{"id":1956,"date":"2010-04-13T03:52:15","date_gmt":"2010-04-13T10:52:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1956"},"modified":"2017-06-07T12:19:35","modified_gmt":"2017-06-07T19:19:35","slug":"maria-joao-e-mario-laginha-gravam-a-cores-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/13\/maria-joao-e-mario-laginha-gravam-a-cores-entrevista\/","title":{"rendered":"Maria Jo\u00e3o E M\u00e1rio Laginha Gravam A Cores &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>01.05.1998<br \/>\nMaria Jo\u00e3o E M\u00e1rio Laginha Gravam A Cores<br \/>\nAtirar A Melodia Ao Ar E Apanh\u00e1-la<br \/>\nMaria Jo\u00e3o escreveu todas as letras, todas as palavras. M\u00e1rio Laginha comp\u00f4s os sons. \u201cCor\u201d \u00e9 uma viagem entre a \u201cconfus\u00e3o indescrit\u00edvel\u201d de Nova Deli e a \u201cfelicidade\u201d do canto africano.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/MJoaoMLaginha_cor.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/MJoaoMLaginha_cor.jpg\" alt=\"\" title=\"MJoaoMLaginha_cor\" width=\"350\" height=\"347\" class=\"alignnone size-full wp-image-1957\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/MJoaoMLaginha_cor.jpg 350w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/MJoaoMLaginha_cor-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/MJoaoMLaginha_cor-300x297.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hotfile.com\/dl\/29800041\/3e8467d\/MariaMario-Cor_flac.part1.rar.html\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/hotfile.com\/dl\/29811924\/ea25a0c\/MariaMario-Cor_flac.part2.rar.html\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 2)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/hotfile.com\/dl\/29823288\/9df4642\/MariaMario-Cor_flac.part3.rar.html\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 3)<\/p>\n<p><object width=\"560\" height=\"340\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/IuqLfOjmSiA&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/IuqLfOjmSiA&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"560\" height=\"340\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cCor\u201d tem todas as cores da voz de Maria Jo\u00e3o e do piano de M\u00e1rio Laginha que unem a \u00cdndia a Mo\u00e7ambique. Contou ainda com a bateria e as percuss\u00f5es do indicano Trilok Gurtu e com as guitarras de Wolfgang Muthspiel. M\u00fasica do mundo, numa encomenda feita pela Comiss\u00e3o dos Descobrimentos para a exposi\u00e7\u00e3o \u201cAs Culturas do \u00cdndico\u201d, no \u00e2mbito da Expo-98. Na calha est\u00e1 uma remistura de dan\u00e7a de um dos temas.<\/p>\n<p>FM &#8211; Escolheram a \u00cdndia e Mo\u00e7ambique como as duas margens para o \u00e1lbum. estiveram mesmo l\u00e1? Estudaram as culturas?<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; Fomos realmente aos s\u00edtios, mas houve a preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o estudar cada estilo, cada raga, por exemplo, o que, provavelmente, resultaria em m\u00fasica indiana pior do que aquela que \u00e9 feita por m\u00fasicos indianos. O mesmo em rela\u00e7\u00e3o a \u00c1frica. Fomos l\u00e1, inspir\u00e1mo-nos, ouvimos m\u00fasica, compr\u00e1mos discos, cheir\u00e1mos, passe\u00e1mos, capt\u00e1mos o pulsar de um pa\u00eds.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>FM &#8211; Para a Maria Jo\u00e3o foi mais natural integrar a voz na vertente africana?