{"id":1988,"date":"2010-04-17T07:11:56","date_gmt":"2010-04-17T14:11:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1988"},"modified":"2010-04-17T07:11:56","modified_gmt":"2010-04-17T14:11:56","slug":"kepa-junkera-navegador-da-trikitixa-parte-de-bilbau-para-o-resto-do-mundo-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/17\/kepa-junkera-navegador-da-trikitixa-parte-de-bilbau-para-o-resto-do-mundo-entrevista\/","title":{"rendered":"Kepa Junkera, Navegador Da Trikitixa, Parte De Bilbau Para O Resto Do Mundo &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>25.09.1998<br \/>\nKepa Junkera, Navegador Da Trikitixa, Parte De Bilbau Para O Resto Do Mundo<br \/>\nBasco Da Gama<br \/>\n\u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 uma met\u00e1fora. De uma cidade, Bilbau, e de uma maneira pluralista de entender a m\u00fasica do mundo. Uma \u201chora m\u00e1gica\u201d, um \u201ccome\u00e7o\u201d e um \u201cponto de encontro\u201d do Norte celta, do Sul \u00e1rabe e do mar, nas margens do Pa\u00eds Basco. No meio da imensidade de estrelas convidadas por Kepa Junkera, est\u00e1 Dulce Pontes.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/junkera2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/junkera2.jpg\" alt=\"\" title=\"junkera2\" width=\"250\" height=\"265\" class=\"alignnone size-full wp-image-1989\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/147554498\/1999_Kepa_Junkera_-_Bilbao_Oo-Oh_Disc_1.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/147563005\/1999_Kepa_Junkera_-_Bilbao_Oo-Oh_Disc_2.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 2)<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tsu7unybvOI&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tsu7unybvOI&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Kepa Junkera \u00e9 um navegador. Das possibilidades ocultas da trikitixa (acorde\u00e3o diat\u00f3nico) e das m\u00fasica que nascem do encontro entre diversas tradi\u00e7\u00f5es. O \u201cvirtuose\u201d basco descreveu para o P\u00daBLICO algumas das etapas desta viagem.<br \/>\nFM &#8211; \u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 um disco sobre uma cidade ou um disco sobre o mundo?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; \u00c9 um trabalho em que procurei reflectir a forma como encaro a m\u00fasica, uma esp\u00e9cie de resumo da minha carreira, iniciada h\u00e1 15 anos, de todas as experi\u00eancias que fui acumulando durante este tempo. \u00c9 tamb\u00e9m um disco sobre o mundo, o mundo musical, mas \u00e9 sobretudo uma homenagem \u00e0 minha cidade, a terra onde nasci e cresci, um meio urbano que influenciou a minha maneira de ver a m\u00fasica. \u00c9 ainda outra homenagem, a Astor Piazzola, um dos m\u00fasicos que mais me marcou, pela sua m\u00fasica e pelo seu car\u00e1cter.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>FM &#8211; Por que raz\u00e3o escolheu para t\u00edtulo uma hora como a meia-noite?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; Pretende ser uma met\u00e1fora. \u00c9 uma hora m\u00e1gica, um come\u00e7o, um ponto de encontro. Atravessamos um momento no qual muitos jovens m\u00fasicos come\u00e7am a destacar-se, reclamando a aten\u00e7\u00e3o de p\u00fablico.<\/p>\n<p>FM &#8211; Quem \u00e9 Rom\u00e1n Urraza, a quem o disco \u00e9 dedicado?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; Era o meu av\u00f4 materno. Tocava pandeireta. Ele e a minha m\u00e3e foram as pessoas que me deram a conhecer as ra\u00edzes musicais do meu pa\u00eds.<\/p>\n<p>FM &#8211; Gostaria que pormenorizasse um pouco, algumas colabora\u00e7\u00f5es do disco: La Bottine Souriante, Dulce Pontes, Hedningarna, Phil Cunningham, Alasdair Fraser, Mairtin =\u2019Connor e Liam O\u2019Flynn.<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; Os La Bottine Souriante, considero-os uma das melhores bandas de todos os tempos. Conheci-os h\u00e1 cinco anos, num festival no Quebeque. Dulce Pontes tem uma voz que n\u00e3o consegue passar despercebida. Convid\u00e1mo-la para um concerto em Madrid, em Dezembro do ano passado. Propusemos-lhe gravar em basco um tema tradicional, \u201cMaita nun zira?