{"id":1921,"date":"2010-04-08T04:06:56","date_gmt":"2010-04-08T11:06:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1921"},"modified":"2017-05-02T09:36:28","modified_gmt":"2017-05-02T16:36:28","slug":"os-poetas-apresentam-%e2%80%9centre-nos-e-as-palavras%e2%80%9d-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/08\/os-poetas-apresentam-%e2%80%9centre-nos-e-as-palavras%e2%80%9d-entrevista\/","title":{"rendered":"Os Poetas Apresentam \u201cEntre N\u00f3s E As Palavras\u201d &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>14.11.1997<br \/>\nOs Poetas Apresentam \u201cEntre N\u00f3s E As Palavras\u201d<br \/>\nO Caminho Das Letras Que Cantam<br \/>\nM\u00e1rio Cesariny, Luiza Neto Jorge, Herberto Helder, Al Berto e Franco Alexandre s\u00e3o os poetas da escrita presentes no \u00e1lbum de estreia de Os Poetas, um grupo de m\u00fasicos atentos ao som das palavras e ao sentido dos sons. \u201cEntre N\u00f3s e as Palavras\u201d, assim se chama o disco, \u00e9 esse espa\u00e7o de abertura e converg\u00eancia.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/osPoetas_EntreNosEAspalavras.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/osPoetas_EntreNosEAspalavras.jpg\" alt=\"\" title=\"osPoetas_EntreNosEAspalavras\" width=\"210\" height=\"210\" class=\"alignnone size-full wp-image-1922\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/osPoetas_EntreNosEAspalavras.jpg 210w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/osPoetas_EntreNosEAspalavras-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"480\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4sd4Ll80_4A&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/4sd4Ll80_4A&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"480\" height=\"385\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Rodrigo Le\u00e3o, Gabriel Gomes, Francisco Ribeiro e Margarida Ara\u00fajo, os quatro instrumentistas de Os Poetas, falaram ao P\u00daBLICO da fase actual de um projecto que pretende alargar-se, num futuro pr\u00f3ximo, \u00e0 \u00e1rea do teatro e a outros poetas contempor\u00e2neos. Cesariny ou Herberto Helder poder\u00e3o subir ao palco sempre que quiserem.<br \/>\nFM &#8211; Qual \u00e9 a g\u00e9nese deste projecto?<br \/>\nMargarida Ara\u00fajo &#8211; Surgiu de uma conversa entre o Rodrigo, o Gabriel e o Herm\u00ednio Monteiro, da Ass\u00edrio &#038; Alvim, quando este \u00faltimo falou da exist\u00eancia de grava\u00e7\u00f5es de poetas a recitarem os seus pr\u00f3prios poemas. Chegaram \u00e0 conclus\u00e3o que seria interessante juntar isso com m\u00fasica. No in\u00edcio deste ano entr\u00e1mos em est\u00fadio.<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; Come\u00e7\u00e1mos em Abril, praticamente do zero. Havia uma ou duas coisas que eu j\u00e1 tinha feito para um espect\u00e1culo para a associa\u00e7\u00e3o Saldanha&#8230;<br \/>\nFM &#8211; A quem se deve a escolha dos poemas para o disco e para o espect\u00e1culo?<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; O Herm\u00ednio emprestou-nos as grava\u00e7\u00f5es e a partir delas seguiu-se um proceso de selec\u00e7\u00e3o muito espont\u00c2neo. N\u00e3o nos interessava inventar um tipo novo de m\u00fasica, mas trabalhar as rea\u00e7\u00f5es mais imediatas \u00e0 tonalidade dos diversos poemas.