{"id":1559,"date":"2010-02-13T09:39:26","date_gmt":"2010-02-13T16:39:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1559"},"modified":"2010-02-13T09:39:26","modified_gmt":"2010-02-13T16:39:26","slug":"bang-on-a-can-music-for-airports","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/13\/bang-on-a-can-music-for-airports\/","title":{"rendered":"Bang On A Can &#8211; Music For Airports"},"content":{"rendered":"<p>11.09.1998<br \/>\nCl\u00e1ssica<br \/>\nM\u00fasica Para Levantar Voo<br \/>\nBang On A Can<br \/>\nMusic For Airports (7)<br \/>\nPoint Music, distri. Polygram<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/bangOnACan_MusicForAirports.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/bangOnACan_MusicForAirports-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"bangOnACan_MusicForAirports\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1560\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/bangOnACan_MusicForAirports-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/bangOnACan_MusicForAirports-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/bangOnACan_MusicForAirports.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/250426228\/bang_on_a_can___music_for_airports_brian_eno.part1.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/250440920\/bang_on_a_can___music_for_airports_brian_eno.part2.rar\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Parte 2)<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DOJQdDGEPeM&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/DOJQdDGEPeM&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Est\u00e1 registado nas Estat\u00edsticas: \u201c1\/1\u201d (16.39) \u201c2\/1\u201d (8.25, \u201c1\/2\u201d (11.36), \u201c2\/2\u201d (9.38). Esta sequ\u00eancia de n\u00fameros, correspondente \u00e0s quatro faixas e respectivas dura\u00e7\u00f5es de \u201cMusic For Airports\u201d tornou-se no paradigma de toda a m\u00fasica ambiental, cujas deriva\u00e7\u00f5es actuais, do \u201cchill-out\u201d \u00e0 \u201csombient\u201d, passando pela \u201cnew age\u201d, n\u00e3o cessam de dar raz\u00e3o a quem reconheceu, \u00e0 \u00e9poca da sua composi\u00e7\u00e3o, em 1978, a import\u00e2ncia de uma concep\u00e7\u00e3o est\u00e9tica onde muitos n\u00e3o quiseram ver mais do que uma modalidade sofisticada de \u201cmuzak\u201d, ou seja, simples m\u00fasica de fundo.<br \/>\nBrian Eno escreveu \u201cMusic For Airports\u201d em 1978, dois anos depois da eclos\u00e3o do \u201cpunk\u201d e um ano depois da sua colabora\u00e7\u00e3o com David Bowie, em \u201cLow\u201d. \u00c9 verdade que em \u201cLow\u201d, e em particular ao longo de todo o lado dois do disco, est\u00e3o j\u00e1 presentes, sob uma forma mutante, as corrdenadas da m\u00fasica ambiental. Mas \u201cLow\u201d era uma missa negra que torcia a Kozmisch\/industrial music da escola alem\u00e3 de D\u00fcsseldorf (Neu!, Kraftwerk) at\u00e9 a transfromar num espectro apocal\u00edptico. O que tra\u00eda uma das regras essenciais da \u201cAmbient music\u201d, de nunca, em momento algum, se impor \u00e0 aten\u00e7\u00e3o do ouvinte. A posterior colabora\u00e7\u00e3o entre Eno e Bowie, \u201cHeroes\u201d, aventua, ali\u00e1s, o pagamento desta d\u00edvida, ao incluir uma faixa, \u201cV-2 Schneider\u201d, que \u00e9 uma homenagem a um dos elementos dos Kraftwerk, Florian Schneider.