{"id":1427,"date":"2010-01-20T08:29:02","date_gmt":"2010-01-20T15:29:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1427"},"modified":"2010-01-20T08:29:02","modified_gmt":"2010-01-20T15:29:02","slug":"gordon-duncan-the-circular-breath-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/20\/gordon-duncan-the-circular-breath-conj\/","title":{"rendered":"Gordon Duncan &#8211; The Circular Breath (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>28.02.1998<br \/>\nO Som Da Respira\u00e7\u00e3o, Da Seda E Do Bambu<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/gordinDuncan_circularBreath.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/gordinDuncan_circularBreath-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"gordinDuncan_circularBreath\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1428\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/gordinDuncan_circularBreath-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/gordinDuncan_circularBreath-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/gordinDuncan_circularBreath.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/qoULy05IHhs&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/qoULy05IHhs&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>N\u00e3o tem a sensualidade, nem o corpo, nem o rosto de Kathryn Tickell, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode ter tudo quando o assunto em quest\u00e3o \u00e9 a gaita-de-foles. No caso do escoc\u00eas Gordon Duncan e do seu segundo trabalho a solo, \u201cThe Circular Breath\u201d, temos que nos contentar com a m\u00fasica e dispensar outro tipo de fantasias. Gordon Duncan apresenta no seu curr\u00edculo diplomas passados pelos Tannahill Weavers, Wolfestone, Dougie MacLean Band e Ceolbeg. \u201cthe Circular Breath\u201d mostra v\u00e1rios aspectos do \u201capproach\u201d de Gordon Duncan \u00e0s Highland Pipes. Um extraordin\u00e1rio dom\u00ednio temporal da digita\u00e7\u00e3o na ponteira e da emiss\u00e3o cont\u00ednua dos bord\u00f5es n\u00e3o t\u00eam correspond\u00eancia na solu\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o dos timbres, aspectos em que Duncan se revela mais pr\u00f3ximo do estilo rude, ou \u201cmal temperados\u201d, dos gaiteiros tradicionais, perdoe-se-nos a express\u00e3o, do que alguns dos seus conterr\u00e2neos que conferem uma expressividade mais contempor\u00e2nea e actualizada \u00e0s mesmas Highland Pipes, como acontece com os actuais gaiteiros dos Tannahill Weavers, Ceolbeg ou Iron Horse. O que n\u00e3o espanta, se levarmos em conta a filia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de Duncan na tradi\u00e7\u00e3o das bandas militares, concretamente na Grade 1 MacNaughton\u2019s Vale Of Atholl Pipe Band. Alternando temas em solo absoluto na gaita-de-foles com arranjos mais sofisticados onde predominam o banjo tenor, de Gerry O\u2019Connor, as percuss\u00f5es africanas de Jim Sutherland e, nos temas mais \u201cfolk rock\u201d, o baixo e a bateria, \u201cThe Circular Breath\u201d \u00e9 acima de tudo um \u00e1lbum de um genu\u00edno gaiteiro que, inclusive, fez quest\u00e3o de deixar publicadas no livrete todas as partituras. (Greentrax, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 7)<\/p>\n<p>Proveniente do impar\u00e1vel cadinho editorial em que se transformou a editora Greentrax, chega-nos tamb\u00e9m \u201cI Sang That Sweet Refrain\u201d, com a voz e as baladas tradicionais de Kevin Mitchell, nativo do condado de Derry. Um irland\u00eas, portanto, reinando nas terras altas do Norte escoc\u00eas. Mas Kevin vive h\u00e1 anos em Glasgow, da\u00ed a sua aceita\u00e7\u00e3o nas fileiras do Norte guerreiro. A primeira evid\u00eancia que ressalta dos v\u00e1rios temas em canto \u201ca capella\u201d \u00e9 a de um enraizamento profundo na tradi\u00e7\u00e3o dos velhos \u201csongwriters\u201d, correspondente ali\u00e1s a uma longa aprendizagem e conv\u00edvio com mestres como Sean Gallagher ou Francie Brolly. Curiosamente, o tema de abertura, \u201cPaddy in Glasgow\u201d, que traduzido de forma muito livre para