{"id":1670,"date":"2010-03-02T03:17:38","date_gmt":"2010-03-02T10:17:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1670"},"modified":"2010-03-02T03:17:38","modified_gmt":"2010-03-02T10:17:38","slug":"residents-freak-show-olhos-nos-olhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/03\/02\/residents-freak-show-olhos-nos-olhos\/","title":{"rendered":"Residents &#8211; Freak Show Olhos Nos Olhos"},"content":{"rendered":"<p>28.09.2001<br \/>\nResidents<br \/>\nFreak Show Olhos Nos Olhos<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/Residents1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/Residents1.jpg\" alt=\"\" title=\"Residents\" width=\"450\" height=\"328\" class=\"alignnone size-full wp-image-1673\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/Residents1.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/Residents1-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quem s\u00e3o os Residents?. A pergunta tem sido obsessivamente feita nos \u00faltimos 30 anos. A mais famosa banda desconhecida do planeta actua pela primeira vez em Portugal. Sem bilhete de identidade, de fraque e olhos gigantescos no lugar da cabe\u00e7a. Um concerto hist\u00f3rico.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/residents_MeetTheResidents.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/residents_MeetTheResidents.jpg\" alt=\"\" title=\"residents_MeetTheResidents\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-1671\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/residents_MeetTheResidents.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/residents_MeetTheResidents-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/03\/residents_MeetTheResidents-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=QOFUAFNB\" target=\"_blank\">LINK<\/a><br \/>\n<object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NcGknYx4sxQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/NcGknYx4sxQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Desde que se formaram, em 1970, no estado do Louisiana, terra de carnaval e feiti\u00e7os, os Residents t\u00eam conseguido manter o anonimato. Como e porqu\u00ea? Como, ningu\u00e9m sabe. Porqu\u00ea, porque a quest\u00e3o \u00e9 irrelevante, dizem eles, e apenas a obra importa. N\u00e3o se sabe sequer se os m\u00fasicos que amanh\u00e3 e domingo ir\u00e3o apresentar no Centro de Arte Moderna, em Lisboa, o novo projecto multim\u00e9dia \u201cIcky Flix\u201d, no \u00e2mbito dos Encontros Acarte, s\u00e3o os mesmos \u2013 pelo menos alguns deles \u2013 que nos anos 70 atiraram \u00e0 cara da pop \u00e1lbuns como \u201cMeet the Residents\u201d, \u201cThe Third Reich \u2018n\u2019 Roll\u201d e \u201cEskimo\u201d.<br \/>\nO mist\u00e9rio \u00e9 intenso, persistente e excitante. Tudo na biografia desta banda pode ser, de resto, mentira, avisa o \u201csite\u201d oficial, residents.com. O mito rodeia todas as actividades dos Residents. Da\u00ed o seu poder e efic\u00e1cia. Os Residents mentem deliberadamente nas entrevistas. Os Residents s\u00e3o humanos? \u00c9 muito prov\u00e1vel que n\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Olhos Nos Olhos<br \/>\nQuem s\u00e3o os Residents? H\u00e1 quem jure a p\u00e9s juntos ter estado a seu lado, ter-lhes tocado e conhecer as suas identidades. Nada de especial: s\u00e3o elementos do \u201cstaff\u201d da editora Ralph, que formaram ainda nos anos 70 para gravar e distribuir uma m\u00fasica ent\u00e3o dificilmente toler\u00e1vel pelo \u201cmainstream\u201d. Um admirador conseguiu mesmo os seus aut\u00f3grafos: \u201cMr. Resident\u201d, \u201cA Resident\u201d e \u201cResidents\u201d.