{"id":1503,"date":"2010-02-04T06:10:29","date_gmt":"2010-02-04T13:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1503"},"modified":"2010-02-04T06:10:29","modified_gmt":"2010-02-04T13:10:29","slug":"realejo-cenarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/02\/04\/realejo-cenarios\/","title":{"rendered":"Realejo &#8211; Cen\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p>15.05.1998<br \/>\nPortugueses<br \/>\nLuz Sobre O Cen\u00e1rio<br \/>\nRealejo<br \/>\nCen\u00e1rios (10)<br \/>\nEd. Movieplay, distri. Euroclube<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eFse3-nkO6U&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/eFse3-nkO6U&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Se os Gaiteiros de Lisboa explodem na ruptura das normas e os Vai de Roda navegam numa fus\u00e3o galaico-portuguesa pr\u00f3xima de uma New Age inscrita no comp\u00eandio da tradi\u00e7\u00e3o, os Realejo \u201climitam-se\u201d a tocar a m\u00fasica de que gostam, de forma superlativa e com a naturalidade dos predestinados. O que os distingue daqueles dois grupos, que constroem a sua m\u00fasica sobre uma contextualiza\u00e7\u00e3o e teoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, extramusical. Escute-se uma faixa como \u201cBendito das Trovoadas\u201d. Ou \u201cMaragato son\u201d. \u00c9 m\u00fasica de outra dimens\u00e3o, que transcendeu a escolaridade, os estilos e &#8211; muito importante, apesar de algumas vozes afirmarem o contr\u00e1rio &#8211; as limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas que ami\u00fade condicionam a liberdade de ideias e inten\u00e7\u00f5es. As duas faixas citadas pertencem, respectivamente, ao report\u00f3rio tradicional da Beira Baixa e de Miranda do Douro, mas os Realejo transforma cada uma delas em aut\u00eanticas sinfonias de bom-gosto, dos arranjos \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o, pasaando, inclusive, por modifica\u00e7\u00f5es estruturais. Sendo portugueses, os Realejo fizeram a sua m\u00fasica ultrapassar as fronteiras nacionais. Sendo tradicionais, os Realejo afirmam a modernidade, no sentido mais nobre do termo, em qu en\u00e3o se \u201cinventa\u201d recorrendo a colagens, quase sempre for\u00e7adas, de estilos, ou artimanhas de est\u00fadio, mas antes se afirma a import\u00e2ncia da interioriza\u00e7\u00e3o e da individualiza\u00e7\u00e3o, pondo a forma ao servi\u00e7o de uma viv\u00eancia interior.<br \/>\nOs Realejo possuem o dom, raro, do entendimento da ess\u00eancia sonora, da alma, de cada instrumento. Sua \u00e9 ent\u00e3o uma m\u00fasica de concertamento, de di\u00e1logo apaixonado, em que as vozes da sanfona, da gaita-de-foles, do violino, do violoncelo, da concertina ou das cordas dedilhadas se fundem com a pr\u00f3pria alma dos m\u00fasicos. Facto a que n\u00e3o \u00e9 alheio Fernando Meireles aliar o talento de int\u00e9rprete (na sanfona mas tamb\u00e9m no cavaquinho e no bandolim, em \u201cFinal de Inverno\u201d, por exemplo) ao de mestre construtor. Os Realejo contam ainda nas suas fileiras com um compositor de excep\u00e7\u00e3o, Amadeu Magalh\u00e3es, transmontano de gema mas cidad\u00e3o do mundo, no modo como assimilou e intuiu um universalismo que, de \u201cSanfonia\u201d para estes \u201cCen\u00e1rios\u201d, alargou o conceito de m\u00fasica de raiz tradicional portuguesa para formas musicais ao n\u00edvel do que melhor se faz, hoje, na Europa. \u201cCen\u00e1rios\u201d \u00e9 m\u00fasica para ser dan\u00e7ada. \u00c9 m\u00fasica para se cortejar a dama oculta (\u201cDeus te salve \u00f3 Rosa\u201d, tema algarvio de resson\u00e2ncias medievais onde choram o violoncelo de Of\u00e9lia Ribeiro e o violino de Miguel Areia). M\u00fasica para o c\u00e9rebro se deleitar em jogos contrapont\u00edsticos (a vers\u00e3o de \u201cMusic found harmonium\u201d, o original de Amadeu Magalh\u00e3es com a sua concertina esfuziante, em \u201cNunca me canso\u201d).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>15.05.1998 Portugueses Luz Sobre O Cen\u00e1rio Realejo Cen\u00e1rios (10) Ed. Movieplay, distri. 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