{"id":1974,"date":"2010-04-15T05:32:19","date_gmt":"2010-04-15T12:32:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1974"},"modified":"2010-04-15T05:32:19","modified_gmt":"2010-04-15T12:32:19","slug":"kreidler-passeiam-pelo-lado-mais-afastado-do-parque-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/15\/kreidler-passeiam-pelo-lado-mais-afastado-do-parque-entrevista\/","title":{"rendered":"Kreidler Passeiam Pelo Lado Mais Afastado Do Parque &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>03.07.1998<br \/>\nKreidler Passeiam Pelo Lado Mais Afastado Do Parque<br \/>\nA Saudade Que Veio Do Frio<br \/>\nFrios mas sens\u00edveis \u00e0 saudade, os Kreidler voltam a povoar, com \u201cAppearance and the Park\u201d, os sonhos do p\u00f3s-rock com uma actividade febril. Ou fabril. sonham em japon\u00eas, com as m\u00e1quinas dos Kraftwerk e os mist\u00e9rios de D\u00fcsseldorf. Como um \u201chaiku&#8221; a sua m\u00fasica vai directa ao essencial. Manipulando \u201ca um n\u00edvel abstracto\u201d as emo\u00e7\u00f5es de quem a ouve.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/kreidler_AppearanceInThePark.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/kreidler_AppearanceInThePark.jpg\" alt=\"\" title=\"kreidler_AppearanceInThePark\" width=\"320\" height=\"316\" class=\"alignnone size-full wp-image-1975\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/kreidler_AppearanceInThePark.jpg 320w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/kreidler_AppearanceInThePark-300x296.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/109048558\/Kreidler_-_Appearance_And_The_Park.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nyGCsU3OUQ4&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nyGCsU3OUQ4&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Quando da sa\u00edda de \u201cWeekend\u201d, \u00e1lbum de estreia dos germ\u00e2nicos Kreidler, fal\u00e1mos com Stefan Schneider, tamb\u00e9m membro dos To Rococo Rot. Desta feita a conversa foi com o teclista e sintetista Andreas Reihse, um admirador de Kurt Dalhke (Pyrolator), Kraftwerk e das bandas que fazem hist\u00f3ria em D\u00fcsseldorf. Mas durante as grava\u00e7\u00f5es de \u201cAppearance and the Park\u201d os Kreidler seguiram o \u201cm\u00e9todo Can\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cAppearance and the Park\u201d \u00e9 um t\u00edtulo estranho. O parque \u00e9 o mesmo que aparece na capa do \u00e1lbum anterior, \u201cWeekend\u201d?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; Sim, \u201cThe Park\u201d faz o elo de liga\u00e7\u00e3o com \u201cWeekend\u201d. \u201cAppearance\u201d assinala o novo e o inesperado, tamb\u00e9m a dist\u00e2ncia relativa ao \u00e1lbum anterior e algo mais de que n\u00e3o tovemos consci\u00eancia no momento da grava\u00e7\u00e3o. O \u201ce\u201d liga o antigo ao novo, jogando com a aus\u00eancia de l\u00f3gica. O t\u00edtulo procura tamb\u00e9m captar um certo mist\u00e9rio que paira no ar, como os \u201cFicheiros Secretos\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; A melodia de \u201cTuesday\u201d \u00e9 puro Pyrolator (do ambiente de feira de \u201cWunderland\u201d n\u00e3o dos experimentalismos de \u201cInland\u201d). E nas notas de capa agradece ao pr\u00f3prio Pyrolator, ou eja, Kurt Dalhke, cada vez mais citado pela snovas bandas alem\u00e3s de m\u00fasica electr\u00f3nica, dos FX Randomiz aos Schlammpeitziger. Ser\u00e1 que ele \u00e9 o elo, nos anos 80, que faltava entre o \u201ckrautrock\u201d dos anos 70 e as actuais vagas do p\u00f3s-rock e da \u201cElectronica\u201d?