{"id":1871,"date":"2010-04-01T04:18:59","date_gmt":"2010-04-01T11:18:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1871"},"modified":"2010-04-01T04:18:59","modified_gmt":"2010-04-01T11:18:59","slug":"os-discos-das-nossas-vidas-uma-racha-no-cranio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/04\/01\/os-discos-das-nossas-vidas-uma-racha-no-cranio\/","title":{"rendered":"Os Discos Das Nossas Vidas &#8211; Uma Racha No Cr\u00e2nio"},"content":{"rendered":"<p>08.01.1999<br \/>\nOs Discos Das Nossas Vidas<br \/>\nUma Racha No Cr\u00e2nio<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/ummagumma.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/ummagumma.jpg\" alt=\"\" title=\"ummagumma\" width=\"320\" height=\"320\" class=\"alignnone size-full wp-image-1872\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/ummagumma.jpg 320w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/ummagumma-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/ummagumma-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=14N0JGKL\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wH3pqYwDBdQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/wH3pqYwDBdQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><br \/>\n\u201cUmmagumma\u201d (o disco de est\u00fadio) (Pink Floyd, 69)<br \/>\n\u201cAcquiring The Taste\u201d (Gentle Giant, 70)<br \/>\n\u201cMagma\u201d (Magma, 70)<br \/>\n\u201cFaust\u201d (Faust, 71)<br \/>\n\u201cEge Bamyasi\u201d (Can,72)<br \/>\n\u201cThe Henry Cow Leg End\u201d (Henry Cow, 73)<br \/>\n\u201cRock Bottom\u201d (Robert Wyatt, 74)<br \/>\n\u201cAutobahn\u201d (Kraftwerk, 74)<br \/>\n\u201cSuicide\u201d (Suicide, 77)<br \/>\n\u201cLow\u201d (David Bowie, 77)<br \/>\n\u201cBerlin\u201d (Art Zoyd, 87)<\/p>\n<p>Os discos importados e as interfer\u00eancias da r\u00e1dio, a bizarra progressiva, o krautrock e o \u00f3dio ao punk. Mas o que fica \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o de que os perigos que o consumo e audi\u00e7\u00e3o desenfreados de \u00e1lbuns podem n\u00e3o se rpaenas psicol\u00f3gicos. \u00c9 o que acontece quando um disco dos Public Image Ltd. nos acerta em cheio no cr\u00e2nio.<\/p>\n<p>O disco que mais me marcou em toda a minha vida foi, sem sombra de d\u00favida, \u201cMetal box\u201d, dos Public Image Ltd. Vinha embalado numa caixa circular em metal. Calhou, numa certa data fat\u00eddica, cair da estante em que se encontrava, atingindo-me em cheio no cr\u00e2nio. Fiquei marcado para sempre. Cinco pontos no occipital mais um trauma profundo que me fez odiar para sempre John Lydon e a m\u00fasica dos PIL. Foi, de qualquer forma, o contacto mais f\u00edsico que alguma vez tive com um disco.<br \/>\nMas a minha rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica popular e com os discos come\u00e7ara muitos anos antes do acidente. Carregando na tecla \u201crewind\u201d, chego a 1968, aos 13 anos de idade. Como ainda n\u00e3o possu\u00eda gira-discos, ouvia r\u00e1dio. ali\u00e1s, como toda a gente interessada pela m\u00fasica nessa \u00e9poca. S\u00f3 mais tarde me apercebi dos perigos, n\u00e3o s\u00f3 lesivos da integridade f\u00edsica, como, sobretudo, psicol\u00f3gicos, que o consumo e audi\u00e7\u00e3o desenfreados de \u00e1lbuns de m\u00fasica pop\/rock implicava.