{"id":1917,"date":"2010-04-08T04:00:31","date_gmt":"2010-04-08T11:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1917"},"modified":"2010-04-08T04:00:31","modified_gmt":"2010-04-08T11:00:31","slug":"kate-st-john-fala-do-seu-novo-album-%e2%80%9cja-ha-musica-que-chegue-para-os-mais-novos%e2%80%9d-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/08\/kate-st-john-fala-do-seu-novo-album-%e2%80%9cja-ha-musica-que-chegue-para-os-mais-novos%e2%80%9d-entrevista\/","title":{"rendered":"Kate St. John Fala Do Seu Novo \u00c1lbum: \u201cJ\u00e1 h\u00e1 m\u00fasica que chegue para os mais novos\u201d &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>31.10.1997<br \/>\nKate St. John Fala Do Seu Novo \u00c1lbum<br \/>\n\u201cJ\u00e1 h\u00e1 m\u00fasica que chegue para os mais novos\u201d<br \/>\nRom\u00e2ntica e po\u00e9tica. Assim se poder\u00e1 definir a personalidade e a m\u00fasica de Kate St. John, cujo \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cSecond Sight\u201d, acaba de ser editado. Com as marcas da can\u00e7\u00e3o francesa e de assuntos dif\u00edceis de enfrentar, como a morte, e onde a poesia \u00e9 encarada como forma de reden\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/KateStJohn_SecondSight.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/KateStJohn_SecondSight.jpeg\" alt=\"\" title=\"KateStJohn_SecondSight\" width=\"352\" height=\"352\" class=\"alignnone size-full wp-image-1918\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/KateStJohn_SecondSight.jpeg 352w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/KateStJohn_SecondSight-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/KateStJohn_SecondSight-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/79845117\/Kate_St._John_-__1997__Second_Sight__128_kbps_.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"480\" height=\"385\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dIQwjodb8cQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/dIQwjodb8cQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"480\" height=\"385\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Rquisitada com assiduidade para participar em sess\u00f5es de est\u00fadio dos mais diversos artistas, Kate St. John recolhe-se nos seus discos a asolo numa m\u00fasica mais intimista, onde se descortinam fortes tra\u00e7os de romantismo e melancolia. A antiga cantora dos dream Academy prepara actualmente um \u00e1lbum de homenagem a Nick Drake.<br \/>\nFM &#8211; \u201cSecond Sight\u201d conta com a presen\u00e7a de Roger Eno, com quem j\u00e1 colaborara em \u201cThe Familiar\u201d. Quando \u00e9 que o conheceu?<br \/>\nKate St. John &#8211; No in\u00edcio dos anos 90, atrav\u00e9s de um amigo comum, americano, da editora de discos. Eno andava \u00e0 procura de uma cantora para \u201cThe Familiar\u201d. Demo-nos bem e acabei por escrever as letras para o disco. Nunca tinha ouvido antes a m\u00fasica dele, depois percebi imediatamente que t\u00ednhamos muito em comum. Mas as melodias de \u201cThe Familiar\u201d n\u00e3o eram bem can\u00e7\u00f5es, por isso a voz foi usada mais como instrumento. N\u00e3o era a cl\u00e1ssica sequ\u00eancia \u201cverso-refr\u00e3o-verso\u201d, embora tivesse palavras.<br \/>\nFM &#8211; O que tem, exactamente, em comum com Roger Eno?<br \/>\nKate St. John &#8211; Bem\u2026 Gostamos ambos de m\u00fasica bastante rom\u00e2ntica, assim como nos interessa fazer arranjos dentro de um estilo neocl\u00e1ssico, em vez de uma m\u00fasica mais ruidosa. \u00c9 como se segu\u00edssemos os dois num ritmo sincronizado.<br \/>\nFM &#8211; O ambiente geral da m\u00fasica que ambos fazem pode definir-se como impressionista?<br \/>\nKate St. John &#8211; Sim, sem d\u00favida. Ele prefere que a voz seja calma, de maneira a misturar-se com o resto da m\u00fasica. N\u00e3o se trata de um cantor com uma banda por tr\u00e1s.