{"id":1456,"date":"2010-01-24T08:50:00","date_gmt":"2010-01-24T15:50:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1456"},"modified":"2010-01-24T08:50:00","modified_gmt":"2010-01-24T15:50:00","slug":"trio-patrick-bouffard-rabaterie-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/24\/trio-patrick-bouffard-rabaterie-conj\/","title":{"rendered":"Trio Patrick Bouffard &#8211; Rabaterie (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>13.03.1998<br \/>\nWorld<br \/>\nCeltas, \u201cVikings\u201d E Ciganos<br \/>\nA nova m\u00fasica de raiz francesa, representada pelo Trio Patrick Bouffard e por colect\u00e2neas de bardos celtas, navegantes \u201cvikings\u201d e ciganos dos Balc\u00e3s, constitui o roteiro da viagem desta semana.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/trioPatrickBoufard_Rabaterie.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/trioPatrickBoufard_Rabaterie-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"trioPatrickBoufard_Rabaterie\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1457\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/trioPatrickBoufard_Rabaterie-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/trioPatrickBoufard_Rabaterie-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/trioPatrickBoufard_Rabaterie.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XVmSH5SWruc&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/XVmSH5SWruc&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>A m\u00fasica de raiz tradicional francesa goza actualmente de uma vitalidade sem precedentes desde os anos 70, quando a sua evolu\u00e7\u00e3o se processava a partir do eixo da Bretanha, personificado por Alan Stivell e, mais tarde, nas m\u00faltiplas ramifica\u00e7\u00f5es derivadas do grande templo edificado pelos Malicorne. a esta posi\u00e7\u00e3o de destaque no panorama da folk contempor\u00e2nea n\u00e3o \u00e9 alheia um profundo trabalho de base que passa pela exist\u00eancia de escolas (tanto d em\u00fasicos como de construtores de instrumentos), de clubes e festivais, enfim de todo um circuito aut\u00f3nomo e firmemente implantado que permite o cont\u00ednuo desenvolvimento tanto da m\u00fasica como das suas estruturas de produ\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 neste contexto de extraordin\u00e1ria riqueza e multiplicidade que surge o Trio Patrick Bouffard, liderado por este excutante de sanfona, antigo elemento dos La Chavann\u00e9e, e do qual fazem tamb\u00e9m parte Cyril Roche, no acorde\u00e3o diat\u00f3nico, e Beno\u00eet mager, na \u201ccornemuse\u201d. O modo como exploram o report\u00f3rio tradicional assenta numa pesquisa aturada das fontes documentais, bem como numa n\u00e3o menos exemplar reactualiza\u00e7\u00e3o. J\u00e1 houve, ali\u00e1s, quem lhes chamasse os Spice Boys da folk.<br \/>\n\u201cRabaterie\u201d, registado ao vivo (embora n\u00e3o se trate de um concerto) no Castelo de Chazeron, ao qual foram posteriormente adicionados em est\u00fadio outros instrumentos, \u00e9 um trabalho not\u00e1vel que sucede \u00e0 n\u00e3o menos not\u00e1vel estreia do grupo, \u201cRevenant de Paris&#8230;\u201d, com a diferen\u00e7a de que tudo soa agora de forma mais vibrante e imediata. A presen\u00e7a de metais e de uma sec\u00e7\u00e3o de trompas confere a alguns dos temas um ambiente de fanfarra c\u00e9ltica equivalente \u00e0 m\u00fasica dos ingleses Brass Monkey. Em \u201cChavouisses\u201d notam-se semelhan\u00e7as com os Ad Vielle Que Pourra, fruto de uma id\u00eantica combina\u00e7\u00e3o de timbres e de m\u00e9tricas r\u00edtmicas. A voz de Anne-Lise Foy, em contraste com a densidade instrumental, confere \u00e7eveza a temas como \u201cTrois petites notes de musique\u201d (em registo de \u201cbal musette\u201d vagamente alpino&#8230;), enquanto em \u201cUn Jour \u00e0 l\u2019ombrage\u201d, \u201cLe fuseau vol\u00e9\/Barnab\u00e9\u201d, \u201cQuand sera-t-elle mari\u00e9e\u201d e \u201cLa demoiselle aux beaux yeux\u201d ganham a mesma dimens\u00e3o \u00e9pica e, por vezes, sombria de grupos como os M\u00e9lusine, Maluzerne e La Bamboche. Um cl\u00e1ssico. (Acousteack, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 9).