{"id":1812,"date":"2010-03-26T04:27:00","date_gmt":"2010-03-26T11:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1812"},"modified":"2010-03-26T04:42:16","modified_gmt":"2010-03-26T11:42:16","slug":"diamanda-galas-mulher-insecto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/26\/diamanda-galas-mulher-insecto\/","title":{"rendered":"Diamanda Gal\u00e1s: Mulher-Insecto"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>02.11.2001<br \/>\nDiamanda Gal\u00e1s: Mulher-Insecto<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/diamandaGalas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/diamandaGalas-244x300.jpg\" alt=\"\" title=\"diamandaGalas\" width=\"244\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1824\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/diamandaGalas-244x300.jpg 244w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/diamandaGalas-833x1024.jpg 833w\" sizes=\"auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Diamanda Gal\u00e1s est\u00e1 de regresso a Portugal \u2013 dias 8 e 10, No Hard Club e na Aula Magna. Traz consigo novas amea\u00e7as de perigo. O espect\u00e1culo, de gen\u00e9rico \u201cDefixiones, Will and Testament\u201d, fala do sofrimento e do ex\u00edlio. A voz, um sopro venenoso, \u00e9 a das almas torturadas. O \u201cblues\u201d da peste.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/stumm46.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/stumm46.jpg\" alt=\"\" title=\"stumm46\" width=\"600\" height=\"612\" class=\"alignnone size-full wp-image-1813\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/stumm46.jpg 600w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/stumm46-294x300.jpg 294w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/180667961\/1988_-_You_Must_Be_Certain_Of_Devil.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/f0AIjnQ8t30&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/f0AIjnQ8t30&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>J\u00e1 dizia o outro: \u201cn\u00e3o acredito em nelas, mas que as h\u00e1, h\u00e1!\u201d. As bruxas. A imagina\u00e7\u00e3o popular pinta-as de negro, com olheiras e verrugas, voando pelo c\u00e9u montadas em vassouras, a invadir os nossos sonhos nas noites de lua nova. Diamanda Gal\u00e1s n\u00e3o corresponde exactamente ao estere\u00f3tipo mas a sua m\u00fasica tem o mesmo efeito de um bruxedo.<br \/>\nA cantora de ascend\u00eancia grega ortodoxa que pela segunda vez nos visita (a primeira aconteceu h\u00e1 cinco anos no CCB, em Lisboa) traz consigo o medo e ador, mas tamb\u00e9m um grito de alarme, num espect\u00e1culo de gen\u00e9rico \u201cDefixiones, Will and Testament\u201d.<br \/>\nO tema \u00e9 o ex\u00edlio, do homem exilado de si mesmo. A falta de humanidade e a intoler\u00e2ncia das culturas. O sofrimento e a reden\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPara o ilustrar, Gal\u00e1s socorreu-se de textos liter\u00e1rios como \u201cThe Dance\u201d, do poeta arm\u00e9nio Siamanto, \u201cThe Desert\u201d, do poeta s\u00edrio Ad\u00f3nis, \u201cEpistle to the Transients\u201d, do peruano Cesar Valejo, \u201cAin\u2019t no Grave can Hold me Down\u201d, do americano Stuyvesant, \u201ctodesfuge\u201d, do romeno-judeu Paul Celan e escritos do poeta-m\u00e1rtir ass\u00edrio Dr. Freidoun Bet-Oraham. \u201cDefixiones, Will and Testament\u201d utiliza ainda t\u00e9cnicas musicais tradicionais como a \u201camanedhes\u201d (estilo de improvisa\u00e7\u00e3o da \u00c1sia Menor) e a rebetika grega e arm\u00e9nia, forma musical trazida pelos refugiados da \u00c1sia menor na Gr\u00e9cia. Ainda a m\u00fasica dos artistas norte-americanos Ornette Coleman, John Lee Hooker e Blind Lemon Jefferson. O jazz. O \u201cblues\u201d. Sin\u00f3nimos de liberta\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDiamanda Gal\u00e1s habita em Nova-Iorque, capital do imp\u00e9rio. Do Bem, para uns. Do Mal, para outros. Ela situa-se no olho do furac\u00e3o e cultiva a ambiguidade. \u00c9 a bruxa, a feiticeira que grita a revolu\u00e7\u00e3o, a heresia e o ultraje. Se traz a cura ou, pelo contr\u00e1rio, propaga a doen\u00e7a, eis o buraco negro onde cada certeza se precipita no vazio.