{"id":1382,"date":"2010-01-11T08:19:08","date_gmt":"2010-01-11T15:19:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1382"},"modified":"2010-01-11T08:19:08","modified_gmt":"2010-01-11T15:19:08","slug":"kathryn-tickell-the-northumberland-collection-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/11\/kathryn-tickell-the-northumberland-collection-conj\/","title":{"rendered":"Kathryn Tickell &#8211; The Northumberland Collection (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>30.01.1998<br \/>\nFolk<br \/>\nO Sopro Da Deusa<br \/>\nA semana \u00e9 dominada por Kathryn Tickell, autora de um dos melhores \u00e1lbuns de 1997, \u201cThe Gathering\u201d. O seu regresso foi r\u00e1pido mas o registo alterou-se e, em vez do seu pequeno grupo, convocou um c\u00edrculo alargado de amigos em \u201cThe Northumberland Collection\u201d. Tamb\u00e9m conv\u00e9m come\u00e7ar a fixar o nome de Xos\u00e9 Manuel Gudino. O seu disco de estreia, ainda sem distribui\u00e7\u00e3o nacional, d\u00e1 a conhecer um revolucion\u00e1rio. Com ele e depois de Carlos Nunez, a gaita-de-foles atinge novos patamares de liberdade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/kathrynTickell_NortumberlandCollection.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/kathrynTickell_NortumberlandCollection-300x300.jpg\" alt=\"\" title=\"kathrynTickell_NortumberlandCollection\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1383\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/kathrynTickell_NortumberlandCollection-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/kathrynTickell_NortumberlandCollection-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/kathrynTickell_NortumberlandCollection.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/332147953\/Kat1998Ell.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Zig7QP0LkmU&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Zig7QP0LkmU&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Lagos de \u00e1guas profundas e castelos. Um rebanho dos t\u00edpicos carneiros da regi\u00e3o pasta num imenso mar de verde. N\u00e3o se vislumbra um ser humano nos quil\u00f3metros em redor. Estamos em Northumberland, situada no Norte de Inglaterra, j\u00e1 n\u00e3o muito longe da Esc\u00f3cia. O sil\u00eancio \u00e9 aos poucos preenchido pelo som de uma gaita-de-foles. \u00c9 Kathryn Tickell que chega. A Meg Ryan da \u201cfolk\u201d. A mulher dos nosos sonhos. Uma executante, uma sensibilidade, um corpo e um rosto capazes de nos fazer ter vontade de a pedir em casamento. N\u00e3o h\u00e1 maneira d eescapar ao seu fasc\u00ednio. \u00c0s primeiras notas de \u201cRothbury Hills\u201d, a sonoridade envolvente e harmonicamente riqu\u00edssima das \u201cNorthumberland pipes\u201d respondem como um cordeiro ao comando da bela. No tema seguinte \u00e9 a vez de o violino se submeter ao seu dom\u00ednio.<br \/>\n\u201cThe Northumberland Collection\u201d, ao contr\u00e1rio de \u201cThe Gathering\u201d, \u00e9 um \u00e1lbum de acentuado cariz \u00e9tnico, concentrado numa regi\u00e3o espec\u00edfica, em que \u00e9 not\u00f3ria a aus\u00eancia de concess\u00f5es ao \u201cmainstream\u201d. Tudo aqui cria ra\u00edzes, voando pela tradi\u00e7\u00e3o mais aut\u00eantica. Carolyn Robson canta, em \u201cFelton Lonnen\u201d, uma vers\u00e3o pungente dos velhinhos High Level Ranters, banda da primeira gera\u00e7\u00e3o do \u201cfolk revival\u201d brit\u00e2nico. O seu cong\u00e9nere masculino, Terry Conway, n\u00e3o engana. \u201cA capella\u201d, em \u201cRobin Spraggon\u2019s old grey mare\u201d, o seu \u201cvibrato\u201d subtil, as ornamenta\u00e7\u00f5es complexas, a \u201cpatine\u201d de muitos e bons e bebidos anos pertencem a algu\u00e9m que faz parte da terra.