme, fiquei t\u00e3o entusiasmado que ando a tentar convencer os meus amigos a lerem tamb\u00e9m\u201d. S\u00e3o assim, os membros da Irmandade dos Admiradores de \u201cO Senhor dos An\u00e9is\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>21.12.2001 Cinema O Senhor dos An\u00e9is n\u00e3o \u00e9 obra que se leia de \u00e2nimo leve. Como um passe de magia, ela transforma a vida de quem a l\u00ea. Terminada a leitura, fica a saudade, um novo olhar sobre o mundo e o desejo de converter os renitentes. Agora com o filme de Peter Jackson, a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[320,614],"tags":[1050,615],"class_list":["post-1996","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-2001","category-cinema","tag-cinema","tag-o-senhor-dos-aneis"],"views":1721,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1997,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1996\/revisions\/1997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}