<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; \u00c9-me mais familiar. N\u00e3o tenho estado em \u00c1frica nos \u00faltimos anos, nem tenho uma mem\u00f3ria presente da m\u00fasica africana, embora tenha ido a Mo\u00e7ambique com a minha m\u00e3e, que \u00e9 natural de l\u00e1. Digamos que a \u00c1frica est\u00e1 actualmente mais pr\u00f3xima da minha pr\u00f3pria lingaugem. Depois do scat e das m\u00fasicas de vanguarda, a \u00c1frica desaguou na minha personalidade. \u00c9 uma forma feliz de utilizar a voz e isto tem a ver com a felicidade, com estar bem. Exprimir coisas sem utilizar palavras. Sons pr\u00f3ximos dos sons africanos. \u00c9 o que apetece logo.<\/p>\n<p>FM &#8211; E a m\u00fasica indiana? Custou mais?<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; Fiquei em p\u00e2nico. Eles t\u00eam uma maneira de colocar a voz muito matem\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 maneira africana de improvisar. mas esta forma r\u00e1pida de cantar, caracter\u00edstica da \u00cdndia, tem estado sempre presente na minha m\u00fasica&#8230; As pessoas podem perguntar: \u201cComo \u00e9 que ela faz, onde \u00e9 que lea foi buscar?\u201d N\u00e3o fui buscar a lado nenhum. Ou fui buscar aos milhares de sons que andam no ar, que saem dos CD, das cassetes, das vozes das pessoas, milh\u00f5es de sons que passam pela nossa cabe\u00e7a e pelos nossos ouvidos. Uns que ficam, outros n\u00e3o. Depois tudo se traduz naturalmente c\u00e1 dentro e acaba por ser a minha pr\u00f3pria for ma de ver as coisas.<\/p>\n<p>FM &#8211; Depois da \u201ccantora de jazz\u201d e da \u201ccantora de m\u00fasica contempor\u00e2nea\u201d, temos a Maria Jo\u00e3o \u201ccantora de world music\u201d?<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; Esse termo agrada-me. M\u00fasica do mundo. E a m\u00fasica do mundo engloba tamb\u00e9m o jazz, onde continuo a ter um p\u00e9. E o cora\u00e7\u00e3o. Foi o g\u00e9nero que gerou o meu amor pelo improviso, o meu amor ao som. Cantora de world music? Fixe!<\/p>\n<p>FM &#8211; O tema de abertura, \u201cHorn, please\u201d, est\u00e1 cheio de ru\u00eddos de tr\u00e2nsito. Foi assim o in\u00edcio da viagem?<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; Foi o que sentimos na nossa chegada \u00e0 \u00cdndia. Mas \u00e9 um caos mais pac\u00edfico que o caos portugu\u00eas. O tr\u00e2nsito em Portugal \u00e9 infinitamente mais agressivo, sendo menos ca\u00f3tico. Grav\u00e1mos as buzinas em Nova Deli.<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; N\u00e3o se v\u00ea choques, o que \u00e9 uma coisa fant\u00e1stica! Nunca vi um acidente na \u00cdndia, em Nova Deli, no meio daquela confus\u00e3o indescrit\u00edvel do tr\u00e2nsito. E, sobretudo, nunca vi ningu\u00e9m a discutir. Sente-se uma paz, algures, um certo \u201cveiva e deixe viver\u201d.<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; Ali\u00e1s, o t\u00edtulo do tema refere-se ao que escrevem na traseira dos carros, \u201cHorn, please\u201d 8\u201dBuzinem, por favor\u201d), o que \u00e9 um contra-senso para um europeu que, quando muito, escreveria algo como: \u201cPor favor, n\u00e3o buzine!\u201d<\/p>\n<p>FM &#8211; O tema seguinte chama-se \u201cH\u00e1 gente aqui\u201d&#8230;<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; \u00c9 uma continua\u00e7\u00e3o. Uma pessoa chega \u00e0 \u00cdndia e v\u00ea o qu\u00ea? A primeira coisa, al\u00e9m do calor que nos assalta logo, \u00e9, al\u00e9m do tal tr\u00e2nsito, uma enormidade de gente que h\u00e1 na rua. \u00c9 inacredit\u00e1vel. H\u00e1 gente em todo o lado!<\/p>\n<p>FM &#8211; A \u00c1frica surge em \u201cRafael ou a cor de Mo\u00e7ambique\u201d, onde a voz percorre os registos agudos, muito africanos. \u00c9 a\u00ed que se sente mais \u00e0 vontade?