<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; Foi um acto de paix\u00e3o. Quando come\u00e7\u00e1mos a ouvir os discos dos poetas, as palavras eram demasiado fortes. A partir da\u00ed tent\u00e1mos encontrar uma cad\u00eancia tanto para os poemas como para a forma como estes eram expressos pelos seus autores. And\u00e1mos \u00e0 procura da coincid\u00eancia entre a palavra e a m\u00fasica. Fomos experimentando. Umas vezes comp\u00fanhamos inspirados directamente na poesia, tocando sobre ela, noutras a m\u00fasica surgia depois do poema, noutras ainda comp\u00fanhamos o tema e \u00edamos \u00e0 procura do poema certo para ele.<br \/>\nFM &#8211; Em termos estritamente musicais, \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o recuarmos aos primeiros tempos dos Madredeus, at\u00e9 porque h\u00e1 tr\u00eas elementos que fizeram parte desse grupo&#8230;<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; \u00c9 dif\u00edcil comparar dois projectos t\u00e3o diferentes, apesar de haver semelham\u00e7as, ao n\u00edvel da sonoridade. Os Madredeus t\u00eam uma cantora, uma figura que canta a apoesia de outra maneira. No nosso projecto, s\u00e3o os pr\u00f3prios autores a ler os poemas.<br \/>\nFM &#8211; Se tivessem um cantor tudo funcionaria de maneira diferente?<br \/>\nFrancisco Ribeiro &#8211; Quando h\u00e1 um cantor, toda a instrumenta\u00e7\u00e3o tem de ser adaptada a ele. No nosso caso, embora tiv\u00e9ssemos o cuidado de procurar a tonalidade, as pausas, toda a maneira como o poeta diz, o processo de cria\u00e7\u00e3o foi mais livre, sem uma melodia r\u00edgida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qual nos tiv\u00e9ssemos de cingir. tamb\u00e9m a\u00ed divergimos dos Madredeus, na medida em que cada um de n\u00f3s foi livre para criar a m\u00fasica.<br \/>\nFM &#8211; Como reagiram, em termos de aprecia\u00e7\u00e3o e posterior composi\u00e7\u00e3o, A`s duas formas diferentes de dizer o poema que utilizaram: uma, a grava\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio autor a declamar e outra, com a declama\u00e7\u00e3o, em tempo real, feita pela actriz Margarida Marinho?<br \/>\nFrancisco Ribeiro &#8211; A maneira como nos adapt\u00e1mos \u00e0 palavra difere de tal maneira, de poema para poema, e de pessoa para pessoa&#8230; Imagine-se, por exemplo, que temso a Margarida Marinho a declamar uma das poesias de uma forma mais lenta, a\u00ed temos que adaptar a m\u00fasica a essa cad\u00eancia.<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; Digamos que essas duas situa\u00e7\u00f5es, uma em \u201coff\u201d, outra em tempo real, s\u00e3o distintas. Se, por um lado, \u00e9 \u00f3bvio que temos de nos adaptar, por outro, com a Margarida Marinho, o trabalho pode ser feito em simult\u00e2neo, adaptarmo-nos n\u00f3s ou adaptar-se ela. Pessoalmente, achei supernovo estar a tocar em palco e, de repente, ser disparada uma voz que n\u00e3o est\u00e1 em palco. Com a Maragarida Marinho \u00e9 diferente, \u00e9 como se ela fosse uma cantora. Complementando com a palavra, que tamb\u00e9m \u00e9 mel\u00f3dica. E h\u00e1 poemas em que a m\u00fasica \u00e9, \u00e0 partida, como uma p\u00e1gina em branco, que nos empurra para a improvisa\u00e7\u00e3o, conforme as palavras v\u00e3o sendo ditas.<\/p>\n<p>H\u00e1 Uma Palavra Certa<br \/>\nFM &#8211; Al\u00e9m da m\u00fasica e da poesia, h\u00e1 uma componente teatral nos vossos espect\u00e1culos, j\u00e1 para n\u00e3o falar no modo como o Francisco Ribeiro canta \u201cquem Me Dera (Amanh\u00e3)2. Tencionam desenvolver mais esta faceta?