<br \/>\nA bruxa \u00e9 a manipuladora das for\u00e7as da lua e do sangue. Dos fluidos da terra e dos seres vivos que a habitam. Ao contr\u00e1rio do mago, cuja vontade e dom\u00ednio se exercem em primeiro lugar sobre o pr\u00f3prio pensamento, a bruxa age com as ondas do corpo e do sexo. Diamanda Gal\u00e1s personifica a condi\u00e7\u00e3o feminina atrav\u00e9s de um dos seus arqu\u00e9tipos mais profundos, imagem invertida da tradicional virgem negra presente em v\u00e1rias religi\u00f5es e cultos primitivos. Mas mais do que a guardi\u00e3 dos segredos ela \u00e9 a espada (e nesse aspecto, agente de uma polaridade masculina&#8230;) que rompe o h\u00edmen da falsa paz e da indiferen\u00e7a. Nela, a ilus\u00e3o e a praga disseminam-se da mesma forma que o sexo \u00e9 abolido. \u201cTodos os grandes performers\u201d, disse h\u00e1 anos Diamanda ao P\u00fablico, \u201ct\u00eam de ser for\u00e7osamente travestis, no sentido de deixarem de ser homens ou mulheres para passarem a ser animais, r\u00e9pteis ou insectos\u201d.<br \/>\n\u00c9 a mesma capacidade de transfigura\u00e7\u00e3o da bruxa tradicional, que tomava a forma de uma cobra ou de um morcego. Mas Diamanda Gal\u00e1s n\u00e3o \u00e9 uma bruxa como as outras e por isso escolheu, diz, ser um insecto. Mulher-insecto. Vespa de mordedura venenosa.<\/p>\n<p>Em Sangue<br \/>\nSe na sua primeira actua\u00e7\u00e3o ao vivo, em 1979, no Festival de Avignon, em Fran\u00e7a, executou \u201cUn Jour Comme Un Autre\u201d, do compositor Vinko Globokar (que Portugal viu integrado na forma\u00e7\u00e3o de m\u00fasica contempor\u00e2nea The New Phonic Art), obra baseada na documenta\u00e7\u00e3o da Amnistia Internacional relativa \u00e0 pris\u00e3o e tortura das mulheres turcas, j\u00e1 a sua posterior evolu\u00e7\u00e3o se direccionou no sentido de uma feminilidade que entra em contraven\u00e7\u00e3o e subverte alguns dos pilares do Catolicismo.<br \/>\nRecorde-se, a este prop\u00f3sito, uma das suas m\u00edticas e mais provocat\u00f3rias actua\u00e7\u00f5es, a 12 e 13 de Novembro de 1989, em plena Catedral de St. John, The Divine, no cora\u00e7\u00e3o de Nova Iorque, onde cantou com o tronco nu coberto de sangue. O sangue de doentes com Sida que comparou ao sangue de Cristo, num simulacro de eucaristia, entre blasf\u00e9mias como \u201cgive me sodomy or give me death\u201d.<br \/>\nCatarse ou ritual de magia negra, esta perfomance que ficou registada em disco no duplo \u00e1lbum ao vivo \u201cPlague Mass\u201d (1990), com dedicat\u00f3ria a todos os doentes seropositivos que \u201clutam para se manter vivos num ambiente hostil onde se lhes diz constantemente que v\u00e3o morrer e se lhes oferece uma piedade revoltante e mentiras pacificadoras para os convencer a desistirem de lutar e a prepararem o pr\u00f3prio funeral\u201d, foi a representa\u00e7\u00e3o\/exorcismo do medo ancestral da peste. Atrav\u00e9s de uma manipula\u00e7\u00e3o habilidosa e da transcri\u00e7\u00e3o literal de textos b\u00edblicos, a peste com que Deus castigou os homens era, nos tempos modernos, a Sida, que acabara de vitimar o irm\u00e3o e alguns dos amigos mais chegados. O sangue infectado. O castigo divino. A den\u00fancia, mas tamb\u00e9m a ritualiza\u00e7\u00e3o dolorosa, num teatro mais do que cruel, do ostracismo a que ainda s\u00e3o votados os doentes da praga do s\u00e9culo. O mal, sob as mais diversas formas e disfarces, foi e continua a ser o t\u00f3pico central.