<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; \u00c9. Talvez o agudo e o grave, nos extremos, seja onde me sinto mais \u00e0 vontade. O registo m\u00e9dio \u00e9 onde eu tenho mais complica\u00e7\u00e3o a cantar. Mas tamb\u00e9m se faz (risos)! Mas este nem \u00e9 dos temas mais agudos. H\u00e1 um momento, mais \u00e0 frente, agud\u00edsimo, que foi mal misturado. A minha voz \u00e9 de soprano, suponho eu. Um soprano com graves. estas coisas africanas saem porque a voz dispara sem problemas, sem entraves, sem pensar.<\/p>\n<p>FM &#8211; Depois h\u00e1 os temas mais \u201cconrolados\u201d, mais pr\u00f3ximos da balada, como \u201cNazuk\u201d, em que a felicidade de que falava h\u00e1 pouco \u00e9 substitu\u00edda por uma certa melancolia&#8230;<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; \u201cNazuk\u201d, que significa \u201cfr\u00e1gil\u201d, foi o \u00fanico tema composto em Nova Deli. \u00c9 acerca de um elefante. Um elefante que anda pelas ruas carregado de pinturas e de coisas no meio daquela confus\u00e3o de gente. Um pobre elefante com ar perfeitamente submisso. Fez-me impress\u00e3o. Andei no elefante no meio da rua, descla\u00e7a, subi para cima dele. Mas aquilo tocou-me. \u00c9 um elefante fora do s\u00edtio.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cSaris e capulanas\u201d regressa a um lugar pouco determinado.<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; \u00c9 um tema com uma hist\u00f3ria engra\u00e7ada. Eu tinha um balan\u00e7o para o que se devia chamar \u201cO meu sari amarelo\u201d (como se percebe, um t\u00edtulo inventado pela Jo\u00e3o, ali\u00e1s como todos os outros), mas n\u00e3o estava a sair nada indiano. O Trilok estava a tocar tablas e s\u00f3 me dizia: \u201cI don\u2019t know what to do here&#8230;\u201d<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; At\u00e9 que \u00e0s tantas descia voz, ouvi o ritmo, e pus-me a dan\u00e7ar samba. E logo o Trilok: \u201cAh, brazilian! Now I know what to do!\u201d.<br \/>\nNo fim do tema h\u00e1 uma percuss\u00e3o vocal minha e dele que me deu muito gozo fazer.<\/p>\n<p>FM &#8211; O solo de guitarra no meio de \u201cPreto e branco\u201d foi composto ou improvisado?<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; \u00c9 um improviso. Continuamos a ser, para todos os efeitos, m\u00fasicos ligados ao jazz. E \u00e9 isto, ali\u00e1s, que nos afasta um bocado da world music, que \u00e9 muito mais fechada, n\u00e3o t\u00e3o livre como a m\u00fasica que n\u00f3s fazemos.<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; E onde eu mudei a melodia, das coisas que maior gozo me d\u00e3o. N\u00e3o dar cabo da melodia mas mold\u00e1-la, dar-lhe voltas, atir\u00e1-la ao ar e apanh\u00e1-la outra vez.<\/p>\n<p>FM &#8211; Quem \u00e9 o Charles de \u201cCharles on a Sunday with Sunday clothes\u201d? \u00c9 o tema que se aproxima mais da t\u00edpica balada de jazz.<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; Aqui a ideia tem a ver com a Inglaterra que est\u00e1 completamente presente no tema. Cheg\u00e1mos a perguntar \u00e0 Comiss\u00e3o dos Descobrimentos se n\u00e3o havia problema em focarmos um aspecto que fugia um pouco \u00e0 tem\u00e1tica principal.<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; O meu filho, no Natal, fez um desenho para dar ao pai que dizia: \u201cCarlos, no Natal, com roupa de Natal.\u201d Achei o t\u00edtulo delicioso. Ent\u00e3o comecei a imaginar um ingl\u00eas, em 1920 &#8211; quando os ingleses ainda estavam na \u00cdndia -, com as suas roupas escuras, que leva com aquele bafo de cor, bafo de gente. Mas \u00e9 algu\u00e9m que fica absolutamente apaixonado, viciado na \u00cdndia.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u00c9 verdade que j\u00e1 houve uma proposta para fazer uma remistura de m\u00fasica de dan\u00e7a para \u201cNhlonge yamina\u201d, o tema seguinte?