{"id":1803,"date":"2010-03-23T04:41:58","date_gmt":"2010-03-23T11:41:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1803"},"modified":"2010-03-23T04:41:58","modified_gmt":"2010-03-23T11:41:58","slug":"tocam-guitarra-mas-nao-sao-guitarristas-flak-fernando-cunha-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/23\/tocam-guitarra-mas-nao-sao-guitarristas-flak-fernando-cunha-entrevista\/","title":{"rendered":"Tocam Guitarra Mas N\u00e3o S\u00e3o Guitarristas: Flak + Fernando Cunha &#8211; Entrevista &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>06.03.1998<br \/>\nTocam Guitarra Mas N\u00e3o S\u00e3o Guitarristas<br \/>\nO Outro Lado Existe<br \/>\nFernando Cunha, guitarrista dos Delfins, e Flak, antigo guitarrista dos R\u00e1dio Macau, v\u00e3o lan\u00e7ar os seus \u00e1lbuns de estreia a solo, intitulados \u201cO Invis\u00edvel\u201d e \u201cFlak\u201d. O primeiro est\u00e1 cheio de estrelas convidadas, instalando-se confortavelmente no cadeir\u00e3o do \u201cmainstream\u201d. O segundo investe no psicadelismo e na reconvers\u00e3o do \u201ceasy listening\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/flak.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/flak.jpg\" alt=\"\" title=\"flak\" width=\"275\" height=\"285\" class=\"alignnone size-full wp-image-1804\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nem um nem outro se consideram verdadeiros guitarristas, mas antes compositores de can\u00e7\u00f5es. Mais ou menos afastados da ortodoxia, tanto Flak como Fernando cunha renegam o hermetismo do discurso. Os seus her\u00f3is e amigos \u00e9 que pertencem a c\u00edrculos diferentes.<\/p>\n<p>FLAK<\/p>\n<p>FM &#8211; considera-se um guitarrista ou outra coisa qualquer?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Estou mais exposto como guitarrista. Nos tempos de escola comecei por tocar bateria. Depois houve um assalto \u00e0 sala de ensaios e fic\u00e1mos todos sem o material. Fiquei sem a bateria e comecei a tocar guitarra. Sempre toquei guitarra, n\u00e3o como guitarrista, mas porque era um instrumento que me permitia compor can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>FM &#8211; tornou-se conhecido nos R\u00e1dio Macau, um grupo de rock, mas a partir de determinada altura come\u00e7ou a notar-se que os seus horizontes musicais earm outros&#8230;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>FLAK &#8211; Nos anos 90 resolvi que me queria dedicar \u00e0 m\u00fasica. n\u00e3o queria pertencer s\u00f3 a uma banda de rock daquelas que chegam aos 30 anos e cada um vai fazer outras coisas porque a m\u00fasica j\u00e1 n\u00e3o d\u00e1. Fui alargando os meus horizontes musicais, perceber por que\u00e9 que tocava aquele tipo de m\u00fasica. Comecei a estudar m\u00fasica e a frequentar o Hot Club, n\u00e3o para tocar jazz, mas para aprender determinadas ideias sobre harmonia. E ouvia m\u00fasica cl\u00e1ssica, m\u00fasica contempor\u00e2nea, m\u00fasica improvisada. E guitarristas como Fred Frith e Robert Fripp. A m\u00fasica pop e rock j\u00e1 n\u00e3o me chegavam.<\/p>\n<p>FM &#8211; Quando come\u00e7ou a integrar a electr\u00f3nica na sua m\u00fasica?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Foi na mesma altura. Ali\u00e1s, coincidente com uma viragem no som dos R\u00e1dio Macau atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de samplers e de computador. Antes de usar samplers, j\u00e1 fazia outro tipo de montagens, em fita magn\u00e9tica e gravadores de quatro pistas. S\u00f3 mais tarde \u00e9 que tive dinheiro para comprar um sampler, um Akai que, na altura, era car\u00edssimo. Juntei o dinheiro todo para o comprar. A partir da\u00ed tenho-o usado sempre. Mais do que tocar, gosto de ouvir as coisas que fa\u00e7o. Ali\u00e1s, muitas vezes, tocar desconcentra-me um bocado, tira-me a no\u00e7\u00e3o do conjunto.