{"id":1509,"date":"2010-02-05T04:52:33","date_gmt":"2010-02-05T11:52:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1509"},"modified":"2010-02-05T04:52:33","modified_gmt":"2010-02-05T11:52:33","slug":"genf-importexport-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/05\/genf-importexport-conj\/","title":{"rendered":"Genf &#8211; Import\/Export (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>29.05.1998<br \/>\nElectr\u00f3nica<br \/>\nV\u00e1lvulas De Escape<br \/>\n&#8230;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/genf_import_export.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/genf_import_export.jpg\" alt=\"\" title=\"genf_import_export\" width=\"250\" height=\"251\" class=\"alignnone size-full wp-image-1510\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/genf_import_export.jpg 250w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/02\/genf_import_export-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8CPEmGuT0s8&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/8CPEmGuT0s8&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>O disco que vai rebentar mais do que os ouvidos at\u00e9 mesmo com as colunas de som \u00e9 \u201cImport\/Export\u201d, dos Genf, uma orgia de baixas frequ\u00eancias, gravadas nos est\u00fadios dos Can por Ren\u00e9 Tinner, que empurra a gravidade dos Ui para os patamares inferiores do Inferno. N\u00e3o h\u00e1 \u201cdrum\u2019n\u2019bass\u201d que resista a instintos t\u00e3o baixos. Quando muito, \u201cbas\u2019n\u2019bass\u201d&#8230; (Compost, distri. Megam\u00fasica, 7).<\/p>\n<p>Mark Nelson \u00e9 um dos elementos dos Labradford que no seu projecto a solo, Pan.American, se demarca da sua banda. \u201cPan.American\u201d experimenta com subtileza o tecno ambiental e o \u201ctrip-hop\u201d, numa base igualmente contemplativa, mas onde latejam sonoridades por vezes pr\u00f3ximas dos Biosphere. (Kranky, distri. MVM, 7).<\/p>\n<p>Para os lados do ambientalismo, sin\u00f3nimo de paisagens in\u00f3spitas e de explora\u00e7\u00f5es de risco, os Visna Mehedi Ensemble prop\u00f5em, em \u201cUnintentional Beauty\u201d, a visita a uma galeria de quadros abstractos pintados com a paleta \u00e9tnica de Robert Musci (um dos elementos do \u201censemble2), o cavalete conceptual de John Cage e o pincel acusm\u00e1tico de Jocelyn Robert ou de Steve Moore, com al\u00e7ap\u00f5es para o \u201chip-hop\u201d. (Lowlands, distri. Ananana, 8).<\/p>\n<p>Roberto Musci (ser\u00e1 preciso lembrar o trabalho precioso que tem desenvolvido com Giovanni Venosta?) tem a partir de agora dispon\u00edvel o seu trabalho a solo, \u201cThe Loa of Music\u201d, de 1983, percursor da obra-prima \u201cWater Messages on Desert Sand\u201d. Inspirado nas m\u00e1scaras, nas invoca\u00e7\u00f5es e nos rituais curativos vodu, o \u00e1lbum, reintitulado \u201cDebris of a Loa\u201d, inclui um tema de homenagem a Harry Partch, fus\u00f5es de samplers com detritos \u00e9tnicos de proveni\u00eancia suspeita e um disco inteiro de b\u00f3nus, \u201cUmi &#8211; The Sea\u201d, gravado entre 1993 e 1997, de parceria com Claudio Gabbiani, guitarrista e manipulador de samplers e fitas magn\u00e9ticas. (Lowlands, distri. Ananana, 8).<\/p>\n<p>Os amantes da excentricidade t\u00eam a partir de agora acesso, embora pela porta de sa\u00edda, a um dos primeiros discos distribu\u00eddos pela Recommended, \u201cThe Way Out\u201d, de L. Voag. Voag \u00e9 um maluco que junta o gosto pela anedota de Ivor Cutler, o ska andr\u00f3ide, a excentricidade electr\u00f3nica de Ron Geesin, o prazer das constru\u00e7\u00f5es mongol\u00f3ides dos Renaldo &#038; The Loaf e o parasitismo jazz\u00edstico de David Garland. Um \u201ccocktail\u201d de surpresas que n\u00e3o desagradar\u00e1 a quem se deliciou com a descoberta de Fuschimushi Math-Ice. A par de uma faixa de sil\u00eancio, para descansar, h\u00e1 ainda a inclus\u00e3o do EP \u201cMove\u201d. (Alcohol, distri. Mat\u00e9ria Prima\/Ananana, 8).