{"id":1963,"date":"2010-04-14T01:13:40","date_gmt":"2010-04-14T08:13:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1963"},"modified":"2010-04-14T01:13:40","modified_gmt":"2010-04-14T08:13:40","slug":"nuno-rebelo-compoe-banda-sonora-para-coreografia-de-paulo-ribeiro-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/14\/nuno-rebelo-compoe-banda-sonora-para-coreografia-de-paulo-ribeiro-entrevista\/","title":{"rendered":"Nuno Rebelo Comp\u00f5e Banda Sonora Para Coreografia De Paulo Ribeiro &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>12.06.1998<br \/>\nNuno Rebelo Comp\u00f5e Banda Sonora Para Coreografia De Paulo Ribeiro<br \/>\nM\u00fasico Portugu\u00eas Mutante<br \/>\n\u201cAzul Esmeralda\u201d foi composto por Nuno Rebelo para uma coreografia de Paulo Ribeiro. Um trabalho de grava\u00e7\u00e3o e montagem de solos tocados ao vivo, em tempo real, por outros m\u00fasicos, que resultou no \u00e1lbum \u201cmais ac\u00fastico\u201d de sempre do seu autor &#8211; o \u201cFred Frith portugu\u00eas\u201d, como j\u00e1 lhe chamou Chris Cutler.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/nunoRebelo_AzulEsmeralda.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/nunoRebelo_AzulEsmeralda.jpeg\" alt=\"\" title=\"nunoRebelo_AzulEsmeralda\" width=\"160\" height=\"143\" class=\"alignnone size-full wp-image-1964\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/EvSjnXHwbDw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/EvSjnXHwbDw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>O contrabaixo de Carlos Bica, o trombone e a tuba de Greg Moore e a bateria de Carlos Franco funcionaram como \u201cinput\u201d sonoro de \u201cAzul Esmeralda\u201d, a partir do qual Nuno Rebelo arquitectou uma m\u00fasica inclassific\u00e1vel que prolnga algumas das propsotas j\u00e1 enunciadas no anterior \u201cM2\u201d. O compositor falou com o P\u00daBLICO sobre algumas das t\u00e9cnicas usadas, das dificuldades que teve em trabalhar com Philippe Genty e da pr\u00f3xima apresenta\u00e7\u00e3o na Expo de um espect\u00e1culo de \u201cguitarra portuguesa mutante\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cAzul Esmeralda\u201d \u00e9 bastante menos electr\u00f3nico que \u201cM2\u201d&#8230;<br \/>\nNUNO REBELO &#8211; N\u00e3o \u00e9 muito diferente de \u201cS\u00e1bado 2\u201d, do \u00e1lbum anterior. A outra parte desse disco, \u201cMinimal show\u201d, sim, era mias \u00e0 base de samplers e electr\u00f3nica. Neste novo disco voltei a trabalhar como em \u201cS\u00e1bado 2\u201d, com grava\u00e7\u00f5es em disco r\u00edgido. Em \u201cS\u00e1bado 2\u201d aparecia em destaque aminha guitarra el\u00e9ctrica e o saxofone do Paulo Curado. Desta vez gravei tr\u00eas m\u00fasicos que vieram tocar a minha casa, mais ou menos 40 minutos cada um, em solo, para o gravador, sem ouvirem base nenhuma e sem eu lhes dizer ou escrever absolutamente nada.<\/p>\n<p>FM &#8211; Trabalhou dessa maneira pelo gosto do aleat\u00f3rio?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; Foi um est\u00edmulo. H\u00e1 um primeiro est\u00edmulo que \u00e9 o bailado em si, que me dita ritmos, dan\u00e7as, enfim, que me estrutura a m\u00fasica. Depois h\u00e1 o est\u00edmulo do pr\u00f3prio material que me \u00e9 dado pela identidade de cada um dos outros m\u00fasicos. Sem eles haveria menos surpresa.<\/p>\n<p>FM &#8211; Mas tamb\u00e9m utiliza sons como grunhidos de \u201cjavalis no Jardim Zool\u00f3gico de Lisboa\u201d ou de \u201ccrian\u00e7as a cantar e a brincar em Santa Maria do Sal\u201d. Foram trabalhados da mesma maneira?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; Quase nunca se trata de samplagens, de sons gravados no sampler e tocados no teclado, mas de grava\u00e7\u00f5es em DAT que eu depois monto. Resultou no mais ac\u00fastico de todos os meus trabalhos.<\/p>\n<p>FM &#8211; Por falar em trabalho ac\u00fastico, em que ponto se encontra o seu projecto de \u201cguitarra portuguesa mutante\u201d que vai apresentar na EXPO?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; \u00c9 guitarra portuguesa preparada, amplificada, processada&#8230; Trabalhei este instrumento em 93, quando fiz uma s\u00e9rie de composi\u00e7\u00f5es a solo que toquei ao vivo numa ou outra ocasi\u00e3o. Um desses temas saiu na colect\u00e2nea do Rui Eduardo Paes na Ananana, \u201cNo Way Out\u201d, tirado de um concerto meu em Tavira. Depois disso tenho usado esse instrumento esporadicamente. Agora no contexto do festival Mergulho no Futuro da EXPO 98 vou fazer um concerto com um \u201censemble\u201d de guitarras mutantes. Dois guitarristas a tocar guitarra portuguesa de uma forma convencional, com a guitarra ao colo mais os quatro elementos dos Tim Tim por Tim Tum, cada um com duas guitarras portuguesas montadas em trip\u00e9s, que ir\u00e3o ser tocadas de v\u00e1rias maneiras, com um arco de violino ou percutidas. Eu vou tocar a harpa de um piano, as cordas do piano mas sem o piano.