{"id":1857,"date":"2010-03-31T04:45:00","date_gmt":"2010-03-31T11:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1857"},"modified":"2010-03-31T04:45:00","modified_gmt":"2010-03-31T11:45:00","slug":"biosphere-planetario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/31\/biosphere-planetario\/","title":{"rendered":"Biosphere &#8211; Planet\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>30.11.2001<br \/>\nBiosphere<br \/>\nPlanet\u00e1rio<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere2.jpg\" alt=\"\" title=\"biosphere2\" width=\"450\" height=\"266\" class=\"alignnone size-full wp-image-1859\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere2.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere2-300x177.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Poder\u00e1 ser um dos concertos mais espectaculares do ano. O Audit\u00f3rio de Serralves abrir-se-\u00e1 \u00e0 m\u00fasica de Biosphere, projecto do noruegu\u00eas Geir Jenssen. Imbu\u00edda de forte carga cinematogr\u00e1fica, a electr\u00f3nica de Biosphere conjuga a imensid\u00e3o dos grandes espa\u00e7os \u00e1rtico e o brilho hipn\u00f3tico de pequenas estrelas vivas. Para ver, ouvir e sonhar. Como uma estufa. Ou um planet\u00e1rio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere_Substrata.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere_Substrata.jpeg\" alt=\"\" title=\"biosphere_Substrata\" width=\"600\" height=\"521\" class=\"alignnone size-full wp-image-1860\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere_Substrata.jpeg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/biosphere_Substrata-300x260.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=oba5gszb\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Pr2odxE0vGw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Pr2odxE0vGw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>1.\tOrigem<br \/>\nBiosfera. \u201cA fina camada da superf\u00edcie da terra e do mar que cont\u00e9m a massa total dos organismos vivos existentes no planeta, que processam e reciclam a energia e os nutrientes dispon\u00edveis no meio ambiente\u201d (in Enciclop\u00e9dia Brit\u00e2nica). Em 90, ao tomar conhecimento do projecto cient\u00edfico \u201cBiosphere 2 Space Station Project\u201d \u2013 gigantesca c\u00fapula de vidro no deserto do Arizona -, Geir Jenssen adaptou esta designa\u00e7\u00e3o ao seu projecto musical. Na esta\u00e7\u00e3o \u201cBiosphere 2\u201d testava-se a viabilidade da manuten\u00e7\u00e3o, no espa\u00e7o, de uma col\u00f3nia terrestre; na c\u00fapula \u201cBiosphere 2\u201d habitaram v\u00e1rias fam\u00edlias em isolamento do exterior. Da mesma forma, a m\u00fasica de Biosphere evoca a solid\u00e3o dos espa\u00e7os polares e recria a biodiversidade de organismos s\u00f3nicos em muta\u00e7\u00e3o. A sua serenidade adv\u00e9m de uma vis\u00e3o distanciada do planeta, observado a partir do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>2.\tAmbiente<br \/>\nNos anos 80, Jenssen integrou o grupo Bel Canto, respons\u00e1vel por dois \u00e1lbuns editados na editora Crammed Discs, um dos quais, \u201cWhite-out Conditions\u201d, \u00e9 um cl\u00e1ssico da \u201cpop atmosf\u00e9rica\u201d. Atmosfera que viria a revelar-se ainda demasiado densa para o desejo de sil\u00eancio do noruegu\u00eas. O passo seguinte d\u00e1 pelo nome de Bleep. A electr\u00f3nica liberta-se da pop e passa a desenvolver-se atrav\u00e9s das pulsa\u00e7\u00f5es da tecno ambiental. \u00c9 j\u00e1 como Biosphere que grava os cl\u00e1ssicos \u201cMicrogravity\u201d e \u201cPatashnik\u201d, este \u00faltimo indutor de sonhos para a gera\u00e7\u00e3o do \u201cchill-out\u201d. Transe boreal cuja s\u00edntese se encontra no cume gelado de \u201cEn Trance\u201d. Mas quando \u201cNovelty Waves\u201d, retirado de \u201cPatashnik\u201d, \u00e9 usado como an\u00fancio da Levi\u2019s, Jenssen percebe que chegara a altura de partir de novo. A viagem culminaria nas paisagens de \u201cartic sound\u201d de \u201cSubstrata\u201d e da obra-prima \u201cCirque\u201d.