<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; O disco cristaliza o momento, segundo o conceito dos poetas recitarem a sua poesia e n\u00f3s musicarmos essa poesia em diversas situa\u00e7\u00f5es. Nos espect\u00e1culos, temos vindo a desenvolver essa componente mais teatral.<br \/>\nFrancisco Ribeiro &#8211; \u00c9 mais uma \u201cperfomance\u201d que d\u00e1 lugar \u00e0 express\u00e3o corporal. a ideia \u00e9, de resto, essa, de juntar diversos campos art\u00edsticos.<br \/>\nrodrigo Lea\u00f5 &#8211; A personagem que o Francisco encarna no tema que canat n\u00e3o foi estudada, foi surgindo a pouco e pouco, mas agora realmente sentimos que ele encarna mesmo uma personagem. De resto, ele tamb\u00e9m j\u00e1 faz a declama\u00e7\u00e3o, ao vivo, do poema \u201ch\u00e1 uma hora, h\u00e1 uma hora certa\u201d, do Cesariny.<br \/>\nFM &#8211; Todos os elementos do grupo partilham a mesma forma de encarar os poemas que foram escolhidos \u201ca priori\u201d?<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; Quem assistir aos nossos ensaios perceber\u00e1 como funcionamos. Cada um tem uma ideia, mas h\u00e1 como que uma sintonia, porque o outro j\u00e1 estava a pensar em algo semelhante. N\u00e3o existe grande confronta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; &#8230; Embora tamb\u00e9m haja momentos de desintonia perfeita!&#8230; Sobretudo nos \u00faltimos tr\u00eas meses de est\u00fadio, houve muitas discuss\u00f5es, mas acab\u00e1mos, de forma quase inconsciente, por achar as solu\u00e7\u00f5es certas e encontrar uma unidade est\u00e9tica.<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; Por exemplo, h\u00e1 um poema do Al Berto com m\u00fasica do Francisco. N\u00e3o t\u00ednhamos m\u00fasica para ele, mas quer\u00edamos mesmo usar o poema, \u201cXXX\u201d. Porque \u00e9 que n\u00e3o haver\u00edamos de usar apenas o Al Berto e o violoncelo? experiment\u00e1mos com uma m\u00fasica que j\u00e1 estava feita h\u00e1 muotos anos, e que inclusive j\u00e1 tinha sido tocada em espect\u00e1culos dos Madredeus. Foi aproveitada e funcionou na perfei\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o entre o poeta solit\u00e1rio Al Berto e o violoncelo solit\u00e1rio do Francisco.<br \/>\nFM &#8211; J\u00e1 puseram a hip\u00f3tese de convidar algum dos poetas deste projecto para declamar ao vivo, co o grupo, em palco?<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; H\u00e1 poucos dias tivemos a honra de fazer um \u201cvideoclip\u201d com o m\u00e1rio Cesariny, que \u00e9 uma coisa fant\u00e1stica. Conheci pela primeira vez o senhor e fiquei bastanrte impressionado. Convidei-o para ir ao espect\u00e1culo [que teve lugar na Aula Magna, na passada ter\u00e7a-feira]. n\u00e3o vamos pedir, obviamente, que ele v\u00e1 recitar&#8230; A n\u00e3o ser que ele queira mesmo&#8230; J\u00e1 tem idade e posi\u00e7\u00e3o suficiente para fazer o que lhe apetece. Se ele disser: \u201cQuero ir recitar\u201d, o palco \u00e9 para ele e a m\u00fasica que improvisarmos h\u00e1-de ser feita. e com o Herberto Helder tamb\u00e9m gostar\u00edamos que acontecesse&#8230; Quanto ao Franco Alexandre, vai mesmo colaborara connosco proximamente.<br \/>\nFM &#8211; Tamb\u00e9m n\u00e3o se lembraram de experimentar com a chamada \u201cpoesia fon\u00e9tica\u201d, de Mello e Castro, por exemplo?&#8230;<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; Podia ser giro, mas \u00e9 preciso ver que n\u00e3o somos verdadeiros especialistas em poesia. S\u00f3 este ano \u00e9 que come\u00e7\u00e1mos a levar para a frente este projecto, e temos vindo a apaixonar-nos e a envolver-nos cada vez mais com apoesia. At\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel que apare\u00e7a um segundo disco, embora n\u00e3o tenhamos obrigatoriedade de carreira com este projecto.