{"id":1660,"date":"2010-02-28T08:55:36","date_gmt":"2010-02-28T15:55:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1660"},"modified":"2010-02-28T08:55:36","modified_gmt":"2010-02-28T15:55:36","slug":"novas-fadas-katia-ana-sofia-cristina-mafalda-joana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/28\/novas-fadas-katia-ana-sofia-cristina-mafalda-joana\/","title":{"rendered":"Novas Fadas &#8211; K\u00e1tia | Ana Sofia | Cristina | Mafalda | Joana"},"content":{"rendered":"<p>20.07.2001<br \/>\nNovas Fadas<br \/>\nK\u00e1tia | Ana Sofia | Cristina | Mafalda | Joana<br \/>\nCinco vozes fabulosas, cinco herdeiras de Am\u00e1lia que dela assimilaram a for\u00e7a interior e para al\u00e9m dela apresentam originalidade, e nuances de um brilho que \u00e9 tamb\u00e9m mist\u00e9rio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/joanaAmendoeira_AFlorDaPele.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/joanaAmendoeira_AFlorDaPele.jpg\" alt=\"\" title=\"joanaAmendoeira_AFlorDaPele\" width=\"400\" height=\"400\" class=\"alignnone size-full wp-image-1661\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/joanaAmendoeira_AFlorDaPele.jpg 400w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/joanaAmendoeira_AFlorDaPele-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/joanaAmendoeira_AFlorDaPele-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/37134539\/Joana_Amendoeira_-___Flor_da_Pele_-_2006.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QMVNRlaBXQ4&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/QMVNRlaBXQ4&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria come\u00e7a h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s, perdendo-se na noite dos tempos. Mas veio Am\u00e1lia e ficou a perceber-se melhor o que era o fado \u2013 um astro de duas faces, noite e dia, que nela se confundiam num s\u00f3 rosto. Esfinge. O s\u00e9culo XX foi o s\u00e9culo de Am\u00e1lia. Havia Am\u00e1lia, a sua voz, os seus discos, os seus espect\u00e1culos, a sua presen\u00e7a ofuscante. Sobrava pouco para os restantes.<br \/>\nCom o desaparecimento f\u00edsico de Am\u00e1lia Rodrigues, por coincid\u00eancia ou por ditame do destino (o que vai dar ao mesmo), outras vozes femininas despontaram. Vozes fabulosas. T\u00e3o orgulhosas de si e da sua diferen\u00e7a como humildes no reconhecimento do que Am\u00e1lia representou na escolha que tamb\u00e9m elas fizeram, de seguir essa \u201cestranha forma de vida\u201d, bem como na sua afirma\u00e7\u00e3o como fadistas.<br \/>\nEscolhemos, para ilustrar o presente radioso do fado cantado no feminino, cinco nomes: Mafalda Arnauth, Cristina Branco, K\u00e1tia Guerreiro, Ana Sofia Varela, Joana Amendoeira. Outras h\u00e1: Mariza, Teresa Tapadas, Maria Ana Bobone. Mas aquelas cinco possuem um toque e um brilho especiais. O toque na ess\u00eancia do fado e a versatilidade da alma que se incendeia a este toque.<br \/>\nDez anos separam a mais velha, Cristina Branco (28 anos), da mais nova, Joana Amendoeira (18 anos). Mafalda Arnauth tem 26, K\u00e1tia Guerreiro, 25, Ana Sofia Varela, 24. Encontram-se em fases distintas. Cristina Branco, cuja carreira tem vindo a ser constru\u00edda na Holanda, j\u00e1 leva cinco \u00e1lbuns gravados, o \u00faltimo dos quais, \u201cCorpo Iluminado\u201d, \u00e9 o primeiro com distribui\u00e7\u00e3o nacional, pela Universal. Cust\u00f3dio Castelo, guitarrista de not\u00e1veis recursos, tem sido o seu tutor art\u00edstico. Jos\u00e9 Fontes Rocha, Jorge Fernando, Joel Pina e Miguel Carvalhinho, guitarristas e violistas hist\u00f3ricos, participam como convidados.