<\/p>\n<p>O rock alem\u00e3o continua a estender os seus tent\u00e1culos. Quando saiu j\u00e1 o novo dos Kreidler, entram em cena os Schlammpeitziger, com \u201cSpacerokkmountainrutschquartier\u201d, uma colec\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias e cita\u00e7\u00f5es ao passado. Os Schlammpeitziger refazem a f\u00e1brica de brinquedos el\u00e9ctricos de \u201cZuckerzeit\u201d, dos Cluster, em temas que parecem ter sido compostos pela dupla germ\u00e2nica, como \u201cBienenkopfkoobgeflecht\u201d e \u201cDiscoboingbeach\u201d andam no carrossel m\u00e1gico dos Harmonia, numa aproxima\u00e7\u00e3o mais do que evidente, em \u201cHokytonkschlickummpittz\u201d, e acompanham a corrida dos Neu!, no t\u00edtulo-tema. Como passatempo, descubram onde se encontra escondida a fachada de \u201cNew Age of Earth\u201d, de Ashra\/Manuel G\u00f6ttsching&#8230; Depois do reagrupamento dos genu\u00ednos krautrockers nos La! Neu? e nos Space Explosion, e das ressurei\u00e7\u00f5es dos Faust e dos Amon D\u00fc\u00fcl II, os Schlammpeitziger s\u00e3o portadores tardios do facho que conseguiram capturar a subst\u00e2ncia dos mestres e as formas arquet\u00edpicas dos anos 70. N\u00e3o fica mal arrum\u00e1-los ao lado dos cl\u00e1ssicos. (A-Musik, distri. Mat\u00e9ria Prima\/Ananana, 8).<\/p>\n<p>Os F.X. Randomiz, tamb\u00e9m alem\u00e3es, logram em \u201cGoflex\u201d fazer a s\u00edntese da m\u00fasica program\u00e1tica elevada ao grau l\u00f3gico mais elevado de uns Oval ou de uns Lan, com o mesmo tipo de humor tecnol\u00f3gico de Chris Burke (de \u201cIdioglossia\u201d9 e um swing el\u00e9ctr\u00f3nico que n\u00e3o se encontrava desde os primeiros Yello ou dos&#8230; Pyrolator. Se os Tone Rec advogam os prazeres do sado-masoquismo, atrav\u00e9s da chicotada, os F.X. randomiz cultivam o epicurismo da repeti\u00e7\u00e3o e o fetichismo dos computadores. (A-Musik, distri. Mat\u00e9ria Prima\/Ananana, 8).<\/p>\n<p>Reedi\u00e7\u00e3o de maior import\u00e2ncia \u00e9 a de \u201cOutside the Dream Syndicate\u201d, de Tony Conrad com tr\u00eas m\u00fasicos dos Faust, Werner Diermeier, Jean-Herv\u00e9 Peron e Rudolf Sosna, grava\u00e7\u00e3o de 1972, Tony Conrad, compositor e violinista, hoje recuperado pelas falanges do p\u00f3s-rock, fez parte do \u201cTeatro de M\u00fasica Eterna\u201d de La Monte Young, mas foi sempre personagem malquista entre os minimalistas. A sua posi\u00e7\u00e3o, de um anti-academismo ferrenho, a par da rudeza de meios de que sempre deu mostras, chocava com as ambi\u00e7\u00f5es do grupo. A reedi\u00e7\u00e3o recente de uma caixa contendo a totalidade das suas composi\u00e7\u00f5es minimalistas do princ\u00edpio dos anos 60, voltou a repor algumas interroga\u00e7\u00f5es, reposicionando a obra deste americano no seio do movimento. O encontro de Conrad com os Faust, ent\u00e3o uma aut\u00eantica erup\u00e7\u00e3o de novidade nos meios pop vanguardistas da Europa, processou-se por via do produtor e descobridor do grupo, Uwe Nettelbeck, constituindo uma das primeiras edi\u00e7\u00f5es da editora Caroline, ent\u00e3o subsidi\u00e1ria da Virgin. \u201cOutside the Dream Syndicate\u201d est\u00e1 para o minimalismo como \u201cMetal Machine Music\u201d, de Lou Reed, est\u00e1 para o rock. Para muitos a audi\u00e7\u00e3o das duas faixas que fazem parte da vers\u00e3o original em vinilo, \u201cFrom the side of man and womankind\u201d e \u201cFrom the side of the machine\u201d, ra e continua a ser insuport\u00e1vel. S\u00e3o duas prociss\u00f5es intermin\u00e1veis (26 minutos cada) de uma s\u00f3 nota e uma s\u00f3 batida (imagine-se \u201cIt\u00b4s a rainy day, sunshine girl\u201d, dos Faust, pasado por um rolo compressor, que procuram desenvolver e transcender o conceito de monotonia, tomando como base nota\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas pitag\u00f3ricas e o transe da m\u00fasica indiana, para chegar a uma invers\u00e3o da \u201cdream music\u201d profetizada por La Monte Young. Aos dois temas originais, Tony Conrad acrescentou para esta reedi\u00e7\u00e3o um terceiro, \u201cFrom the woman and mankind\u201d, como que a estabelecer uma simetria capaz de tornar o seu sonho num \u201cloop\u201d de tortura universal. E, no entanto, ficamospregados a esta medida que faz do nada o infinito. (Table of Elements, import. Virgin, 8).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>29.05.1998 Electr\u00f3nica V\u00e1lvulas De Escape &#8230; O disco que vai rebentar mais do que os ouvidos at\u00e9 mesmo com as colunas de som \u00e9 \u201cImport\/Export\u201d, dos Genf, uma orgia de baixas frequ\u00eancias, gravadas nos est\u00fadios dos Can por Ren\u00e9 Tinner, que empurra a gravidade dos Ui para os patamares inferiores do Inferno. 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