{"id":1934,"date":"2010-04-10T11:15:42","date_gmt":"2010-04-10T18:15:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1934"},"modified":"2017-06-07T12:23:48","modified_gmt":"2017-06-07T19:23:48","slug":"gaiteiros-de-lisboa-falam-de-%e2%80%9cbocas-do-inferno%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/10\/gaiteiros-de-lisboa-falam-de-%e2%80%9cbocas-do-inferno%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"Gaiteiros de Lisboa Falam de \u201cBocas do Inferno\u201d"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>02.01.1998<br \/>\nGaiteiros de Lisboa Falam de \u201cBocas do Inferno\u201d<br \/>\nA Tradi\u00e7\u00e3o \u00c9 Uma Sandes De Presunto<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/bocas_inferno_big.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/bocas_inferno_big.jpg\" alt=\"\" title=\"bocas_inferno_big\" width=\"200\" height=\"200\" class=\"alignnone size-full wp-image-1935\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/bocas_inferno_big.jpg 200w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/bocas_inferno_big-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/145919645\/Gaiteiros_De_Lisboa_Bocas_Do_Inferno_1998.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><br \/>\npwd: oneil<\/p>\n<p><object width=\"480\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6iaqNCc_d48&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6iaqNCc_d48&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"480\" height=\"385\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Com o seu \u00e1lbum, \u201cBocas do Inferno\u201d, os Gaiteiros de Lisboa elevaram a fasquia relativa ao modo de fazer uma m\u00fasica que, por enquanto, n\u00e3o dispensa o material tradicional, embora olhe para ele como \u201cum campon\u00eas olha para um porco gordinho, como presunto e toucinho\u201d. \u201cBocas do Inferno\u201d foi justamente considerado pelo Sons, um dos melhores \u00e1lbuns portugueses do ano. Tr\u00eas dos Gaiteiros, Carlos Guerreiro, Jos\u00e9 Manuel David e Rui Vaz, explicaram o que mudou no grupo, na passagem da barb\u00e1rie para o Inferno.<\/p>\n<p>Entre cr\u00edticas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum de estreia e a satisfa\u00e7\u00e3o do novo disco estar a vender-se bem, os Gaiteiros mudaram de atitude e de m\u00e9todos de trabalho. Ou melhor, a diferen\u00e7a de um para outro disco \u00e9 que agora t\u00eam um m\u00e9todo de trabalho.<br \/>\nFM &#8211; Assumiram uma mudan\u00e7a de atitude e de procesos criativos neste novo \u00e1lbum?<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; Passou a haver uma maior equil\u00edbrio de energias no seio do grupo. A cria\u00e7\u00e3o, embora repartida, obriga a certa altura a n\u00e3o perder mais tempo. Isto tem a ver com o facto de o Jos\u00e9 Manuel David e eu passarmos a ser um crivo de todo o trabalho criativo do grupo. Digamos que fomos mandatados para darmos a \u00faltima palavra. Foi o que fizemos, em termos deprodu\u00e7\u00e3o, direc\u00e7\u00e3o musical e direc\u00e7\u00e3o de est\u00fadio. Se calhar, o que se nota neste disco \u00e9 uma maior uniformidade de atitude. O outro disco foi gravado de forma extremamente descont\u00ednua, As vezes debaixo de uma grande tens\u00e3o e enm sempre nas melhores condi\u00e7\u00f5es. Neste, nota-se o reflexo de um certo conforto em est\u00fadio.<br \/>\nRui Vaz &#8211; Houve procesos muito diferentes. Quando acab\u00e1mos o outro disco, o espect\u00e1culo ao vivo j\u00e1 estav feito. Neste momento, passa-se o inverso. Tem que se construir um espect\u00e1culo a partir do disco.<br \/>\nFM &#8211; Em temros de arquitectura musical, \u201cBocas do Inferno\u201d \u00e9 um disco bastante mais barroco que \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d&#8230;<br \/>\nRui Vaz &#8211; No jaz acontece uma coisa semelhante. H\u00e1 a improvisa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m houve sempre a outra parte: os Duke Ellingtons que escreviam os temas e o orquestravam. No princ\u00edpio, todos os temas dos Gaiteiros foram constru\u00eddos a partir de uma improvisa\u00e7\u00e3o colectiva. Mas quando um tipo est\u00e1 fechado em casa a pensar no que vai fazer e a arquitectar uma determinada estrutura sem ter ningu\u00e9m que lhe d\u00ea na cabe\u00e7a, \u00e9 natural que haja coisas que saiam mais complexas&#8230;<br \/>\nJos\u00e9 Manuel David &#8211; &#8230; a arquitectar a partir do seu enquadramento pessoal. \u00c9 assim, faz-se um tema em casa: \u201c\u00c9 p\u00e1, tenho aqui um tema porreiro!