<br \/>\nMafalda Arnauth, uma das novas vozes apadrinhadas por Jo\u00e3o Braga, depois de um \u00e1lbum de estreia, \u201cMafalda Arnauth\u201d, h\u00e1 dois anos, com produ\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Gil, projecta-se a grande altura no novo \u201cEsta Voz que me Atravessa\u201d, ainda no selo EMI, com a produ\u00e7\u00e3o da dupla Am\u00e9lia Muge e Jos\u00e9 Martins. K\u00e1tia Guerreiro, em quem cheg\u00e1mos a ver uma s\u00f3sia de Am\u00e1lia, no espect\u00e1culo de homenagem \u00e0 diva que a deu a conhecer ao grande p\u00fablico, publicou o seu disco de estreia, \u201cFado Maior\u201d, na Ocarina. Com Paulo Parreira, na guitarra portuguesa. Embora mais nova, Joana Amendoeira j\u00e1 tem dois discos na Espacial, \u201colhos Garotos\u201d, de 1998, e \u201c(Aquela Rua)\u201d, do ano passado. Cust\u00f3dio Castelo toca guitarra no \u00faltimo. A produ\u00e7\u00e3o pertence a Jorge Fernando. Ana Sofia Varela s\u00f3 lan\u00e7ar\u00e1 o seu \u00e1lbum de estreia em Setembro, pela Popular. Para j\u00e1, o CD-single de apresenta\u00e7\u00e3o conta com a participa\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos como M\u00e1rio Pacheco, Jos\u00e9 Moz Carrapa e Z\u00e9 Nabo.<br \/>\nQualquer destes discos tem outra particularidade \u2013 uma apresenta\u00e7\u00e3o not\u00e1vel, evidenciando o cuidado na apresenta\u00e7\u00e3o de um modelo est\u00e9tico que enobre\u00e7a o objecto musical. S\u00e3o rostos e corpos \u201ciluminados\u201d, parafraseando o t\u00edtulo do \u00e1lbum de Cristina Branco. T\u00e3o iluminados como as vozes a que pertencem.<br \/>\nGrandes vozes, belas imagens, compositores, poetas e m\u00fasicos de nomeada.<br \/>\nV\u00e3o lan\u00e7adas. Mas Am\u00e1lia continua a ser o lampi\u00e3o, na rua escura, que as ilumina.<\/p>\n<p>Sem Fantasmas<br \/>\nDepois de Mara Abrantes (que cantou aos tr\u00eas anos), Jos\u00e9 Barata Moura, \u201cas m\u00fasicas dos desenhos animados\u201d, Rui Veloso, Trovante e m\u00fasicas tradicionais, do Norte, do Minho e da Beira, de onde os seus pais s\u00e3o naturais, Mafalda Arnauth cantou fado pela primeira vez antes de entrar para a faculdade. N\u00e3o pela voz de Am\u00e1lia mas pela de Teresa Salgueiro, dos Madredeus, onde sentiu \u201caqueles requebros\u201d do fado. Depois o \u201cCheira bem, cheira a Lisboa\u201d, que cantava nas \u201cfestinhas\u201d. Nunca pensou em abra\u00e7ar o fado como carreira. Mesmo quando a sua interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cFoi Deus\u201d, no seu primeiro espect\u00e1culo \u201coficial\u201d, no Teatro S\u00e3o Luiz, em Lisboa, juntamente com outras novas vozes que ent\u00e3o despontavam sob o patroc\u00ednio de Jo\u00e3o Braga, se destacou como um dos momentos mais arrebatadores da noite. Mudou entretanto de atitude. Hoje interiorizou essa tal estranha forma de vida, \u201csem fantasmas\u201d, mas tamb\u00e9m \u201csem ter tempo para f\u00e9rias, nem para jantares, nem para encontros com amigos\u201d, porque o fado \u00e9 uma prioridade.