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; Houve quem se lembrasse de \u201cCould it be I\u2019m Falling in Love\u201d, dos Spinners&#8230; Infelizmente \u201cWunderland\u201d \u00e9 o \u00fanico \u00e1lbum dos Pyrolator que nunca ouvi. De qualquer forma gosto do modo como ele usa melodias \u201cnaive\u201d e um \u201ckitsch\u201d que \u00e9 muito apelativo, como fazem os Kraftwerk. Mas h\u00e1 mais m\u00fasica importante de D\u00e7sseldorf, dos anos 80, como os primeiros Die Krupps e os Der Plan. E Holger Hiller Dorau gravou tamb\u00e9m nesta cidade. Sob a designa\u00e7\u00e3o Deux Baleines Blanches n\u00f3s pr\u00f3prios grav\u00e1mos v\u00e1rias vezes nos est\u00fadios Ata Tak. No ano passado grav\u00e1mos o 12\u201d \u201cFechterin\u201d, que foi produzido por Kurt. Foi tamb\u00e9m Kurt que nos enviou um gravador DAT durante as grava\u00e7\u00f5es de \u201cAppearance\u201d, depois de tr\u00eas dos gravadores do est\u00fadio em St. Martin terem rebentado!&#8230;<br \/>\nA editora Atatak \u00e9, de facto, um elo que liga um determinado tipo de \u201ckrautrock\u201d ao som de D\u00fcsseldorf personificado pelos Kraftwerk e pelos Neu! mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s de Michael Rother, Cluster e Harmonia, bem como dos grupos de \u201celectronica\u201d actuais. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel perceber reminisc\u00eancias de Pyrolator na cena tecno de Col\u00f3nia, de bandas como os Modernist, bionaut, Ike Ink ou Sweet Reinhard.<\/p>\n<p>FM &#8211; Kurt remisturou uma faixa dos Kreidler, em \u201cResport\u201d. Ficou satisfeito com o resultado total desse projecto?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; A princ\u00edpio n\u00e3o. Porque me sinto mais ligado \u00e0 m\u00fasica de dan\u00e7a, ao tecno ou \u00e0 \u201chouse\u201d. Teria ficado mais feliz com uma mistura desse tipo. Mas n\u00e3o fui eu que escolhi os autores das remisturas, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o de Kurt. Claro que \u00e9 a minha remistura preferida. Mas acabei por reconhecer qu eo som est\u00e1 bastante consistente. Talvez n\u00e3o resultasse numa linha mais ortodoxa de m\u00fasica de dan\u00e7a.<\/p>\n<p>FM &#8211; O som \u00e9 mais importante do que a estrutura na m\u00fasica dos Kreidler?<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>ANDREAS REIHSE &#8211; Detlef Weinrich e eu somos os que estamos mais conscientes do som enquanto mat\u00e9ria-prima. N\u00e3o gostamos muito de samples porque s\u00e3o barulhentos, sujos e demasiado cheios de informa\u00e7\u00e3o e de Hist\u00f3ria. \u00c9 muito mais f\u00e1cil criar um determinado ambiente manipulando o auditor a um n\u00edvel mais abstracto, jogando com mem\u00f3rias sonoras que se conservam no c\u00e9rebro. Por isso preferimos sons puros e frios. De maneira a manter uma dist\u00e2ncia que permita uma possibilidade de acesso ao suditor completamente diferente. N\u00e3o como um di\u00e1rio, n\u00e3o de uma forma egoc\u00eantrica, mas como senso-comum, pop, um modelo.