<br \/>\nNessa ocasi\u00e3o que muitos viram como a viola\u00e7\u00e3o do templo, Diamanda personificou no limite do sacril\u00e9gio, uma doen\u00e7a que \u00e9 do corpo, mas tamb\u00e9m do esp\u00edrito \u2013 uma doen\u00e7a civilizacional. Ou, se quisermos buscar al\u00edvio da vis\u00e3o do sangue, das chagas e dos uivos que nessa noite fizeram estremecer as colunas da catedral de St. John, era j\u00e1 o ex\u00edlio de uma humanidade perdida que a cantora apontava \u2013 e encarnava \u2013 nesse baptismo demon\u00edaco pelo sangue. Do outro lado, a ambiguidade. Gal\u00e1s chegou a ponderar a hip\u00f3tese de fazer uma regenera\u00e7\u00e3o total do seu sangue, atrav\u00e9s de transfus\u00f5es, ainda que sem imitar a Condessa de Bathory, vampira l\u00e9sbica que pretendia prolongar a juventude bebendo o sangue de raparigas virgens que ela pr\u00f3pria seduzia e assassinava.<\/p>\n<p>Litania de Sat\u00e3<br \/>\nReligi\u00e3o. O Antigo Testamento, do Deus castigador. Os Evangelhos. De pernas para o ar ou n\u00e3o, s\u00e3o o ponto de chegada que, inevitavelmente, teriam que encontrar, como encontraram, correspond\u00eancia em formas musicais como o \u201cblues\u201d, os espirituais e o \u201cgospel\u201d. Neste aspecto, e segundo uma aproxima\u00e7\u00e3o est\u00e9tica ao universo de um Nick Cave, por exemplo 8e foi esta a Diamanda que Lisboa assistiu no CCB), pode dizer-se que a m\u00fasica e a interpreta\u00e7\u00e3o vocal da cantora se \u201csuavizaram\u201d, em \u00e1lbuns como \u201cThe Singer\u201d (1992), \u201cThe Sporting Life\u201d (1994, com John Paul Jones, ex-Led Zeppelin), \u201cVena Cava\u201d (1993) ou \u201cMalediction and Prayer\u201d (1998), contrastando com o grito primordial dos seus primeiros trabalhos, em que a literatura rom\u00e2ntica mais alucinada (de autores simbolistas como Charles Baudelaire, G\u00e9rard de Nerval, Tristan Corbi\u00e9re ou Edgar Allan Poe), a revolta luciferina e a anarquia se entrela\u00e7avam numa vis\u00e3o de \u00f3pio que era tamb\u00e9m uma vis\u00e3o do inferno. Era a Diamanda Gal\u00e1s on\u00edrica, do canto arrepiante, diva de uma \u00f3pera inomin\u00e1vel (est\u00e1 presentemente a compor uma \u00f3pera, intitulada \u201cNekropolis\u201d) que trazia \u00e0 superf\u00edcie os dem\u00f3nios de um quadro de Bosch. A Gal\u00e1s que evit\u00e1vamos olhar de frente, de \u201cLitanies of Satan\u201d. A portadora da peste (ela pr\u00f3pria assim se assumia) da trilogia \u201cMasque of the Red Death\u201d (t\u00edtulo de um conto de Poe sobre a peste), subdividida em \u201cThe Divine Punishment\u201d, \u201cSaint of the Pit\u201d e \u201cYou Must be Certain of the Devil\u201d.<br \/>\nMas como se formou a personalidade desta bruxa dos tempos modernos que admite ter  \u201cum mau feitio cong\u00e9nito\u201d mas que n\u00e3o se coibiu de escrever um manifesto em defesa dos Black Leather Beavers, associa\u00e7\u00e3o de car\u00e1cter humanit\u00e1rio de vigilantes de rua vocacionados para o combate aos violadores de mulheres? Acrescente-se que as t\u00e9cnicas utilizadas pelos Black Leather Beavers consistiam basicamente na castra\u00e7\u00e3o dos violadores.<br \/>\nDiamanda Gal\u00e1s tem Xinogalas como apelido paterno. Os pais, gregos ortodoxos, fazem parte da casta siciliana dos Manatis. Sic\u00edlia da \u201cvendetta\u201d (\u201cvingan\u00e7a\u201d), que a cantora personifica como ningu\u00e9m, e das carpideiras. \u201cChorar um ou dois dias \u00e9 uma coisa. Chorar, por contrato, 15 ou 20 dias, \u00e9 outra, completamente diferente, um ritual ext\u00e1tico que transcende a banal piedade dos americanos\u201d, disse. Hoje, ainda em cima dos acontecimentos ocorridos em Nova Iorque a 11 de Setembro, tais palavras acabam por desvalorizar-se perante o luto americano que se adivinha prolongado.