{"id":1554,"date":"2010-02-12T04:26:50","date_gmt":"2010-02-12T11:26:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1554"},"modified":"2010-02-12T04:26:50","modified_gmt":"2010-02-12T11:26:50","slug":"roy-harper-thedreamsociety","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/12\/roy-harper-thedreamsociety\/","title":{"rendered":"Roy Harper &#8211; Thedreamsociety"},"content":{"rendered":"<p>24.07.1998<br \/>\nRoy Harper<br \/>\nThedreamsociety (6)<br \/>\ned. Science Friction<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/royHarper_TheDreamSociety.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/royHarper_TheDreamSociety-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"royHarper_TheDreamSociety\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1555\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/royHarper_TheDreamSociety-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/royHarper_TheDreamSociety-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/royHarper_TheDreamSociety.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/270756845\/1998_-_The_Dream_Society.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/7VHc13c8O_U&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/7VHc13c8O_U&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cThedreamsociety\u201d, tudo junto, como j\u00e1 acontecera, muitos anos antes, em \u201cBullinamingvase\u201d. A conota\u00e7\u00e3o de palavras num conceito unit\u00e1rio. Uma quest\u00e3o de estilo? Mera bizarria? Senhores, Roy Harper \u00e9 um senhor! Um Dylan brit\u00e2ncio que vem produzindo \u00e1lbuns desde 1967 com uma regularidade impressionante. Talvez por os terrenos em que se movimentou terem fronteiras pouco precisas, nunca gozou do reconhecimento p\u00fablico merecido. Entre uma certa folk contestat\u00e1ria, puls\u00f5es progressivas e um gosto pronunciado por longos (e, para alguns, entediantes) manifestos semideclamados, Harper tornou-se, mesmo assim, um her\u00f3i para muita gente. Para alguns, por, ainda nos anos 50, ter abandonado a for\u00e7a a\u00e9rea inglesa, onde se alistara, alegando insanidade mental, o que o levou, primeiro, a um tratamento psiqui\u00e1trico e, a seguir, \u00e0 pris\u00e3o. Para outros, pela qualidade e originalidade de \u00e1lbuns como \u201cReturn of the Sophisticated Beggar\u201d, \u201cFlat, Baroque and Berserk\u201d, \u201cStormcock\u201d e \u201cLifemask\u201d (ambos com a participa\u00e7\u00e3o de Jimmy Page), \u201cH.Q.\u201d ou o citado \u201cBullinamingvase\u201d, gravado em plena era \u201cpunk\u201d e o \u00fanico a ter, na altura, edi\u00e7\u00e3o portuguesa. Outros ainda reconhecer\u00e3o a voz principal que canta em \u201cHave a Cigar\u201d, uma faixa do \u00e1lbum \u201cWish You Were Here\u201d, dos Pink Floyd (os Floyd retribu\u00edram, tocando um tema de \u201cH.Q.\u201d).<br \/>\nNos anos 80 e 90, a estrela de Roy Harper apagou-se um pouco. Mas n\u00e3o a criatividade. At\u00e9 chegar a esta \u201cdream society\u201d, onde recupera parte da antiga \u201cverve\u201d. Inspirado em certas sociedades, ditas \u201cprimitivas\u201d, cujos sistemas sociais se organizam em torno dos sonhos, Harper parte para um emaranhado filos\u00f3fico que junta o misticismo, a cr\u00edtica e o paralelismo entre essas sociedades de sonhos (para ele, uma sociedade de sonho) e a sociedade contempor\u00e2nea, e a dif\u00edcil arte de relacionamento er\u00f3tico e espiritual entre os dois sexos (tema, ali\u00e1s, recorrente na sua discografia, e de forma marcante em \u201cStormcock\u201d).<br \/>\nO resultado soa a uma mistura do passado (temas longos, longas introdu\u00e7\u00f5es de guitarra, progress\u00f5es mel\u00f3dicas que come\u00e7am calminhas at\u00e9 chegarem a grandes descargas emocionais) com uma tentaiva, em parte conseguida, de regenera\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de uma produ\u00e7\u00e3o sofisticada, can\u00e7\u00f5es \u201cmainstream\u201d algo deslocadas como \u201cPsycopath\u201d e a interven\u00e7\u00e3o vocal de um elemento feminino e adequadamente \u00e9tnico, de Misumi, escolhida em primeiro lugar para interpretar a velha tem\u00e1tica do \u201cboy meets girl\u201d. S\u00f3 que, para Roy Harper, nada pode ser t\u00e3o simples como uma vulgar can\u00e7\u00e3o de amor. H\u00e1 sempre uma simb\u00f3lica e uma loucura subjacentes na forma como transforma qualquer assunto numa quest\u00e3o de vida ou de morte. O mais engra\u00e7ado \u00e9 que, analisando bem, \u00e9, de facto, essa a quest\u00e3o. Quando, logo no in\u00edcio do tema de abertura, escutamos a forma como Misumi canta \u201cMy man\u201d e Roy Harper responde exclamando \u201cWoman!\u201d como se acabssse de ler a obra completa de Kant, sentimo-nos na obriga\u00e7\u00e3o de acompanhar o enredo, necessariamente dram\u00e1tico, at\u00e9 ao fim. Mesmo que tudo acabe num \u201cmake love to me!\u201d n\u00e3o necessariamente filos\u00f3fico. O curioso \u00e9 que a tarefa n\u00e3o \u00e9 desgastante. Sobretudo para quem sente uma certa nostalgia pelos anos 70, \u00e9poca que, afinal, parece n\u00e3o estar t\u00e3o distante assim da fase actual de Roy Harper. A prop\u00f3sito, informa-se que Ian Anderson, dos Jethro Tull, faz aqui uma perninha, na flauta (j\u00e1 agora, para manter ainda mais forte a ilus\u00e3o, literalmente em equil\u00edbrio numa perninha s\u00f3), bem como Ric Sanders, o violinista exibicionista dos mais recentes Fairport Convention e Soft Machine. Faz sentido, hoje, compor e cantar can\u00e7\u00f5es assim? Pelos vistos sim. Quando, como \u00e9 o caso, s\u00e3o feitas com a convic\u00e7\u00e3o do verdadeiro louco iluminado que \u00e9 Roy Harper. Can\u00e7\u00f5es que, de t\u00e3o antigas, quase soam a novidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24.07.1998 Roy Harper Thedreamsociety (6) ed. Science Friction LINK \u201cThedreamsociety\u201d, tudo junto, como j\u00e1 acontecera, muitos anos antes, em \u201cBullinamingvase\u201d. A conota\u00e7\u00e3o de palavras num conceito unit\u00e1rio. Uma quest\u00e3o de estilo? Mera bizarria? Senhores, Roy Harper \u00e9 um senhor! 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