{"id":1694,"date":"2010-03-05T04:46:40","date_gmt":"2010-03-05T11:46:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1694"},"modified":"2010-03-05T16:14:55","modified_gmt":"2010-03-05T23:14:55","slug":"o-mestre-leonard-cohen-deveria-aprender-com-a-discipula-suzanne-vega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/05\/o-mestre-leonard-cohen-deveria-aprender-com-a-discipula-suzanne-vega\/","title":{"rendered":"O Mestre Leonard Cohen Deveria Aprender Com A Disc\u00edpula Suzanne Vega"},"content":{"rendered":"<p>12.10.2001<br \/>\nO Mestre Leonard Cohen Deveria Aprender Com A Disc\u00edpula Suzanne Vega<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/LCohen_SVega.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/LCohen_SVega.jpg\" alt=\"\" title=\"LCohen_SVega\" width=\"450\" height=\"321\" class=\"alignnone size-full wp-image-1695\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/LCohen_SVega.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/LCohen_SVega-300x214.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Leonard Cohen e Suzanne Veja t\u00eam novos \u00e1lbuns: Ten New Songs e Songs of Red and Gray.<br \/>\nMestre e disc\u00edpula. Qual \u00e9 um e qual \u00e9 outro? \u00c9 diferente o Outono de ambos. Cohen renunciou ao c\u00e9u e afirma-se feliz. Vega continua a piscar, inquieta, mordida pelas abelhas. O ferr\u00e3o saiu do esp\u00edrito dele para se cravar na alma dela. Ele cala. Ela dan\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/suzanneVega_SongsofRedandGray.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/suzanneVega_SongsofRedandGray.jpg\" alt=\"\" title=\"suzanneVega_SongsofRedandGray\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-1696\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/suzanneVega_SongsofRedandGray.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/suzanneVega_SongsofRedandGray-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/130415606\/2001_SUVE.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><br \/>\npwd: maiklhk<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Dt0sXRBLfJM&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Dt0sXRBLfJM&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Antes de denegrir o novo \u00e1lbum de Leonard Cohen e, consequentemente, ser alvejado por todo o tipo de improp\u00e9rios e outros proj\u00e9cteis verbais pelos admiradores incondicionais deste cantor canadiano que acabou de lan\u00e7ar \u201cTem New Songs\u201d, devemos confessar que nele sempre apreci\u00e1mos, em primeiro lugar, o poeta. A m\u00fasica sempre desempenhou na sua obra um lugar secund\u00e1rio, esp\u00e9cie de lenga-lenga mel\u00f3dica que acabou por se institucionalizar como estilo.<br \/>\n\u00c9 verdade que o velhote que h\u00e1 oito anos aderiu \u00e0 \u201cfilosofia\u201d zen, passando a viver como um monge-cozinheiro no Mount Baldy Zen Center, mas que n\u00e3o dispensa o seu copito (\u201cI fought against the bottle\/But I had to do it drunk\u201d, diz um dos versos de \u201cThat don\u2019t make it junk, uma das can\u00e7\u00f5es do novo \u00e1lbum), tem jeito para lidar com as palavras, ainda que, mesmo neste aspecto, \u201cTem New Songs\u201d esteja longe de evidenciar a acutil\u00e2ncia, por vezes apocal\u00edptica, dos prim\u00f3rdios cohenianos, em \u00e1lbuns como \u201cThe Songs of Leonard Cohen\u201d, \u201cSongs from a Room\u201d e \u201cSongs of Love and Hate\u201d.