{"id":1754,"date":"2010-03-16T04:00:14","date_gmt":"2010-03-16T11:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1754"},"modified":"2010-03-16T04:00:14","modified_gmt":"2010-03-16T11:00:14","slug":"sacerdotes-de-alquimia-polemica-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/16\/sacerdotes-de-alquimia-polemica-opiniao\/","title":{"rendered":"Sacerdotes de Alquimia &#8211; Pol\u00e9mica \/ Opini\u00e3o &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>11.07.1997<br \/>\nPol\u00e9mica \/ Opini\u00e3o<br \/>\nNa edi\u00e7\u00e3o de 14 de Maio \u00faltimo, no suplemento PopRock, Fernando Magalh\u00e3es fez a cr\u00edtica (desancou) do \u00e1lbum de estreia dos Sacerdotes da Alquimia. Ant\u00f3nio Duarte Bento n\u00e3o gostou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/sacerdotesDeAlquimia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/sacerdotesDeAlquimia.jpg\" alt=\"\" title=\"sacerdotesDeAlquimia\" width=\"125\" height=\"125\" class=\"alignnone size-full wp-image-1755\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/oCIJD3kYBMw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/oCIJD3kYBMw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Sacerdotes de Alquimia<br \/>\n(Contra-Cr\u00edtica a Fernando Magalh\u00e3es)<br \/>\nO Sebastianismo cristalizou-se de tal modo nas mentes dos cr\u00edticos de arte portugueses que, sempre que lhes escrevem poemas ou lhes cantam can\u00e7\u00f5es a falar de Portugal, ficam de cara crispada e alma sombria, e v\u00e1 de zurzir sobre os pobres de esp\u00edrito que ousam falar da m\u00e3e e do pai portugueses. Nunca falando estes cr\u00edticos de D. Sebasti\u00e3o, o sofrimento que lhes \u00e9 afligido quando deste algu\u00e9m fala compara-se ao terror prim\u00e1rio perante qualquer coisa tabu. Estes cr\u00edticos s\u00e3o \u00f3rf\u00e3os primitivos, daqueles que, perante o medi\u00e1tico deslumbramento dos pais dos outros, n\u00e3o toleram que lhes seja lembrada a paternidade. Com um \u201clocus\u201d de controlo externo angl\u00f3filo, s\u00f3 toleram palavras como \u201cstates\u201d, \u201cam\u00e9rica\u201d, \u201cengland\u201d, ou ent\u00e3o, mimetizando simiamente os am\u00e9ricas, qualquer arte exot\u00eastica porque \u00e9 \u201ccool\u201d.<br \/>\nSinfonismos e palavras como Portugal, o mar, marinheiros, universalismo portugu\u00eas e ingenuinismos lusos (estes, a base de um aut\u00eantico pensamento revolucion\u00e1rio planet\u00e1rio) s\u00e3o, para eles, coisas de almocreves e bardos nescientes. Curiosamente, se estes cr\u00edticos emigrassem e se fixassem nos tais \u201cStates\u201d ou noutro pa\u00eds gato-por-lebremente dito desenvolvido, fariam grandes festivais de m\u00fasica p\u00e1tria, a ouvir bacalhau quer alho, pois \u00e9 o melhor tempero para a sua saudade. Estes cr\u00edticos s\u00e3o daqueles que, como diz o povo, confundem o cu com as cal\u00e7as. Nunca leram Ant\u00f3nio Quadros e, se o folhearam, sofreram de n\u00e1usea primitiva de saudade. S\u00f3 leram Fernando Pessoa depois de os am\u00e9ricas o terem autorizado, e assim lhes terem prescrito os comprimidos antiem\u00e9ticos. Compreende-se.<br \/>\nO sacrist\u00e3o Fernando Magalh\u00e3es, apesar de pertencer \u00e0 mesma igreja, n\u00e3o tem nada que ver com o sacerdote Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, que deu nome ao estreito. E porque esta banda n\u00e3o \u00e9 do Norte, o primeiro n\u00e3o seria sequer capaz de ajudar \u00e0 missa do segundo. Ficaria a carpir \u201cesta banda n\u00e3o \u00e9 do Norte\u201d, no Restelo. Assim, os Sacerdotes de Alquimia seriam uma banda pentagonal (perfeitamente sintonizada com o Pent\u00e1gono ou com a \u201cPenthouse\u201d &#8211; o que agradaria muito mais, ora bem), ou hexagonal (perfeitamente sintonizada com o 6 da estrela judaica ou embrulhada num qualquer c\u00f3digo de barras europeu). N\u00e3o, os Sacerdotes de Alquimia s\u00e3o uma banda quadrada, e assim seja. Sintonizada com os quatro lados do quadrado, que s\u00e3o tamb\u00e9m os quatro pontos cardeais, que s\u00e3o tamb\u00e9m os quatro caminhos do vento, fot\u00f3grafos do vento que enfuna (enfuna \u00e9 bonito, n\u00e3o \u00e9?) os cabelos dos quatro cavaleiros do Del\u00edrio Final. Sim, \u00e9 verdade, cheira a PIGS do Sul. Decididamente, este Magalh\u00e3es \u00e9 do Norte.<br \/>\nAnt\u00f3nio Duarte Bento<br \/>\nPoeta-cavaleiro da Ordem Lil\u00e1s da Triste Figura<br \/>\nautor de v\u00e1rios arremessos a moinhos e outros monstros (arremessando por conta pr\u00f3pria)<br \/>\nBuarcos-Figueira da Foz<\/p>\n<p>Contra-contra-cr\u00edtica a Ant\u00f3nio Duarte Bento<br \/>\nEnfunemos ent\u00e3o. Como todo o aspirante e adepto da verdadeira Tradi\u00e7\u00e3o sabe, a Ordem Lil\u00e1s da Triste Figura \u00e9 uma farsa, uma sitazita sem dimens\u00e3o proscrita pela Ordem-M\u00e3e, a Yrmandade dos Mestres Comedores de Ab\u00f3bora, invocada em surdina nos meios inici\u00e1ticos, como Y.M.C.A O que retira, de imediato, qualquer autoridade ao cavaleiro Bento para mencionar, sequer, o baluarte da espiritualidade lusa que \u00e9 a P.I.G.S. (P\u00e1tria Imaculada dos Grandes S\u00e1bios) que o Bento Lil\u00e1s lamentavelmente confunde com o PIGS (Portugal infestado de gente suja). Por estas e por outras \u00e9 que muitos perdem o norte, na defesa daqueles que, arvorando-se em alquimistas, n\u00e3o passam de vulgares sopradores.<br \/>\nFernando Magalh\u00e3es (monstro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11.07.1997 Pol\u00e9mica \/ Opini\u00e3o Na edi\u00e7\u00e3o de 14 de Maio \u00faltimo, no suplemento PopRock, Fernando Magalh\u00e3es fez a cr\u00edtica (desancou) do \u00e1lbum de estreia dos Sacerdotes da Alquimia. Ant\u00f3nio Duarte Bento n\u00e3o gostou. 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