{"id":185,"date":"2009-04-03T03:59:05","date_gmt":"2009-04-03T10:59:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=185"},"modified":"2009-04-03T03:59:05","modified_gmt":"2009-04-03T10:59:05","slug":"june-tabor-a-quiet-eye","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/04\/03\/june-tabor-a-quiet-eye\/","title":{"rendered":"June Tabor &#8211; A Quiet Eye"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>28.01.2000<br \/>\nWorld<br \/>\nLuar de Junho Sobre o Carnaval<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/junetabor_aquieteye.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/junetabor_aquieteye.jpg\" alt=\"junetabor_aquieteye\" title=\"junetabor_aquieteye\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-186\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/junetabor_aquieteye.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/junetabor_aquieteye-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/junetabor_aquieteye-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/192766457\/JTabor_Quiet_Eye.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><br \/>\npwd: folkyourself.blogspot.com<\/p>\n<p>\u201cA Quiet Eye\u201d ficou de fora da lista dos melhores do ano passado (o disco chegou tardiamente \u00c0s nossas m\u00e3os). Paci\u00eancia. June Tabor, a voz da noite, continua a gravar \u00e1lbuns com t\u00edtulos que come\u00e7am pela letra \u201cA\u201d e imagens do seu gato na capa. Sente-se, disco ap\u00f3s disco, que um manto de n\u00e9voa luminosa se adensa sobre esta voz, cada vez mais grave e depurada, de uma das maiores cantoras inglesas vivas. \u201cA Quiet Life \u00e9 um disco folk de uma solid\u00e3o tranquila (em vez de \u201cA Quiet Eye\u201d poderia chamar-se \u201cA Quiet I\u201d) composto na maioria por temas tradicionais, incluindo a \u201ccontemporary folk\u201d de Maggie Holland (\u201cA Place called England\u201d), Richard Thompson (\u201cWaltzing\u2019s for dreamers\u201d e \u201cPharaoh\u201d), Bill Caddick (\u201cThe Writing of Tipperary\u201d) e Ewan McColl (\u201cThe first time ever I saw your face\u201d), diferindo neste aspecto de anteriores trabalhos, como \u201cSome other time\u201d e \u201cAngel Tiger\u201d, que abrangem um report\u00f3rio mais geral. Com o \u201cpormenor\u201d de June Tabor tornar cada balada, por mais pr\u00f3xima que esteja das ra\u00edzes ancestrais, num \u201cstandard\u201d para a eternidade. Destaque, ao n\u00edvel dos arranjos, para o habitual piano de Huw Warren e para o bom gosto evidenciado na maneira como \u00e9 utilizado um naipe de metais que mais do que seguir a linha \u201cmorris \u00e9pica\u201d dos Brass Monkey opta ora pela melancolia majestosa que Shirley e Dolly Collins aprimoram na obra-prima \u201cAnthems in Eden\u201d, ora por um diletantismo \u201cjazzy\u201d sabiamente doseado.<br \/>\nSe, ao falarmos das quatro grandes damas da folk brit\u00e2nica actual, Shirley Collins \u00e9 a riqueza do timbre, Maddy Prior a arte da ornamenta\u00e7\u00e3o e Norma Waterson \u2013 rainha incontestada \u2013 a emo\u00e7\u00e3o em estado puro, June Tabor \u00e1 a beleza formal, a lua que \u00c0 dist\u00e2ncia contempla o mundo que se escapa para al\u00e9m do horizonte.<br \/>\n\u201cA Quiet Eye\u201d \u00e9 uma viagem entre a world music ex\u00f3tica de \u201cPharaoh\u201d e o \u201ctour de force\u201d \u201cfolky\u201d \u201cThe Writing of Tipperary\/It\u00b4s a long way to Tipperary\u201d, em que June recupera deforma admir\u00e1vel alguns dos ambientes do fabuloso \u201cAshes and Diamonds\u201d. Nove minutos de hist\u00f3ria sagrada e de demanda, em m\u00faltiplas etapas, do amor \u2013 como j\u00e1 n\u00e3o ouv\u00edamos desde que Bob Pegg, um dos inventores do folk rock; escreveu com os Mr. Fox a litania \u201cThe Gipsy\u201d \u2013 que por si s\u00f3s justificam a aquisi\u00e7\u00e3o urgente deste disco (Topic, distri. Megam\u00fasica, 8\/10).