{"id":1952,"date":"2010-04-12T09:16:33","date_gmt":"2010-04-12T16:16:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1952"},"modified":"2010-04-12T09:16:33","modified_gmt":"2010-04-12T16:16:33","slug":"goncalo-pereira-acelera-na-colectanea-%e2%80%9cguitarristas%e2%80%9d-tricotar-a-mil-a-hora-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/12\/goncalo-pereira-acelera-na-colectanea-%e2%80%9cguitarristas%e2%80%9d-tricotar-a-mil-a-hora-entrevista\/","title":{"rendered":"Gon\u00e7alo Pereira Acelera Na Colect\u00e2nea \u201cGuitarristas\u201d: Tricotar A Mil \u00c0 Hora &#8211; entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>24.04.1998<br \/>\nGon\u00e7alo Pereira Acelera Na Colect\u00e2nea \u201cGuitarristas\u201d<br \/>\nTricotar A Mil \u00c0 Hora<br \/>\nDa \u201cMarcha Turca\u201d, de Mozart, e dos \u201cJardins Proibidos\u201d, de Paulo Gonzo, para uma formid\u00e1vel interpreta\u00e7\u00e3o a solo, em disco e ao vivo, de um tema de inspira\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica, Gon\u00e7alo Pereira revela-se como um guitarrista que vai dar que falar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/goncaloPereira_TricotNoPais.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/goncaloPereira_TricotNoPais.jpg\" alt=\"\" title=\"goncaloPereira_TricotNoPais\" width=\"480\" height=\"360\" class=\"alignnone size-full wp-image-1953\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/goncaloPereira_TricotNoPais.jpg 480w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/goncaloPereira_TricotNoPais-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/317111499\/Goncalo_Pereira_1998_Tricot_No_Pais_Das_Maravilhas.zip.html\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"480\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/StCa_H91I1I&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/StCa_H91I1I&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"480\" height=\"385\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Gon\u00e7alo Pereira, 24 anos, autodidacta, \u00e9 o guitarrista de Paulo gonzo. Na estrada e do \u00e1lbum que fez furor no Ver\u00e3o passado, \u201cJardins Proibidos\u201d, Gon\u00e7alo tocou j\u00e1 vezes sem conta. \u201c126SC\u201d, inclu\u00eddo na rec\u00e9m-lan\u00e7ada colect\u00e2nea \u201cGuitarristas\u201d, e uma apari\u00e7\u00e3o ao vivo no Rock City revelaram-no como um guitarrista de extraordin\u00e1rios recursos. Em breve lan\u00e7ar\u00e1 o seu primeiro \u00e1lbum a solo. Em Junho, na mesma altura em que vai sair o novo disco de Paulo Gonzo&#8230;<\/p>\n<p>FM &#8211; Que significa \u201c126SC\u201d, o t\u00edtulo do tema com que participa em \u201cGuitarristas\u201d?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; \u00c9 melhor n\u00e3o dizer!&#8230; \u00c9 \u201c126 cagalh\u00f5es\u201d. Houve um engano na capa, o t\u00edtulo original era \u201c126 SC\u201d, ou seja \u201csopa de cagalh\u00e3o\u201d. Nos ensaios o baterista queria tocar a m\u00fasica de maneira mais lenta. \u201c126\u201d \u00e9 o n\u00famero da batida. Ele queria tocar para a\u00ed a 113. Eu e o baixista n\u00e3o concord\u00e1vamos nada e saiu mesmo assim, \u201c126 cagalh\u00e3o!\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; Mas no disco toca os instrumentos todos, a guitarra, o baixo, os teclados e as programa\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; Teve que ser, porque, sem querer falar contra os meus colegas, havia um prazo estabelecido e eu fui o \u00fanico que o cumpri.