\u201d Depois levamo-lo ao colectivo e h\u00e1 sempre uma discuss\u00e3o: \u201cEnt\u00e3o e se fosse antes assim?\u201d Para este disco, tivemos um or\u00e7amento mais reduzido, tivemos menos tempo, sendo obrigados a trabalhar de uma maneira em que eu e o Carlos t\u00ednhamos que responder pelas coisas. No outro disco, isso n\u00e3o se sentia tanto.<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; No disco anterior, tamb\u00e9mm tivemos uma disponibilidade maior, em termos de grupo. A malta ia manifestamente para o est\u00fadio experimentar, gravar e ouvir as vezes que fossem precisas. And\u00e1mos assim durante tr\u00eas meses. Neste momento, nenhum dos elementos teria a disponibilidade para voltar a apasar por essa \u201cvia sacra\u201d.<br \/>\nRui Vaz &#8211; Tent\u00e1vamos gravar a todo o custo, mas acab\u00e1mos por despender muito tempo para fazer muito pouca coisa.<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; Com esse tempo, t\u00ednhamos gravado um triplo-a\u00b4lbum&#8230;<br \/>\nFM &#8211; Todoa a apresenta\u00e7\u00e3o do disco e mesmo alguns t\u00edtulos dos temas apontam para uma preocupa\u00e7\u00e3o vossa em mostrar os instrumentos, alguns deles bastante estranhos, que utilizaram. \u00c9 o lado did\u00e1ctico dos Gaiteiros?<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; A capa foi idealizada por mim. Lembro-me que, quando coemcei a ouvir discos de m\u00fasica mais esquisita, como aquelas edi\u00e7\u00f5es de Le Chant Du Monde, uma das coisas que me dava um gozo imenso era pegar na capa. Inclusivamente, foi a partir de algumas dessa capas que comecei a construir os meus primeiros instrumentos, como flautas de P\u00e3, afinadas como l\u00e1 vinha. \u00c9 importante as pessoas perceberem o que \u00e9 que est\u00e1 aproduzir determinado som. Se n\u00e3o, bastava p\u00f5r a marca do sintetizador&#8230;<br \/>\nFM &#8211; N\u00e3o s\u00e3o poucos os instrumentos que utilizaram&#8230;<br \/>\nJos\u00e9 Manuel David &#8211; Vinte e cinco! A sala de ensaio \u00e9 um bocado como um museu. At\u00e9 com isntrumentos que nunca utiliz\u00e1mos.<br \/>\nFM &#8211; A escolha para cada tema deve ser dif\u00edcil&#8230;<br \/>\nJos\u00e9 Manuel David &#8211; Seria mais f\u00e1cil se tiv\u00e9ssemos uma forma\u00e7\u00e3o do tipo rock, com vocalista, guitarras, uns teclados, um baixo e uma bateria, cada um a tocar s\u00f3 aquilo.<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; O que eu acho milagre \u00e9, por exemplo, os Rolling Stones conseguirem viver h\u00e1 30 anos sempre a tocar os mesmos instrumentos! Mas isto tamb\u00e9m tem a ver com outra coisa. A m\u00fasica \u00e9 um bicho que se pode agarrar por muitos s\u00edtios, pelos cornos, pelo rabo, pelas patas, pela pele, pelo lombo&#8230; A nossa atitude n\u00e3o tem nada a ver com a da maior parte dos outros m\u00fasicos.<br \/>\nFM &#8211; Por onde \u00e9 que voc\u00eas agarram?<br \/>\nJos\u00e9 Manuel David &#8211; Pelos cornos! Uma pega como aquelas l\u00e1 da minha terra, Vila Franca. Fazer o que fazemos com os instrumentos que constru\u00edmos, com os problemas todos que eles criam, porque n\u00e3o s\u00e3o instrumentos comprados em lojas, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. N\u00e3o podemos ir ter com o representante e dizer: \u201cEnt\u00e3o esta merda n\u00e3o funcioona?\u201d No nosso caso, o representante \u00e9 o Carlos.<br \/>\nFM &#8211; Menos a trompa, que foi comprada numa loja, ou n\u00e3o? Ou tamb\u00e9m j\u00e1 pensaram em desmont\u00e1-la e mont\u00e1-la de outra maneira?<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; J\u00e1 pens\u00e1mos em endireit\u00e1-la! [risos]<br \/>\nFM &#8211; Curiosamente, o \u00e1lbum coloca uma \u00eanfase muito forte nas vozes. Trabalharam-nas de forma diferente, em compara\u00e7\u00e3o com o disco de estreia?