{"id":1967,"date":"2010-04-14T01:22:06","date_gmt":"2010-04-14T08:22:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1967"},"modified":"2010-04-14T01:22:06","modified_gmt":"2010-04-14T08:22:06","slug":"maria-kalaniemi-reinventa-a-folk-finlandesa-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/14\/maria-kalaniemi-reinventa-a-folk-finlandesa-entrevista\/","title":{"rendered":"Maria Kalaniemi Reinventa A Folk Finlandesa &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>12.06.1998<br \/>\nMaria Kalaniemi Reinventa A Folk Finlandesa<br \/>\nA Vida Fora Da Academia<br \/>\nNiekku, Aldargaz, Zetaboo, The Accordion Tribe s\u00e3o alguns dos projectos em que a acordeonista finlandesa Maria Kalaniemi esteve ou est\u00e1 envolvida. Impulsionadora da \u201cnew finnish music\u201d, \u201cvirtuose\u201d do acorde\u00e3o, destaca a import\u00e2ncia da criatividade e gosta que a sua m\u00fasica conte uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/mariaKalinemiALDARGAZ_IHO.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/mariaKalinemiALDARGAZ_IHO.jpg\" alt=\"\" title=\"mariaKalinemiALDARGAZ_IHO\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-1968\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/mariaKalinemiALDARGAZ_IHO.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/mariaKalinemiALDARGAZ_IHO-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/210717382\/Maria_Kalaniemi___Aldargaz_-_Iho.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8--FQM8rwGM&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8--FQM8rwGM&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Maria Kalaniemi, que h\u00e1 15 dias actuou em Portugal, no festival Cantigas do Maio, defende a sua posi\u00e7\u00e3o de \u201cmarginal\u201d, o que lhe permite repartir a sua actividade por m\u00faltiplos projectos. Numa entrevista ao P\u00daBLICO fez o resumo da sua j\u00e1 recheada carreira.<\/p>\n<p>FM &#8211; Parece estar sempre em v\u00e1rios projectos ao mesmo tempo. Sente necessidade em se dispersar desse modo, em vez de se concentrar numa coisa s\u00f3?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; \u00c9 muito dif\u00edcil dizer n\u00e3o. Acontece que h\u00e1 cinco, seis anos atr\u00e1s, era imposs\u00edvel viver de uma \u00fanica actividade, sob pena de se ganhar pouco dinheiro. Fui, de certa forma, obrigada a fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que gosto de trabalhar assim, com diferentes grupos e pessoas. \u00c9 saud\u00e1vel. Mas o meu projecto principal \u00e9, neste momento, os Aldargaz, embora esteja tamb\u00e9m a tocar com outras bandas.<\/p>\n<p>FM &#8211; O seu \u00faltimo disco, \u201cIho\u201d, j\u00e1 saiu h\u00e1 tr\u00eas anos. Tem planos para editar um novo trabalho?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Sim, vamos gravar um \u00e1lbum novo no Outono. E, se tiver tempo, gostaria tamb\u00e9m de editar um \u00e1lbum a solo, s\u00f3 com m\u00fasica de acorde\u00e3o.<\/p>\n<p>FM &#8211; Come\u00e7ou por tocar m\u00fasica cl\u00e1ssica, antes de entrar para a Academia Sibelius &#8211; como faz, ali\u00e1s, a maior parte dos m\u00fasicos finlandeses &#8211; e se dedicar \u00e0 folk. A frequ\u00eancia desta academia \u00e9 uma forma dos m\u00fasicos enfrentarem a concorr\u00eancia?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; No in\u00edcio tocava formas muito antigas de m\u00fasica de dan\u00e7a finlandesa. Depois entrei para a academia e comecei a tocar m\u00fasica cl\u00e1ssica. N\u00e3o diria que \u00e9 um forma de lidar com a concorr\u00eancia, at\u00e9 porque h\u00e1 uma quantidade de m\u00fasicos que n\u00e3o frequentaram essa escola. Para mim foi importante porque, por volta de 1983, quando comecei, tratava-se realmente de uma coisa nova que me fez pensar de uma maneira diferente sobre a m\u00fasica folk. O professor que tive, Heikki Laitinen, pretendia que fiz\u00e9ssemos uma m\u00fasica que nunca tivesse sido ouvida antes. Algo que acontece hoje em dia, a toda a hora, na Finl\u00e2ndia, com grupos novos a aparecerem constantemente, a fazer m\u00fasica completamente original. \u00c9 muito importante para qualquer m\u00fasico folk ter o seu pr\u00f3prio estilo. De resto, \u00e9 imposs\u00edvel copiar os velhos executantes, ainda que seja necess\u00e1rio conservar a liga\u00e7\u00e3o \u00e0s ra\u00edzes.<\/p>\n<p>FM &#8211; como definirai o seu estilo?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; \u00c9 uma mistura de muitas coisas. Como int\u00e9rprete folk, ou apenas como int\u00e9rprete, num sentido mais lato, ou\u00e7o m\u00fasica de todo o lado, o que, evidentemente, determina o resultado final. Acima de tudo prezo a liberdade. \u00c9 verdade que \u201cIho\u201d j\u00e1 saiu h\u00e1 tr\u00eas anos, mas \u00e9 bom poder gravara apenas quando quero, quando h\u00e1 material que o justifique. \u00c9 o lado positivo de se ser um m\u00fasico \u201cmarginal\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; Tem alguma explica\u00e7\u00e3o para o facto de, comparando com o que acontece na Su\u00e9cia, com grupos como os Hedningarna, a m\u00fasica finlandesa gozar de uma projec\u00e7\u00e3o menor no Ocidente?