<\/p>\n<p>M\u00e9todo Can<\/p>\n<p>FM &#8211; E \u201cShe Woke up and the world had changed\u201d parece que os Cluster encontraram os New Order. \u00c9 um dos aspectos mais interessantes da vossa m\u00fasica, a forma como combinam elementos e influ\u00eancias diferentes num todo que soa completamente original. Comp\u00f5em em cas? No est\u00fadio? De que modo manipulam os sons e as ideias?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; \u201cAu-pair\u201d e \u201cColdness\u201d, por exemplo, foram trabalhadas em casa no meu Apple. Outras can\u00e7\u00f5es foram tocadas primeiro em concertos, durante um ano, numa esp\u00e9cie de remistura de teste, ao vivo, \u00e0s reac\u00e7\u00f5es do p\u00fablico. Antes desaa fase cada um de n\u00f3s leva para a sala de ensaios um \u201cloop\u201d, uma melodia, alguns acordes, um ritmo, uma ideia para uma linha de baixo. Depois juntamos as partes mas nunca sob a forma de improvisa\u00e7\u00e3o. Numa \u00faltima fase separamos as melhores, segundo aquilo a que chamo o \u201cm\u00e9todo Can\u201d. Fazemos varia\u00e7\u00f5es sempre tendo em mente que o resultado final dever\u00e1 rondar os 4 minutos de dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>FM &#8211; A programa\u00e7\u00e3o r\u00edtmica de \u201cNecessity Now\u201d \u00e9 muito semelhante \u00e0 de \u201cTrans Europe Express\u201d, dos Kraftwerk. E h\u00e1 sons sint\u00e9ticos que lembram a fase inicial do grupo de Ralf e Florian. Quando os Mouse on Mars elogiam o \u00e1lbum \u201cOrganisation\u201d, assiste-se a uma revaloriza\u00e7\u00e3o desta fase inicial dos Kraftwerk, em detrimento da fase posterior, iniciada em \u201cTrans Europe Express\u201d que todos elegiam antes como percursora do electro-funk&#8230;<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; O meu \u00e1lbum favorito dos Kraftwerk \u00e9 \u201cMenschmaschine\u201d (\u201cThe Man Machine\u201d) porque d\u00e1 uma ideia bastante clara do que haveria de acontecer nos anos 80. \u00c9 frio e cheio de desespero e entropia. Por vezes sinto-me deprimido quando o ou\u00e7o. N\u00e3o penso que os Kraftwerk sejam muito \u201cfunky\u201d. S\u00e3o muito rigorosos e r\u00edgidos, tipicamente alem\u00e3es, quando os comparamos com Sly &#038; The Family Stone ou Parliament. aprecio a sua evolu\u00e7\u00e3o, desde o in\u00edco at\u00e9 \u201cElectric Cafe\u201d. De certa forma, cada novo \u00e1lbum \u00e9 uma actualiza\u00e7\u00e3o do anterior. N\u00e3o sei se o material mais antigo est\u00e1 agora mais em voga. H\u00e1 quatro anos atr\u00e1s, Triple-R., um dj, incluiu no seu \u201cset\u201d de tecno um tema de \u201cRalf &#038; Florian\u201d.<br \/>\nA prop\u00f3sito, Thomas e eu toc\u00e1mos recentemente com Klaus Dinger, (Neu!, La D\u00fcsseldorf, primeiros Kraftwerk) no Jap\u00e3o, bem como em v\u00e1rios \u00e1lbuns dos La!Neu?<\/p>\n<p>FM &#8211; Concorda que \u201cAppearance and the Park\u201d \u00e9 bastante mais mel\u00f3dico do que o seu antecessor? Por vezes soa quase aos OMD. Um passo na direc\u00e7\u00e3o de uma nova vaga de electropop, talvez?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; Bem, preferia que tivesse pensado nos The Normal, nos Human League ou nos New Order&#8230; Ou num grupo funk de Nova-Iorque, como os Liquid Liquid. De qualquer forma estamos nos anos 90 e n\u00e3o \u00e9 nosso prop\u00f3sito sermos uma banda retro.<\/p>\n<p>Haiku de Banana<\/p>\n<p>FM &#8211; Quem \u00e9 Banana (!?) Yoshimoto cuja poesia \u00e9 referida no \u00e1lbum?