{"id":1519,"date":"2010-02-07T10:32:43","date_gmt":"2010-02-07T17:32:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1519"},"modified":"2010-02-07T10:32:43","modified_gmt":"2010-02-07T17:32:43","slug":"eliza-carthy-red-rice","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/07\/eliza-carthy-red-rice\/","title":{"rendered":"Eliza Carthy &#8211; Red Rice"},"content":{"rendered":"<p>05.06.1998<br \/>\nWorld<br \/>\nArroz Com Bicho<br \/>\nEliza Carthy<br \/>\nRed Rice (7)<br \/>\n2xCD Topic, distri. Megam\u00fasica<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/ElizaCarthy_RedRice.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/ElizaCarthy_RedRice-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"ElizaCarthy_RedRice\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1520\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/ElizaCarthy_RedRice-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/ElizaCarthy_RedRice-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/ElizaCarthy_RedRice.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/vJV-GRQS2Hc&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/vJV-GRQS2Hc&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Saudado pela cr\u00edtica estrangeira, nomeadamente pela Folk Roots, como \u201csubtilmente progressivo\u201d, \u201ccom um sentido de perigo\u201d e um \u201cmarco\u201d, \u201cRed Rice\u201d \u00e9, quanto an\u00f3s, uma desilus\u00e3o. Compreende-se o cuidado. Eliza \u00e9 filha e quem \u00e9 (Martin Carthy e Norma Waterson), os seus anteriores trabalhos, nomeadamente com Nancy Kerr, \u201cShape of Scrape\u201d, e o mais recente, com os Kings of Calicutt, eram bons, mas, acima de tudo, \u201cRed Rice\u201d \u00e9 um daqueles objectos feitos, \u00e0 partida, para impresionar.<br \/>\nO objecto em quest\u00e3o \u00e9 uma embalagem composta por dois CD mas que n\u00e3o se pode considerar um duplo-\u00e1lbum, apesar de, em termos gr\u00e1ficos, se ter procurado uma unidade de conceito. S\u00e3o antes dois \u00e1lbuns que procuram apresentar duas facetas distintas da violinista, cada um com m\u00fasicos e uma abordagem est\u00e9tica diferentes. \u201cRice\u201d, onde Eliza aparece ruiva, \u00e9 um \u00e1lbum de m\u00fasica tradicional, no sentido acad\u00e9mico do termo, puramente ac\u00fastico, que n\u00e3o desce abaixo do n\u00edvel atingido em \u201cHeat, Light and Sound\u201d. As \u201cboxes\u201d de Saul Rose, a guitarra ac\u00fastica e o bouzouki de Ed Boyd, juntamente com os misteriosos Billericay e Thorngumbold Fontenot e as participa\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas de mais um elemento do cl\u00e3 Waterson, Eleanor Waterson, voz, e Lucy Adams, que faz um pezinho de \u201cclog dancing\u201d num dos temas, conferem a \u201cRice\u201d um tom amig\u00e1vel, entre as dan\u00e7as \u201cbarn\u201d e \u201cmorris\u201d, demosntra\u00e7\u00f5es de violino (\u201cHaddock and chips\u201d) e desempenhos vocais que lembram, nalguns casos, Shirley Collins.