<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; A difern\u00e7a profunda, em termos de m\u00e9todo de trabalho, foi temros tido um m\u00e9todo de trabalho! [risos] O outro disco, entreg\u00e1mo-lo a um produtor [N.R.: Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco] que acabou por nos desiludir um pouco, j\u00e1 que n\u00e3o produziu nada. Foi um trabalho com aus\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o.<br \/>\nFM &#8211; Continuam a respeitar as ra\u00edzes tradicionais que, afinal de contas, ainda constituem a base de muitos dos temas do novo \u00e1lbum?<br \/>\nJos\u00e9 Manuel David &#8211; O \u201cbackground\u201d est\u00e1 l\u00e1. N\u00e3o somos um grupo de m\u00fasica tradicional, nem nunca dissemos que \u00e9ramos. Mas esse \u201cbackground\u201d permite-nos andar em torno dessa m\u00fasica com alguma seguran\u00e7a.<br \/>\nFM &#8211; Ainda ouvem discos ou grava\u00e7\u00f5es de recolhas tradicionais?<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; Sim. Por exemplo, pego numa cassete de m\u00fasica de Tr\u00e1s-Os-Montes e vejo o que \u00e9 que h\u00e1 ali. Normalmente, aprovieor logo o primeiro tema que ou\u00e7o. No fundo, do que precisamos \u00e9 de uma esp\u00e9cie de excipiente, de um corpo para vestir. As ideias que est\u00e3 impl\u00edcitas nessas recolhas fazem logo saltar uma quantidade de coisas. Para mim, da m\u00fasica tradicional, qualquer coisa serve.<br \/>\nRui Vaz &#8211; Cheg\u00e1mos \u00e0 m\u00fasica tradicional pela via complicada. J\u00e1 t\u00ednhamos uma s\u00e9rie de coisas na cabe\u00e7a. Quando ouvimos temas tradicionais, o que nos encanta mais s\u00e3o os seus elementos masi estranhos, mais fora do convencional.<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; Eu olho para a m\u00fasica tradicional como um campon\u00eas olha para o seu porquinho, quando ele j\u00e1 est\u00e1 gordinho: presunto de um lado, toucinho do outro! [risos]<br \/>\nFM &#8211; Em \u201cBocas do Inferno\u201d as gaitas-de-foles t\u00eam um papel mais discreto do que no \u00e1lbum de estreia. Ser\u00e1 que come\u00e7a a fazer pouco sentido a designa\u00e7\u00e3o do grupo?<br \/>\nRui Vaz &#8211; Costumo dizer que nos chamamos Gaiteiros de Lisboa porque em Lisboa n\u00e3o h\u00e1 gaiteiros. Acontece uma coisa engra\u00e7ada na Galiza. O nome \u201cgaiteiro\u201d desencadeia logo algo na Galiza que n\u00e3o tem nada a ver connosco. Isso tanto pode funcionar a nosso desfavor como a nosso favor. Mas h\u00e1 quem na Galiza j\u00e1 ou\u00e7a a nossa m\u00fasica como ela deve ser ouvida, uma m\u00fasica de pessoas que na\u00f5 se preocupam muito com a afina\u00e7\u00e3o, mas sim em n\u00e3o tocar sempre a mesma \u201cmuineira\u201d.<br \/>\nFM &#8211; J\u00e1 t\u00eam algumas indica\u00e7\u00f5es sobre as vendas de \u201cBocas do Inferno\u201d?<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; J\u00e1 se venderam dois mil, ao fim de tr\u00eas semanas. As \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d venderam cinco mil em dois anos&#8230;<br \/>\nFM &#8211; Depois da barb\u00e1rie, o Inferno. Fizeram algum pacto com o Diabo?<br \/>\nJos\u00e9 Manuel David &#8211; Talvez, metaforicamente. Para este disco, n\u00e3o. Mas para o pr\u00f3ximo talvez venha a se chamado mesmo.<br \/>\nCarlos Guerreiro &#8211; Dev\u00edamos pedir um subs\u00eddio para o disco ser vendido juntamente com aquelas acendalhas para lareira, \u201cL\u00facifer\u201d! [risos]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>02.01.1998 Gaiteiros de Lisboa Falam de \u201cBocas do Inferno\u201d A Tradi\u00e7\u00e3o \u00c9 Uma Sandes De Presunto LINK pwd: oneil Com o seu \u00e1lbum, \u201cBocas do Inferno\u201d, os Gaiteiros de Lisboa elevaram a fasquia relativa ao modo de fazer uma m\u00fasica que, por enquanto, n\u00e3o dispensa o material tradicional, embora olhe para ele como \u201cum campon\u00eas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[565,179,28,229,24,68],"tags":[283],"class_list":["post-1934","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas-1998","category-etno","category-folk","category-mpp","category-portugueses","category-world","tag-gaiteiros-de-lisboa"],"views":2990,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1934"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1934\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1936,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1934\/revisions\/1936"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}