{"id":1440,"date":"2010-01-22T03:59:41","date_gmt":"2010-01-22T10:59:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1440"},"modified":"2010-01-22T03:59:41","modified_gmt":"2010-01-22T10:59:41","slug":"xana-manual-de-sobrevivencia-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/22\/xana-manual-de-sobrevivencia-conj\/","title":{"rendered":"Xana &#8211; Manual de Sobreviv\u00eancia (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>06.03.1998<br \/>\nPortugueses<br \/>\nN\u00e1ufragos Do Tempo<br \/>\nRock, fado e tradi\u00e7\u00e3o. Entre gestos de sobreviv\u00eancia e remexidas no ba\u00fa, descobrem-se caminhos e becos, experi\u00eancias e perplexidades. Passando ou n\u00e3o ao lado da inova\u00e7\u00e3o. A m\u00fasica portuguesa desarrumada entre o passado e o presente.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/xana_ManualDeSobrevivencia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/xana_ManualDeSobrevivencia-300x297.jpg\" alt=\"\" title=\"xana_ManualDeSobrevivencia\" width=\"300\" height=\"297\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1441\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/xana_ManualDeSobrevivencia-300x297.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/xana_ManualDeSobrevivencia-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/xana_ManualDeSobrevivencia.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/G2HySVFr6eo&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/G2HySVFr6eo&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>\u201cManual de Sobreviv\u00eancia\u201d, segundo trabalho a solo da antiga vocalista dos R\u00e1dio Macau, \u00e9 um \u00e1lbum interessante mas que n\u00e3o esconde as suas limita\u00e7\u00f5es. Xana procura aqui a diferen\u00e7a que possa impor um estilo, a quest\u00e3o est\u00e1 em que a sua maneira e cantar, sem d\u00favida caracter\u00edstica, demonstra enormes dificuldades em se libertar de um registo demasiado repetitivo. Como se cada cap\u00edtulo deste manual fosse uma varia\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica can\u00e7\u00e3o, ensaiada em velocidades, estados emocionais e arranjos diferentes. Assim, a monotonia acba por se instalar, dando ideia de que este manual poderia ter sido limitado a um folheto de isntru\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas de salva\u00e7\u00e3o. Procure-se esta reden\u00e7\u00e3o na colabora\u00e7\u00e3o recente da cantora no \u00e1lbum de Flak&#8230; (Nortesul, 6)<\/p>\n<p>Caman\u00e9 vive o fado como poucos, contando de novo, neste seu segundo registo depois de \u201cUma Noite De Fados\u201d, com a presen\u00e7a tutelar de Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco. E se a sua abordagem ao fado se insere na linhagem dos cl\u00e1ssicos, tal n\u00e3o impede que um dos temas mais interessantes de \u201cNa Linha da Vida\u201d seja \u201cSopram ventos adversos\u201d, de Manuela de Freitas e Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco, em que a atmosfera se abre a uma contempla\u00e7\u00e3o mais luminosa e o fado se desdobra \u201cnuma praia de sentimentos dispersos\u201d. Uma via de conflu\u00eancia entre o fado-can\u00e7\u00e3o de Carlos do Carmo e o golpe de vista de Paulo Bragan\u00e7a que poder\u00e1 projectar Caman\u00e9 para uma vis\u00e3o mais abrangente da tradi\u00e7\u00e3o e de um esp\u00edrito de fatalidade que parece marcar a sua m\u00fasica. (EMI-VC, 6)<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Barros, mentor do projecto Navegante, navega no seu segundo trabalho, de gen\u00e9rico \u201cCantigas Partindo-se\u201d, em \u00e1guas bem menos polu\u00eddas que as do disco