{"id":1462,"date":"2010-01-25T08:52:10","date_gmt":"2010-01-25T15:52:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1462"},"modified":"2010-01-25T08:52:10","modified_gmt":"2010-01-25T15:52:10","slug":"trans-am-the-surveillance-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/25\/trans-am-the-surveillance-conj\/","title":{"rendered":"Trans AM &#8211; The Surveillance (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>27.03.1998<br \/>\nPop Rock<br \/>\nBig Brother Is Watching You<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Trans AM<br \/>\nThe Surveillance (8)<br \/>\nCity Slang, distri. M\u00fasica Alternativa<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/transAM_theSurveillance.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/transAM_theSurveillance-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"transAM_theSurveillance\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1463\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/transAM_theSurveillance-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/transAM_theSurveillance-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/transAM_theSurveillance.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/159540770\/Trans_am_-_The_surveillance-1998.ofn.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ncQsOui1ya0&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/ncQsOui1ya0&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Stars Of The Lid<br \/>\nGravitional Pull vs. The Desire Of An Aquatic Life (7)<br \/>\nKranky, distri. MVM<\/p>\n<p>Ui<br \/>\nThe 2-sided EP\/The Sharpie (7)<br \/>\nSoul Static, distri. MVM<\/p>\n<p>Uilab<br \/>\nFires (8)<br \/>\nDuophonic, distri. MVM<\/p>\n<p>De Chicago chega-nos mais um pacote de p\u00f3s-rock ou \u201cm\u00fasica intuitiva\u201d ou seja l\u00e1 qual for o r\u00f3tulo que se lhe queira colar. Aos Trans AM deparava-se a \u00e1rdua tarefa de ultrapassar o \u00e1lbum do ano passado, \u201cSurrender To The Night\u201d, considerado quase unanimemente um marco do p\u00f3s-rock e uma esp\u00e9cie de complemento de \u201cMillions now living will never Die\u201d, dos Tortoise, com quem os Trans AM t\u00eam mantido um paralelo curioso, mais que n\u00e3o seja pela quase coincid\u00eancia dos \u201ctimings\u201d editoriais. \u201cTortoise\u201d e \u201cTrans AM\u201d, os respectivos \u00e1lbuns de estreia, estavam bastante pr\u00f3ximos entre si.<br \/>\nEram monstros de metal estruturados segundo f\u00f3rmulas r\u00edtmicas minimalistas em que o uso da electr\u00f3nica dava ainda os primeiros passos. Com \u201cSurrender to the Night\u201d e \u201cMillions now Living&#8230;\u201d, as duas bandas disparavam para os territ\u00f3rios do puro experimentalismo, na altura em que atingia o auge o referencial germ\u00e2nico do \u201cKrautrock\u201d. Chegados, de novo quase em simult\u00e2neo, ao terceiro cap\u00edtulo, os Tortoise e os Trans AM desencontraram-se em definitivo. Consumada a entrada dos primeiros na enfermaria ambiental. a par da recupera\u00e7\u00e3o do \u201ceasy listening\u201d e do ensaio no jazz-rock lectr\u00f3nico, verifica-se que os Trans AM caminharam no sentido inverso. \u201cThe Surveillance\u201d \u00e9 um \u00e1lbum violento sobre o tema do controlo, da vigil\u00e2ncia e da manipula\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos pela tecnologia. Oito meses, num est\u00fadio constru\u00eddo especialmente para o efeito, foi quanto demorou a fazer um disco que, ao contr\u00e1rio de \u201cTNT\u201d, dos Tortoise, apresenta sintomas de claustrofobia e destila suor por todos os poros. Sin\u00f3nimo de esquizofrenia, \u201cThe Surveillance\u201d alterna duas vertentes distintas, uma mais dura, marcada pelas guitarras e pela satura\u00e7\u00e3o t\u00edmbrica do primeiro \u00e1lbum (com v\u00e9nia aos This Heat, em \u201cExtreme measures\u201d), e outra totalmente electr\u00f3nica, segundo a linha de montagem automatizada inaugurada pelos Kraftwerk, em faixas como \u201cAccess control\u201d (uma variante r\u00edtmica de \u201cThe man machine\u201d), \u201cProwler 97\u201d e \u201cHome Security\u201d (com alguns dos timbres de cristal de \u201cComputer World\u201d). \u00c9 um jogo de consola de \u201cm\u00fasica perigosa\u201d, como os pr\u00f3prios m\u00fasicos a definem mas onde o extremo rigor da escrita acaba por minimizar os eventuais efeitos de risco.