<\/p>\n<p>FM &#8211; Porque \u00e9 que demorou tanto tempo a gravar um disco a solo?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; A certa altura propus-me fazer um disco em que eu pr\u00f3prio iria cantar as can\u00e7\u00f5es. Nos R\u00e1dio Macau limitava-me a tocar e a compor. Teria sido mais f\u00e1cil para mim ir para outra \u00e1rea, mais instrumental, mas resolvi cantar. s\u00f3 que n\u00e3o tinha experi\u00eancia. Ent\u00e3o arranjei uma banda. N\u00e3o eram muito bons m\u00fasicos, mas eram m\u00fasicos que escolhi mais por empatia e porque tinham paci\u00eancia para me aturar. E comecei a cantar, a princ\u00edpio, muito mal. Mas resolvi n\u00e3o desistir. Com os concertos, as coisas foram melhorando, nas demos fui colocando a voz de maneira mais satisfat\u00f3ria. At\u00e9 chegar a uma altura em que achei que estava em condi\u00e7\u00f5es de gravar.<\/p>\n<p>FM &#8211; O ambiente geral de \u201cFlak\u201d aponta para uma revis\u00e3o psicad\u00e9lica, em particular nas quase cita\u00e7\u00f5es aos Pink Floyd com Syd Barrett.<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Quis juntar no formato de can\u00e7\u00f5es pop todas as coisas de que gostava. H\u00e1 15 anos ouvi pela primeira vez, em cassete, \u201cThe Piper at the Gates of Dawn\u201d, dos Pink Floyd, que adorei. Naquela altura, costumava dizer \u00e0 Xana que haveria de fazer um dia um disco assim. Sabia que era imposs\u00edvel faz\u00ea-lo com os R\u00e1dio Macau. Depois houve a coincid\u00eancia de no princ\u00edpio dos anos 90 surgirem bandas que recuperavam algumas no\u00e7\u00f5es do passado, como os Mercury Rev ou os Boo Radleys, que misturavam as guitarras \u201cnoise\u201d ao tipo de sons do \u201cSgt. Peppers\u201d ou do \u201cPet Sounds\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; Noutros temas do \u00e1lbum, \u00e9 not\u00f3ria uma apropria\u00e7\u00e3o da est\u00e9tica do \u201ceasy listening\u201d, \u00e0 luz dos anos 90, de bandas como os Stereo lab e os High Llamas&#8230;<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Gosto dessas duas bandas, mas n\u00e3o foi nada intencional. Tem tudo a ver com sonoridades que v\u00eam de tr\u00e1s. Pode encontrar-se essa influ\u00eancia at\u00e9 em bandas como os Blur. Mas o disco inclui outro tipo de coisas, desmontagens v\u00e1rias, ou aproxima\u00e7\u00f5es ao \u201ctrip-hop\u201d.<\/p>\n<p>FM &#8211; Os textos que canta parecem n\u00e3o fazer sentido para al\u00e9m do som das palavras. Foi esse aspecto fon\u00e9tico que o interessou?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Quase todos os textos foram constru\u00eddos com base em \u201ccut-ups\u201d. Utilizei aquela ideia da linguagem que \u00e9 um v\u00edrus que veio do espa\u00e7o. Resolvi cortar uma quantidade de frases e ir colando nas m\u00fasicas. \u00c0 medida que ia ouvindo as grava\u00e7\u00f5es, ia juntando mais frases, at\u00e9 ter o caixote do lixo cheio de frasezinhas cortadas que iam sendo substitu\u00eddaspor outras. As letras nem sequer v\u00e3o surgir na capa do disco.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cFlak\u201d \u00e9 uma \u201ctrip\u201d sonora que parece ter sido feita de prop\u00f3sito para ouvidos alterados pelo \u00e1cido&#8230;<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Sob o efeito de drogas as coisas soam sempre de outra maneira. Tem a ver com as pessoas. Eu tenho muita sorte, n\u00e3o tenho qualquer s\u00edndrome de depend\u00eancia. Acho que j\u00e1 experimentei as drogas todas, pelo menos as que s\u00e3o acess\u00edveis, e nunca fiquei dependente. E n\u00e3o h\u00e1 droga que eu tome regularmente. Mas \u00e9 verdade que, quando comecei a ouvir m\u00fasica, a droga teve um bocado de influ\u00eancia. At\u00e9 1974, 75, havia muita erva. Quando fumava aquela erva angolana ouvia determinados sons que n\u00e3o conseguia ouvir quando estava no estado normal. Fumava, punha o disco e ficava a ouvir horas e horas, quase que ouvia, ou imaginava, os dedos do teclista a tocar nos teclados&#8230;<\/p>\n<p>FM &#8211; Concorda que a m\u00fasica de uma gera\u00e7\u00e3o corresponde sempre ao tipo de droga que est\u00e1 mais em voga?