<br \/>\nHendrix, Maria Callas e Charlie Parker marcam-na a fogo. Come\u00e7a a cantar na rua e a conviver com elementos radicais do \u201cLiving Theatre\u201d. Mas consegue ser mais radical que todos eles e acaba por ser expulsa, sendo aconselhada a cantar em institutos de doen\u00e7as mentais. O seu canto, misto de uivo, v\u00f3mito e sereia, ligava-se \u00e0 \u201cschrei-perfomance\u201d (um dos seus \u00e1lbuns, de 1996, tem por t\u00edtulo \u201cSchrei 27\u201d) do teatro expressionista alem\u00e3o que pretendia alargar as fronteiras da personalidade humana, s\u00edntese do homem, da Besta e da m\u00e1quina. Sobre este assunto, tem uma teoria: \u201cOs problemas surgiram quando as pessoas come\u00e7aram a fazer separa\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias entre os hemisf\u00e9rios esquerdo e direito do c\u00e9rebro. A solu\u00e7\u00e3o passa por ser capaz de articulara s pequenas nuances mal\u00e9volas da personalidade, mostrar a natureza humana para al\u00e9m do bem e do mal, de que falavam Nietzsche, Sade, Poe e Baudelaire, uma esp\u00e9cie de protoplasma contradit\u00f3rio, eminentemente esquizofr\u00e9nico\u201d.<br \/>\nSat\u00e3, \u201co grande acusador\u201d ou o \u201cadvers\u00e1rio\u201d, na terminologia hebraica, torna-se o seu padrinho e nem a morte, que considera \u201cinsultuosa\u201d, escapa \u00e0s suas garras: \u201cQuando o momento chegar, serei eu a tomar conta da situa\u00e7\u00e3o. Quando os deuses decidirem levar-me, rir-me-ei na cara deles. H\u00e1-de haver uma seringa espetada no meu bra\u00e7o\u201d.<br \/>\n1989 e 1990 s\u00e3o os anos de todos os esc\u00e2ndalos. A 10 de Dezembro de 1989 \u00e9 presa por conduta desordeira, ao interromper uma missa na celebrada catedral de St. Patrick. Em Agosto do ano seguinte, o Governo italiano acusa-a de blasf\u00e9mia contra a Igreja Cat\u00f3lica, na sequ\u00eancia de uma apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cPlague Mass\u201d no Pal\u00e1cio dos Medici. At\u00e9 que a 12 e 13 de Novembro desse ano, o diabo \u00e9 finalmente convidado oficialmente a entrar em St. John, The Divine, a segunda maior catedral do mundo. A missa negra de sangue que transportava a praga para o interior do templo.<br \/>\nMas para o padre cat\u00f3lico Conrado Balweg tratava-se apenas de uma missa de \u201cliberta\u00e7\u00e3o do jugo da opress\u00e3o\u201d celebrada por aquela que, numa das can\u00e7\u00f5es de \u201cSaint of the Pit\u201d (\u201cO Santo do T\u00famulo\u201d ou do \u201cAbismo\u201d), faz suas as palavras do poeta Baudelaire: \u201cSou o espelho onde se rev\u00ea a pr\u00f3pria f\u00faria\/A faca e a ferida revolvida\/O carrasco e a v\u00edtima\/O vampiro das minhas pr\u00f3prias veias\/Perten\u00e7o \u00e0 grande legi\u00e3o dos perdidos\u201d.<\/p>\n<p><a class=\"zem_slink\" href=\"http:\/\/www.diamandagalas.com\/\" title=\"Diamanda Gal\u00e1s\" rel=\"homepage\">Diamanda Gal\u00e1s<\/a><\/p>\n<div style=\"margin-top: 10px; height: 15px;\" class=\"zemanta-pixie\"><a class=\"zemanta-pixie-a\" href=\"http:\/\/reblog.zemanta.com\/zemified\/2c503035-334b-45ce-9862-4d7dcc8afdd9\/\" title=\"Reblog this post [with Zemanta]\"><img decoding=\"async\" style=\"border: medium none; float: right;\" class=\"zemanta-pixie-img\" src=\"http:\/\/img.zemanta.com\/reblog_e.png?x-id=2c503035-334b-45ce-9862-4d7dcc8afdd9\" alt=\"Reblog this post [with Zemanta]\"><\/a><span class=\"zem-script more-related pretty-attribution\"><script type=\"text\/javascript\" src=\"http:\/\/static.zemanta.com\/readside\/loader.js\" defer=\"defer\"><\/script><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>02.11.2001 Diamanda Gal\u00e1s: Mulher-Insecto Diamanda Gal\u00e1s est\u00e1 de regresso a Portugal \u2013 dias 8 e 10, No Hard Club e na Aula Magna. 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