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>FM &#8211; Esta sua primeira apari\u00e7\u00e3o a solo \u00e9 um alternativa ao seu trabalho como m\u00fasico acompanhante de Paulo Gonzo, na medida em que n\u00e3o teve que se submeter a qualquer tipo de controlo?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; O Paulo Gonzo n\u00e3o obriga ningu\u00e9m a estar na sombra, antes pelo contr\u00e1rio, \u00e0s vezes at\u00e9 nos vai buscar ao fundo do palco. Agora \u00e9 verdade que, como m\u00fasicos, temos que usar uma certa intelig\u00eancia, saber-nos situar no contexto em que estamos. \u00c9 um bocado saber equilibrar os pratos da balan\u00e7a. Com o Paulo Gonzo sou, como diz, bastante \u201ccontrolado\u201d pelo produtor, para fazer assim ou assado.<\/p>\n<p>FM &#8211; Como \u00e9 que apareceu a vers\u00e3o da \u201cMarcha turca\u201d, de Mozart, que tocou a quatro m\u00e3os, ao vivo, com o baixista, no Rock City?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; Quando comecei na guitarra, tive que provar primeiro ao meu pai que sabia tocar bandolim! A \u201cMarcha turca\u201d foi a primeira coisa que aprendi a tocar no bandolim. Tive que mostrar que tinha assimilado bem as coisas, para merecer a guitarra.<\/p>\n<p>FM &#8211; Na ficha t\u00e9cnica de \u201cGuitarristas\u201d o seu nome aparece como Gon\u00e7alo \u201cTricot\u201d Pereira. De onde lhe vem essa alcunha?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; Foi o Paulo Gonzo que me a p\u00f4s. Tem a ver com uma t\u00e9cnica, o \u201cpicado\u201d, que usava muito nos ensaios. ele come\u00e7ava logo a gozar, fazia o gesto de tricotar: \u201cL\u00e1 est\u00e1 ele no seu \u2018tricot\u2019. Olha, faz-me a\u00ed umas meias para o Natal!&#8230;\u201d<\/p>\n<p>FM &#8211; Quais s\u00e3o os seus her\u00f3is da guitarra?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; H\u00e1 dois super-homens. O Steve Vai, um gajo indescr\u00edtivel, tanto na t\u00e9cnica como na express\u00e3o ou nas ideias loucas que lhe passam pela cabe\u00e7a, e o Nuno Bettencourt, que \u00e9 um pequeno monstro. Mas podia tamb\u00e9m falar dos Satrianis do costume.<\/p>\n<p>FM &#8211; O que \u00e9 mais importante para si, enquanto guitarrista, a t\u00e9cnica ou a express\u00e3o?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; N\u00e3o s\u00f3 na guitarra, gosto de pensar como m\u00fasico. Quando pego num baixo ou numa bateria, tamb\u00e9m tento fazer a minha m\u00fasica. O mais importante, e o mais dif\u00edcil, \u00e9 conseguir um bom balan\u00e7o.<\/p>\n<p>FM &#8211; A velocidade de execu\u00e7\u00e3o \u00e9 importante?<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; Acho que sim. H\u00e1 \u201cn\u201d pessoas, leigos, entre aspas, como a dona de casa que est\u00e1 a ouvir a r\u00e1dio que, provavelmente, sentir-se-\u00e0 cativada por uma coisa mais simples, tipo \u201ccan\u00e7\u00e3o de embalar\u201d. Depois, h\u00e1 pessoas que precisam de outro tipo de est\u00edmulos, de ouvir uma malha muito mais virtuosa. No fundo, o mais importante \u00e9 sentires-te realizado com o que st\u00e1s a tocar, mas sem nunca esquecer quem nos est\u00e1 a ouvir. A quest\u00e3o \u00e9 que a velocidade \u00e9 superimportante, a necessidade de fazer coisas dif\u00edceis que, normalmente, est\u00e3o associadas \u00e0 rapidez. Quem disser que n\u00e3o gostava de saber tocar o \u201cVoo do moscardo\u201d, de Rimsy-Korsakov, ou a \u201cMarcha Turca\u201d do Mozart, ou \u00e9 aldrab\u00e3o ou pregui\u00e7oso. Ou invejoso. Mas um m\u00fasico n\u00e3o tem que ser super-r\u00e1pido para ser um superm\u00fasico. O que \u00e9 preciso \u00e9 ter-se balan\u00e7o, \u201cgroove\u201d, conhecer-se a si mesmo.