{"id":1590,"date":"2010-02-18T06:11:42","date_gmt":"2010-02-18T13:11:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1590"},"modified":"2010-02-18T06:11:42","modified_gmt":"2010-02-18T13:11:42","slug":"procol-harum-a-whiter-shade-of-pale-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/18\/procol-harum-a-whiter-shade-of-pale-conj\/","title":{"rendered":"Procol Harum &#8211; A Whiter Shade Of Pale (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>16.10.1998<br \/>\nPorco Doce<br \/>\nSaber conviver com o passado pode ser um exerc\u00edcio salutar. Ainda para mais quando algumas das fatias antigas do bolo pop surgem limpas e remo\u00e7adas por cuidadas remasteriza\u00e7\u00f5es. Os anos 70 continuam a dar li\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/procolHarum_WhiteShadePale.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/procolHarum_WhiteShadePale-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"procolHarum_WhiteShadePale\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1591\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/procolHarum_WhiteShadePale-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/procolHarum_WhiteShadePale-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/procolHarum_WhiteShadePale.jpg 333w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/234370127\/PH-awsop.part1.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/234385824\/PH-awsop.part2.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 2)<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Mb3iPP-tHdA&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Mb3iPP-tHdA&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Em 1967, o ano do \u201cVer\u00e3o do amor\u201d, a pop descobriu o poder do sexo, das drogas e do sonho. Os Beatles, com \u201cSgt. Pepper\u2019s\u201d, n\u00e3o deixaram respirar mais ningu\u00e9m do lado de c\u00e1 do Atl\u00e2ntico. S\u00e3o Francisco e as bandas da \u201cWest Coast\u201d. Grateful Dead, Jefferson Airplane, Quicksilver Messenger Service reinavam do outro. Em Inglaterra, os Procol Harum aparecem sem aviso com \u201cA Whiter Shade Of Pale\u201d, cujo \u201chit\u201d com o mesmo nome era inspirado numa melodia de Bach. Aguentaram-se nos anos vindouros, experimentando novos sons em \u201cShine on Brightly\u201d. Aqui variavam entre os \u201cblues\u201d levemente psicad\u00e9licos e as car\u00edcias do \u00f3rg\u00e3o Hammond de Gary Brooker, coloridos pela poesia de Terry Reid. Outros tmas a reter: \u201cConquistador\u201d, \u201cSomething following me\u201d, \u201cKaleidoscope\u201d e \u201cSalad Days (are ere again)\u201d. Edi\u00e7\u00e3o mono, em digipak, com quatro temas extra, incluindo o lado A do single \u201cHomburg\u201d. (Repertoire, import. Virgin, 7).<\/p>\n<p>Mick Abrahams foi guitarrista dos Jethro Tull antes de abandonar este grupo para formar os Blodwin Pig, uma das bandas mais injustamente ignoradas da M\u00fasica Progresiva. \u201cAhead Rings Out\u201d, de 1969, estabelece uma alian\u00e7a poderosa do \u201crhythm\u2019n\u2019blues\u201d com o rock progressivo onde pontificavam o saxofone e os arranjos para sopros de Jack Lancaster (que tamb\u00e9m tocava flauta, trompa e violino el\u00e9ctrico). Imagine-se uma variante poss\u00fa\u00edda pelo del\u00edrio dos Chicago e dos Blood, Sweat &#038; Tears, ou a fase \u201cBare Wires\u201d, de John Mayall com os Bluesbreakers. Destaque para o instrumental \u201cThe Moderna Alchimist\u201d, pelo arrojo do discurso jazz\u00edstico. O segundo e \u00faltimo \u00e1lbum dos Blodwin Pig, \u201cGetting to This\u201d, de 1970, expande-se com a mesma for\u00e7a. Os arranjos tornam-se mais complexos mas a energia que irradiam n\u00e3o \u00e9 menor que a do primeiro \u00e1lbum. Al\u00e9m dos sopros de Jack Lancaster, sempre em proemin\u00eancia, abundam os efeitos de est\u00fadio, como nos oito minutos de \u201cSan Francisco sketches\u201d. Mas a j\u00f3ia da coroa \u00e9 \u201cSee my way2, uma can\u00e7\u00e3o de \u201chard rock\u201d que ilustra todo o esp\u00edrito de uma \u00e9poca. (BGO, import. Megam\u00fasica, 8 e 8).