{"id":1562,"date":"2010-02-14T08:52:39","date_gmt":"2010-02-14T15:52:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1562"},"modified":"2010-02-14T08:52:39","modified_gmt":"2010-02-14T15:52:39","slug":"kepa-junkera-bilbao-0000h","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/14\/kepa-junkera-bilbao-0000h\/","title":{"rendered":"Kepa Junkera &#8211; Bilbao 00:00h"},"content":{"rendered":"<p>18.09.1998<br \/>\nWorld<br \/>\nAtl\u00e9tico De Bilbau<br \/>\nKepa Junkera<br \/>\nBilbao 00:00h (8)<br \/>\n2xCD Resistencia, distri. Movieplay<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/kepaJunkera_Bilbao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/kepaJunkera_Bilbao.jpg\" alt=\"\" title=\"kepaJunkera_Bilbao\" width=\"250\" height=\"265\" class=\"alignnone size-full wp-image-1563\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/freakshare.net\/files\/szca6q38\/1998_-_Bilbao_00-00h-28-28pokersponsorship.com.ar-29-29.rar.html\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tsu7unybvOI&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/tsu7unybvOI&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cAs cidades nasceram para tapar o medo e fugir da saudade, mas acabaram por criar um medo e uma saudade mais fundos, mais incompreens\u00edveis\u201d, escreve Xabier Rekalde a prop\u00f3sito do novo \u00e1lbum do mestre da \u201ctrikitixa\u201d basca, Kepa Junkera, dedicado \u00e0 cidade de Bilbau, uma das principais do Pa\u00eds Basco. Mas Bilbau \u00e9 tamb\u00e9m uma urbe \u201ccom respira\u00e7\u00e3o\u201d, das \u201cque se fazem e desfazen segundo o \u00e2nimo dos seus habitantes\u201d. \u00c9 ainda \u201cuma cidade com m\u00fasica, a m\u00fasica que sai da terra e que chega pela l\u00edngua do mar, trazendo palavras novas\u201d.<br \/>\n\u00c9 este trabalho de perp\u00e9tua renova\u00e7\u00e3o de um fundo territorial e an\u00edmico aquele a que Kepa Junkera se dedica em \u201cbilbau 00:00h\u201d. todos os que tiveram a oportunidade de escutar este m\u00fasico (ao vivo, no Interc\u00e9ltico deste ano, como convidado dos La Musgana ou em colabora\u00e7\u00e3o com o portugu\u00eas J\u00falio Pereira, em \u201cLau Eskutara\u201d) verificaram que Junkera est\u00e1 longe de ser um ortodoxo, sendo a sua atitude a do \u201cvirtuose\u201d que procura alargar tanto as fronteiras do seu instrumento, o acorde\u00e3o diat\u00f3nico, como das pr\u00f3prias concep\u00e7\u00f5es enraizadas na tradi\u00e7\u00e3o basca.<br \/>\nNeste aspecto, \u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 uma viagem por estilos e encontros v\u00e1rios, com outros m\u00fasicos e outras tradi\u00e7\u00f5es que, sabendo manter uma integridade art\u00edstica intoc\u00e1vel, n\u00e3o esconde a sua preocupa\u00e7\u00e3o em atingir faixas alargadas de mercado. Neste aspecto \u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 um pouco o equivalente basco da \u201cIrmandade das Estrelas\u201d do galego Carlos Nunez, sobretudo pela inimagin\u00e1vel lista de convidados ilustres. A Bilbau chegaram para gravar com Kepa Junkera os canadianos La Bottine Souriante, Justi Vali, de Madag\u00e1scar, Jaime Munoz e Carlos Beceiro, dos La Musgana, o pr\u00f3prio Carlos Nunez e outro gigante da gaita galega, Xos\u00e9 Manuel Budino (juntos no tema \u201cFasio &#038; lurra-terra\u201d9, Dulce Pontes, Paddy Moloney, dos Chieftains e Ibon Koteron (mago da \u201calboka\u201d, instrumento de sopro tradicional do Pa\u00eds Basco, com a forma de corno). Mas h\u00e1 mais: Phil Cunningham, dos escoceses Silly Wizard, Luis Delgado, Mairtin O\u2019Connor (outro mago do acorde\u00e3o, este irland\u00eas), Liam O\u2019Flynn, o prodigioso executante de \u201cuillean pipes\u201d e um dos fundadores dos Planxty, Alasdair Fraser, Luis Pastor, Javier Paxarino e a institui\u00e7\u00e3o basca, Oskorri.