{"id":1471,"date":"2010-01-27T04:49:59","date_gmt":"2010-01-27T11:49:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1471"},"modified":"2010-01-27T04:49:59","modified_gmt":"2010-01-27T11:49:59","slug":"flak-flak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/27\/flak-flak\/","title":{"rendered":"Flak &#8211; Flak"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>10.04.1998<br \/>\nPortugueses<br \/>\nFlak Floyd<br \/>\nFlak<br \/>\nFlak (8)<br \/>\nBMG, distri. BMG<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/flak_Flak.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/flak_Flak.jpg\" alt=\"\" title=\"flak_Flak\" width=\"120\" height=\"118\" class=\"alignnone size-full wp-image-1472\" \/><\/a><\/p>\n<p>No seu primeiro \u00e1lbum fora dos R\u00e1dio Macau, Flak criou um \u201cflower pot\u201d colorido que verte a mem\u00f3ria dos Pink Floyd psicad\u00e9licos para um mundo de can\u00e7\u00f5es pop sem idade. Um truque de prestidigitador.<\/p>\n<p>O disco de estreia doa ntigo guitarrista dos R\u00e1dio Macau abre com uma cacofonia saturada de efeitos ao estilo dos Negativland, acerta o passo com uma batida de hip hop e entra em velocidade de cruzeiro numa vocaliza\u00e7\u00e3o lis\u00e9rgica que se relifga de imediato aos anos de viagem dos anos 60 e, em particular, aos del\u00edrios em \u201cslow motion\u201d de Syd Barrett. Flak tem her\u00f3is, isso percebe-se, mas tem igualmente uma intelig\u00eancia que lhe permite reconverter os peda\u00e7os de mem\u00f3ria que recolheu na sua juventude num discurso articulado, semeado de provoca\u00e7\u00f5es e pequenos prazeres em simult\u00e2neo, constru\u00eddo sobre o fio da navalha do experimentalismo e pleno de uma sensibilidade cem por cento pop.<br \/>\nComo ele pr\u00f3prio admite, \u201cest\u00e1 no meio\u201d do underground e da pop. Numa linhagem nobre de exc\u00eantricos que vai de Kevin Ayers e Daevid Allen a R. Stevie Moore. O tema seguinte, \u201cA Dama do Lago\u201d, uma das p\u00e9rolas do \u00e1lbum, reflecte esse jogode escondidas com um apasado que a cada momento procura abrir caminho no emaranhado de estilos dos tempos actuais. Esse e o tema seguinte, \u201cAntonov\u201d, s\u00e3o alguns dos exemplos de uma costela puramente Floydiana encharcada em psicadelismo.<br \/>\nA pr\u00f3pria guitarra de \u201cSer ou N\u00e3o\u201d (cortada pela interven\u00e7\u00e3o do violino de Z\u00e9 Ernesto) vai buscar mat\u00e9ria de trabalho a David Gilmour. Assim como a voz fr\u00e1gil de Flak dan\u00e7a com as palavras, faz car\u00edcias \u00e0s notas e bebe gota a gota. at\u00e9 espremer todo o seu sumo, o longo desmaio alucinat\u00f3rio de Barrett. E, no entanto, esta longa sucess\u00e3o de coincid\u00eancias \u00e9 talvez demasiado \u00f3bvia para n\u00e3o estar armadilhada. Com a ironia? Por um amor obsessivo? Por um sentido de humor encantadoramente gentil?<br \/>\nS\u00f3 que Syd Barrett, na linearidade mel\u00f3dica com que traduzia a sua loucura, estava preso \u00e0 sua vis\u00e3o e, h\u00e1 que diz\u00ea-lo com toda a frontalidade, \u00e0s suas limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas como cantor e como guitarrista. Flak, mais de 30 anos depois, e aos 36 anos de idade, \u00e9, pelo contr\u00e1rio, um homem do mundo, atento aos seus desenvolvimentos e \u00e0s suas contradi\u00e7\u00f5es, bem como um trabalhador incans\u00e1vel dos sons e das suas potencialidades. a pureza mel\u00f3dica das suas can\u00e7\u00f5es esconde um apurado trabalho de articula\u00e7\u00e3o de elementos dispersos. \u00c9 uma sensibilidade \u00e0 procura da beleza essencial que atravessa tr\u00eas d\u00e9cadas de m\u00fasica pop, ligando-a a elaboradas engrenagens de estilos que fazem de \u201cFlak\u201d um objecto \u00e0 margem da recente produ\u00e7\u00e3o nacional.<br \/>\n\u201cSei onde me vou perder\u201d \u00e9 outro dos momentos que nos empurra para tr\u00e1s, at\u00e9 1967, para os Beatles e para os Zombies, assegurando-nos logo de seguida de que tudo decorre como num sonho de infantil perversidade. O rel\u00f3gio volta a parar entre os anos 60 e os 70 em 2O rel\u00f3gio parado2, de novo enriquecido pelo violino de Z\u00e9 Ernesto e por pequenos sinfonismos barrocos que lembram essa rel\u00edquia da pop progressiva que foram os Stackridge.<br \/>\nDepois, encontramos Xana, a antiga parceira nos R\u00e1dio Macau, a cantar com uma originalidade e um sentido de equil\u00edbrio que n\u00e3o se vislumbram no seu pr\u00f3prio \u00e1lbum a solo, em \u201cDe azul em azul\u201d. Um caleidosc\u00f3pio de palavras soltas que magicamente se interligam, sobre ritmos de trip hop e ru\u00eddos vin\u00edlicos \u201c\u00e0 la\u201d Portishead, e um sintetizador fanhoso, criam neste tema um dos instantes mais perturbantes de \u201cFlak\u201d. Falsas sitars e harpas, flautas de \u00e1gua, guitarras de sol, criam em \u201cO imenso adeus\u201d mais um \u201cpastiche\u201d iluminado em que tudo parece j\u00e1 ter sido ouvido antes mas mesmo assim nos sabe com a frescura de um fruto.<br \/>\n\u201cVai de roda\u201d \u00e9 uma melodia presa por cord\u00e9is mas com a for\u00e7a de uma amarra de um navio. Flak tomou a po\u00e7\u00e3o dos dru\u00eddas e \u201cFlak\u201d \u00e9 um comp\u00eandio de hist\u00f3ria artificial que faz gato-sapato das conven\u00e7\u00f5es. Um jogo? Uma brincadeira com consequ\u00eancias? Um flashback experimentado no div\u00e3 da psiquiatria? Para nunca chegarmos a saber a resposta basta voltar a ouvir tudo do princ\u00edpio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10.04.1998 Portugueses Flak Floyd Flak Flak (8) BMG, distri. 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