<\/p>\n<p>O mundo celta volta a ser agitado pela en\u00e9sima compila\u00e7\u00e3o em cujo t\u00edtulo figura a palavra \u201cceltic\u201d. Mas no caso de \u201cAncient Celtic Roots\u201d n\u00e3o estamos perante mais uma mistificadora sopa new age e, muito menos, de um simples sampler de apresenta\u00e7\u00e3o de um cat\u00e1logo. \u00c9 antes uma colec\u00e7\u00e3o de temas gravados por alguns dos m\u00fasicos mais velhos da tradi\u00e7\u00e3o c\u00e9ltica, muitos deles em registo de canto \u201ca capella\u201d, outros em solo absoluto de \u201cuillean pipes\u201d ou de rabeca, que estar\u00e3o longe de constituir uma receita de digest\u00e3o f\u00e1cil para o vulgar consumidor de pacotes indiferenciados com o r\u00f3rulo \u201cceltic\u201d.<br \/>\nProvenientes das tradi\u00e7\u00f5es irlandesa e escocesa, com a intromis\u00e3o de um tema da Bretanha, s\u00e3o exemplos que pretendem fazer a \u201cliga\u00e7\u00e3o com as ra\u00edzes b\u00e1rdicas e instrumentais dos tempos antigos\u201d. Aqui encontramos nomes m\u00edticos como Willie Clancy e Seamus Ennis (\u201cuillean pipes\u201d), Sarah Makem, Paddy Tunney, Joe Heaney (cantores irlandeses), Belle Stewart, Jeannie Robertson e Ian Manuel (cantores escoceses), entre outros, sendo o tom prevalecente de aus\u00eancia quase absoluta de ornamenta\u00e7\u00e3o e sofistica\u00e7\u00e3o quebrado, como que por encanto, pelos bret\u00f5es Kentigern, cujo tema ostenta todas as redund\u00e2ncias mas tamb\u00e9m toda a magia da nova m\u00fasica c\u00e9ltica. Outro grupo importante, embora pouco conhecido, dos anos 70, os The Clutha, representam, pelo contr\u00e1rio, as harmonias vocais no seu cambiante mais ortodoxo e pr\u00f3ximo dos seminais The Watersons. N\u00e3o se deixem iludir pela capa e pelo t\u00edtulo, \u201cAncient Celtic Roots\u201d exige esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o. (Topic, distri. Megam\u00fasica, 8).<\/p>\n<p>Continuando as suas viagens pelo mundo, depois de \u201cWorld out of Time\u201d, dedicado a Madag\u00e1scar, os dois artes\u00e3os das novas m\u00fasicas Henry Kaiser e David Lindley assinam o segundo volume de \u201cThe Sweet Sunny North\u201d, com novas incurs\u00f5es pelo folclore da Noruega, interpretado por nomes totalmente desconhecidos entre n\u00f3s. Um excelente contraponto &#8211; onde representantes da escola mais moderna alternam com linguagens mais \u00e9tnicas &#8211; aos grupos contempor\u00e2neos, j\u00e1 bem representados no nosso pa\u00eds, da nova folk escandinava. Algumas revela\u00e7\u00f5es: os Triltunga e a sua m\u00fasica acetinada (?), ou os Farmers Market, apostados em mostrar que os Balc\u00e3s n\u00e3o ficam assim t\u00e3o longe dos grandes gelos do Norte. Oitenta minutos de descoberta e prazer constantes. (Shanachie, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8).<\/p>\n<p>Mais um exemplar para complementar o grande painel do mundo que a World Network tem vindo a construir, \u201cWild Sounds from Transylvania, Wallachia &#038; Moldavia\u201d coresponde ao volume 41 da s\u00e9rie, dedicado \u00e0 Rom\u00e9nia. Trata-se, ainda aqui, de um documento importante, indispens\u00e1vel para o conhecimento daquelas regi\u00f5es, em particular na vertente da m\u00fasica cigana. Entre uma s\u00e9rie de nomes com pouca express\u00e3o no mercado internacional da world music, avulta o dos Taraf de Haidouks, os \u00fanicos que conseguiram, para j\u00e1, ter outro tipo de penetra\u00e7\u00e3o no Ocidente e aos quais, aqui, foi naturalmente concedida a maior fatia de tempo. Nomes a descobrir: Constantin Gherghina, Dumitru Farcas (na linha de Ivo Papasov), Taraf Hodac, Marioara Mut (voz t\u00e3o, t\u00e3o antiga como as pr\u00f3prias montanhas&#8230;), Lucretia Hort (quantas M\u00e1rtas Sebestyens se esconder\u00e3o nessas montanhas?&#8230;) e, para quem n\u00e3o dispensa os arrepios dos metais em velocidade supers\u00f3nica, os Fanfare Ciocarlia, que se reivindicam os \u201cmais r\u00e1pidos de todos\u201d e j\u00e1 contam com um \u00e1lbum editado e distribu\u00eddo em Portugal. (World Network, distri. Megam\u00fasica, 8).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>13.03.1998 World Celtas, \u201cVikings\u201d E Ciganos A nova m\u00fasica de raiz francesa, representada pelo Trio Patrick Bouffard e por colect\u00e2neas de bardos celtas, navegantes \u201cvikings\u201d e ciganos dos Balc\u00e3s, constitui o roteiro da viagem desta semana. 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