<br \/>\nDestaque para a participa\u00e7\u00e3o de Anders Stake, Hallbus Totte Mattson e Bj\u00f6rn Tollin, ou seja, os Hedningarna, que conferem um \u201cswing\u201d infernal, atrav\u00e9s das suas sanfonas e gaita sueca, a \u201cBok-Eskop\u201d. Kepa Junkera e Mairtin O\u2019Connor dialogam numa valsa basco-irlandesa sobrevoada pela flauta de Phil Cunningham, em \u201cMuskerraren balsa &#038; La balso de Combouscuro\u201d. E que del\u00edcia escutar o timbre e modula\u00e7\u00f5es das \u201cuillean pipes\u201d de Liam O\u2019Flynn, e da gaita galega de Xos\u00e9 Manuel Budino, respectivamente, em \u201cGesala\u201d e \u201cGaztelugatxeko martxa\u201d. \u201cFalyfaly\u201d, a abrir o segundo disco, apresenta uma sucess\u00e3o de solos por Justin Vali (valiha), Mairtin O\u2019Connor (acorde\u00e3o), Carlos Nunez (flauta), Alasdair Fraser (violino), Phil Cunningham (acorde\u00e3o), B\u00e9la Fleck (banjo), Michel Bordeleau (sapateado) e Yves Lambert (voz).<br \/>\n\u00c1frica, Pa\u00eds Basco, Irlanda, Esc\u00f3cia, Fran\u00e7a e Galiza juntam-se para formar uma na\u00e7\u00e3o de novos sons. \u201cA que \u00e9 que podemos chamar \u2018nosso\u2019?\u201d, pergunta Kepa, a prop\u00f3sito deste tema, respondendo em seguida: \u201cAo que faz reconhecermo-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios em cada coisa.\u201d<br \/>\n\u201cn\u00e3o h\u00e1 maior alegria\u201d, cita, \u201cdo que comprovar as semelhan\u00e7as entre dois estrangeiros\u201d. Eis anunciada a na\u00e7\u00e3o da verdadeira \u201cworld music\u201d, n\u00e3o como uma sopa sem cora\u00e7\u00e3o nem cabe\u00e7a, mas como lugar de di\u00e1logo e de partilha de diferen\u00e7as que bailam entre si.<br \/>\n\u201cBilbao 00:00h\u201d \u00e9 uma impressionante paleta de paisagens sonoras, nas quais cada forma\u00e7\u00e3o instrumental determina o respectivo estilo e ambiente. N\u00e3o se trata, em qualquer caso, de um disco de m\u00fasica tradicional (embora os veios mais fundos da tradi\u00e7\u00e3o estejam presentes&#8230;), mas de uma explora\u00e7\u00e3o dos seus limites e do seu correspondente imagin\u00e1rio contempor\u00e2neo, atrav\u00e9s de desenvolvimentos formais em que o termo \u201cfus\u00e3o\u201d n\u00e3o se torna descabido.<br \/>\n\u00c9 sobretudo ao n\u00edvel r\u00edtmico que Kepa Junkera mant\u00e9m essa liga\u00e7\u00e3o a um registo \u00e9tnico, basco ou n\u00e3o, sobre o qual se sobrep\u00f5em os c\u00f3digos de geografias e discursos est\u00e9ticos t\u00e3o d\u00edspares como os atr\u00e1s enunciados. \u201cBilbao 00:00h\u201d consegue esse prod\u00edgio de unificar um mundo de corrdenadas musicais que aqui se acolhem sob a universalidade da cidade de Bilbau e dessa sua permanente respira\u00e7\u00e3o vivificada por diversas culturas. Kepa Junkera ganhou uma aposta arriscada, conseguindo com \u201cBilbao 00:00h\u201d uma proeza atl\u00e9tica de monta. A edi\u00e7\u00e3o do disco \u00e9 apresentada sob a forma de livro, com imagens e textos que completam, da melhor forma, a diversidade da m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18.09.1998 World Atl\u00e9tico De Bilbau Kepa Junkera Bilbao 00:00h (8) 2xCD Resistencia, distri. 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