<br \/>\nAfinal, que import\u00e2ncia tem saber os nomes? John Smith, Elvis Presley, Abigail Crunch Manuel Ferreira (sim, pode acontecer que haja um portugu\u00eas no grupo!)? Absurdo, inquietante, rid\u00edculo, irris\u00f3rio. Mas\u2026 quem s\u00e3o os Residents? Que nome dar \u00e0 amea\u00e7a?<br \/>\nAo vivo, os Residents apresentam-se de fraque e m\u00e1scaras de globos oculares. Antes costumavam disfar\u00e7ar-se de lagostas e passear pelos supermercados enfiados em uniformes de amianto. S\u00e3o um quarteto, como os Beatles. The \u201cfabulous eyeballs\u201d. Quando uma das m\u00e1scaras oculares foi roubada, o quarto \u201cresident\u201d passou a ocultar-se atr\u00e1s de um cr\u00e2nio e a chamar-se Mr. Skull.<br \/>\nA inquieta\u00e7\u00e3o, potenciada pelo anonimato, aumenta ao fazermos uma an\u00e1lise da sua obra. Desde o in\u00edcio, o grande objectivo dos Residents tem sido o de minar metodicamente os alicerces da m\u00fasica pop, introduzindo no espa\u00e7o oco um suced\u00e2neo, por vezes colorido, por vezes sombrio, umas vezes doce, outras amargo, mas sempre camuflada por uma camada em que o humor e a perversidade se confundem. As formas, os g\u00e9neros, a mitologia, a iconografia da gal\u00e1xia pop e, finalmente, as novas tecnologias multim\u00e9dia, t\u00eam sido aspiradas, marteladas, amassadas, pervertidas (ou redimidas?) e vomitadas nos media pelos Residents. Existe uma filosofia e uma ideologia subjacentes ao \u201ccartoon\u201d. A desmontagem obedece a regras. Apaga-se a luz. Estudam-se os tiques. Substitui-se o recheio.<br \/>\nA invers\u00e3o tornou-se vis\u00edvel muito cedo. O single de apresenta\u00e7\u00e3o, \u201cSanta Dog\u201d, \u00e9 um anagrama de \u201cSatan God\u201d. O EP \u201cThe Beatles Play the Residents and the Residents Play the Beatles\u201d aprofunda o conceito de contamina\u00e7\u00e3o. Os Beatles, \u00edcone absoluto da cultura pop, eram os primeiros alvos a abater. A capa e o t\u00edtulo de \u201cMeet The Residents\u201d, \u00e1lbum de estreia de 1973, s\u00e3o uma r\u00e9plica adulterada de \u201cMeet the Beatles\u201d. Os rostos dos \u201cfabulous four\u201d de Liverpool desfeitos por caricaturas grotescas rabiscadas pelos \u201cfabulous four\u201d do Louisiana. Nos \u00faltimos anos assistiu-se a um regresso dos Residents \u00e0 tem\u00e1tica religiosa, isto \u00e9, ao tiro ao alvo sobre a B\u00edblia. Dinamitar o esp\u00edrito para melhor metamorfosear a carne.<\/p>\n<p>Teoria da Obscuridade<br \/>\nFlashback. Em 1966 os m\u00fasicos que viriam a constituir-se como The Residents, antigos companheiros de escola (pobres professores!), abandonam o Louisiana, onde se dedicavam \u00e0 grava\u00e7\u00e3o e recolha de m\u00fasica local, e estabelecem a sua base de opera\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Francisco, assistindo de perto ao \u201cSummer of Love\u201d. Ervas daninhas em pleno roseiral. Em 1969, chegam rumores aos ouvidos de um guitarrista ingl\u00eas, de seu nome Philip Lithman, posteriormente conhecido como Snakefinger. Vai de prop\u00f3sito \u00e0 Calif\u00f3rnia, investigar. Mas antes, numa passagem pela Bav\u00e1ria, na orla da floresta negra, Lithman conhece uma misteriosa personagem, N. (Nigel?) Senada. Lithman e Senada travam por sua vez conhecimento com o grupo. N. Senada impressiona os futuros Residents com a sua \u201cteoria da obscuridade\u201d e o ensino de bizarras t\u00e9cnicas fon\u00e9ticas.<br \/>\nQuando, em 1971, a Warner Brothers recusa uma cassete que os quatro lhe tinham enviado, para hipot\u00e9tica inclus\u00e3o numa colect\u00e2nea, e a devolve \u00e0 proced\u00eancia, por escrito, em pacote endere\u00e7ado simplesmente aos \u201cresidents\u201d da morada indicada, estava encontrado o nome que se viria a tornar lenda: The Residents.