<br \/>\nFM &#8211; Na vida real \u00e9 assim t\u00e3o calma e rom\u00e2ntica como aparenta ser nos discos?<br \/>\nKate St. John &#8211; n\u00e3o [risos]! Bem, na verdade sou uma pessoa calma, mas tamb\u00e9m tenho um lado mais greg\u00e1rio. Tenciono kostrar no pr\u00f3ximo \u00e1lbum outros aspectos da minha personalidade. Algumas pessoas acham que os temas de \u201cSecond Sight\u201d j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o depriomentes e sombrios como costumavam ser. Penso que estou a mudar.<br \/>\nFM &#8211; \u201cSecond Sight\u201d \u00e9 uma viagem (\u201ctrip\u201d) por v\u00e1rias paragens e ambientes do planeta&#8230;<br \/>\nKate St. John &#8211; \u201cYeah\u201d, meu [risos]!<br \/>\nFM &#8211; N\u00e3o nos referimos a esse tipo de viagens\u2026<br \/>\nKate St. John &#8211; Ah, bom, n\u00e3o tenho nada a ver com drogas. Mas, sim, o \u00e1lbum \u00e9 como uma viagem, uma viagem imagin\u00e1ria.<br \/>\nFM &#8211; O que n\u00e3o a impediu de trabalhar com Julian Cope, a maior \u201cacid head\u201d dos dias de hoje&#8230;<br \/>\nKate St. John &#8211; \u00c9 verdade, mas isso j\u00e1 aconteceu h\u00e1 muito tempo. N\u00e3os ei se temos algo em comum, somos amigos e ele pareceu gostar daquilo que fiz no \u00e1lbum del. Ah, sim, gostamos os dois de m\u00fasica dos anos 60!<br \/>\nFM &#8211; Trabalhou em \u201cSecond Sight\u201d com uma s\u00e9rie de artistas estrangeiros &#8211; franceses e russos&#8230;<br \/>\nKate St. John &#8211; Sim, tenho a tend\u00eancia para me relacionar melhor com pessoas que vivem for a de Inglaterra. Regra geral, no resto da Europa existe uma mentalidade mais aberta. Em rela\u00e7\u00e3o aos m\u00fasicos russos que participam no \u00e1lbum, os Aquarium, de Boris Grebinshikov, j\u00e1 tinha produzido dois \u00e1lbuns deles. Foram eles que fizeram quest\u00e3o de entrar no meu disco. A voz de Boris \u00e9 simplesmente fant\u00e1stica. Grav\u00e1mos uma faixa em Londres, durante uma tarde. A Fran\u00e7a surge devido ao facto de o meu co-produtor ser franc\u00eas e de eu gostar bastante de trabalhar com m\u00fasicos de est\u00fadio franceses.<br \/>\nFM &#8211; Quando canta, em franc\u00eas, \u201cJ\u2019attendrais\u201d, \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o pensar em Edith Piaf. At\u00e9 que ponto foi influenciada pela chamada \u201cchanson fran\u00e7aise\u201d?<br \/>\nKate St. John &#8211; Acha? Sim, de facto adoro todos esses velhos cantores franceses, n\u00e3o s\u00f3 Edith Piaf, mas tamb\u00e9m Juliette Gr\u00e9o ou Lucienne Boyer; \u00e9 um dos meus estilos de m\u00fasica favorito. Teria gostado imenso de fazer um \u00e1lbum inteiro s\u00f3 de can\u00e7\u00f5es francesas, mas tive que me conter e gravar apenas essa, um \u201cstandard\u201d que toda a gente em Fran\u00e7a conhece.<br \/>\nFM &#8211; Joseph Racaille, tamb\u00e9m franc\u00eas, \u00e9 outra presen\u00e7a importante no disco. ele veio dos ZNR, ao lado de Hector Zazou e&#8230;<br \/>\nKate St. John &#8211; Ah, conhece a sua m\u00fasica? Ele tem um \u00e1lbum novo, fant\u00e1stico, na WEA, onde eu tamb\u00e9m participo, a tocar saxofone e a cantar. Infelizmente, para j\u00e1, s\u00f3 est\u00e1 dispon\u00edvel em Fran\u00e7a.<br \/>\nFM &#8211; Outro nome que nos vem \u00e0 mente \u00e9 o de Virginia Astley. Voltou a tocar com ela depois do projecto Ravishing Beauties?<br \/>\nKate St. John &#8211; Depois disso s\u00f3 fiz com ela um par de temas para o seu novo \u00e1lbum, que apenas foi editado no Jap\u00e3o. N\u00e3o a convidei para participar neste meu novo \u00e1lbum, porque o tinha feito no anterior e porque gosto de mudar.<br \/>\nFM &#8211; J\u00e1 trabalhou com uma quantidade enorme de pessoas, de Julian Cope, como j\u00e1 se falou, aos Blur, Everything But The Girl, Kirsty McColl ou Van Morrison&#8230; Sente-se \u00e0 vontade a tocar com tanta gente diferente?