{"id":1704,"date":"2010-03-07T09:16:59","date_gmt":"2010-03-07T16:16:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1704"},"modified":"2010-03-07T09:16:59","modified_gmt":"2010-03-07T16:16:59","slug":"instrumento-gaiteiro-de-lisboa-nome-paulo-marinho-instrumento-gaita-de-foles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/07\/instrumento-gaiteiro-de-lisboa-nome-paulo-marinho-instrumento-gaita-de-foles\/","title":{"rendered":"INSTRUMENTO Gaiteiro de Lisboa nome: Paulo Marinho instrumento: Gaita-de-Foles"},"content":{"rendered":"<p>04.07.1997<br \/>\nINSTRUMENTO<br \/>\nGaiteiro de Lisboa<br \/>\nnome: Paulo Marinho<br \/>\ninstrumento: Gaita-de-Foles<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/gaiteirosDeLisboa_InvasoesBarbaras.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/gaiteirosDeLisboa_InvasoesBarbaras.jpg\" alt=\"\" title=\"gaiteirosDeLisboa_InvasoesBarbaras\" width=\"280\" height=\"283\" class=\"alignnone size-full wp-image-1705\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/71458468\/gaiteiros_de_lisboa_-_invas_es_b_rbaras.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6iaqNCc_d48&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/6iaqNCc_d48&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Paulo Marinho toca gaita-de-foles desde os 16 anos. Descobriu este instrumento em Valen\u00e7a do Minho, onde ia passar f\u00e9rias. \u201cNuma aldeia chamada S. Pedro da Torre, mesmo junto ao rio Minho.\u201d \u201cNessa altura come\u00e7ava a falar-se da gaita, na Galiza, de novos construtores e novas escolas\u201d, recorda este m\u00fasico que entrou no rock com os S\u00e9tima Legi\u00e3o e hoje faz parte dos Gaiteiros de Lisboa.<br \/>\n\u201cNaquela altura tamb\u00e9m se fez reviver um bocado o Alan Stivell.\u201d Paulo Marinho comprou uma gaita-de-foles galega. A primeira. \u201cMuito barata, 4500 pesetas, e de fraca qualidade.\u201d Come\u00e7ou a tocar. \u201cFui aprendendo um pouco por mim. A princ\u00edpio foi um bocado mau, n\u00e3o conseguia. Depois comprei um livro, um manual, que me ajudou muito. Com aquelas informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas mas nas quais nunca tinha pensado antes.\u201d<br \/>\nmais tarde, em 1983, Paulo Marinho entrou para o Centro Galego de Lisboa. \u201cJ\u00e1 tocava um pouquinho, entrei para integrar o grupo folcl\u00f3rico os Anaquinhos da Terra, essencialmente report\u00f3rio galego e algumas coisas mirandesas.\u201d Foi por volta dessa \u00e9poca que entrou para os S\u00e9tima Legi\u00e3o. Dificuldades para integrar a gaita-de-foles numa linguagem rock, n\u00e3o sentiu muitas. \u201cToc\u00e1vamos pouco, tecnicamente na altura. Percebe-se isso em \u2018A Um Deus Desconhecido\u2019. Era tudo espont\u00e2neo. A gaita fazia umas melodias, se cabiam, cabiam, todos tent\u00e1vamos acompanhar-nos uns aos outros.\u201d<br \/>\nA seguir a essa primeira gaita-de-foles, Paulo Marinho foi adquirindo material de melhor qualidade. \u201cUma das caracter\u00edsticas da gaita-de-foles \u00e9 ter elementos destac\u00e1veis. Comprei uma segunda gaita ao Raul Vaz, j\u00e1 um bocadinho melhor, ainda durou alguns anos. Depois \u00e9 que comprei uma ainda melhor, da qual ainda conservo todos os elementos, menos o ponteiro. Tamb\u00e9m fui mudando de foles.\u201d Esta gaita-de-foles tem afina\u00e7\u00e3o em d\u00f3. \u201cA que se usa mais na Galiza.