<br \/>\nAbramos aqui um par\u00eanteses, para falar do misterioso senhor Senada, nascido, ao que parece, na Alemanha, em 1907. Uns dizem que n\u00e3o passava de uma personagem ficcional inventada pelos pr\u00f3prios Residents. Mas N. Senada comp\u00f4s e gravou m\u00fasicas reais, sendo a sua obra mais conhecida, \u201cPollex Christi (The Thumb of Christ)\u201d, inspirrada em excertos de \u201cCarmina Burana\u201d, de Carl Orff. Senada advogava as virtudes do erro e afirmava ser imposs\u00edvel tocar correctamente as suas composi\u00e7\u00f5es. Em 1938 desistiu de fazer m\u00fasica, alegando que esta se tornara \u201cdemasiado estarrecedora\u201d para os ouvidos humanos. Parte ent\u00e3o para o Canad\u00e1 para estudar os costumes do povo \u201cInuit\u201d. Com base nos seus apontamentos sociol\u00f3gicos sobre esta etnia esquim\u00f3, os Residents comp\u00f5em \u201cEskimo\u201d, de 1979. A partir da\u00ed o seu rasto perde-se por completo. Um music\u00f3logo garante que N. Senada \u00e9 Harry Partch, um dos compositores preferidos dos Residents (juntamente com Captain Beefheart), coincidindo as t\u00e9cnicas musicais de ambos.<\/p>\n<p>As Toupeiras Triunfam<br \/>\nNenhum \u00e1lbum dos Residents \u00e9 mais marcado pela \u201cteoria da obscuridade\u201d de N. Senada, do que \u201cNot Available\u201d, banda sonora imagin\u00e1ria de um naufr\u00e1gio mental. De acordo com a doutrina, \u201cNot Available\u201d s\u00f3 deveria ser editado quando todos, incluindo os seus autores, se tivessem esquecido da sua exist\u00eancia.<br \/>\nAssim, o disco, segundo do grupo, foi gravado em 1974 mas apenas viu a luz do dia quatro anos mais tarde, quando o posterior \u201cThe Third Reich \u2018n\u2019 Roll\u201d, j\u00e1 sa\u00edra, em 1976. Na pr\u00e1tica, o segundo \u00e1lbum dos Residents \u00e9 oficialmente o terceiro.<br \/>\n\u201cThe Third Reich \u2018n\u2019 Roll\u201d cont\u00e9m disseminados todos os princ\u00edpios da ideologia Residents, sendo em si mesmo um tratado de disseca\u00e7\u00e3o da m\u00fasica pop. Glosa \u00eaxitos dos Beatles e dos Stones e outros \u201chits\u201d do \u201ctop tem\u201d para os esventrar atrav\u00e9s do mesmo tipo de cacofonia epil\u00e9ptica e aberra\u00e7\u00e3o que os alem\u00e3es Faust montaram no seu \u00e1lbum de estreia. E afirma que Hitler era um vegetariano.<br \/>\nAl\u00e9m de \u201cEskimo\u201d, vento \u00e1rtico sobre os rituais de morte dos esquim\u00f3s, histeria, sil\u00eancio e terror, \u201cCommercial Album\u201d, de 1980, dispara sobre o cora\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria \u2013 40 temas com um minuto exacto de dura\u00e7\u00e3o cada, destinados a serem tocados como \u201cjingles\u201d na r\u00e1dio. A pop assumida na sua condi\u00e7\u00e3o de prostituta, a can\u00e7\u00e3o oferecendo-se como objecto de consumo imediato. A terr\u00edvel gargalhada dos Residents fez-se ouvir bem alto nos sal\u00f5es da hipocrisia.<br \/>\nAl\u00e9m de Snakefinger, j\u00e1 falecido e autor de magn\u00edficos \u00e1lbuns a solo de inspira\u00e7\u00e3o residentiana (\u201cChewing Hides the Sound\u201d, \u201cGreener Postures\u201d, \u201cManual of Errors\u201d) e, a par dos Renaldo and the Loaf, um dos primeiros dic\u00edpulos da banda, tamb\u00e9m Fred Frith e Chris Cutler, m\u00fasicos-te\u00f3ricos da banda inglesa Henry Cow (com conota\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas a Harry Partch, Faust e Mothers of Invention que, por sua vez, estavam ligados a Captain Beefheart\u2026) passaram a ser colaboradores habituais dos \u201ceyeballs\u201d.