<br \/>\n\u00c9 um disco de textos simples e m\u00fasica mais simples ainda, nalguns casos a ro\u00e7ar a indulg\u00eancia. Como sempre tem acontecido no passado, mas este disco provoca ainda mais, ou se adora ou se detesta a forma como Leonard Cohen exp\u00f5e, de forma ris\u00edvel, a sua luz, aos olhos alheios. J\u00e1 foi intoler\u00e1vel, pela intensidade da exposi\u00e7\u00e3o, este confronto.<br \/>\nAo fim de 66 anos de vida desenrolada com a persist\u00eancia de uma cont\u00ednua viagem em direc\u00e7\u00e3o ao sil\u00eancio, ficou pouco. Para alguns, o essencial. Para outros, o \u00f3bvio, de m\u00e3os dadas com o lugar-comum. Mas essa \u00e9 afinal a etapa \u00faltima da viagem de auto-descoberta e da ren\u00fancia de si pr\u00f3prio. Leva-se uma vida para dizer do fundo do mar o que o comum dos mortais diz de cabe\u00e7a no ar. Verdades evidentes, rid\u00edculas, simplistas. A diferen\u00e7a reside apenas na maneira e na vida de quem as diz. Entre o idiota e o santo, a gram\u00e1tica \u00e9 a mesma. O sopro do Verbo \u00e9 que \u00e9 diferente.<br \/>\nRecentemente Cohen abandonou o mosteiro onde residiu durante quase uma d\u00e9cada, reconhecendo a aus\u00eancia de uma verdadeira voca\u00e7\u00e3o espiritual. Renunciou. Curioso: o zen, via do paradoxo, acende-se precisamente quando aquele que o persegue o abandona, o ter cede ao ser. A m\u00e3o fica cheia ao desistir de segurar. Neste aspecto, Leonard Cohen n\u00e3o tem feito outra coisa sen\u00e3o prosseguir uma coer\u00eancia que \u2013 fa\u00e7a-se-lhe justi\u00e7a \u2013 sempre pautou a sua obra. A simplicidade de \u201cTem New Songs\u201d desarma. Mas tamb\u00e9m incomoda. E pode ser irritante. A pr\u00f3pria capa do disco mostra o velho cantor e compositor com uma express\u00e3o imbecil\u00f3ide no rosto. Claro que tamb\u00e9m podemos ver na fotografia a serenidade de um bonzo. Ainda aqui, tudo depende, da intensidade ou da mentira do olhar.<\/p>\n<p>A Vida Negra<br \/>\nDito isto, que at\u00e9 soa a elogio, feliz ou infelizmente, \u201cTem New Songs\u201d, feito em estreita colabora\u00e7\u00e3o com duas mulheres (as mulheres sempre preencheram os tempos vivos e os tempos mortos de Cohen) \u2013 Sharon Robinson, produtora e co-autora de todos os temas e Leanne Ungar, engenheira de som -, se descolado da lenda e da aura de profeta que sempre rodeou o canadiano de voz de gato-pingado, soa a uma papa vagamente \u201csoul\u201d armada sobre programa\u00e7\u00f5es a trote do cansa\u00e7o.<br \/>\nO tema central \u00e9, como sempre foi e continuar\u00e1 a ser at\u00e9 chegar o momento de Cohen optar em definitivo pelo sil\u00eancio absoluto, o amor. Manda a regra imut\u00e1vel da pop e da arte em geral \u2013 o amor infeliz. As fugas, as desist\u00eancias, as trai\u00e7\u00f5es, as incompreens\u00f5es, enfim, todo o conjunto de emo\u00e7\u00f5es dolorosas que o ser amado nos inflige, sabe-se l\u00e1 por que motiva\u00e7\u00f5es maquiav\u00e9licas, e nos faz ser desgra\u00e7adamente humanos.