{"id":1847,"date":"2010-03-29T12:03:23","date_gmt":"2010-03-29T19:03:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1847"},"modified":"2010-03-29T12:03:23","modified_gmt":"2010-03-29T19:03:23","slug":"poemas-com-adrenalina-anabela-duarte-lanca-disco-de-poesia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/29\/poemas-com-adrenalina-anabela-duarte-lanca-disco-de-poesia\/","title":{"rendered":"Poemas Com Adrenalina &#8211; Anabela Duarte Lan\u00e7a Disco De Poesia"},"content":{"rendered":"<p>28.02.1998<br \/>\nAnabela Duarte Lan\u00e7a Disco De Poesia<br \/>\nPoemas Com Adrenalina<br \/>\nPoesia mais m\u00fasica era a f\u00f3rmula utilizada por Os Poetas em \u201cEntre N\u00f3s e as Palavras\u201d. Poesia e voz chegaram para fazer \u201cO Horizonte Basta\u201d, um livro e um disco em que a voz de Anabela Duarte reinventa as palavras dos poetas Paulo da Costa Domingos e H\u00e9lder Moura Pereira.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/anabelaDuarte_OHorizonteBasta.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/anabelaDuarte_OHorizonteBasta.gif\" alt=\"\" title=\"anabelaDuarte_OHorizonteBasta\" width=\"154\" height=\"197\" class=\"alignnone size-full wp-image-1848\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mediafire.com\/?lozwzznjddz\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Subtilmente &#8211; 1991)<\/p>\n<p><object width=\"320\" height=\"265\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hFaz3O32rec&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/hFaz3O32rec&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"320\" height=\"265\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u00c9 um objecto singelo. Um livro pequeno, em edi\u00e7\u00e3o bilingue (portugu\u00eas e ingl\u00eas), com os poemas de Paulo da Costa Domingos e H\u00e9lder Moura Pereira impressos, serve de embalagem a um CD com esses mesmos poemas ditos\/cantados\/transformados pela voz de Anabela Duarte, para quem ainda se lembra, a antiga cantora do grupo pop mler Ife Dada. Chama-se \u201cO Horizonte Basta\u201d, saiu com o selo Frenesi e reproduz, em condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o muito famosas, um espect\u00e1culo ao vivo realizado em 1991, por altura do d\u00e9cimo anivers\u00e1rio daquela editora.<br \/>\n\u201cEste disco reproduz um desses recitais, com uma pe\u00e7a onde a Anabela encontrou na nossa poesia pontos de contacto ou, pelo menos, pontos onde o significado que ela acrescenta pela voz ao texto nos aproxima\u201d, explica Paulo da Costa Domingos, poeta (autor de \u201cCarmina\u201d e \u201cVaga\u201d, estando para breve a publica\u00e7\u00e3o de \u201cCampo de T\u00edlias\u201d) e editor da Frenesi, um selo que muito em breve passar\u00e1 tamb\u00e9m a editar \u00e1lbuns de m\u00fasica. \u201cO som \u00e9 muito rudimentar, de \u2018bootleg\u2019, mas foi assumido assim mesmo, como um arquivo de uma casa editora. A mim n\u00e3o me choca. Os pr\u00f3prios Sonic Youth j\u00e1 gravaram um disco pelo telefone, dos Estados Unidos para Barcelona.\u201d<br \/>\nEm \u201cO Horizonte Basta\u201d a \u00fanica m\u00e1quina a servir de suporte \u00e0 voz de Anabela Duarte \u00e9 um m\u00f3dulo de reverbera\u00e7\u00e3o, adicionando \u00e0 leitura\/canto, por vezes, efeitos de \u201cdelay\u201d. \u201cO resto \u00e9 tudo ac\u00fastico\u201d, garante a cantora, para quem \u201ca palavra discursiva n\u00e3o interessa\u201d. \u201cEste disco \u00e9 um exemplo flagrante disso mesmo, uma esp\u00e9cie de antidiscurso. Ao fim e ao cabo isto \u00e9 uma abordagem l\u00edrica da palavra, uma dimens\u00e3o canora e fon\u00e9tica.\u201d<br \/>\nA publica\u00e7\u00e3o, escrita, dos poemas, aparece \u201cpara a pessoa que ouve o disco poder confrontar o texto donde ela partiu com o trabalho de cria\u00e7\u00e3o que ela teve\u201d, acrescenta Paylo da Costa Domingos, que destaca o facto de, no modo como Anabela Duarte diz os poemas, \u201chaver uma ruptura com a dic\u00e7\u00e3o teatral, em que se tenta seguir escrupulosamente a palavra, acrescentando-lhe uma \u00eanfase que acaba por trair o poema\u201d.