<\/p>\n<p>Muito antes de se tornarem reis da sequencia\u00e7\u00e3o e embaixadores da m\u00fasica electr\u00f3nica no mundo, gra\u00e7as ao bom acolhimento internacional de \u201cPhaedra\u201d e \u201cRubycon\u201d, os Tangerine Dream eram uma das bandas que mais longe levara o experimentalismo da escola teut\u00f3nica de Berlim. No seu \u00e1lbum de estreia, \u201cElectronic Meditation\u201d, editado em 1970, estava longe o registo planante que viria a impor-se gradualmente a partir do \u00e1lbum seguinte, \u201cAlpha Centauri\u201d, e se consolidaria nos seguintes, \u201cZeit\u201d e \u201cAtem\u201d. Em \u201cElectronica Meditation\u201d vingavam a est\u00e9tica de colis\u00e3o num \u201cfree-rock\u201d c\u00f3smico determinado pela guitarra psicad\u00e9lica (que Julian Cope considera ter ido mais longe que qualquer das \u201cacid jams\u201d das bandas californianas da \u00e9poca) de Edgar Froese e pela batida angular de Klaus Schulze. A tecla espacial era conferida pelo \u00f3rg\u00e3o electr\u00f3nico de Conrad Schnitzler, a contrastar com o industrialismo sufocante que punha em pr\u00e1tica nos Kluster, ao lado de Dieter Moebius e Joachim Roedelius. De \u201cJourney through a burning brain\u201d a \u201cCold smoke\u201d, \u201cElectronic Meditation\u201d \u00e9 a trip de um c\u00e9rebro em combust\u00e3o que d\u00e1 a conhecer as entranhas antidiluvianas do \u201cKosmische rock\u201d. (Castle Communications, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8).<\/p>\n<p>De sa\u00edda da folk estavam os Strawbs, depois de Sandy Denny (que participara em \u201cAll our Own Work, de 1967) trocar o grupo pelos Fairport Convention e com a entrada, no \u00e1lbum anterior, ao vivo, \u201cJust a Collection of Antiques &#038; Curios\u201d, de Rick Wakeman, nos teclados. Forjados no mesmo molde dos Fairport, Steeleye Span e Pentagle, os Strawbs sofriam, por\u00e9m, de uma certa indefini\u00e7\u00e3o e de uma queda para o sinfonismo que descaracterizaram a sua m\u00fasica a partir de \u201cHero &#038; Heroine\u201d. Mas em \u201cFrom the Witchwood\u201d, de 1971, o grupo encontrava-se no auge, reunindo uma colec\u00e7\u00e3o de selos ilustrados que encaixavam \u00e0s mil maravilhas no \u201cvibrato\u201d e teatralidade inatas de David Cousins, uma voz em muitos aspectos semelhante \u00e0 de Peter Gabriel. Podemos, de resto, tomar os Genesis como exemplo das projec\u00e7\u00f5es fantasm\u00e1ticas que emanavam da caixa-de-m\u00fasica de \u201cFrom the Witchwood\u201d, recordando pe\u00e7as como \u201cHarlequin\u201d e \u201cFor absent friends\u201d, do \u00e1lbum \u201cNursery Crime\u201d. Junte-se a esses recortes de gravuras antigas o imagin\u00e1rio e as lendas folk, a par do virtuosismo, aqui plenamente dominado, de Wakeman. \u201cFrom the Witchwood\u201d \u00e9 uma galeria de vitrais atravessados pela luz de um duende. \u201cBursting at the Seams\u201d, de 1973, editado a seguir a \u201cGrave New World\u201d, j\u00e1 com Blue Weaver (ex-Amen Corner) no lugar de Rick Wakeman, resvala para o tipo de can\u00e7\u00f5es que ficam facilmente nos ouvidos, sendo considerado o primeiro disco \u201crock\u201d dos Strawbs, que nesta altura eram j\u00e1 presen\u00e7a regular nas \u201ccharts\u201d inglesas. O melhor exemplo \u00e9 \u201cLay Down\u201d, cuja edi\u00e7\u00e3o em single se tornou num enorme sucesso. O tema, que recorre a cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, nasceu na estrada, da ingest\u00e3o de cogumelos alucinog\u00e9neos que algu\u00e9m atirara para dentro de uma lata de sopa. \u201cFrom the Witchwood\u201d e \u201cBursting the Seams\u201d (com tr\u00eas temas extras) surgem pela primeira vez remasterizados, notando-se uma not\u00e1vel melhoria de som em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s edi\u00e7\u00f5es japonesas anteriormente dispon\u00edveis no mercado. (A&#038;M, import. Lojas Valentim de Carvalho, 9 e 7).