\u201d, que ela cantou logo \u00e0 primeira. Faz algum tempo que a m\u00fasica portuguesa tem uma palavra a dizer no panorama internacional, \u00e9 um pa\u00eds de grandes m\u00fasicos. Sempre me interessei, por exemplo, pela concertina, t\u00e3o presente na m\u00fasica do Norte de Portugal. Quanto aos Hedningarna, a sua forma de tratar as melodias tradicionais, combinando-as com instrumentos vanguardistas, facilitou a ruptura com velhos esquemas, transportando a m\u00fasica para terrenos inexplorados.<br \/>\nPhil Cunningham, Alasdair Fraser, Mairtin O\u2019Connor e Lyam O\u2019Flynn representam a perspectiva celta, a partir do Norte.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cFali-faly\u201d foi feito de prop\u00f3sito para mostrar o \u201cvirtuosismo\u201d dos v\u00e1rios solistas envolvidos?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; \u00c9 um hino \u00e0 alegria onde cada m\u00fasico contribui com os respectivos instrumentos, timbres e formas de interpreta\u00e7\u00e3o espec\u00edficos. Definitivamente, \u00e9 o tema que melhor reflecte o que este disco pretende contar.<\/p>\n<p>FM &#8211; Como aparece a refer\u00eancia a Portugal, em \u201cDel Hierro a Madagascar\u201d?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; A letra foi escrita por Pedro Guerra que, melhor do que ningu\u00e9m, captou a componente da viagem que este disco necessariamente tem. E quando se fala em viajar n\u00e3o se pode evitar fazer refer\u00eancia ao mar e a Portugal, um dos pa\u00edses que melhor soube integrar outras culturas na sua cultura. Para os portugueses, como para os bascos, o mar constitui uma parte importante da sua tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>FM &#8211; Al\u00e9m de um forte contingente galego (Nunez, Budino, Beceiro), participam neste disco m\u00fasicos ligados \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es do Sul de Espanha, como o Luis Delgado ou o Fain Duenas&#8230;<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; Sim, e o Sebastian Rubio ou o Pedro Estevan. Nos \u00faltimos tempos temos sido bombardeados por m\u00fasica celta, eles trazem consigo outras formas de express\u00e3o que se fundem com naturalidade.<\/p>\n<p>FM &#8211; O que mudou, de \u201cLeonen Orroak\u201d, com Ibon Koteron, para este novo \u00e1lbum?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; \u201cLeonen Orroak\u201d era um trabalho mais experimental, uma tentaiva de descoberta de todas as possibilidades de um instrumento ancestral, a alboka, de explora\u00e7\u00e3o dos seus segredos e mist\u00e9rios. \u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 diferente, uma reuni\u00e3o, algo aberto, motivo de alegria e de festa, onde podemos encontrar a alboka e a txalaparta compartilhando o mesmo espa\u00e7o com a valiha, o acorde\u00e3o e os teclados.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 uma aposta evidente no mercado internacional. Este facto influenciou, de alguma forma, aspectos musicais como a produ\u00e7\u00e3o ou os arranjos?<\/p>\n<p>KEPA JUNKERA &#8211; N\u00e3o. Atrav\u00e9s dos meus discos procurei sempre colaborar com outros artistas, explorar diferentes timbres, sonoridades e instrumentos. N\u00e3o \u00e9 um disco muito diferente dos outros. A quantidade de convidados \u00e9, sem d\u00favida maior, mas a ideia central permanece a mesma. N\u00e3o se trata de uma moda, mas de uma necessidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25.09.1998 Kepa Junkera, Navegador Da Trikitixa, Parte De Bilbau Para O Resto Do Mundo Basco Da Gama \u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 uma met\u00e1fora. De uma cidade, Bilbau, e de uma maneira pluralista de entender a m\u00fasica do mundo. 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