de estreia. Ainda sem conseguir furtar-se totalmente \u00e0 lama do popularucho, embora aqui na sua vertente menos ofensiva, de temas como \u201cServent\u00eas\u201d e \u201cT\u00e3o longe da vida\u201d (verdadeiramente folk pimba) e incorrendo em inutilidades como a en\u00e9sima vers\u00e3o de \u201cMilho Verde\u201d, o grupo revela-se capaz de encontrar alguns o\u00e1sis de frescura e alguma originalidade. Est\u00e3o neste caso a vers\u00e3o de um \u201cS\u00e3o Jo\u00e3o\u201d em tonalidades arabizantes, a for\u00e7a c\u00e9ltica de \u201cPenha Garcia\u201d e um par de baladas originais que n\u00e3o deixam de fazer lembrar os Roman\u00e7as, como \u201cCascata\u201d, \u201cSaudades da Lua\u201d e \u201cCantigas Partindo-se\u201d, sobressaindo ainda o instrumental \u201cEm Barca\u201d, composto pelo violinista Jorge Cruz, onde \u00e9 vis\u00edvel uma aten\u00e7\u00e3o a alguns dos rumos recentes seguidos pela \u201cworld music\u201d. A este elevar da fasquia n\u00e3o ser\u00e3o alheias as participa\u00e7\u00f5es de m\u00fasicos como Rui J\u00fanior e Pedro D\u2019Orey (ex-Roman\u00e7as), mencionados como elementos permanentes do grupo, Rui Vaz (dos Gaiteiros de Lisboa), Artur Fernandes (Dan\u00e7as Ocultas) e Pedro J\u00f3ia. (Ova\u00e7\u00e3o, 6)<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo das reedi\u00e7\u00f5es, o destaque vai por inteiro para \u201cCantigas do Sete-Estrelo\u201d, \u00e1lbum de 1985 da Ronda dos Quatro Caminhos que permance como um dos instantes iluminados da m\u00fasica portuguesa de raiz tradicional. Gra\u00e7as \u00e0 magia criada por um colectivo que, alheio ainda a guerras que no futuro se viriam a declarar de forma violenta, apenas se preocupava ent\u00e3o com a dignifica\u00e7\u00e3o de uma m\u00fasica habituada a todo o tipo de maus tratos. Simples e directas, porque simples e directas s\u00e3o as ra\u00edzes, sentem-se nestas \u201cCantigas\u201d o trabalho e a dedica\u00e7\u00e3o profundos. Depois, a Europa e uma leitura da folk mais sofisticada imp\u00f5em-se em monumentos de beleza como \u201cCantiga de Fiadeiro\u201d, \u201cBatuque\u201d e \u201cQuedos, quedos, cavaleiros!\u201d (onde se percebe como a Ronda poderia ter sido o equivalente nacional dos franceses Malicorne&#8230;). O aparecimento de outras t\u00e9cnicas e abordagens de estilo, mais actuais, ter\u00e3o tornado algumas destas aproxima\u00e7\u00f5es \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o algo datadas, mas nada lhes poder\u00e1 tirar a verdade do batimento de um cora\u00e7\u00e3o. (Movieplay, 8)<\/p>\n<p>Igualmente relevante \u00e9 a reedi\u00e7\u00e3o de \u201cPelo Toque da Viola\u201d, \u00e1lbum de 1981 dos Terra a Terra, ou seja, um dos exemplares mais antigos da segunda gera\u00e7\u00e3o de grupos nacionais de raiz tradicional. Mais ortodoxos que a Ronda e valorizando sobretudo os arranjos vocais, os Terra a Terra propunham uma viagem pelas v\u00e1rias prov\u00edncias do continente \u00e0 boleia da voz, mas tamb\u00e9m das omnipresentes cordas e percuss\u00f5es. Algumas debilidades t\u00e9cnicas, como uma gaita-de-foles constipada, impedem voos mais altos num \u00e1lbum marcado pela dan\u00e7a e pela presen\u00e7a de AnaFaria, antes de se dedicar \u00e0 confeitura dos queijinhos frescos&#8230; (Movieplay, 6)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>06.03.1998 Portugueses N\u00e1ufragos Do Tempo Rock, fado e tradi\u00e7\u00e3o. Entre gestos de sobreviv\u00eancia e remexidas no ba\u00fa, descobrem-se caminhos e becos, experi\u00eancias e perplexidades. Passando ou n\u00e3o ao lado da inova\u00e7\u00e3o. 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