<br \/>\nNo in\u00edcio, ouvir m\u00fasica era uma actividade inocente. Fixava o nome das can\u00e7\u00f5es, por vezes tomava notas ou elaborava as minhas pr\u00f3prias listas de prefer\u00eancias. Lembro-me de escutar at\u00e9 ao enjoo, quer obras-primas como \u201cThe dock of the bay\u201d, de Otis Redding, quer coisas t\u00e3o prosaicas como \u201cThe Legend of Xanadu\u201d, de Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick and Tich ou \u201cBonnie &#038; Clyde\u201d, de Georgie Fame. \u201cLight My Fire\u201d, escutei-a pela primeira vez na voz de Jos\u00e9 Feliciano. Quando ouvi o original, dos Doors, senti-me chocado. A voz de Jim Morrison n\u00e3o tremia o suficiente&#8230;<br \/>\nFui passando o tempo desta maneira at\u00e9 que, na transi\u00e7\u00e3o para a d\u00e9cada de 70, a loucura explodiu, tornando-se galopante com o passar dos anos. Um programa da R\u00e1dio Renascen\u00e7a fez nascer em mim o gosto pelas m\u00fasicas bizarras e pelas sonoridades mais retorcidas da ent\u00e3o emergente \u201cm\u00fasica progressiva\u201d, esse pap\u00e3o das d\u00e9cadas seguintes. Chamava-se o programa P\u00e1gina Um, com locu\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Manuel Nunes. Abriram-se mundos. Cada audi\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns com o selo de editoras como a Vertigo, Island, Harvest ou Neon constitu\u00eda uma descoberta: Trees, Savoy Brown, Jethro Tull, Forest, Incredible String Band, Gracious, The Greatest Show On Earth, Warm Dust, Quartermass eram nomes que se me iluminavam na imagina\u00e7\u00e3o envolvidos numa m\u00edstica pr\u00f3pria. A m\u00fasica tinha cor e sabor. Nas discotecas (por vezes min\u00fasculas lojas de electrodom\u00e9sticos) encontravam-se muitos desses discos (inavriavelmente com capas de abrir) que hoje s\u00e3o precisosidades para o coleccionador. Comprei uns tantos e desdenhei uma quantidade de outros. \u201cIt\u2019ll all Work out in Boomland\u201d, dos T2, \u201cBen\u201d, dos Ben, \u201cPre-Flight\u201d, dos Room, \u201cThree, Parts to my Soul\u201d, dos Dr. Z, \u201cThe Polite Force\u201d, dos Egg, \u201cSorcerers\u201d dos Jan Dukes de Grey, entre outras raridades, passaram-me pelas m\u00e3os\u2026<br \/>\nTamb\u00e9m ganhei o h\u00e1bito de escutar &#8211; em p\u00e9simmas condi\u00e7\u00f5es, diga-se de passagem, tal a quantidade de interfer\u00eancias &#8211; a Radio Luxembourg, s\u00f3 por causa de um programa chamado Dimensions. A locu\u00e7\u00e3o estava a cargo de Kid Jensen, que hoje ganha a vida a fazer an\u00fancios de colect\u00e2neas saudosistas no Quantum Channel, mas nessa altura era quase um guru, concorrente de John Peel. Por vezes passava faixas inteiras, interessant\u00edssimas, de 20 minutos, de bandas desconhecidas. Quem seriam? Terr\u00edvel expectativa. Quando, finalmente, o Kid se prestava a revelar o segredo, l\u00e1 vinha a onda de ru\u00eddo tapar a audi\u00e7\u00e3o do nome do int\u00e9rprete. Mas l\u00e1 fui apanhando uns quantos nomes: Focus, Clarck Huthinson, Dando Shaft, Mogul Trash, entre dezenas de outros que hoje preenchem o cat\u00e1logo de reedi\u00e7\u00f5es em compacto da Repertoire.