<br \/>\nFrancisco Ribeiro &#8211; E h\u00e1 outra situa\u00e7\u00e3o super-interessante que podemos explorar no futuro, que \u00e9 ter poetas vivos, contempor\u00e2neos, connosco em est\u00fadio, para uma cria\u00e7\u00e3o em conjunto. Composi\u00e7\u00e3o em tempo real entre a palavra e a m\u00fasica. Que \u00e9 o que, de resto, se passa, por vezes, com a Margarida Marinho.<br \/>\nFM &#8211; Um grupo com um poeta no lugar do cantor?<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; Exacto. Ali\u00e1s, a ideia inicial deste projecto incu\u00eda a participa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Al Berto. Infelizmente ele faleceu e isso n\u00e3o aconteceu. Se calhar, ele at\u00e9 poderia compor poesia original para as nossas m\u00fasicas, ou vice-versa&#8230; Mas esta ideia permanece de p\u00e9, com outros poetas que eventualmente escolhermos.<br \/>\nFM &#8211; \u201cDesde os prim\u00f3rdios que a poesia nasceu para ser cantada ou recitada\u201d, escreveu Herm\u00ednio Monteiro, a prop\u00f3sito do lan\u00e7amento do disco. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 discut\u00edvel&#8230;<br \/>\nGabriel Gomes &#8211; Mas quando ele diz isso est\u00e1 a recuar \u00e0 \u00e9poca dos gregos, a poemas como a \u201cEl\u00edada\u201d ou a \u201cOdisseia\u201d, que eram poesia para ser cantada. E na Idade M\u00e9dia acontecia amesma coisa.<br \/>\nFM &#8211; Voc\u00eas s\u00e3o os trovadores desta gera\u00e7\u00e3o?<br \/>\nFrancisco Ribeiro &#8211; Um pouquinho&#8230; N\u00e3o, estou a brincar.<br \/>\nRodrigo Le\u00e3o &#8211; N\u00e3o, temos \u00e9 a possibilidade de fazer a conjuga\u00e7\u00e3o das artes. Ultimamente, cada uma tem caminhado sempre um pouco no seu campo. a n\u00f3s interessa-nos junt\u00e1-las.<br \/>\nFM &#8211; O declamador tradicional tende a desaparecer? Villaret e M\u00e1rio Viegas j\u00e1 c\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o&#8230; Ser\u00e1 que a poesia necessita, hoje, de ser dita em outros contextos?<br \/>\nFrancisco Ribeiro &#8211; \u00c9 um facto que a poesia tende a ficar cada vez mais guardada numa prateleira. Neste sentido, o projecto \u201cEntre N\u00f3s e as Palavras\u201d vem mostrar mais uma vez que a poesia existe e est\u00e1 viva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14.11.1997 Os Poetas Apresentam \u201cEntre N\u00f3s E As Palavras\u201d O Caminho Das Letras Que Cantam M\u00e1rio Cesariny, Luiza Neto Jorge, Herberto Helder, Al Berto e Franco Alexandre s\u00e3o os poetas da escrita presentes no \u00e1lbum de estreia de Os Poetas, um grupo de m\u00fasicos atentos ao som das palavras e ao sentido dos sons. \u201cEntre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[591,582,24],"tags":[603],"class_list":["post-1921","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas-1997","category-poesia","category-portugueses","tag-os-poetas"],"views":3103,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1921","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1921"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1921\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5896,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1921\/revisions\/5896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}