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Sim. apesar de neste momento as coisas estarem mais comercializadas. As pessoas agora s\u00e3o levadas por determinados caminhos, n\u00e3o porque elas escolham, mas porque o aspecto social as empurra para esses caminhos. A m\u00fasica dos anos 60 tinha muito a ver com o \u00e1cido, aquelas bandas todas da West Coast, os Grateful Dead e, do outro lado, os Pink Floyd, com o Syd Barrett. Uma coisa acabava por modelar a outra. Se calhar, se n\u00e3o estivesse debaixo daquelas drogas ningu\u00e9m suportar aqueles longos solos de guitarra das \u201cacid jams\u201d. Havia um determinado estado de esp\u00edrito, um tempo de concentra\u00e7\u00e3o pr\u00f3prio. Hoje j\u00e1 n\u00e3o tenho paci\u00eancia para aturar um improviso de meia hora.<\/p>\n<p>FM &#8211; Ent\u00e3o que discos \u00e9 que costuma ouvir? Quais foram os \u00faltimos?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Ou\u00e7o todos os tipos de m\u00fasica e compro regularmente discos. Tantos que \u00e9 dif\u00edcil apontar um. O \u00faltimo que comprei foi o dos Air. Ouvi outro, de um m\u00fasico americano, Todd Levin, com a orquestra Sinf\u00f3nica de Londres, para a Deutsch Gramophon, com uma batida de dan\u00e7a, de \u201cdisco\u201d. N\u00e3o sei como \u00e9 que conseguiu editar aquilo na Deutsch Gramophon&#8230;<\/p>\n<p>FM &#8211; Considera-se um m\u00fasico \u201coutsider\u201d?<\/p>\n<p>FLAK &#8211; Sou completamente \u201coutsider\u201d por uma raz\u00e3o: para as pessoas que gostam de m\u00fasica mais \u201cmainstream\u201d, a minha m\u00fasica \u00e9 um bocado esquisita, e para as vanguardas sempre fui olhado como um m\u00fasico pop.<\/p>\n<p>FERNANDO CUNHA<\/p>\n<p>FM &#8211; Tendo estado ligado a grupos de grande projec\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica, como os Resist\u00eancia, e no presente aos Delfins, n\u00e3o deve ter esse tipo de problemas?<\/p>\n<p>FERNANDO CUNHA &#8211; \u00c9 preciso n\u00e3o esquecer que os Delfins, no in\u00edcio da carreira, foram considerados um grupo de \u201cpersonas non gratas\u201d, embora j\u00e1 fizessem o mesmo tipo de can\u00e7\u00f5es que fazem actualmente&#8230;<\/p>\n<p>FM &#8211; Gravou este seu primeiro disco a solo por algum problema de afirma\u00e7\u00e3o do ego?<br \/>\nFERNANDO CUNHA &#8211; N\u00e3o. O disco nasceu muito para tr\u00e1s, em 1992, na sequ\u00eancia do sucesso dos Resit\u00eancia. Houve na altura um interesse da editora para que eu e o Miguel \u00c2ngelo assin\u00e1ssemos um contrato para um disco a solo. Sem uma data fixa de edi\u00e7\u00e3o e com total liberdade est\u00e9tica. Fui adiando enquanto pude, at\u00e9 que tive mesmo que cumprir o contrato, desse por onde desse&#8230;<br \/>\n\u00c9 \u00f3bvio que num disco destes, posso fazer mais coisas al\u00e9m das que fa\u00e7o nos Delfins. Por exemplo, o luxo de poder convidar todos os amigos que quis. [N.R.: E s\u00e3o de peso, alguns destes amigos: Miguel \u00c2ngelo, Pedro Ayres de Magalh\u00e3es, Olavo Bilac, Marta Dias, General D, Boss A.C., Afrikan Voices e Rui Velosos, entre outros.]<\/p>\n<p>FM &#8211; Mas n\u00e3o gostava de ser uma estrela?<\/p>\n<p>FERNANDO CUNHA &#8211; Nos Delfins, eu e o Miguel sempre fizemos uma dupla fort\u00edssima, porque cada um sabe perfeitamente qual \u00e9 o seu lugar. O Miguel \u00e9 quem aguenta apress\u00e3o medi\u00e1tica, o que me liberta para poder produzir os discos. Al\u00e9m disso, qualquer um que fa\u00e7a parte dos Delfins acaba por ser j\u00e1 uma estrelinha [risos]. Ser o \u201cfront man\u201d? J\u00e1 passei por isso, um bocadinho, nos Resist\u00eancia. Eram uma quantidade de \u201cfront men\u201d, mas a m\u00fasica que calhou ser eu a cantar, \u201cN\u00e3o sou o \u00fanico\u201d, dos Xutos, foi a que teve maior sucesso do \u00e1lbum&#8230;<br \/>\nNessa altura nem podia andar na rua, toda a gente me reconhecia.