<br \/>\nA d\u00e9cada de 80 \u00e9 aproveitada pelos Residents para a composi\u00e7\u00e3o de grandes trabalhos conceptuais. \u201cThe Mark of the Mole\u201d e \u201cThe Tunes of Two Cities\u201d, partes um e dois de uma \u201cMole Trilogy\u201d inacabada, contam a hist\u00f3ria do colapso da civiliza\u00e7\u00e3o humana e da sua derrota \u00e0s m\u00e3os das toupeiras. Met\u00e1fora da infiltra\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea, da vit\u00f3ria das trevas sobre a luz, da noite sobre o dia, s\u00e3o obras-primas de pop, electr\u00f3nica, loucura, m\u00e9todo e paradoxo. E metem medo.<br \/>\nSaltando por cima de uma terceira parte que nunca existiu, o quarto cap\u00edtulo da saga, \u201cThe Big Bubble\u201d, apresenta os Residents como a banda de casino, The Big Bubble (chegou a especular-se se os rostos da capa n\u00e3o seriam afinal os pr\u00f3prios\u2026). As partes cinco e seis de \u201cMole Trilogy\u201d s\u00e3o fantasmas.<br \/>\nNa manga, estavam \u201cThe American Composers Series\u201d, idealizadas para inundar o mercado durante 20 anos. Cessaram ao fim de dois \u00e1lbuns, \u201cGeorge &#038; James\u201d, com vers\u00f5es da m\u00fasica de George Gershwin e James Brown, e \u201cStars &#038; Hank Forever\u201d, correspondente a John Philip de Sousa e Hank Williams Sr.. Uma vez mais, alguns dos mitos da m\u00fasica americana transformados em monstruosidades. Elvis Presley levou com a mesma dose, em \u201cThe King and I\u201d, jogo de simula\u00e7\u00f5es (\u201cI\u201d\/\u201deye\u201d) e ex\u00e9quias ao rock \u2018n\u2019 roll.<\/p>\n<p>Circo de Horrores<br \/>\nSimula\u00e7\u00e3o \u2013 a etapa que faltava para a armadilha se fechar e os Residents cerrarem em definitivo as mand\u00edbulas em torno do pesco\u00e7o da v\u00edtima. Se a fase \u201creligiosa\u201d, levada a cabo em \u201cGod in 3 Persons\u201d e \u201cWormwood: A Curious Collection of Bible Stories\u201d, usava como arma a caricatura e o cinismo para derrubar alguns dos santos dos seus altares, o que sucedeu a seguir levaria ainda mais longe a manipula\u00e7\u00e3o. Os Residents apropriam-se da tecnologia audiovisual mais sofisticada e aplicam-na  no quarto virtual dos jogos electr\u00f3nicos de computador.<br \/>\nO CD-Rom de \u201cFreak Show\u201d obriga o jogador a funcionar e a pensar como um psicopata \u00e0 deriva num mundo de criminosos paran\u00f3icos. \u201cBad Day on the Midway\u201d, tamb\u00e9m uma s\u00e9rie de TV, leva-nos em deambula\u00e7\u00e3o por um circo de horrores.<br \/>\nOs Residents criaram o seu mundo. Terroristas est\u00e9ticos, observam-nos com o olhar gelado de \u201ceyeballs\u201d solenemente vestidos de fraque para a cerim\u00f3nia do fim dos tempos que se avizinha. Cabe-nos a n\u00f3s sair deste mundo de monstros, psicologicamente vivos e s\u00e3os. A sua obra infiltrou-se n\u00e3o s\u00f3 na m\u00fasica como em filmes, livros e v\u00eddeos delirantes. A sua m\u00fasica evoluiu da disformidade dos primeiros \u00e1lbuns para o grotesco electr\u00f3nico dos anos 80 e deste para a fase lit\u00fargica actual, evangelho a ecoar nos sininhos da dem\u00eancia e no clamor de maquinismos sugadores de almas. Tornaram-se um grupo pop. O grupo pop mais perigoso do mundo. Senhoras e senhores, meet the Residents!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28.09.2001 Residents Freak Show Olhos Nos Olhos Quem s\u00e3o os Residents?. A pergunta tem sido obsessivamente feita nos \u00faltimos 30 anos. A mais famosa banda desconhecida do planeta actua pela primeira vez em Portugal. Sem bilhete de identidade, de fraque e olhos gigantescos no lugar da cabe\u00e7a. Um concerto hist\u00f3rico. 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