<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; Sim, uma dance remix, proposta pela Polygram.<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; Temos que ouvir primeiro antes de dar uma opini\u00e3o. \u00c9 que a vers\u00e3o do \u00e1lbum j\u00e1 \u00e9 dan\u00e7\u00e1vel, n\u00e3o tem \u00e9 aquela vertente de discoteca. Mas atrai-me a ideia do tema ser dan\u00e7ado numa discoteca.<\/p>\n<p>FM &#8211; Nunca se interessaram pela electr\u00f3nica?<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; N\u00e3o tenho nenhum preconceito contra. S\u00f3 que neste momento h\u00e1 muita gente a tocar teclados, toda a gente toca. Acabo por achar que sou mais especial, que tenho uma \u201cvoz\u201d mais identific\u00e1vel, enquanto pianista ac\u00fastico.<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; As cantoras de vanguarda que tenho ouvido, j\u00e1 desde a Flora Purim, utilizam a electr\u00f3nica como extens\u00e3o da voz para conseguir efeitos. Isso irrita-me! O que gosto de fazer \u00e9 usar as minhas reais capacidades e lev\u00e1-las ao limite. Mas se calhar, daqui a cinco anos, vai-me apetecer imenso fazer algo nesse campo&#8230; As vozes das pessoas t\u00eam n cores. A maior parte dos e das cantoras tendem a cantar numa s\u00f3 direc\u00e7\u00e3o, numa cor e voz, e a instalar-se a\u00ed. Eu posso cantar em todas as cores. Todas as que me passam pela cabe\u00e7a. Do mais claro ao mais escuro.<\/p>\n<p>FM &#8211; A viagem fecha com \u201cForbidden love affair\u201d, de novo com acompanhamento de buzinas&#8230;<\/p>\n<p>M\u00c1RIO LAGINHA &#8211; \u00c9 um dos temas mais indianos e um dos que concretizam uma ideia central deste trabalho: n\u00e3o entrar por jogos de palvras pseudo-intelectuais, mas sim contar hist\u00f3rias bem e de uma forma musical.<\/p>\n<p>MARIA JO\u00c3O &#8211; Foi um tema que aprendi no est\u00fadio e o \u00faltimo a ser feito. Havia um s\u00edtio para improvisar, s\u00f3 que n\u00e3o me apetecia nada improvisar aqui, improvisar o qu\u00ea? Ent\u00e3o decidi improvisar com uma letra. Veio-me \u00e0 cabe\u00e7a uma s\u00e9rie que passou na televis\u00e3o h\u00e1 muito tempo, \u201cA J\u00f3ia da Coroa\u201d. Lembro-me que havia a hist\u00f3ria de um indiano e de uma inglesa, passada em 1908, que se chamava, precisamente, \u201cA forbidden love affair\u201d (\u201cUm amor proibido\u201d). Havia a dificuldade de eles atravessarem uma ponte para se encontrarem.<\/p>\n<p>Nota:<br \/>\nLobos Sinf\u00f3nicos<br \/>\nAl\u00e9m de \u201cCor\u201d, Maria Jo\u00e3o e M\u00e1rio Laginha t\u00eam  outro disco j\u00e1 pronto. Chama-se \u201cLobos, Raposas e Coiotes\u201d e foi gravado com a Orquestra Sinf\u00f3nica de Hannover, dirigida por Arild Remmereitt. A paresenta\u00e7\u00e3o ao vivo est\u00e1 marcada para 2 de Junho, no Dia de Honra da Siemens, na Pra\u00e7a Sony no recinto da Expo. A 4 de Junho os \u201cLobos, Raposas e Coiotes\u201d ir\u00e3o at\u00e9 ao Europarque, em Vila da Feira, Porto. O quarteto de \u201cCor\u201d, com o percussionista indiano Trilok Gurtu e o guitarrista alem\u00e3o Wolfgang Muthspiel, actua, por sua vez, a 10 de Junho, no palco das docas, tamb\u00e9m na Expo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>01.05.1998 Maria Jo\u00e3o E M\u00e1rio Laginha Gravam A Cores Atirar A Melodia Ao Ar E Apanh\u00e1-la Maria Jo\u00e3o escreveu todas as letras, todas as palavras. M\u00e1rio Laginha comp\u00f4s os sons. \u201cCor\u201d \u00e9 uma viagem entre a \u201cconfus\u00e3o indescrit\u00edvel\u201d de Nova Deli e a \u201cfelicidade\u201d do canto africano. 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