<\/p>\n<p>FM &#8211; \u201cO Invis\u00edvel\u201d n\u00e3o \u00e9 propriamente um disco de guitarras&#8230;<\/p>\n<p>FERNANDO CUNHA &#8211; \u00c9 um disco de can\u00e7\u00f5es pop em que todos os instrumentais foram constru\u00eddos primeiro. Por essa raz\u00e3o, os primeiros exemplares v\u00e3o incluir um segundo disco de oferta s\u00f3 com essas partes. Provavelemente poderei fazer remisturas a partir delas. As melodias que l\u00e1 est\u00e3o s\u00e3o diferentes das que foram depois aproveitadas pelas vozes.<\/p>\n<p>FM &#8211; Ent\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o se considera um guitarrista, como o Flak?<\/p>\n<p>FERNANDO CUNHA &#8211; N\u00e3o, nunca me considerei um guitarrista, em termos de instrumentista, ou de \u201cguitar hero\u201d. Ali\u00e1s, comecei por tocar baixo. S\u00f3 passei para a guitarra porque contrat\u00e1mos outro m\u00fasico para o baixo, que tocava melhor do que eu, e n\u00e3o havia ningu\u00e9m para tocar guitarra. Mas o que eu gosto mesmo de fazer \u00e9 de escrever can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Fernando Cunha &#8211; 10 Estrelas Para Um Produtor<br \/>\n1986 &#8211; Produz \u201cLiberta\u00e7\u00e3o\u201d, dos Delfins.<br \/>\n1987 &#8211; Produz \u201cU Outro Lado Existe\u201d, dos Delfins.<br \/>\n1990 &#8211; Produz \u201cDesalinhados\u201d, dos Delfins.<br \/>\n1990 &#8211; Integra o projecto Resist\u00eancia, do qual produz alguns temas.<br \/>\n1993 &#8211; Produz \u201cSer Maior &#8211; Uma Hist\u00f3ria Natrural\u201d, dos Delfins.<br \/>\n1995 &#8211; Produz o \u00e1lbum de estreia dos P\u00f3lo Norte, \u201cExpedi\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>\n1995 &#8211; Produz a estreia dos Santos e Pecadores, \u201cOnde Est\u00e1s\u201d.<br \/>\n1996 &#8211; Produz \u201cO Caminho da Felicidade\u201d, dos Delfins.<br \/>\n1997 &#8211; Produz \u201cSaber Amar\u201d, dos Delfins.<br \/>\n1997 &#8211; Produz \u201cOs Qu\u00edmicos do C\u00e9u\u201d, dos Astronautas.<\/p>\n<p>Flak &#8211; 10 Estrelas Para Um Conceptualista<br \/>\n1983 &#8211; Forma os R\u00e1dio Macau com Xana e Alex.<br \/>\n1984 &#8211; Grava o primeiro \u00e1lbum da banda, do qual \u00e9 o principal compositor.<br \/>\n1988 &#8211; Produz o primeiro disco dos Requiem Pelos Vivos.<br \/>\n1988\/89 &#8211; Colabora no jornal \u201cSete\u201d, onde escreve cr\u00f3nicas semanais.<br \/>\n1989 &#8211; Produz o quarto \u00e1lbum dos R\u00e1dio Macau, \u201cO Rapaz do Trap\u00e9zio Voador\u201d. Toca com os S\u00e9tima Legi\u00e3o.<br \/>\n1990 &#8211; Forma A M\u00e1quina do Almo\u00e7o D\u00e1 Pancadas, com os quais participa na colect\u00e2nea \u201cEm Tempo Real\u201d.<br \/>\n1992 &#8211; Produz o quinto \u00e1lbum dos R\u00e1dio Macau, \u201cA Marca Amarela\u201d. Actua ao vivo com os Palma\u2019s Gang e integra o projecto Plopoplot Pot.<br \/>\n1994 &#8211; Produz o primeiro CD a solo de Xana.<br \/>\n1995 &#8211; Participa na colect\u00e2nea \u201cEspanta Esp\u00edritos\u201d com o tema \u201cMais\u201d.<br \/>\n1997 &#8211; Participa no \u00e1lbum de S\u00e9rgio Godinho, \u201cDomingo no Mundo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>06.03.1998 Tocam Guitarra Mas N\u00e3o S\u00e3o Guitarristas O Outro Lado Existe Fernando Cunha, guitarrista dos Delfins, e Flak, antigo guitarrista dos R\u00e1dio Macau, v\u00e3o lan\u00e7ar os seus \u00e1lbuns de estreia a solo, intitulados \u201cO Invis\u00edvel\u201d e \u201cFlak\u201d. 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