<br \/>\n\u201cMusic For Airports\u201d pode ainda reivindicasr como antepassados directos outros dois momentos na obra do seu compositor: \u201cNo Pussyfooting\u201d e \u201cEvening Star\u201d, frutos da colabora\u00e7\u00e3o de Eno com o guitarrista Robert Fripp, respectivamente de 1973 e 1975, de \u201cDiscreet Music\u201d, trabalho a solo do ex-Roxy Music, igualmente de 1975, qualquer deles percursores da actual corrente da chamada \u201csystem music\u201d. Mas ainda aqui o lado abstracto confundia-se com o conceito de aleatoriedade, faltando, tanto na combina\u00e7\u00e3o das \u201cFrippertronics\u201d da guitarra do ex-King Crimson com as fitas magn\u00e9ticas e \u201cloops\u201d de Eno, como sistema de ciclos fechados de \u201cinput\u201d perp\u00e9tuo entre gravadores de \u201cDiscreet Music\u201d, o factor humanista que \u00e9 determinante em \u201cmusic for Airports\u201d.<br \/>\nClaro que as premissas est\u00e9ticas de uma m\u00fasica sem princ\u00edpio nem fim onde os sons  gravados se harmonizavam com os ru\u00eddos circundantes, constituindo uma unidade de movimento musical que, idealmente, deveria ser perp\u00e9tuo, estavam j\u00e1 enunciadas em \u201cDiscreet Music\u201d que, por sua vez, n\u00e3o passava de uma extens\u00e3o, caucionada pelo passado pop do m\u00fasico, do conjunto de doutrinas veiculadas nos anos 60 pelo papa do minimalismo La Monte Young, no seu \u201cTeatro de M\u00fasica Eterna\u201d. Quanto ao lado n\u00e3o-intrusivo, ou decorativo, da \u201cAmbiente Music\u201d, recorde-se que, j\u00e1 no in\u00edcio do s\u00e9culo, Erik Satie preconizava que as suas \u201cGymnop\u00e9dies\u201d fossem escutadas ao mesmo tempo que se comia uma refei\u00e7\u00e3o, de maneira a que as notas musicais se misturassem com o barulho dos garfos e das facas.<br \/>\n\u201cMusic for Airports\u201d era, contudo, um objecto \u201carty\u201d, como os ingleses dizem, envolvido numa embalagem e num conceito minimalistas e num certo ar de mist\u00e9rio cabal\u00edstico. O a\u00b4lbum constituiu o primeiro de quatro volumes da s\u00e9rie \u201cAmbient\u201d (no prolongamento da anterior s\u00e9rie \u201cnegra\u201d da colec\u00e7\u00e3o Obscure), juntamente com os posteriores \u201cThe Plateaux of Mirror\u201d, de Harold Budd com Eno, \u201cDay of Radiance\u201d, de Laraaji, e, de novo, Brian Eno, com \u201cOn Land\u201d, \u00e1lbum que se pode considerar como complemento tel\u00farico da atmosfera rarefeita de \u201cMusic For Airports\u201d (Eno sairia para fora da estratosfera, atingindo a imponderabvilidade do Cosmos, em \u201cApollo: Atmospheres &#038; Soundtracks\u201d, outro dos monumentos da m\u00fasica ambiental).<br \/>\nPara a estat\u00edstica fica ainda a nota de \u201c1\/1\u201d ter sido composto de parceria com Robert Wyatt e com o engenheiro de som, Rhett Davies. Na produ\u00e7\u00e3o de \u201c2\/2\u201d encontra-se o nome de Conny Plank, o alem\u00e3o sem o qual o \u201ckrautrock\u201d nunca teria existido.<br \/>\nVinte anos depois da edi\u00e7\u00e3o original de \u201cMusic for Airports\u201d d\u00e1-se o golpe de teatro. De pe\u00e7a de m\u00fasica que parecia irredut\u00edvel a qualquer processo de escrita e interpreta\u00e7\u00e3o convencionais, \u201cMusic For Airports\u201d passa a fazer parte do report\u00f3rio \u201ccl\u00e1ssico\u201d (ou contempor\u00e2neo, como lhe queiram chamar) erudito, atrav\u00e9s da sua apropria\u00e7\u00e3o pe\u00e7os Bang On A Can, grupo cuja designa\u00e7\u00e3o trai a forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica dos seus elementos, \u201cAll-stars\u201d, como se auto-intitula, do circuito norte-americano da m\u00fasica contempor\u00e2nea. A Maya Beiser, (violoncelo), Robert Black (baixo), Lisa Moore (piano e teclados), Steven Schick (percuss\u00e3o), Mark Stewart (n\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 esse em que alguns estar\u00e3o a pensar, dos Mafia&#8230;, guitarra el\u00e9ctrica) e Evan Ziporyn (clarinete e baixo clarinete) deparou-se a tarefa de fazer a transposi\u00e7\u00e3o de uma obra aberta, na apar\u00eancia flutuante, para uma combina\u00e7\u00e3o e arquitectura instrumentais mais ricas, sem cair na armadilha do compasso. Dessa transcri\u00e7\u00e3o para a pauta do ensemble foram respons\u00e1veis Ziporyn, Julia Wolfe, David Lang e Michael Gordon. Este \u00faltimo garante que Eno, ao contr\u00e1rio da aparente liberdade de que as notas em suspens\u00e3o da sua \u201cMusic For Airports\u201d parecem gozar, procedeu a um meticuloso trabalho de montagem, trocando a ordem das diversas sec\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, para evitar qualquer tipo de cristaliza\u00e7\u00e3o, recorreram a um truque: em cada 40 segundos surge nos auscultadores dos executantes um sinal sonoro que funciona como detonador para o in\u00edcio de um novo ciclo de notas.<br \/>\n\u201cMusic For Airports\u201d, na sua nova vers\u00e3o, j\u00e1 foi apresentada mais de vinte vezes ao vivo em diversos locais, entre os quais, o aeroporto de Stansted, perto de Londres, um dos preferidos de Brian Eno. A reac\u00e7\u00e3o de Eno ao trabalho dos Bang On A Can revela um misto de apre\u00e7o e de mod\u00e9stia: \u201cO meu disco soa como uma maqueta do vosso!\u201d. Eno distingue na nova vers\u00e3o uma maior componente emocional e compara as duas leituras a um conto de Jorge Lu\u00eds Borges, na qual um escritor, Pierre M\u00e9nard, reescreve na \u00edntegra o \u201cD. Quixote\u201d de Cervantes, sendo as duas obras absolutamente iguais na forma e, contudo, absolutamente distintas nos seus respectivos contextos.<br \/>\nO que \u201cMusic For Airports\u201d, dos Bang On A Can, faz, em rela\u00e7\u00e3o a \u201cMusic For Airports\u201d de Brian Eno, \u00e9 p\u00f4r em relevo a composi\u00e7\u00e3o, contrapondo a no\u00e7\u00e3o de tecido \u00e0 da c\u00e9lula, o tom forte \u00e0 tonalidade esbatida, a pluralidade de timbres \u00e0s \u201cdrones\u201d de sintetizador, c\u00e2nticos celestiais e pingos de piano original.<br \/>\nOs Bang On A Can n\u00e3o escondem a sua admira\u00e7\u00e3o por Brian Eno. Em \u201cMusic For Airports\u201d encontraram, segundo dizem, uma abordagem in\u00e9dita \u00e0 quest\u00e3o: \u201cAt\u00e9 onde \u00e9 que a m\u00fasica pode ir?\u201d. Obviamente, a resposta \u00e9: ao c\u00e9u. A diferen\u00e7a est\u00e1 em que os Bang On A Can levaram o t\u00edtulo demasiado \u00e0 letra e a sua \u201cMusic For Airports\u201d nunca chega verdadeiramente a descolar. \u00c9 que, ao contr\u00e1rio do que julgaram, Brian Eno n\u00e3o levantou voo de avi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11.09.1998 Cl\u00e1ssica M\u00fasica Para Levantar Voo Bang On A Can Music For Airports (7) Point Music, distri. Polygram LINK (Parte 1) LINK (Parte 2) Est\u00e1 registado nas Estat\u00edsticas: \u201c1\/1\u201d (16.39) \u201c2\/1\u201d (8.25, \u201c1\/2\u201d (11.36), \u201c2\/2\u201d (9.38). 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