<br \/>\nKate St. John &#8211; Na maior parte das vezes, trata-se unicamente de sess\u00f5es de est\u00fadio. Entro l\u00e1 numa tarde, toco uma ou duas can\u00e7\u00f5es e j\u00e1 est\u00e1, adeusinho, acabou! \u00c9 a minha profiss\u00e3o. Andei anos a estudar e a praticar saxofone e agora as pessoas pedem-me para tocar com elas.<br \/>\nFM &#8211; N\u00e3o \u00e9 um instrumento que seja muito vulgar ver tocado por mulheres, pois n\u00e3o? J\u00e1 agora, tem alguma liga\u00e7\u00e3o com o jazz?<br \/>\nKate St. John &#8211; N\u00e3o, na verdade n\u00e3o \u00e9!&#8230; Mas gosto e tenho o h\u00e1bito de ouvir jazz. Tento mesmo aprender a tocar jazz. Penso, ali\u00e1s, que o meu pr\u00f3ximo \u00e1lbum ser\u00e1 mais \u201cjazzy\u201d, com mais ritmo.<br \/>\nFM &#8211; Sabemos que est\u00e1 actualmente envolvida num projecto de produ\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum de homenagem a Nick Drake. Pode adiantar-nos alguma coisa sobre ele?<br \/>\nKate St. John &#8211; \u00c9 uma co-produ\u00e7\u00e3o com Joe Boyd, que foi quem descobriu e produziu os \u00e1lbuns originais de Nick Drake. H\u00e1 alguns anos atr\u00e1s come\u00e7ou a gravar algumas vers\u00f5es de temas de Nick Drake, na am\u00e9rica, mas depois parou e o projecto ficou na gaveta. At\u00e9 que, recentemente, resolveu recome\u00e7ar e pediu-me para ser eu a co-produtora. Nesta altura estamos a contactar diversos artistas, para aprticiparem no disco, como Kate Bush, Brian Kennedy ou Paul Buchanan, dos Blue Nile e, talvez, Paul Weller, n\u00e3o sabemos ainda. Contamos que o \u00e1lbum saia por altura do Ano Novo.<br \/>\nFM &#8211; Numa altura em que muitas int\u00e9rpretes femininas se voltam para o hi-hop e para a m\u00fasica de dan\u00e7a, voc\u00ea permanece fiel a uma linha musical bastante recatada. Gosta assim tanto de se manter afastada do resto do mundo?<br \/>\nKate St. John &#8211; Fa\u00e7o discos apenas para meu pr\u00f3prio prazer. \u00c9 por isso que stou numa pequena editora independente que pode n\u00e3o vender muitos discos, mas me deixa fazer aquilo que eu quero. N\u00e3o estou interessada em fazer algo que me desagrade do ponto de vista musical. No meu caso, a vida de m\u00fasico \u00e9 dura &#8211; pouco dinheiro e muito trabalho. Se n\u00e3o tivesse uma recompensa, uma satisfa\u00e7\u00e3o estritamente musical, n\u00e3o faria qualquer sentido continuar. J\u00e1 n\u00e3o tenho 20 anos, mas 40, e gosto de fazer m\u00fasica para pessoas mais velhas. Porque \u00e9 que n\u00e3o se h\u00e1-de fazer m\u00fasica para toda a gente, em vez de s\u00f3 para os jovens? J\u00e1 h\u00e1 m\u00fasica que chegue para os mais novos. Ent\u00e3o e os outros, n\u00e3o t\u00eam direito a outra m\u00fasica? Ent\u00e3o e eu, n\u00e3o tenho esse direito [risos]?<br \/>\nFM &#8211; O que procura fazer chegar \u00e0s pessoas, o que gostaria que elas sentissem ao ouvir a sua m\u00fasica?<br \/>\nKate St. John &#8211; Alguns dos temas das minhas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o bastante tristes, como a morte de pessoas, assuntos dif\u00edceis de encarar, mas com os quais toda a gente tem de viver. Escrever sobre esses temas, de uma forma po\u00e9tica, ajuda-me a lidar com eles. Trata-se, no fundo, de poder encar\u00e1-la sob uma perspectiva menos terr\u00edfica. Vi h\u00e1 alguns dias escrito num jornal que a poesia pode ajudar a recuperar os doentes de cancro. Em vez de se sentirem aterrorizados, a pensar em suic\u00eddio, na doen\u00e7a do seu corpo, que v\u00e3o morrer, concentram-se na beleza. Mesmo que seja na forma da trag\u00e9dia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31.10.1997 Kate St. John Fala Do Seu Novo \u00c1lbum \u201cJ\u00e1 h\u00e1 m\u00fasica que chegue para os mais novos\u201d Rom\u00e2ntica e po\u00e9tica. Assim se poder\u00e1 definir a personalidade e a m\u00fasica de Kate St. John, cujo \u00faltimo \u00e1lbum, \u201cSecond Sight\u201d, acaba de ser editado. 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