<br \/>\nCantou, de Am\u00e1lia, \u201cFadista Louco\u201d, \u201ctriste Sina\u201d, tudo fados \u201cque n\u00e3o eram muito comuns e que Am\u00e1lia tivesse privilegiado\u201d. Mas tamb\u00e9m \u201cMaria Lisboa\u201d e, claro, \u201cFoi Deus\u201d. Nos espect\u00e1culos continua a cantar \u201cSabe-se L\u00e1\u201d. Reconhece: \u201cNenhuma de n\u00f3s, aos vinte e poucos anos, pode pensar competir com um percurso de vida como o de Am\u00e1lia.\u201d. Am\u00e1lia j\u00e1 c\u00e1 n\u00e3o est\u00e1. \u201cAs pessoas j\u00e1 n\u00e3o dizem: l\u00e1 vem mais uma pessoa para a substituir\u201d. \u201c\u00c9 preciso ter humildade e a no\u00e7\u00e3o das coisas\u201d, diz Mafalda, para quem n\u00e3o h\u00e1 \u201ctestemunhos a passar\u201d.<br \/>\nAl\u00e9m de Am\u00e1lia, Mafalda gosta de Jo\u00e3o Ferreira Rosa, Beatriz da Concei\u00e7\u00e3o, Maria da Nazar\u00e9, Mariana Alcoentro. Dos novos destaca Caman\u00e9 \u2013 \u201cpreenche o tal arrepio que \u00e9 fundamental no fado\u201d. Poetas: Manuel Alegre, David Mour\u00e3o-Ferreira, Sophia de Mello Breyner\u2026<br \/>\nE ela, Mafalda, que fadista sente ser? \u201cSangu\u00ednea\u201d. \u201cQuero transmitir \u00e0s pessoas primeiro aquilo que sinto, depois aquilo que componho, e j\u00e1 aqui se perde algo, e a seguir aquilo que chega ao p\u00fablico, o que ele est\u00e1 a ouvir. Neste processo o que me d\u00e1 mais agonia \u00e9 tentar saber como vou fazer a minha alma chegar<br \/>\n\u00e0s pessoas\u201d. Mais agonia ou menos agonia, Mafalda Arnauth pode estar tranquila \u2013 a sua alma chega \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>Ilumina\u00e7\u00f5es<br \/>\nCristina Branco tem o \u201cCorpo Iluminado\u201d, t\u00edtulo do seu mais recente \u00e1lbum, depois de \u201cCristina Branco in Holland\u201d (1997), \u201cMurm\u00farios2 (1998), \u201cPost-Scriptum\u201d (1999) e \u201cCristina Branco Canta Slauerhoff\u201d. Natural de Almeirim, foi na Holanda que a sua m\u00fasica come\u00e7ou por encontrar maior aceita\u00e7\u00e3o. Situa\u00e7\u00e3o que o novo disco parece querer alterar.<br \/>\nCantou fado pela primeira vez aos 22 anos, em Benfica do Ribatejo, numa festa de amigos. O \u201cAi Mouraria\u201d, de Am\u00e1lia, que conhecera quatro anos antes, atrav\u00e9s do \u00e1lbum \u201cRara e In\u00e9dita\u201d. Estreou-se como profissional um ano depois, na Holanda, numa sala de Amsterd\u00e3o \u201conde j\u00e1 tinham estado Jos\u00e9 Afonso, a Am\u00e9lia Muge\u2026\u201d. N\u00e3o canta em nenhuma casa de fados. \u201cNunca cantei\u201d. De Am\u00e1lia, que \u201cinventou tudo\u201d, canta \u201cquase todos os do Alain Oulman, sobretudo aqueles que s\u00e3o menos fado\u201d. Existe uma explica\u00e7\u00e3o para este \u201cmenos fado\u201d. \u00c9 que Cristina Branco define-se como uma cantora \u201crevolucion\u00e1ria\u201d, e n\u00e3o como uma fadista, na acep\u00e7\u00e3o mais tipificada do termo. Resposta ir\u00f3nica a alguns Velhos do Restelo. \u201cH\u00e1 alguns anos, por altura do \u2018Murm\u00farios\u2019, acharam um crime dizer-se que eu era fadista. Se fadista \u00e9 a pessoa que est\u00e1 na casa de fados, as toalhas aos quadradinhos, n\u00e3o tenho esse percurso\u2026 Houve quem dissesse que para se ser fadista era necess\u00e1rio ter-se nascido em Lisboa e cantar-se numa casa de fados\u2026\u201d<br \/>\nDos novos aprecia Mariza, Am\u00e9lia Muge, K\u00e1tia Guerreiro e Caman\u00e9. Poetas: Pedro Homem de Melo e David Mour\u00e3o-Ferreira. E as vozes de Sarah Vaughan e Billie Holiday.