<\/p>\n<p>FM &#8211; Ainda a prop\u00f3sito da EXPO, como \u00e9 que aparece a fazer a m\u00fasica para o espect\u00e1culo \u201cOceanos e Utopia\u201d do Philipe Genty?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; Recebi um telefonema da produ\u00e7\u00e3o portuguesa, a pedir-me uma cassete para mostrar ao Philipe Genty. Penso que ele ouviu outras, de outros m\u00fasicos portugueses. Gostou do meu trabalho e quis fazer o espect\u00e1culo comigo. Mas n\u00e3o foi um trabalho f\u00e1cil. Ele n\u00e3o estava nada familiarizado com o meu universo musical e estava sempre a mostrar-me coisas que t\u00eam a ver com o Philip Glass ou com o Michael Nyman, com as quais, sinceramente n\u00e3o tenho nada a ver e que n\u00e3o quero, de modo algum, imitar.<\/p>\n<p>FM &#8211; Mas o trabalho acabou por ser feito. Com ced\u00eancias da sua parte?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; N\u00e3o, tive dificuldades no sentido em que para cada cena eu paresentava uma proposta, ele dizia que n\u00e3o gostava, eu apresentava outra, de que j\u00e1 gostava menos, e outra ainda de que gostava ainda menos, e ao fim da quarta ou quinta proposta ele acabava por dizer que a primeira de todas \u00e9 que afinal estava bem! Ou seja, as minhas propostas iniciais acabaram por ficar mas este processo todo causou-me um tal desgaste que at\u00e9 acho que n\u00e3o as desenvolvi como poderia ter desenvolvido. H\u00e1 muita gente que me vem dar os parab\u00e9ns por este trabalho mas penso que poderia ter ficado melhor.<\/p>\n<p>FM &#8211; Chris Cutler chamou-lhe o \u201cFred Frith portugu\u00eas\u201d. A compara\u00e7\u00e3o lisongeia-o ou irrita-o?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; Sendo um dos m\u00fasicos que mais me influenciou, \u00e9 \u00f3bvio que reconhe\u00e7o que grande parte da minha personalidade musical se deve \u00e0 grande quantidade de m\u00fasica que ouvi, e continuo a ouvir, de Fred Frith. Mas entre mim e ele existe um abismo. Falei uma vez com ele quando c\u00e1 veio tocar com os Naked City, ofereci-lhe uma cassete com coisas que eu tinha na altura, em 1990, com os Ploplopot Pot e ele ofereceu-me um CD dele. Foi uma troca de galhardetes&#8230;<\/p>\n<p>FM &#8211; Continua a ter uma projec\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica muito discreta, dando a ideia de que passa o tempo todo a compor e a gravar m\u00fasica em casa. \u00c9 assim?<\/p>\n<p>NUNO REBELO &#8211; N\u00e3o tenho ningu\u00e9m que trabalhe a minha imagem, enquanto os outros grupos, nomeadamente ao n\u00edvel da pop, t\u00eam os promotores, os \u201cmanagers\u201d, essas coisas todas e tal que mandam artigos para a imprensa. Por outro lado tamb\u00e9m eu pr\u00f3prio n\u00e3o perco muito tempo com isso. A Internet neste momento ajuda-me um bocado a esse n\u00edvel. Cada vez tenho uma lista de e-mail maior. Sempre que fa\u00e7o alguma coisa nova mando informa\u00e7\u00e3o para a lista inteira, mantendo as pessoas interesadas a par do meu trabalho. al\u00e9m de que a minha pr\u00f3pria p\u00e1gina na Internet est\u00e1 sempre acess\u00edvel. (http:\/\/ip.pt\/nuno-rebelo) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.06.1998 Nuno Rebelo Comp\u00f5e Banda Sonora Para Coreografia De Paulo Ribeiro M\u00fasico Portugu\u00eas Mutante \u201cAzul Esmeralda\u201d foi composto por Nuno Rebelo para uma coreografia de Paulo Ribeiro. Um trabalho de grava\u00e7\u00e3o e montagem de solos tocados ao vivo, em tempo real, por outros m\u00fasicos, que resultou no \u00e1lbum \u201cmais ac\u00fastico\u201d de sempre do seu autor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[369,287,81,565,14,24],"tags":[511],"class_list":["post-1963","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-avant-gard","category-banda-sonora","category-contemporanea","category-entrevistas-1998","category-experimental","category-portugueses","tag-nuno-rebelo"],"views":3427,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1963","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1963"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1963\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1966,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1963\/revisions\/1966"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1963"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1963"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1963"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}