<\/p>\n<p>Mantendo-se em flutua\u00e7\u00e3o numa \u201cdrone\u201d sem fim pelo interior de um buraco negro, os Stars Of The Lid penetraram, contudo, numa zona mais povoada de microacontecimentos do que a aridez absoluta do anterior \u201cThe Ballasted Orchestra\u201d. Com a diferen\u00e7a de que, ao contr\u00e1rio de \u201cBallasted\u201d, em que a banda de Chicago levava ao extremo o prazer da monotonia, \u201cGravital Pull\u201d deixa entrar alguma, pouca, claridade, em oscila\u00e7\u00f5es t\u00edmbricas que tornam a m\u00fasica mais ondulat\u00f3ria. Klaus Schulze, de \u201cMirage\u201d, surge como refer\u00eancia num tema como \u201cThe better angels of our nation\u201d. Um Jeff Greinke congelado na eternidade assombra \u201cCantus II; in memory of Warren Wiltzie, Jan69\u201d, que parece sair directamente das entranhas de um cemit\u00e9rio. \u201cLactate\u2019s moment\u201d e \u201cBe little with me\u201d recordam, respectivamente, as ondas cir\u00fargicas de \u201cEvening Star\u201d e \u201cNo Pussyfooting\u201d, de Fripp e Eno.<br \/>\nOs Stars Of The Lid s\u00e3o uma das bandas p\u00f3s-rock mais bizarras, n\u00e3o s\u00f3 pela recusa obstinada em utilizarem o ritmo como pelo hermetismo dos seus conceitos. Mas j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o s\u00f3s na sua solid\u00e3o obscura. Os Windy &#038; Carl, com \u201cDepths\u201d e os Frontier a\u00ed estar\u00e3o em breve com as suas propostas pessoais de \u201cp\u00f3s-ambient\u201d.<\/p>\n<p>Dos mais antigos representantes do movimento p\u00f3s-rock com origem em Chicago, os Ui lan\u00e7am em simult\u00e2neo dosi discos com caracter\u00edsticas espec\u00edficas, antes da edi\u00e7\u00e3 pr\u00f3xima do novo de originais, intiutlado \u201cLifelike\u201d: \u201cThe 2-Sided EP\u201d, de 993, e \u201cThe Sharpie\u201d, de 1996, agora reunidos num \u201cdigipak\u201d de apresenta\u00e7\u00e3o atraente que testemunha a pasagem do rock matem\u00e1tico e muito \u201cRIO\u201d (\u201cRock In Opposition\u201d) do primeiro para a experimenta\u00e7\u00e3o com os sintetizadores anal\u00f3gicos do segundo. Bastante mais interesante \u00e9 a jun\u00e7\u00e3o dos Ui com os Stereolab, denominada Uilab, que em \u201cFires\u201d apresentam um n\u00facleo central formado por quatro vers\u00f5es de \u201cSt. Elmo\u2019s Fire\u201d, uma composi\u00e7\u00e3o de Brian Eno inclu\u00edda no seu \u00e1lbum de 1975, \u201cAnother Green World\u201d, \u00e0s quais se juntam um arranjo colectivo de \u201cImpulse Rah\u201d, de Sun Ra, e \u201cLess Time\u201d, da autoria dos Ui.<br \/>\nCada uma das sucessivas vers\u00f5es de \u201cSt. Elmo\u2019s Fire\u201d, \u201cRadio\u201d, \u201cRed corona\u201d, \u201cSpatio-Dynamic\u201d e \u201cSnow\u201d, afasta-se progressivamente do original, com a voz de Laetitian Saedier a evoluir de um clone feminino de Eno, em \u201cRadio\u201d, para uma muta\u00e7\u00e3o electronicamente transformada em \u201cRed Corona\u201d. \u201cSpatio-Dynamic\u201d \u00e9 \u201cfunky\u201d \u00e0 maneira dos Talking Heads, com o \u00f3rg\u00e3o torturado e o vibrafone dos Stereolab. Na \u00faltima das vers\u00f5es, \u201cSnow\u201d, o tema torna-se irreconhec\u00edvel numa mescla de sonoridades retorcidas ainda aqui mais pr\u00f3ximas das contas feitas pelos Stereolab em \u201cEmperor Tomato Ketchup\u201d do que d am\u00fasica descarnada dos Ui, antes de a voz de Laetitia repor os pontos nos is, ao decalcar as medidas exactas do original de Brian Eno, fechando-se o ciclo no mais puro \u201ckrautrock\u201d dos Kraftwerk, de \u201cRalf and Florian\u201d. Em \u201cImpulse Rah!\u201d, de Sun Ra, o macrocosmo \u201cfree\u201d deste compositor \u00e9 condensado num microcosmo de sintetizadores de borracha, rituais percussivos e um \u00f3rg\u00e3o em marcha hipn\u00f3tica que abre caminho atrav\u00e9s das improvisa\u00e7\u00f5es minimalistas dos sintetizadores. Os anos 70 (aos quais a edi\u00e7\u00e3o de Abril da \u201cQ\u201d dedica um extenso \u201cdossier\u201d) cada vez mais a tocarem o final do s\u00e9culo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>27.03.1998 Pop Rock Big Brother Is Watching You Trans AM The Surveillance (8) City Slang, distri. M\u00fasica Alternativa LINK Stars Of The Lid Gravitional Pull vs. The Desire Of An Aquatic Life (7) Kranky, distri. MVM Ui The 2-sided EP\/The Sharpie (7) Soul Static, distri. MVM Uilab Fires (8) Duophonic, distri. 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