<br \/>\nAinda Am\u00e1lia: \u201cJ\u00e1 na fase da sua decad\u00eancia, quando corria o boato de que ela n\u00e3o gostava de ouvir cantar mulheres, a sensa\u00e7\u00e3o que isso me deixou foi de que se eu estivesse a come\u00e7ar nessa altura nem sei se conseguiria prosseguir. Quando se venera um \u00eddolo, e ouvindo essas coisas, pensava que deveria haver alguma restri\u00e7\u00e3o\u2026\u201d.<br \/>\nMas considera-se parte de um legado da grande fadista, com quem aprendeu \u201ca contar hist\u00f3rias, que \u00e9 o mais importante\u201d. O tra\u00e7o fundamental do seu car\u00e1cter como cantora \u00e9 o romantismo.<\/p>\n<p>Nada Foi Encenado<br \/>\nNo hospital de \u00c9vora, onde exerce medicina, cura os males do corpo. Com a voz cura os males do esp\u00edrito. K\u00e1tia Guerreiro, m\u00e9dica de profiss\u00e3o, canta o fado. Antes cantou num rancho folcl\u00f3rico dos A\u00e7ores, onde interpretou pela primeira vez \u201cAmar, amar\u201d, com poema de Florbela Espanca, \u201cque a Teresa Silva Carvalho cantava\u201d, e no grupo \u201cOs Charruas\u201d, passando ainda pela Tuna M\u00e9dica de Lisboa. Em Outubro do ano passado esteve no Coliseu dos Recreios, no espect\u00e1culo \u201cuma Vela por Am\u00e1lia\u201d.<br \/>\nDeu voz a dois fados, de Am\u00e1lia: \u201cAmor de mel, amor de fel\u201d e \u201cBarco Negro\u201d. Teresa Silva Carvalho, Maria Teresa de Noronha e Caman\u00e9, e os poetas Cam\u00f5es, Sophia de Melo Breyner, Fernando Pessoa e \u201cuma grande amiga\u201d, Maria Lu\u00edsa Baptista incluem-se na lista das suas prefer\u00eancias.<br \/>\nNessa ocasi\u00e3o, no Coliseu, estarreceu pela voz e pela extraordin\u00e1ria semelhan\u00e7a f\u00edsica com a diva. Aceita as compara\u00e7\u00f5es, mas esclarece que \u201cnada foi encenado\u201d: \u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0s minhas express\u00f5es, \u00e0 minha forma de franzir as sobrancelhas, \u00e9 a minha maneira de estar no palco, de cantar, quando sinto n\u00e3o estou a pensar no que estou a fazer, naquilo que as pessoas poder\u00e3o estar a ver. Canto com o corpo inteiro, se h\u00e1 coincid\u00eancias ou n\u00e3o\u2026 nunca andei a observar a Am\u00e1lia\u2026 sempre cantei assim\u2026 a \u00fanica coisa que posso dizer \u00e9 que sinto muito em mim a Am\u00e1lia quando estou a cantar\u2026\u201d<br \/>\nDefine-se como \u201ctradicionalista\u201d: \u201cNo fado, n\u00e3o se pode mudar nada. O que \u00e9, \u00e9. Depois h\u00e1 varia\u00e7\u00f5es\u2026\u201d. \u201cFado Maior\u201d, o seu disco de estreia, mostra uma cantora \u201capaixonada\u201d que canta \u201cos amores ardentes e os desamores, as paix\u00f5es e as desaven\u00e7as, o des\u00e2nimo, a luta, a solid\u00e3o, a alegria\u201d.