<br \/>\nPara o poeta h\u00e1 neste exerc\u00edcio po\u00e9tico-fon\u00e9tico de Anabela Duarte uma \u201crevitaliza\u00e7\u00e3o\u201d, colocando o poema \u201cnum plano de sentido diferente mas que n\u00e3o traiu aquilo que \u00e9 a palavra escrita, que, na ess\u00eancia, cumpre uma fun\u00e7\u00e3o silenciosa com o leitor &#8211; leitor que na interpreta\u00e7\u00e3o da anabela \u00e9 muito mais esmagado por um clima que o trespassa\u201d.<br \/>\n\u201cTanto eu como o H\u00e9lder Moura Pereira, que al\u00e9m de poeta [publicou, entre outras obras, \u201cA \u00daltima Lua da Lua de Outouno\u201d, \u201cEm Cima do Acontecimento\u201d e \u201cNem por Sombras\u201d] tamb\u00e9m escreve sobre m\u00fasica, estando ligado \u00e0s novas experi\u00eancias de vanguarda, n\u00e3o nos sentimos chocados, at\u00e9 porque qualquer um de n\u00f3s n\u00e3o pertence \u00e0quela gera\u00e7\u00e3o que se choca quando ouve os seus poemas ditos. N\u00f3s estamos no p\u00f3lo oposto.\u201d Para Paulo da Costa Domingos apenas h\u00e1 poemas indiz\u00edveis \u201cporque a poesia portuguesa est\u00e1 viciada por uma leitura acad\u00e9mica\u201d. \u201cHoje a maior parte da poesia portuguesa \u00e9 produzida por professores, n\u00e3o \u00e9 produzida por indiv\u00edduos do quotidiano. N\u00e3o temos uma tradi\u00e7\u00e3o de oralidade como t\u00eam os americanos ou os alem\u00e3es. Se houvesse essa tradi\u00e7\u00e3o, a pr\u00f3pria natureza, o momento da hist\u00f3ria da poesia portuguesa seria hoje for\u00e7osamente diferente, teria um timbre e uma sonoridade diferente e n\u00e3o haveria tantos desse poemas \u2018indiz\u00edveis\u2019.\u201d<br \/>\nO trabalho de Anabela Duarte em \u201cO Horizonte Basta\u201d poderia evocar experi\u00eancias paralelas, e levadas a cabo com outros meios, de artistas como Anne Clark ou Anna Holmer. A cantora que em 1988 gravou a solo o \u00e1lbum \u201cLishbunah\u201d, embora admita gostar da obra da primeira, distancia-se dela: \u201cTem um suporte musical, cantando quase em voz \u2018off\u2019, o meu trabalho \u00e9 mais vocal, dimens\u00e3o que ela n\u00e3o possui.\u201d<br \/>\n\u201cEntre N\u00f3s e as Palavras\u201d, o \u00e1lbum de poesia musicada lan\u00e7ado o ano passado por Os Poetas, \u201cpelo apoio e sucesso que teve, abriu, de facto, as portas a outros projectos deste g\u00e9nero\u201d, reconhece Paulo Costa Domingos. Todavia, em sua opini\u00e3o esse at\u00e9 nem ter\u00e1 sido o disco mais vendido nessa \u00e1rea espec\u00edfica: \u201cTanto quanto ouvi dizer, o disco que vendeu mais depressa foi o do Sinde Filipe a dizer Fernando Pessoa.\u201d<br \/>\nPoesia dita. Numa altura em que se l\u00ea cada vez menos, a edi\u00e7\u00e3o de discos de poesia n\u00e3o ter\u00e1 o efeito perverso de aumentar ainda mais essa perversidade? \u201cTalvez isso aconte\u00e7a nos tais casos em que h\u00e1 uma dic\u00e7\u00e3o teatral que oferece certas facilidades. N\u00e3o \u00e9 preciso ler o livro, basta ouvir o actor a dizer. Mas quando se vai a um supermercado e se compra um disco da Diamanda Galas, n\u00e3o se tem facilidades nenhumas mas sim o confronto com uma agressividade. \u00c9 uma op\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. \u00c9 isso que me interessa, algo que possa, n\u00e3o especificamente agredir o ouvinte, como \u00e9 o caso de Diamanda Galas, mas que possa inquiet\u00e1-lo, tir\u00e1-lo de uma certa letargia no sof\u00e1\u201d.<br \/>\n\u201cO Horizonte Basta\u201d de certeza que n\u00e3o \u00e9 para se ouvir no sof\u00e1. \u201c\u00c9 uma grande descarga de adrenalina\u201d, garante Anabela Duarte.<br \/>\nDiscografia de Anabela<br \/>\nAnabela Duarte pode ser ouvida com os Mler Ife Dada nos \u00e1lbuns deta banda \u201cAs Coisas Que Fascinam\u201d e \u201cEsp\u00edrito Invis\u00edvel\u201d e no maxi-single \u201cCora\u00e7\u00e3o Antibomba\u201d e, a solo, no \u00e1lbum \u201cLishbunah\u201d e no maxi-single \u201cSubtilmente\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28.02.1998 Anabela Duarte Lan\u00e7a Disco De Poesia Poemas Com Adrenalina Poesia mais m\u00fasica era a f\u00f3rmula utilizada por Os Poetas em \u201cEntre N\u00f3s e as Palavras\u201d. 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