\u201d<br \/>\nPara Paulo Marinho, a gaita-de-foles galega n\u00e3o \u00e9 um instrumento especialmente dif\u00edcil de tocar \u201cEmbora uma pessoa possa sempre exceder-se. Tocar como o Carlos Nunez \u00e9 quase imposs\u00edvel&#8230;\u201d Mas avisa: \u201c\u00c0s vezes as pessoas n\u00e3o t\u00eam muito a no\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o do controlo do fole. Algumas tocam flauta e depois tentam tocar gaita e percebem que \u00e9 muito diferente. Tem de haver uma aprendizagem do controlo do fole, para o som sair com a menor oscila\u00e7\u00e3o poss\u00edvel.\u201d Mas o gozo de tocar supera todas as dificuldades. Na mem\u00f3ria do gaiteiro permanecem vivas datas como a da grava\u00e7\u00e3o do primeiro disco dos S\u00e9tima Legi\u00e3o ou quando entrou para os Anaquinhos da Terra. \u201cQuando vesti pela primeira vez o fato, senti uma grande alegria, a alegria de ver as pessoas dan\u00e7arem, se calhar uma alegria maior do que tocar para pessoas sentadas que batem palmas no fim.\u201d<br \/>\nAl\u00e9m da gaita galega, Paulo Marinho possui tamb\u00e9m uma gaita mirandesa. \u201cConsegui superar os problemas da afina\u00e7\u00e3o, fiz palhetas com fitas adesivas&#8230;\u201d<br \/>\n\u201cDentro da enorme diversidade de gaitas que existem nos v\u00e1rios pontos do globo, h\u00e1 quem diga que a gaita seria mais ou menos \u00fanica no Nordeste da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Os galegos, a partir do s\u00e9culo XIX, \u00e9 que tentaram fazer uma gaita que pudesse tocar minimamente com os outros instrumentos. As gaitas galega e mirandesa s\u00e3o hoje diferentes, uma acompanhou os tempos e a outra n\u00e3o.\u201d<br \/>\nNos \u00faltimos tempos, tem-se assistido, um pouco em todo o lado, ao aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o da gaita-de-foles, evoluindo dos materiais tradicionais para os sint\u00e9ticos. Paulo Marinho tem acompanhado esta evolu\u00e7\u00e3o. \u201cNa Esc\u00f3cia est\u00e3o a fazer experi\u00eancias com produtos sint\u00e9ticos, com bons resultados. Eu gosto muito da madeira, ainda n\u00e3o tive muitos contactos com esses novos tipos de gaitas. Mas j\u00e1 experimentei, t\u00eam um som um bocado diferente. Sou a favor de tudo o que seja experi\u00eancias, mas \u00e9 claro que sinto alguma pena por meter algumas coisas de lado, por se perder a mem\u00f3ria.\u201d<br \/>\nSabendo-se da diferen\u00e7a abissal do que se passa, hoje, em Portugal e na Galiza, onde existem actualmente milhares de praticantes e se multiplicam as escolas e construtores, Paulo Marinho \u00e9, por\u00e9m, da opini\u00e3o de que algo est\u00e1 a mudar, para melhor, no nosso pa\u00eds. \u201cEst\u00e3o a aparecer muitas pessoas a aprender. Algumas v\u00eam ter comigo ao centro, onde, presentemente, estou a realizar \u2018workshop\u2019, nos quais dou no\u00e7\u00f5es gerais do instrumento.\u201d Para a sua pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o, Paulo Marinho ouve a m\u00fasica dos outros, \u201couvir muito, o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s coisas galegas, vou bastante l\u00e1 acima, estou em contacto com muita gente, posso dizer que tive muitos mestres, embora n\u00e3o queira destacar nomes.\u201d<br \/>\nHer\u00f3is da gaita-de-foles? Paulo Marinho prefere n\u00e3o citar nenhum dos \u201cmonstros\u201d. \u201cNeste momento ando a ouvir cuidadosamente um gaiteiro de Rio de Onor, chamado Juan Prieto.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>04.07.1997 INSTRUMENTO Gaiteiro de Lisboa nome: Paulo Marinho instrumento: Gaita-de-Foles LINK Paulo Marinho toca gaita-de-foles desde os 16 anos. Descobriu este instrumento em Valen\u00e7a do Minho, onde ia passar f\u00e9rias. \u201cNuma aldeia chamada S. 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