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; \u00c9 uma jovem escritora japonesa com um estilo muito f\u00e1cil de leitura (ok, s\u00f3 conhec\u00e7o as tradu\u00e7\u00f5es&#8230;) mas que \u00e9 capaz de traduzir sentimentos muito profundos com um m\u00ednimo de palavras, um pouco como os haikus. Da mesma forma nos Kreidler procuramos usar sons e melodias o mais puro e simples poss\u00edveis para exprimir sentimentos como a saudade e proporcionar algum conforto, aceitando as coisas de uma forma activa e n\u00e3o passiva, tentando transformar as m\u00e1s em algo positivo para o auditor. algo que tamb\u00e9m se encontra em \u201cCrash\u201d, de David Cronenberg.<\/p>\n<p>FM &#8211; Detlef Weinrich tamb\u00e9m fala dessa \u201cforma de aceita\u00e7\u00e3o das coisas\u201d. H\u00e1 a\u00ed alguma conota\u00e7\u00e3o com o zen?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; \u00c9 sem d\u00favida algo japon\u00eas, mas n\u00e3o somos nenhuns budistas!<\/p>\n<p>FM &#8211; Curiosamente parece existir uma liga\u00e7\u00e3o entre os m\u00fasicos electr\u00f3nicos alem\u00e3es e o Jap\u00e3o. Estou a lembrar-me de Holger Hiller, que tem um \u00e1lbum inteiro, \u201cLittle Present\u201d, feito a partir de sons gravados em T\u00f3quio. Al\u00e9m de que voc\u00eas agradecem a uma quantidade enorme de japoneses neste disco&#8230;<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; Conhece \u201cLittle Present\u201d! Brilhante! Adoro esse disco. Quando estive com Klaus Dinger em T\u00f3quio recebi-o como presente. Fiquei muito impressionado com a cidade, com os seus sons, as cores, as pessoas, tudo. N\u00e3o me lembro de alguma vez me ter sentido t\u00e3o bem (soa um bocado pat\u00e9tico, na?). A cidade tem uma vibra\u00e7\u00e3o ultra positiva (ainda mais pat\u00e9tico!&#8230;) que n\u00e3o se encontra em nenhum lugar da Europa. Fiquei com uma quantidade de amigos em T\u00f3quio. Mas \u00e9 uma cidade que transmite igualmente imagens de um desespero muito belo e puro.<\/p>\n<p>FM &#8211; E a It\u00e1lia? O disco tem can\u00e7\u00f5es chamdas \u201cIl Sogno di una Cosa\u201d e \u201cVenetian blind\u201d&#8230;<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; \u201cIl Sogno&#8230;\u201d \u00e9 uma frase original de Karl Marx. Pier Paolo Pasolini usou-a como t\u00edtulo para um dos seus livros. Por outro aldo sinto que existe uma liga\u00e7\u00e3o qualquer entre o Jap\u00e3o e a It\u00e1lia que n\u00e3o consigo explicar.<\/p>\n<p>FM &#8211; Insistem em conotar os Kreidler com o conceito de \u201cfrieza\u201d. Os novos homens-m\u00e1quina?<\/p>\n<p>ANDREAS REIHSE &#8211; Homens-m\u00e1quina, nunca! Talvez s\u00f3 por brincadeira \u00e9 que joguemos com esse g\u00e9nero de atitude. Sentimos mais atrac\u00e7\u00e3o pelo escuro e pelo frio, mas tamb\u00e9m tem que existir um antagonismo. E, evidentemente, sempre uma esp\u00e9cie der saudade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>03.07.1998 Kreidler Passeiam Pelo Lado Mais Afastado Do Parque A Saudade Que Veio Do Frio Frios mas sens\u00edveis \u00e0 saudade, os Kreidler voltam a povoar, com \u201cAppearance and the Park\u201d, os sonhos do p\u00f3s-rock com uma actividade febril. Ou fabril. sonham em japon\u00eas, com as m\u00e1quinas dos Kraftwerk e os mist\u00e9rios de D\u00fcsseldorf. 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