{"id":1530,"date":"2010-02-08T10:21:03","date_gmt":"2010-02-08T17:21:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1530"},"modified":"2010-02-08T10:21:03","modified_gmt":"2010-02-08T17:21:03","slug":"goran-bregovic-ederlezi-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/08\/goran-bregovic-ederlezi-conj\/","title":{"rendered":"Goran Bregovic &#8211; Ederlezi (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>26.06.1998<br \/>\nWorld<br \/>\nQuatro Casamentos E Um Funeral<br \/>\nUma semana de colec\u00e7\u00f5es. De alta costura ou trapos de pronto a despir. Do chique dos Balc\u00e3s ao revivalismo ingl\u00eas, com uma passagem a ferro das fardas c\u00e9lticas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/goranBregovic_Edelezi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/goranBregovic_Edelezi-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"goranBregovic_Edelezi\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1531\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/goranBregovic_Edelezi-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/goranBregovic_Edelezi-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/goranBregovic_Edelezi.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/62173248\/Goran_Bregovic_-_Ederlezi.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AKRCo3347fw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/AKRCo3347fw&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cEderlezi\u201d, subintitulado \u201cCan\u00e7\u00f5es para Casamentos e Funerais\u201d, re\u00fane m\u00fasica composta por Goran Bregovic para bandas sonoras nos \u00faltimos dez anos. Constitui tamb\u00e9m o material de base utilizado pelo compositor servo-croata na sua recente apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo em Portugal. S\u00e3o cinco os excertos de OST (\u201cOriginal soundtrack\u201d) aqui inclu\u00eddos: \u201cO Tempo dos Ciganos\u201d, \u201cArizona Dream\u201d e \u201cUnderground\u201d, todos de Emir Kusturica, com quem Bregovic mant\u00e9m uma s\u00f3lida alian\u00e7a, \u201cA Rainha Margot\u201d, de Patrice Ch\u00e9reau e \u201cToxic Affair\u201d, de Philomene Esposito.<br \/>\nComposi\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio Bregovic de sabor balc\u00e2nico preenchem a maior parte desta colect\u00e2nea, cuja curiosidade maior acba por ser a participa\u00e7\u00e3o de algumas figuras da pop e da world music internacional. Assim temos Iggy Pop a cantar \u201cTV Screen\u201d, num registo tipo Bowie em \u201cCat people\u201d, enfeitado por coros \u00e9tnicos e um toque tecnol\u00f3gico. Ces\u00e1ria \u00c9vora interpreta \u201cAus\u00eancia\u201d, um dos momentos mais belos e deslocados do disco, enquanto a israelita Ofra Haza faz estremecer a voz de emo\u00e7\u00e3o religiosa em \u201cElo hi (anto nero)\u201d. Mas a escolha mais estranha recai no \u201ccrooner\u201d rom\u00e2ntico mais bizarro de toda a hist\u00f3ria do rock, Scott Walker, que, precisamente, \u201ccroona\u201d no seu modo de bar\u00edtono da 5\u00aa dimens\u00e3o em \u201cMan from Reno\u201d. O actor Johnny Depp faz uma narra\u00e7\u00e3o, toda filme negro, em \u201cAmerican Dreamers\u201d.<br \/>\nFora estes momentos de excep\u00e7\u00e3o temos a habitual mistura de fanfarras, baladas e c\u00e2nticos dos ciganos dos Balc\u00e3s, montados umas vezes sem grandes artif\u00edcios, outras apoiadas em orquestra\u00e7\u00f5es, outras ainda programados cirurgicamente na mesa de mistura. Uma cor t\u00edpica para um compositor at\u00edpico. (Mercury, distri. Polygram, 6.)<\/p>\n<p>T\u00edpicos t\u00eam sido ao longo dos \u00faltimos 20 anos os Gwendal, grupo da Bretanha cuja particularidade \u00e9 o facto de gostarem mais de tocar m\u00fasica irlandesa do que da sua terra natal. Gravaram um \u00e1lbum decente em 1976, \u201c\u00c0 Vos D\u00e9sirs\u201d, onde combinavam com ast\u00facia a folk de bombarda, violino e \u201cbiniou\u201d com um jazz nervoso, f\u00f3rmula que estenderam ao m\u00e1ximo no longo tema \u201cMon joli scooter\u201d. A partir da\u00ed estenderam-se. Os sintetizadores entraram a matar, deteriorando progressivamente os \u00e1lbuns posteriores. \u201cAventures Celtiques\u201d (t\u00edtulo original!) \u00e9 uma colect\u00e2nea que teve o bom gosto de seleccionar o lado mais \u201ctrad.