portugu\u00eas d\u00e1 \u201cum irland\u00eas na Esc\u00f3cia\u201d ou, ainda mais livre, \u201cum intruso que olhamos com desconfian\u00e7a\u201d, recorda nas suas entoa\u00e7\u00f5es outro irland\u00eas, Christy Moore, dos Planxty, e um &#8230; ingl\u00eas, Martin Carthy&#8230; Um \u00e1lbum para apreciadores de vozes curadas, cheio de subst\u00e2ncia, que poder\u00e1 se de audi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil para ouvidos mais habituados \u00e0 papinha toda feita. (Greentrax, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8)<\/p>\n<p>Correspondente ao n\u00famero 36 da s\u00e9rie World da Network, \u201cRhythms of the Outer Core\u201d, dos Ankala, revisita a m\u00fasica de raiz tradicional dos abor\u00edgenes australianos, o mesmo \u00e9 dizer que traz para o centro do palco sonoro as sonoridades do didjeridu, neste caso soprado por Mark Atkins. Como principal parceiro de Atkins nos Ankala encontramos Michael Atherton, no bouzouki, darabuka, dje,be, dobro, sanfona, marimba, flauta de bisel tenor e tapan. O som dos Ankala \u00e9 menos tradicional do que seria de esperar numa colec\u00e7\u00e3o essencialmente vocacionada para registos mais \u00e9tnicos. Em vez disso, a proposta musical vai no sentido de suavizar os sons, dispondo-os com toda a delicadeza na mesa da \u201cworld music\u201d de tend\u00eancia mais \u201cnew age2, como em \u201cStock route\u201d, outras vezes procurando abrigo num \u201cjazz\u201d suave e delicadamente swingante (\u201cOne Tree Plain\u201d), outras ainda, como em \u201cRoad Train\u201d, inserindo-os no contexto da m\u00fasica celta tratada com o mesmo respeito de uns Blowzabella. A maioria das faixas explora conte\u00fados improvisacionais ou t\u00e9cnicas de didjeridu espec\u00edficas, adequando uns e outras a uma visibilidade de express\u00e3o que procura, essencialmente, tornar cativante uma m\u00fasica cujas aut\u00eanticas bases s\u00e3o, por vezes, pouco percept\u00edveis. A visceralidade m\u00e1gica do didjeridu faz o resto. (Network, distri. Megam\u00fasica, 8)<\/p>\n<p>Na mesma s\u00e9rie da Network encontramos, com o n\u00famero 39, a m\u00fasica da China, atrav\u00e9s de instrumentos v\u00e1rios, mas onde predomina a presen\u00e7a de Louis Chen, reputado executante de \u201czheng\u201d, instrumento da fam\u00edlia dos salt\u00e9rios, e de Ya Dong, na \u201cpipa\u201d (ala\u00fade chin\u00eas). \u201cThe Sound of Silk and Bamboo\u201d, t\u00edtulo caracter\u00edstico de uma forma de sensibilidade musical chinesa muito pr\u00f3xima do Zen, apresenta toda a suavidade e subtilezas de um arranjo floral, seja nos duetos do \u201czheng\u201d com a \u201cpipa\u201d ou em solos t\u00e3o cristalinos como a \u00e1gua de um regato. O \u00e1lbum inclui ainda pequena spe\u00e7as para \u201cerh-hu\u201d (violino chin\u00eas), \u201csheng\u201d e \u201cti-tse\u201d (flauta). Sem ser um \u00e1lbum de p\u00f4r os olhos em bico a qualquer um, \u201cThe Sound of Silk and Bamboo\u201d \u00e9 uma das primeiras andorinhas a anunciar a Primavera. (Network, distri. Megam\u00fasica, 7)<\/p>\n<p>Outras Recomenda\u00e7\u00f5es<br \/>\nSe gostou do \u00e1lbum de Gordon Duncan experimente ouvir tamb\u00e9m \u201cThe Northumberlan Collection\u201d, de Kathryn Tickell, \u201cChabretas &#8211; Les Cornemuses \u00e0 Miroirs du Limousin\u201d, de Eric Montbel, \u201cObrigado\u201d, dos Gaiteiros Treixaluma, \u201cO\u2019er the Border\u201d, de Gordon Mooney, \u201cStepping on the Bridge\u201d de Hamish Moore, \u201cTrio Cornemuse\u201d, dos Trio Cornemuse e a colect\u00e2nea \u201cMestres da Gaita\u201d.<br \/>\nSe \u00e9 adepto do didjeridu comece por \u201cTjilatjila\u201d, de Charles McMohan e termine com \u201cSomewhere\u201d dos Lights In A Fat City.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>28.02.1998 O Som Da Respira\u00e7\u00e3o, Da Seda E Do Bambu N\u00e3o tem a sensualidade, nem o corpo, nem o rosto de Kathryn Tickell, mas tamb\u00e9m n\u00e3o se pode ter tudo quando o assunto em quest\u00e3o \u00e9 a gaita-de-foles. 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