<\/p>\n<p>Em tempo de merecida festa est\u00e3o os Steeleye Span, outra institui\u00e7\u00e3o da folk brit\u00e2nica que, \u00e0 sua conta, j\u00e1 levam 30 anos de exist\u00eancia, s\u00f3 sendo batidos, em mat\u00e9ria de longevidade, na Irlanda, pelos decanos Chieftains e Dubliners e, em Inglaterra, pelos \u201crivais\u201d de sempre, Fairport Convention. Recuperados de um per\u00edodo de decad\u00eancia que amea\u00e7ava transformar o grupo numa caricatura grotesca do passado, com o mais do que interessante \u201cTime\u201d, de 1996, os Steeleye Span regressam ao activo com um duplo CD, \u201cJourney\u201d (na foto), gravado ao vivo em Londres, em que fazem um resumo musical de toda a sua carreira e para o qual convidaram todos os m\u00fasicos que, em diferentes fases, fizeram parte do grupo. \u201cJourney\u201d evolui desta forma por oredem cronol\u00f3gica, apresentando uma sucess\u00e3o de forma\u00e7\u00f5es em rotatividade por onde passaram, al\u00e9m de Gay Woods, segunda voz feminina dos Steeleye na sua fase inicial, Martin Carthy, Ashley Hutchings e John Kickpatrick, qualquer deles uma institui\u00e7\u00e3o da folk inglesa. \u201cJourney\u201d vale essencialmente por esse desfile de mem\u00f3rias, j\u00e1 que nalguns casos as interpreta\u00e7\u00f5es ao vivo deixam algo a desejar, n\u00e3o fazendo esquecer a excel\u00eancia de toda a obra de est\u00fadio do grupo, ao todo nove \u00e1lbuns compreendidos entre \u201cHark!\u201d The Village Waits\u201d, de 1970 e \u201cRocket Cottage\u201d, de 1976 (Park, distri. Megam\u00fasica, 7\/10)<\/p>\n<p>Com Maddy Prior estiveram, em \u00e1lbuns como \u201cA Tapestry of Carols\u201d, \u201cCarols and Capers\u201d e \u201cHang up Sorriw and Care\u201d, os Carnival Band, que durante esse period forma considerados uma esp\u00e9cie de banda de acompanhamento da cantora dos Steeleye Span, numa vertente quase exclusivamente vocacionada para a m\u00fasica antiga. Mas Maddy saiu e os Carnival Band emanciparam-se, podendo finalmente mostra que s\u00e3o muito mais do que uma simples banda de apoio. Em \u201cHoi Polloi\u201d d\u00e3o mostras ainda por cima de uma dose de loucura e de versatilidade que n\u00e3o se adivinhava nos tempos em que emprestavam os seus \u201cshawns\u201d, flautas de bisel, \u201ccurtals\u201d e gaitas-de-foles \u00e0s pavanas, \u201cbransles\u201d, \u201cestampies\u201d e sarabandas da Idade M\u00e9dia e do Renascimento. Em \u201cHoi Polloi\u201d a m\u00fasica antiga (do \u201cTerpsichore\u201d, de M. Praetorius, uma das b\u00edblias do g\u00e9nero) relida em modos semelhantes aos dos Blowzabella ou, mais recentemente, de Philip Pickett, convive com tradicionais da Maced\u00f3nia, Ucr\u00e2nia e Sud\u00e3o, uma desbunda para bater o p\u00e9 no estrado com base num tema dos Dixie Dregs, uma balada, \u201cmarta\u201d (dedicada \u00e0 cantora h\u00fangara M\u00e1rta Sebestyen?), com uma parte de violino no estilo \u201cceguinho\u201d \u00e0 esquina a pedir esmola\u201d, passando por um delicioso momento de \u201cragtime\u201d. Uma saud\u00e1vel irrever\u00eancia que faz jus ao nome \u201cBanda de Carnaval\u201d\u2026 (Park, distri. Megam\u00fasica, 8\/10)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28.01.2000 World Luar de Junho Sobre o Carnaval LINK pwd: folkyourself.blogspot.com \u201cA Quiet Eye\u201d ficou de fora da lista dos melhores do ano passado (o disco chegou tardiamente \u00c0s nossas m\u00e3os). Paci\u00eancia. 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