\u201d do grupo, incluindo temas que v\u00e3o do \u00e1lbum de estreia de 1974, \u201cIrish Jig\u201d, ao recente \u201cPan Ha Diskan\u201d, de 1994 (vencedor do pr\u00e9mio Charles-Cros). Um tom de conte\u00e7\u00e3o cortado por idiotices como \u201cBee New\u201d e \u201cLe Reggae gai de Gueret\u201d, onde as guitarras el\u00e9ctricas lembram que Alan Stivell n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 na sua dem\u00eancia pimba. Apesar de tudo, um \u00e1lbum simp\u00e1tico, de um grupo teimoso. E um casamento jeitoso. (EMI Music France, distri. EMI-VC, 7.)<\/p>\n<p>\u201cCeltic Voices\u201d e \u201cL\u2019Imaginaire Irlandais\u201d (t\u00edtulos originais!) s\u00e3o duas montras da Keltia, editora institui\u00e7\u00e3o da Bretanha. Mas olhem, estas vozes e este imagin\u00e1rio s\u00e3o quase todos da Irlanda e de outras regi\u00f5es brit\u00e2nicas. Em \u201cCeltic Voices\u201d s\u00e3o temas repescados de diversos \u00e1lbuns de gente como Loreena McKennitt (que, por acaso, \u00e9 canadiana&#8230;), The Iron Horse, Talitha McKenzie, Seamus Begley &#038; Stephen Cooney, Tannas, Capercaillie, John Spillane, Altan, Noir\u00edn Ni Riain, An\u00fana, Karen Matheson e Kila. Pelo meio aparecem timidamente os bret\u00f5es Skolvan e Dan Ar Braz. \u00c9 um disco bonito e, garanto-vos, totalmente c\u00e9ltico.<br \/>\n\u201cL\u00edmaginaire Irlandais\u201d segue a mesma l\u00f3gica estendal. Mistura coisas boas (Donal Lunny, Dervish, uma M\u00e1ire Breatnach irreconhec\u00edvel para melhor, Maighread N\u00ed Dhomhnaill, Mary Bergin, M\u00e1ire N\u00ed Chathasaigh &#038; Chris Newman) com coisas poprockchunga abomin\u00e1veis (Picture House, Naimee Coleman, eleanor McEvoy, Revelino), coisas new age (An\u00fana), coisas country (Sin\u00e9ad Lohan), coisas conhecidas e curiosas (Sin\u00e9ad O\u2019Connor a fazer hip hop), coisas que aprenderam com \u201cRiverdance\u201d (Stockton\u2019s Wing). Enfim, coisas que acontecem quando o mercado pressiona&#8230; Um casamento prec\u00e1rio e um funeral. (Keltia, distri. Megam\u00fasica, 6 e 5.)<\/p>\n<p>Coisas que n\u00e3o acontecem com os Steeleye Span, cuja integridade apenas sofreu ligeiros rombos num passado relativamente recente. \u201cOriginal Masters\u201d \u00e9 um duplo \u00e1lbum e aprimeira edi\u00e7\u00e3o remasterizada de um dos grupos que, nos anos 70, revolucionou o conceito de folk nas ilhas brit\u00e2nicas. Embalado por um grafismo progressivo, ostentando com orgulho um som &#8211; finalmente &#8211; de luxo, a voz de Maddy Prior brilha a grande altura nesta colec\u00e7\u00e3o de preciosidades extra\u00eddas de uma mina cujos veios mais brilhantes abarcam os \u00e1lbuns \u201cPlease to See the King\u201d, \u201cTen Man Mop or Mr. Reservoir Butler Rides Again\u201d, \u201cBelow the Salt\u201d, \u201cParcel of Rogues\u201d, \u201cNow We Are Six\u201d, \u201cCommoner\u2019s Crown\u201d, \u201cAll Around My Hat\u201d, \u201cRocket Cottage\u201d. Faltam pe\u00e7as da estreia, \u201cHark! The Village Wait\u201d, mas, em compensa\u00e7\u00e3o, temos o in\u00e9dito \u201cBonny Moorhen\u201d e uma vers\u00e3o ao vivo de \u201cThe Wife of Usher\u2019s Well\u201d. Um excelente cart\u00e3o de visita a gritar para que remasterizem com urg\u00eancia a discografia completa do grupo. Bodas de prata de um casamento feliz. (2XCD BGO, import. Virgin, 8.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26.06.1998 World Quatro Casamentos E Um Funeral Uma semana de colec\u00e7\u00f5es. De alta costura ou trapos de pronto a despir. Do chique dos Balc\u00e3s ao revivalismo ingl\u00eas, com uma passagem a ferro das fardas c\u00e9lticas. 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