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Penso que essa situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 a mudar aos poucos, embora n\u00e3o t\u00e3o depressa como na Su\u00e9cia. Na Su\u00e9cia aquilo que poder\u00edamos designar por uma \u201cnew wave\u201d j\u00e1 existe h\u00e1 mais tempo. A Finl\u00e2ndia ficou um bocado \u00e0 parte. Talvez porque estamos pr\u00f3ximos da R\u00fassia, enquanto a Su\u00e9cia tem uma localiza\u00e7\u00e3o mais central.<\/p>\n<p>FM &#8211; Tamb\u00e9m d\u00e1 a ideia de que os novos grupos finlandeses fazem uma m\u00fasica mais delicada do que os suecos. Basta comparar o som dos Hedningarna ou dos Garmarna com as Varttina ou as Niekku. Concorda?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; \u00c9 verdade. Gosto que exista essa diferen\u00e7a. \u00c9 a velha quest\u00e3o de ter, ou n\u00e3o, uma atitude rock. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de que todos os grupos tenham bateria.<\/p>\n<p>FM &#8211; As Niekku, das quais fez parte, foram dos primeiros grupos a fazer o que vulgarmente se chama \u201cnew finnish folk\u201d?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Sim, absolutamente. Fomos o primeiro grupo a sair do departamento de m\u00fasica folk da Academia Sibelius. De certa forma fomos n\u00f3s que demos in\u00edcio a todo o movimento.<\/p>\n<p>FM &#8211; Arto Jarvella era o \u00fanico homem do grupo. N\u00e3o encontraram nenhuma violinista \u00e0 altura que fosse mulher?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; N\u00e3o se trata disso. Os Niekku eram um grupo de estudantes; n\u00e3o era, de forma alguma, um grupo profissional. Nunca sab\u00edamos quem \u00e9 que vinha estudar para o nosso departamento. Era quase por acidente que nos encontr\u00e1vamos uns aos outros.<\/p>\n<p>FM &#8211; Uma das caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas que distingue o seu estilo \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o que faz do teclado esquerdo do acorde\u00e3o.<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Em geral, na maioria da m\u00fasica folk, os acordeonistas usam esse lado esquerdo apenas como acompanhamento da m\u00e3o direita. Mas, se usarmos o acorde\u00e3o com \u201cbaixos soltos\u201d, podemos tocar tamb\u00e9m melodias no teclado esquerdo. Duas melodias diferentes ao mesmo tempo, uma em cada teclado. Tocar apenas acordes com a m\u00e3o esquerda limita a m\u00fasica.<\/p>\n<p>FM &#8211; Costuma ouvir outros acordeonistas, como John Kirkpatrick ou Kepa Junkera?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Claro, e gostaria de tocar com alguns deles, se tivesse tempo. O meu favorito \u00e9 Dino Saluzzi.<\/p>\n<p>FM &#8211; O que distingue os Aldargaz de outro grupo em que tamb\u00e9m toca, os Zetaboo?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Nos Aldargaz todos os m\u00fasicos vieram de g\u00e9neros musicais diferentes. T\u00eam na cabe\u00e7a as suas pr\u00f3prias especificidades, embora todos tenham liga\u00e7\u00f5es com a folk em v\u00e1rias das suas formas &#8211; como o \u201cbluegrass\u201d, ou a m\u00fasica irlandesa, no caso de Petri Hakala, por exemplo. Nos Zetaboo os m\u00fasicos v\u00eam todos da cena jazz.<\/p>\n<p>FM &#8211; Tamb\u00e9m acompanhou a cantora Anna-Kaisa Liedes. Sente-se confort\u00e1vel no papel de acompanhante?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Sim. Neste momento estou a tocar com outra cantora, esta muito mais tradicional, Vesa-Matti Loiri, que tamb\u00e9m \u00e9 flautista e actriz. O prazer que me d\u00e1 acompanhar cantores tem a ver com a necessidade de n\u00e3o me ouvir apenas a mim, de fazer coisas em conjunto com outras pessoas. Gosto de ouvir e compreender as palavras que s\u00e3o cantadas. Eu pr\u00f3pria, embora n\u00e3o use as palavras, tento que a minha m\u00fasica conte uma hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>FM &#8211; Nos The Accordion Tribe interpreta m\u00fasica contempor\u00e2nea com outros quatro acordeonistas, entre os quais Guy Klucevsek e Lars Hollmer, que muito admiramos&#8230;<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Grav\u00e1mos um disco de um dos nossos concertos onde cada um de n\u00f3s tem o seu solo e as suas composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, al\u00e9m de tocarmos as m\u00fasicas uns dos outros.<\/p>\n<p>FM &#8211; Ainda continua a dar aulas na Academia Sibelius? Qual \u00e9 a mensagem principal que passa aos seus alunos?<\/p>\n<p>MARIA KALANIEMI &#8211; Desde a Primavera passada que estou de licen\u00e7a. N\u00e3o tenho tempo para ensinar. Mas adorei, enquanto o fiz. O que lhes dizia era para criarem o seu pr\u00f3prio estilo, para descobrirem o que de mais forte neles existe. N\u00e3o queria que eles fossem c\u00f3pias de mim. \u00c9 uma das raz\u00f5es por que n\u00e3o quis dar aulas durante muito tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.06.1998 Maria Kalaniemi Reinventa A Folk Finlandesa A Vida Fora Da Academia Niekku, Aldargaz, Zetaboo, The Accordion Tribe s\u00e3o alguns dos projectos em que a acordeonista finlandesa Maria Kalaniemi esteve ou est\u00e1 envolvida. Impulsionadora da \u201cnew finnish music\u201d, \u201cvirtuose\u201d do acorde\u00e3o, destaca a import\u00e2ncia da criatividade e gosta que a sua m\u00fasica conte uma hist\u00f3ria. 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