<br \/>\nMas \u00e9 no reverso da medalha que as coisas se complicam. \u201cRed\u201d (com Eliza de madeixas louras) pretende ser o passo revolucion\u00e1rio que o \u00e1lbum com os Kings of Calicutt j\u00e1 prenunciava, acabando, no entanto, por ser um inesperado trambolh\u00e3o. Al\u00e9m do violino, Eliza toma a seu cargo o acorde\u00e3o e os teclados, contando ainda com um grupo formado por Martin Green, no acorde\u00e3o e piano, Barnaby Stradling, no baixo, percuss\u00e3o e Moog, Sam Thomas, na bateria, percuss\u00e3o e Moog, Olly Knight, na guitarra el\u00e9ctrica e da dupla Shack &#038; Paul, nas programa\u00e7\u00f5es. Rory McLeod participa com a usa harm\u00f3nica, como convidado, no t\u00edtulo tema, um atropelo de \u201cdrum\u2019n\u2019bass\u201d que sintetiza bem o esp\u00edrito do \u00e1lbum. N\u00e3o \u00e9, no entanto, nos aspectos estil\u00edsticos que \u201cRice\u201d falha, ainda que o tal \u201csentido de perigo\u201d a que a Folk Roots se refere n\u00e3o chegue aos calcanhares, por exemplo, do radicalismo de um Martyn Bennett que em \u201cBothy Culture\u201d assume na \u00edntegra os riscos de uma \u201ctecno folk\u201d no mais puro esp\u00edrito \u201crave\u201d.<br \/>\nEm \u201cRed\u201d &#8211; que inclui vers\u00f5es de \u201cWalk away\u201d, de Ben Harper e do instrumental \u201cThe Stacking Reel\u201d, de Kathryn Tickell &#8211; h\u00e1 um uso discreto, num par de temas, do \u201creggaes\u201d, aflora\u00e7\u00f5es suaves de jazz, rock e \u201cdub\u201d, nada que n\u00e3o tenha sido tentado j\u00e1 noutras paragens com resultados bem mais satisfat\u00f3rios, sobretudo na Esc\u00f3cia, por gente como os Shooglenifty, Burach, Tartan Amoebas ou Peatbog Faeries. O que deita tudo a perder n\u00e3o \u00e9 tanto a \u201cousadia\u201d em si, mas o modo hesitante como Eliza a p\u00f5e em pr\u00e1tica. Sente-se que a confian\u00e7a n\u00e3o foi total, soando a m\u00fasica como experimenta\u00e7\u00e3o pela experimenta\u00e7\u00e3o, numa \u00e2nsia da autora em capitalizar sobre um estatuto de \u201cinovadora\u201d que lhe foi, talvez prematuramente, atribu\u00eddo. Eliza Carthy ter\u00e1 sentido a press\u00e3o, obrigando-se (ou algu\u00e9m que a ter\u00e1 obrigado&#8230;) a um trabalho cuja envergadura parece, para j\u00e1, n\u00e3o estar \u00e0 altura de poder responder. Percebe-se o desejo de ser diferente mas n\u00e3o com que finalidade. Por outras palavras, Eliza Carthy sai de um lugar para ir para lugar nenhum. Depois, se o objectivo era a transgress\u00e3o e a subvers\u00e3o das regras, porqu\u00ea gravar o disco tradicional, quando o efeito seria, em teoria, muito mais forte, se apenas se tivesse concentrado em \u201cRed\u201d. H\u00e1 ainda outra coisa, esta mais grave. Em \u201cRed\u201d Eliza Carthy d\u00e1 a imagem de uma cantora med\u00edocre, sem coloca\u00e7\u00e3o de voz, afinando com dificuldade, tr\u00e9mula, como que tolhida pelo medo. S\u00f3 um estado de d\u00favida justifica que em \u201cRice\u201d se transfigure ao ponto de parecer outra cantora, com a voz a afirmar-se orgulhosamente, sem rede, num tema como \u201cBenjamin bowmaneer\u201d. At\u00e9 o violino cresce de forma assustadora, liberto do espartilho de linguagens r\u00edtmicas para as quais Eliza n\u00e3o estar\u00e1, por enquanto, totalmente \u00e0 vontade. \u00c9 dif\u00edcil dar uma s\u00f3 classifica\u00e7\u00e3o a \u201cRed Rice\u201d. Atribu\u00edmos \u201c8\u201d a \u201cRice\u201d e \u201c5\u201d a \u201cRed\u201d. A diferen\u00e7a entre arroz-doce e arroz com bicho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>05.06.1998 World Arroz Com Bicho Eliza Carthy Red Rice (7) 2xCD Topic, distri. 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