<br \/>\nEm \u201cTem New Songs\u201d Leonard Cohen continua a tentar perceber as raz\u00f5es da avalanche. Faz v\u00e1rias perguntas, quase todas a si pr\u00f3prio, e as respostas, \u00e0 m\u00edngua de uma revela\u00e7\u00e3o, surgem na forma de can\u00e7\u00f5es. Mas as perguntas de \u201cTem New Songs\u201d so\u00e7obram no vazio e o vento do desalento n\u00e3o deixa de soprar. Ao mesmo tempo que faz o trabalho de limpeza da introspec\u00e7\u00e3o, Cohen interroga o advogado do c\u00e9u ou, na sua aus\u00eancia, do inferno, justificando as suas maleitas com o mal universal e a indiferen\u00e7a de um Deus que implica com ele e lhe faz \u2013 ou fez \u2013 a vida negra. Da\u00ed a simbologia e estrutura po\u00e9tica religiosa (b\u00edblica?) impressa em can\u00e7\u00f5es como \u201cHere it is\u201d, \u201cBoogie Street\u201d (ainda o vinho, na sua dupla dimens\u00e3o dionis\u00edaca e lit\u00fargica\u2026) e \u201cThe Land of Plenty\u201d. N\u00e3o h\u00e1 melhor maneira de tornar universal a dor individual.<br \/>\nA \u201ccoroa\u201d, o \u201cvinho\u201d e a \u201ccruz que Leonard Cohen dep\u00f5e em \u201cHere i tis\u201d passam por ser os sinais de uma agonia que finalmente encontrou plausibilidade e reden\u00e7\u00e3o na vis\u00e3o desprendida de quem, j\u00e1 no crep\u00fasculo da viagem, nada mais deseja sen\u00e3o compreender. Mas da\u00ed at\u00e9 versos como \u201cMay everyone live\/And may everyone die\/Hello, my love\/and my love, goodbye\u201d (em \u201cHere i tis\u201d), sobre caixa de ritmos cha-cha-cha, serem tomados como novo evangelho dos deserdados do amor, vai uma certa dist\u00e2ncia\u2026<br \/>\nO pr\u00f3prio Cohen, em 1988, a prop\u00f3sito das conota\u00e7\u00f5es religiosas da sua m\u00fasica, afirmara: \u201cPensei que poderia espalhar luz, iluminar o meu mundo e o dos que est\u00e3o \u00e0 minha volta, que poderia seguir o caminho do servi\u00e7o, da ajuda aos outros. Acreditei que conseguiria mas n\u00e3o fui capaz. Este \u00e9 um terreno no qual os homens mais fortes, mais corajosos, mais nobres, mais bondosos, mais generosos do que eu, homens que capazes de cometer feitos extraordin\u00e1rios, se despeda\u00e7aram ao longo do caminho. Quem lida com o Sagrado acaba por ser dilacerado\u201d.<br \/>\nTreze anos volvidos, no novo \u00e1lbum, faz a confiss\u00e3o do fracasso, em \u201cThe land of plenty\u201d: \u201cNa verdade, n\u00e3o tenho coragem\/Para permanecer onde devo permanecer\/N\u00e3o tenho realmente temperamento\/Para deitar uma m\u00e3o amiga\u201d.<br \/>\n\u201cThe land of plenty\u201d exp\u00f5e de forma limpid o dilemma: \u201cDon\u2019t really know who sent me\/To raise my voice and say:\/May the lights in the land of plenty\/Shine on truth some day\u201d e, mais \u00edntimo, \u201cDon\u2019t really know why I came here\/knowing as I do\/What you really think of me\/What I really think of you\u201d. Quer dizer, atendendo ao cansa\u00e7o e \u00e0 idade, ou aos conselhos que o seu amigo monge Joshu Sasaki lhe ter\u00e1 sussurrado ao ouvido durante a sua estadia no mosteiro, Leonard Cohen desistiu, deixando a esperan\u00e7a para quem tiver ainda a For\u00e7a: \u201cFor the innermost decision\/That we cannot but obey\/For what\u2019s left of our religion\/I lift my voice and pray:\/May the lights in the land of plenty\/Shine on the truth, some day\u201d. Uma certa forma de \u201cnew age\u201d existencial que cai bem. Se \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel cair bem\u2026 Talvez seja. No presente, Leonard Cohen diz: \u201cEstou feliz\u201d.