<\/p>\n<p>\u201cBerlin\u201d \u00e9 a obra-prima de Lou Reed que, tamb\u00e9m aqui pela primeira vez, aparece remasterizada e com uma capa decente, que inclui fabulosas fotografias da mesma s\u00e9rie da capa. Disco que antecipa o fim de um mundo, celebrando as suas ex\u00e9quias com o esplendor de um ritual, come\u00e7a com um brinde e acaba em trag\u00e9dia, no palco de Berlim, \u201cby the wall\u201d, s\u00edmbolo de uma fronteira que o ex-Velvet Underground procurava nessa altura ultrapassar, montado na hero\u00edna. \u201cLady day\u201d, \u201cMan of good fortune\u201d, \u201cCaroline says\u201d, \u201cThe kids\u201d, s\u00e3o as can\u00e7\u00f5es de um amor sem esperan\u00e7a emborcado com sofreguid\u00e3o. Nesse cabar\u00e9 da morte que se extingue s\u00e3o apagadas as mesmas velas. \u201cThe bed\u201d: \u201cThis is the place where she lay her head \/ and this is the place our children was conceived \/ candles in the room brightly at night \/ And this is the place where she cut her wrists \/ that odd and fateful night\u201d. Em surdina e devagar, sangrando por uma guitarra ac\u00fastica, em busca de lenitivo atrav\u00e9s de uma orquestra\u00e7\u00e3o que acena de longe e cresce at\u00e9 tornar a dor insuport\u00e1vel. Tudo termina com uma \u201cSad Song\u201d, que \u00e9 um hino e um exorcismo. Fica a imagem de um retrato. \u201cI Thought she was Mary, queen of the scotts&#8230;\u201d. (RCA, import. Virgin, 10)<\/p>\n<p>\u201cThe Wind Rises\u201d (t\u00edtulo ingl\u00eas que substitui o h\u00fangaro, na vers\u00e3o  original, em vinilo, de 1987, pela Hungaroton), di\u00e1rio electr\u00f3nico de mem\u00f3rias do compositor h\u00fangaro Istv\u00e1n M\u00e1rtha, insere-se numa \u00e1rea difusa da m\u00fasica contempor\u00e2nea que mistura a colagem acusm\u00e1tica (manipula\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es de sons naturais), o ambientalismo e desmontagens \u00e9tnicas, onde cabem nomes como Steeve Moore, Jocelyn Robert, Philip Perkins, Charles W. Vrtacek ou o seu compatrirota Boris Kovac. Religiosidade e experimentalismo unem-se neste sal\u00e3o privado onde, entre outros, entram a cantora M\u00e1rta Sebestyen e o grupo de percuss\u00f5es Amadinda. (Recommended, distri. Ananana, 8).<\/p>\n<p>Dinossauros excelent\u00edssimos, os Deep Purple insistem em mostrar que no seu Parque Jur\u00e1ssico a vida est\u00e1 longe de poder ser considerada extinta. \u201c30: Very Best of\u201d embrulha de novo, a prop\u00f3sito dos 30 anos de carreira do grupo, um punhado de \u00eaxitos da fase mais criativa deste grupo que as gera\u00e7\u00f5es actuais do \u201cheavy metal\u201d veneram como her\u00f3is, dos \u00e1lbuns \u201cFireball\u201d, \u201cDeep Purple in Rock\u201d e \u201cMachine Head\u201d. A estes juntaram-se can\u00e7\u00f5es da fase anterior e mais psicad\u00e9lica (\u201cThe Book of Taliesyn\u201d) e temas dos posteriores \u201cBurn\u201d, \u201cStormbringer\u201d, \u201cPerfect Strangers\u201d, \u201cThe Battle Rages On\u201d e do mais recente \u201cAbandon\u201d, a par de remisturas, como a de \u201cHighway star\u201d, um cl\u00e1ssico do \u201cspeed metal\u201d. (EMI, distri. EMI-VC, 7)<\/p>\n<p>Com \u201cThe OMD Singles\u201d, os Orchestral Manoeuvres In The Dark, sobreviventes dos anos 80, do lado mais pop e comercial da \u201ccold wave\u201d, assinam o ponto com uma colect\u00e2nea dos seus singles de maior sucesso, como \u201cElectricity\u201d, \u201cEnola Gay\u201d, \u201cSouvenir\u201d ou \u201cJoan of Arc\u201d, que repete, praticamente, o alinhamento do anterior \u201cBest of\u201d da banda. Excessos de reciclagem&#8230; (Virgin, distri. EMI-VC, 5).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>16.10.1998 Porco Doce Saber conviver com o passado pode ser um exerc\u00edcio salutar. Ainda para mais quando algumas das fatias antigas do bolo pop surgem limpas e remo\u00e7adas por cuidadas remasteriza\u00e7\u00f5es. Os anos 70 continuam a dar li\u00e7\u00f5es. 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