<\/p>\n<p>Um Mist\u00e9rio<br \/>\nDas cinco, apenas Ana Sofia Varela, natural de Santar\u00e9m, ainda n\u00e3o lan\u00e7ou nenhum \u00e1lbum. Mas n\u00e3o vai ser necess\u00e1rio esperar muito. \u201cAna Sofia Varela\u201d sair\u00e1 em Setembro. Para j\u00e1 a sua voz magn\u00edfica pode ser apreciada num single com dois temas, um deles, \u201cQuem canta na minha voz\u201d, com letra de Jo\u00e3o Monge e m\u00fasica de Rui Veloso. Presen\u00e7a regular no Clube do Fado, participou no espect\u00e1culo \u201cUma Vela Por Am\u00e1lia\u201d. Canta desde crian\u00e7a. Come\u00e7ou por Am\u00e1lia e Nuno da C\u00e2mara Pereira, aprendendo cedo a \u201cdobrar a voz\u201d. A participa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 tr\u00eas anos, no espect\u00e1culo \u201cDe Sol a Lua\u201d abriu-lhe as portas da profissionaliza\u00e7\u00e3o, depois de uma s\u00e9rie de presen\u00e7as no concurso Grandes Noites do Fado. \u00c9 uma das vozes convidadas do \u00e1lbum \u201cA Guitarra e Outras Mulheres\u201d, de Ant\u00f3nio Chainho. Participou ainda numa das edi\u00e7\u00f5es do Festival das M\u00fasicas e dos Portos. Gosta de Luc\u00edlia do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Teresa Silva Carvalho e, da nova gera\u00e7\u00e3o, K\u00e1tia Guerreira, Caman\u00e9, Joana Amendoeira. E de Am\u00e1lia, \u201cdemasiado grande\u201d e aquela que lhe \u201cabriu as portas\u201d. \u201cGaivota\u201d, \u201cBarco Negro\u201d, \u201cAmor de Mel\u2026\u201d s\u00e3o alguns dos fados que continua a cantar, apesar de, recentemente, ter arriscado a escrita das suas pr\u00f3prias composi\u00e7\u00f5es. O disco \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de \u201cum dos seus sonhos mais fortes\u201d. Embora considere que o fado n\u00e3o possa mudar muito \u2013 \u201co que muda s\u00e3o as interpreta\u00e7\u00f5es\u201d \u2013 na disputa te\u00f3rica que se vai travando entre tradicionalistas e revolucion\u00e1rios, Ana Sofia Varela refugia-se, declarando-se \u201ccentrista\u201d. \u201cTristeza\u201d, \u201cmelancolia2 e \u201calegria\u201d s\u00e3o os principais estados de alma que a levam a cantar. N\u00e3o arrisca procurar mais fundo uma explica\u00e7\u00e3o para a m\u00fasica que a arrebata: \u201cO fado \u00e9 um mist\u00e9rio\u201d.<br \/>\nJoana Amendoeira \u00e9 a mais nova. Mas aos 18 anos, j\u00e1 gravou dois \u00e1lbuns, \u201cOlhos Garotos\u201d e \u201c(Aquela Rua)\u201d. Come\u00e7ou a cantar aos 8, fados do Nuno da C\u00e2mara Pereira. Em casa ouvia Am\u00e1lia, Jo\u00e3o Braga, Carlos do Carmo\u2026 Cantou na Grande Noite do Fado e em \u201cuma Vela por Am\u00e1lia\u201d. A partir da\u00ed nunca mais parou. Am\u00e1lia alimenta-a de \u201cemo\u00e7\u00f5es\u201d. Dela canta de prefer\u00eancia \u201cfados pouco conhecidos\u201d. Luc\u00edlia do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Carlos do Carmo, Herm\u00ednia Silva e Caman\u00e9 \u201calimentam-na\u201d igualmente. David Mour\u00e3o-Ferreira e Pedro Homem de Mello voltam a ser citados como poetas predilectos. Nos seus discos Joana Amendoeira espera que as pessoas vejam que \u201cn\u00e3o est\u00e1 a imitar ningu\u00e9m\u201d e \u201cuma fadista que canta v\u00e1rios sentimentos, al\u00e9m da tristeza\u201d. Aos 18 anos pode ser-se triste? Joana abre um sorriso largo, luminoso. Estava dada a resposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>20.07.2001 Novas Fadas K\u00e1tia | Ana Sofia | Cristina | Mafalda | Joana Cinco vozes fabulosas, cinco herdeiras de Am\u00e1lia que dela assimilaram a for\u00e7a interior e para al\u00e9m dela apresentam originalidade, e nuances de um brilho que \u00e9 tamb\u00e9m mist\u00e9rio. LINK A hist\u00f3ria come\u00e7a h\u00e1 muitos anos atr\u00e1s, perdendo-se na noite dos tempos. 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