<br \/>\nClaro que, entretanto, a compra de \u00e1lbuns j\u00e1 se tornara um imperativo est\u00e9tico e moral (h\u00e1 quem lhe chame v\u00edcio). Com o \u201cpequeno\u201d sen\u00e3o da mais que frequente falta de liquidez obstar a aquisi\u00e7\u00e3o de todos os objectos de desejo. Acabei por descobrir que sa\u00eda mais barato mandar vir os discos de fora. Atrav\u00e9s de firmas exportadoras como a Tandy\u2019s e, mais tarde, a COB. Horas e horas de ang\u00fastica, com as semanas a passar devagar, at\u00e9 a campainha da porta tocar, por fim, de uma forma especial, e aparecer-me pela frente o carteiro segurando nas m\u00e3os o m\u00e1gico embrulho de cart\u00e3o. Rasgado furiosamente o pacote, seguia-se o prazer da revela\u00e7\u00e3o, o manuseamento da capa, terminando na audi\u00e7\u00e3o de \u00e1lbuns que muitas vezes encomendava sem nunca os ter ouvido antes, apenas por uma foto da capa ou pela leitura de uma cr\u00edtica mais sugestiva no \u201cMelody Maker\u201d, no \u201cNew Musical Express\u201d ou nas revistas francesas \u201cRock &#038; Folk\u201d e \u201cBest\u201d. Muitas vezes por simples intui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAnos de magia, em que parecia dispor de todo o tempo para ouvir um disco, as vezes que quisesse, at\u00e9 conhecer de cor as letras e as melodias. Um, dois por m\u00eas, chegavam, a princ\u00edpio, para me ocupar at\u00e9 \u00e0 encomenda seguinte. Depois, \u00e0 medida que as posses iam aumentando, aumentava proporcionalmente o ritmo de compra com o consequente descalabro econ\u00f3mico. Era o v\u00edcio a ditar as suas leis.<br \/>\nForam esses os anos do deslumbramento, da procura inflamada da criatividade e da diferen\u00e7a que determinariam a partir da\u00ed a minha forma de ouvir m\u00fasica.<br \/>\nA aventura continuou por outras descobertas e latitudes. Do \u201ckrautrock\u201d (Tangerine Dream, Harmonia, Cluster, Kraftwerk, Neu!, Yatha Sidhra, Release Music Orchestra, Parzival, Klaus Schulze, Eroc, Wallenstein, as edi\u00e7\u00f5es originais encontravam-se com facilidade&#8230;), dos tesouros de Canterbury (Soft Machine, Hatfield and the North, Caravan, Khan, gong, Gilgamesh, National Health, Kevin Ayers,&#8230;) das p\u00e9rolas da Virgin (David Vorhaus, Comus, Henry Cow, Faust&#8230;) Eouvia os programas de r\u00e1dio do Ant\u00f3nio S\u00e9rgio. At\u00e9 ao ano da grande desilus\u00e3o: 1976. Confesso: odiei o \u201cpunk\u201d desde o primeiro momento. Curiosamente, foi o mesmo Ant\u00f3nio S\u00e9rgio o primeiro a divulgar a praga em Portugal. Ouvia e amaldi\u00e7oava os Sex Pistols, Sham 69, X-Ray Spex, 999, The Damned (apesar de Lol Coxhill tocar num dos seus discos&#8230;). A salva\u00e7\u00e3o chegou dos Estados Unidos, com os Suicide, Devo, Talkimg Heads, Pere Ubu. A Inglaterra contribuiu com os Cabaret Voltaire e os Human League, de \u201cReproduction\u201d, \u201cTravelogue\u201d e do EP \u201cThe Difnity of Labour\u201d.<br \/>\nO passo seguinte foi o mergulho insano nos \u201cindustriais\u201d (o que prejudicou grandemente a minha sa\u00fade mental). O lema era Einstuerzende Neubauten, Test Department e SPK; bid\u00f5es, Black &#038; Decker e martelos pneum\u00e1ticos. Mas antes o fogo e metal das f\u00e1bricas do apocalipse que o pontap\u00e9 na av\u00f3 da punkalhada.