<\/p>\n<p>FM &#8211; No Rock City estava cheio de adrenalina, superando as falhas t\u00e9cnicas do material, quase como uma vingan\u00e7a.<\/p>\n<p>GON\u00c7ALO PEREIRA &#8211; Normalmente tenho muita adrenalina. E o tema que toquei pedia essa adrenalina. Se n\u00e3o a tiver, soa uma porcaria, como um exerc\u00edcio de estilo. Por outro lado, nessa ocasi\u00e3o, estava a ficar um bocado furioso com os problemas que estava a ter com o cabo da guitarra e com o amplificador. Consegui canaliz\u00e1-los de uma forma positiva. Houve uma altura em que tirei o \u201cjack\u201d da guitarra e estive quase para me ir embora. S\u00f3 que o p\u00fablico n\u00e3o tinha culpa e n\u00e3o merecia isso. Achei que devia, fui mesmo obrigado, a tocar o tema como deve ser.<\/p>\n<p>Nota:<br \/>\nGuitarras em voo picado<br \/>\nNo passado dia 15 o Rock City abriu as portas \u00e0s guitarras el\u00e9ctricas, na festa de lan\u00e7amento da colect\u00e2nea \u201cGuitarristas\u201d, editada pela Tornado\/M\u00fasica Alternativa. Foi a noite dos guitarristas de \u201csegunda linha\u201d, apostados em mostrar que, pelo menos em termos t\u00e9cnicos, s\u00e3o t\u00e3o bons ou melhores que os consagrados. Entre eles, dois consagrados. Um deles Rui Veloso, que esteve em grande naquilo em que \u00e9 melhor, os blues. Veloso participa na colect\u00e2nea, em \u201cOut Blues\u201d, com Ant\u00f3nio Mardel e Jo\u00e3o Allain. O outro foi Z\u00e9 Pedro, dos Xutos e Pontap\u00e9s, que tamb\u00e9m se divertiu numa dessas \u201cjamas\u201d de ocasi\u00e3o.<br \/>\nMas um nome se destacou dessa longa noite, em qu eprevaleceram duas fac\u00e7\u00f5es musicais, o heavy metal e o jazz de fus\u00e3o: Gon\u00e7alo Pereira, \u201caxeman\u201d da banda de Paulo Gonzo. Um cabo de guitarra defeituoso n\u00e3o o impediu de deixar toda a gente abananada com uma vers\u00e3o da \u201cMarcha turca\u201d de Mozart tocada a quatro m\u00e3os com Dick. J\u00e1 com um cabo em bom estado Gon\u00e7alo Pereira disparou um solo lancinate, em \u201c126SC\u201d, o tema com que participa na colect\u00e2nea. Foi esse o momento mais alto de uma noite onde tamb\u00e9m estiveram presentes Miguel Mascarenhas (da banda de Rui Veloso), Luis Fernando (Adelaide Ferreira), Luis Arantes (Rap, D. Season), Luis Moreno (Doutores e Engenheiros), Ant\u00f3nio Mardel (Belus\u00edadas), Renato Gomes (UHF), Z\u00e9 Pino (Blue Jeans), Alexandre Manaia (GNR, Pedro Abrunhosa), Paulo Barros (Tar\u00e2ntula), Domingos Caetano (\u00cdris), Tiago Reis (Gang), Carlos Pires (Mercuriocromos), Jo\u00e3o Allain (Go Graal Blues Band), Tarot (Jack Sun Five), Hugo S\u00e1 (\u00c1libi) e Jo\u00e3o Lopes (STS Paranoid). J\u00e1 quase no final a coisa baixou um pouco de n\u00edvel, com vers\u00f5es de Supertramp e Queen e um s\u00f3sia de Robert Plant a cantar \u201cKnockin\u2019 on heaven\u2019s door\u201d, de Bob Dylan. N\u00e3o chegou para quebrar uma noite de peso em que as guitarras voaram em voo picado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24.04.1998 Gon\u00e7alo Pereira Acelera Na Colect\u00e2nea \u201cGuitarristas\u201d Tricotar A Mil \u00c0 Hora Da \u201cMarcha Turca\u201d, de Mozart, e dos \u201cJardins Proibidos\u201d, de Paulo Gonzo, para uma formid\u00e1vel interpreta\u00e7\u00e3o a solo, em disco e ao vivo, de um tema de inspira\u00e7\u00e3o escatol\u00f3gica, Gon\u00e7alo Pereira revela-se como um guitarrista que vai dar que falar. 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