<\/p>\n<p>3.\tEspa\u00e7o<br \/>\nDepois de Bruxelas e Oslo, Jenssen estabelece a sua resid\u00eancia em Tromso, cidade norueguesa a 400 milhas a Norte do C\u00edrculo Polar \u00c1rtico. A\u00ed, longe do caos urbano, a atmosfera \u00e9 mais l\u00edmpida e o c\u00e9u parece mais pr\u00f3ximo. Biosphere \u00e9 um telesc\u00f3pio apontado ao negro do firmamento, emiss\u00e3o gal\u00e1ctica, pesquisa de sinais de vida extraterrestres, mas tamb\u00e9m col\u00f3nia de organismos microsc\u00f3picos em agita\u00e7\u00e3o at\u00f3mica sob o manto do \u201cgroove\u201d electr\u00f3nico. \u201cTrabalho devagar\u201d, disse Gier Jenssen em 1994. O espa\u00e7o resolve-se no tempo e na dist\u00e2ncia, que o noruegu\u00eas considera essencial para a cria\u00e7\u00e3o musical.<\/p>\n<p>4.\tCinema<br \/>\nGeir Jenssen afirma que toda a m\u00fasica que o entusiasma tem a capacidade de provocar vis\u00f5es na sua mente. Afinal, o mesmo est\u00edmulo que o cinema. Existe uma rela\u00e7\u00e3o estreita entre som e imagem quer dentro da estrutura da m\u00fasica dos Biosphere, quer em bioelectroentidades compostas para bandas sonoras \u2013 como o cl\u00e1ssico do cinema mudo sovi\u00e9tico, \u201cO Homem da C\u00e2mara de Filmar\u201d (1929, Dziga Vertov), com o tema \u201cThe silent orchestra\u201d, ou \u201cKJill by Inches\u201d (1999, Doniol-Valcroze), bem como a totalidade da banda sonora de \u201cInsomnia\u201d, de Erik Skjoldbjaerg. \u00c9 ainda Jenssen quem aconselha o ouvinte a construir as suas pr\u00f3prias narrativas e vis\u00f5es.<\/p>\n<p>5.\tIlumina\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u201cCirque\u201d culminou um trabalho de depura\u00e7\u00e3o. Da embalagem \u2013 digipak povoado de texturas que por si s\u00f3 desencadeiam a projec\u00e7\u00e3o do filme interior \u2013 ao conte\u00fado, \u00e9 um universo de temperaturas, ventos e alucina\u00e7\u00f5es, num espectro que vai da auto-descoberta e das paisagens glaciares ao beat minimal. Cristais de gelo, fauna e flora subliminares, contraponto glaciar da selva tropical nocturna dos Can de \u201cFuture Days\u201d. Inspirou-se no livro \u201cInto the Wild\u201d, de John Krakauer, cr\u00f3nica de viagens de Chris McCandless que, ap\u00f3s deambula\u00e7\u00f5es pela Am\u00e9rica do Norte, terminou a sua demanda nas paisagens desoladas do Alasca, onde o seu corpo foi encontrado morto, com uma nota de SOS.<\/p>\n<p>6.\tCristais<br \/>\nGeir Jenssen\/Biosphere tem ainda a sua assinatura numa quantidade de \u00e1lbuns, entre encomendas, compila\u00e7\u00f5es ou remisturas. Destacam-se \u201cNordheim Transformed\u201d, recria\u00e7\u00e3o da m\u00fasica do compositor de electr\u00f3nica noruegu\u00eas dos anos 70, Arne Nordheim, em colabora\u00e7\u00e3o com Deathprod, e os dois volumes de \u201cThe Fires of Ork\u201d, de parceria com o alem\u00e3o Pete Namlook. \u201cSubstrata 2\u201d, j\u00e1 deste ano, \u00e9 outro digipak com embalagem de luxo, onde cabe a vers\u00e3o remasterizada de \u201cSubstrata\u201d, um dos melhores \u00e1lbuns de \u201cambient tecno\u201d. Tamb\u00e9m deste ano, \u201cLight\u201d re\u00fane os nove temas compostos para a banda sonora de \u201cO Home da C\u00e2mara de Filmar\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>30.11.2001 Biosphere Planet\u00e1rio Poder\u00e1 ser um dos concertos mais espectaculares do ano. O Audit\u00f3rio de Serralves abrir-se-\u00e1 \u00e0 m\u00fasica de Biosphere, projecto do noruegu\u00eas Geir Jenssen. 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