<br \/>\nCom a chegada dos anos 80, ap\u00f3s um flirt com a Made To Measure (Hector Zazou, Daniel Schell, Benjamin Lew &#038; Steven Brown) transferi-me com armas e bagagem para o universo da Recommended Records, onde o esp\u00edrito do Progressivo adquiria novas formas de beleza e esquizofrenia criativa: Roberto Musci &#038; Giovanni Venosta, Doctor Nerve, Jocelyn Robert, Biota, Steve Moore, Wha Ha Ha, Boris Kovac, Non Credo, Wondeur Brass&#8230; Algu\u00e9m se deve lembrar de uma certa lista dos melhores \u00e1lbuns dos anos 80 que apareceu publicada, em duas semanas consecutivas, no jornal \u201cBlitz\u201d&#8230; Quando, por fim, j\u00e1 nos anos 90, comecei a escrever sobre m\u00fasica, a raz\u00e3o deu in\u00edcio \u00e0 sua actividade de m\u00e9dico legista. Mas as aut\u00f3psias n\u00e3o conseguiram arrefecer a paix\u00e3o. Foram milhares e milhares de sons sulcados pela agulha do gira-discos e pelo laser do CD que sulcaram igualmente a minha alma.<br \/>\nDiscos da  minha vida, h\u00e1 v\u00e1rios. Contudo, apenas um me fez chorar, quando o ouvi pela primeira vez: \u201cPawn Hearts\u201d, dos Van Der Graaf Generator, onde percebi que a santidade e a loucura podiam ser uma e a mesma coisa e coexistir num homem s\u00f3. Fui conferindo a minha pr\u00f3pria loucura pelos poemas e pela m\u00fasica de Peter Hammill. Estremeci com \u201cIn Camera\u201d, que me fez compreender onde termina uma can\u00e7ao e come\u00e7a o inferno.<br \/>\n\u00c9 verdade, e a folk? Essa \u00e9 outra hist\u00f3ria. Uma hist\u00f3ria de amor sem o reverso da medalha. Encetou-se em 1969 quando uma amiga me ofereceu \u201cLiege &#038; Lief\u201d dos Fairport Convention. A partir da\u00ed fuiu como um rio com o caudal cada vez mais forte. At\u00e9 hoje.<br \/>\nTermino com uma lista (n\u00e3o h\u00e1 quem lhes resista) de dez discos cujas primeiras audi\u00e7\u00f5es, no m\u00ednimo, me fizeram acreditar que a m\u00fasica popular pode ser algo mais do que a maquina\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. Discos que me fizeram sentir o mesmo fr\u00e9mito da \u201cprimeira vez\u201d:<br \/>\n\u201cUmmagumma\u201d (o disco de est\u00fadio) (Pink Floyd, 69)<br \/>\n\u201cAcquiring The Taste\u201d (Gentle Giant, 70)<br \/>\n\u201cMagma\u201d (Magma, 70)<br \/>\n\u201cFaust\u201d (Faust, 71)<br \/>\n\u201cEge Bamyasi\u201d (Can,72)<br \/>\n\u201cThe Henry Cow Leg End\u201d (Henry Cow, 73)<br \/>\n\u201cRock Bottom\u201d (Robert Wyatt, 74)<br \/>\n\u201cAutobahn\u201d (Kraftwerk, 74)<br \/>\n\u201cSuicide\u201d (Suicide, 77)<br \/>\n\u201cLow\u201d (David Bowie, 77)<br \/>\n\u201cBerlin\u201d (Art Zoyd, 87)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>08.01.1999 Os Discos Das Nossas Vidas Uma Racha No Cr\u00e2nio LINK \u201cUmmagumma\u201d (o disco de est\u00fadio) (Pink Floyd, 69) \u201cAcquiring The Taste\u201d (Gentle Giant, 70) \u201cMagma\u201d (Magma, 70) \u201cFaust\u201d (Faust, 71) \u201cEge Bamyasi\u201d (Can,72) \u201cThe Henry Cow Leg End\u201d (Henry Cow, 73) \u201cRock Bottom\u201d (Robert Wyatt, 74) \u201cAutobahn\u201d (Kraftwerk, 74) \u201cSuicide\u201d (Suicide, 77) \u201cLow\u201d (David [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[584,7,292,16,58,146],"tags":[585],"class_list":["post-1871","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-1999","category-electronica","category-listas","category-progressivo","category-rio","category-rock-psicadelico","tag-pink-floyd"],"views":2319,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1871"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1871\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1873,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1871\/revisions\/1873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}