<\/p>\n<p>Dan\u00e7as Com Abelhas<br \/>\nSer\u00e1 Suzanne Vega capaz de estender a m\u00e3o? De conservar e usar a for\u00e7a? De ser feliz? Como Leonard Cohen, seu mestre, Suzanne (uma das can\u00e7\u00f5es do canadiano chama-se assim, \u201cSuzanne\u201d) colocou o \u00eanfase na palavra \u201csong\u201d no t\u00edtulo do seu novo \u00e1lbum, \u201cSongs in Red and Gray2. Assun\u00e7\u00e3o de um estatuto de cantor-compositor cl\u00e1ssico que dispensa associa\u00e7\u00f5es. As can\u00e7\u00f5es a \u201cvermelho\u201d e \u201ccinzento\u201d \u2013 o vermelho do cora\u00e7\u00e3o, o cinzento do c\u00e9rebro \u2013 t\u00eam uma s\u00f3 assinatura, imediatamente reconhec\u00edvel: \u201cCan\u00e7\u00f5es Suzanne Veja\u201d. \u00c0 semelhan\u00e7a de Cohen, h\u00e1 uma voz e um estilo inconfund\u00edveis, quer se goste ou n\u00e3o deles. E, ainda como Leonard Cohen, Suzanne Veja n\u00e3o resiste a cantar sobre as suas desventuras amorosas. Com uma diferen\u00e7a: apesar dos santos e penitentes que assombram \u201cSongs of Red and Gray\u201d, para si, o fim de uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o fim do mundo.<br \/>\nSuzanne, 42 anos, revolve com outra for\u00e7a as feridas de cada um de n\u00f3s. Menos mito (mesmo a \u201cVirgin Mary\u201d de \u201cIt makes me wonder\u201d \u00e9 a companheira de \u201cuma explora\u00e7\u00e3o carnal\u201d do \u201csagrado\u201d e do \u201cprofano\u201d) e mais sangue fresco.<br \/>\nNos 66 anos de Cohen, o sangue corre frio e devagar. Nela tudo arde ainda. O ardor do ferr\u00e3o da abelha cravado na carne. Depois, quer se queira quer n\u00e3o, Suzanne Veja sabe colorir as suas hist\u00f3rias com um vigor instrumental que Cohen desde sempre dispensou. E pintar-se com as imagens de uma simbologia da terra: folhas, abelhas, uma rosa-chaga, um baralhos de cartas, aberto em copas \u2013 cora\u00e7\u00f5es. Ser\u00e1 uma forma de se cobrir. Cohen vai nu. Ela dan\u00e7a, como uma bailarina.<br \/>\n\u201cSongs in Red and Gray\u201d \u00e9, como n\u00e3o poderia deixar de ser, um \u00e1lbum feito \u00e0 medida de quem sente e sabe cantar com ternura aquilo que sente. Cohen vai descamando a alma como um r\u00e9ptil. Veja brilha ainda como uma estrela cujo brilho irradia. Cohen arrefece. Vega aquece. Mesmo se \u201cSongs in Red and Gray\u201d, balou\u00e7ando entre a maquinaria de cetim de \u201c99,9\u00baF2, orquestra\u00e7\u00f5es folky e o arvoredo outonal de segredos ditos, \u00c0s escondidas, num sonho, n\u00e3o acrescente uma v\u00edrgula \u00e0 grandeza, sin\u00f3nimo de beleza, oferecida em \u201cDays of Open Hand\u201d.<br \/>\nAinda assim, o mestre deveria aprender com a disc\u00edpula. Que \u00e9, ali\u00e1s, o que fazem todos os verdadeiros mestres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.10.2001 O Mestre Leonard Cohen Deveria Aprender Com A Disc\u00edpula Suzanne Vega Leonard Cohen e Suzanne Veja t\u00eam novos \u00e1lbuns: Ten New Songs e Songs of Red and Gray. Mestre e disc\u00edpula. Qual \u00e9 um e qual \u00e9 outro? \u00c9 diferente o Outono de ambos. Cohen renunciou ao c\u00e9u e afirma-se feliz. 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