<br \/>\nAs \u201cpipes\u201d bastam-se a si pr\u00f3prias em \u201cWhittingham green lane\u201d, na leitura de um velho manuscrito, deslizando em \u201cSir John Fenwick\u2019s the flower\u201d como uma nuvem no c\u00e9u. O uso das chaves de acompanhamento \u00e9 not\u00e1vel. O sopro, de uma deusa. Kathryn leva-nos com ela. A \u201cpipes\u201d s\u00e3o a alma desta mulher. J\u00e1 o escrevemos noutra ocasi\u00e3o, em mais nenhuma ou nenhum outro int\u00e9rprete deste instrumento se encontra tanta sensualidade, como em Kathryn Tickell. Uma sensualidade \u00e0 flor da pele. Ou ser\u00e1 mais correcto dizer \u00e0 flor do fole. N\u00e3o contem a ningu\u00e9m: \u201cThe Northumberland Collection\u201d n\u00e3o figurar\u00e1, provavelmente, na lista dos melhores do ano, como aconteceu, de forma exuberante, com \u201cThe Gathering\u201d. Ningu\u00e9m d\u00e1 pr\u00e9mios a quem, como Kathryn Tickell, num acto de amor, faz ouvir a rabeca de Willie Taylor, um velho pastor retirado, em \u201cElsey\u2019s waltz\u201d. \u201cThe Nothumberland Collection\u201d \u00e9 t\u00e3o puro como isto. Fique com ele quem o merecer. (Park, distri. Megam\u00fasica, 10).<\/p>\n<p>Xos\u00e9 Manuel Budino coloca-se no outro lado da respira\u00e7\u00e3o das gaitas-de-foles. Como no disco de Kathryn, o cart\u00e3o de visita \u00e9 apresentado pela gaita logo no primeiro e t\u00edtulo-tema do \u00e1lbum, \u201cParalaia\u201d. Mas, ao contr\u00e1rio da inglesa, o \u00e1lbum de estreia deste galego est\u00e1 a berto a todo o tipo de contamina\u00e7\u00f5es e experimenta\u00e7\u00f5es. Budino, como h\u00e1 anos vem fazendo o mago Carlos Nunez, expande as possibilidades e os limites da gaita galega. A m\u00fasica segue a reboque desta inquieta\u00e7\u00e3o. O tom de modernidade geral do disco \u00e9 quebrado pela vocaliza\u00e7\u00e3o \u201ca capella\u201d de Mercedes P\u00e9on, em \u201cCantar de Santa Sabina\u201d para, logo a seguir, o grupo explodir num \u201cswing\u201d que dan\u00e7a sem preconceitos entre a Galiza c\u00e9ltica e as areias do deserto \u00e1rabe, num \u201cAire do cruceiro\u201d. J\u00e1 agora, e para que ningu\u00e9m julgue que Budino \u00e9 peixe mi\u00fado, entre os acompanhantes desta sua primeira aventura a solo, incluem-se os bret\u00f5es Jacky Molard e Soig Siberil, do grupo-institui\u00e7\u00e3o Gwerz, e o expoente da \u201ctrikitixa\u201d (acorde\u00e3o) basca, Kepa Junkera. Em \u201cRapa bestas\u201d, o jovem Budino mostra, como Carlos Nunez (ou nos enganamos muito ou estar\u00e1 para a\u00eda a rebentar uma guerra de ci\u00fames&#8230;), que os seus talentos tamb\u00e9m se estendem ao \u201cwhistle\u201d. E \u00e0s \u201cuillean pipes\u201d, em \u201cMarcha de breixo\u201d, um trio \u201cirland\u00eas\u201d formado por um galego e dois bret\u00f5es, Mollard e Siberil&#8230; \u201cL\u00f3stregos\u201d e as metamorfoses brilhantes de \u201cA fonte da pedra\u201d atrevem-se pelos caminhos do rock mas tomara aos hesitantes e divididos regionalistas da folk galega terem a certeza e a seguran\u00e7a deste desvio. O \u201cfolk rock Gudino\u201d \u00e9 qualquer coisa de novo e de irres\u00edstivel. Sem fronteiras nem barreiras. Na despedida, \u201cSanta Compana\u201d, Gudino monta uma harmoniza\u00e7\u00e3o a tr\u00eas de gaitas afinadas em d\u00f3, r\u00e9 e sol. \u201cAparecendo entre as magias que sussurram uma misteriosa hist\u00f3ria da gaita-de-foles, nasce um canto long\u00ednquo, um canto de reivindica\u00e7\u00f5es que cresce no tempo.\u201d T\u00eam a palavra os senhores distribuidores. (Belobelo, 9).<\/p>\n<p>Dick Gaughan, m\u00edtica voz das terras altas, juntou-se \u00e0s hostes da Greentrax, cada vez mais o centro nevr\u00e1lgico onde confluem o antigo e o novo, o mais tradicional e o mais inovador da \u201cfolk\u201d na Esc\u00f3cia. \u201cSail On\u201d re\u00fane onze can\u00e7\u00f5es gravadas em Edimburgo em sess\u00f5es que contaram com a participa\u00e7\u00e3o de Patsy Seddon e Mary McMaster, as duas harpistas das Sileas, o importante, mas pouco conhecido, Bobby Eaglesham, um antigo elemento dos mete\u00f3ricos Five Hand Reel. O mestre actualizou-se, \u00e0 semelhan\u00e7a do seu cong\u00e9nere irland\u00eas Christy Moore, de Pat Kilbride e de Brian McNeill. Em mais do que uma ocasi\u00e3o emerge de \u201cSail On\u201d o esp\u00edrito de Richard Thompson e dos Fairport Convention, com quem Gaughan parece manter fortes liga\u00e7\u00f5es, quer ao n\u00edvel da percep\u00e7\u00e3o r\u00edtmica da m\u00fasica quer das pr\u00f3prias vocaliza\u00e7\u00f5es. Os 11 minutos de \u201cThe sist (Highland) division\u2019s farewell to Sicily\u201d, com poema de Hamish Hendersom, rep\u00f5em Gaughan numa nota mais tradicionalista, dando corpo a uma antiga \u201cobses\u00e3o\u201d sua por esta can\u00e7\u00e3o, neste caso com a coniv\u00eancia da harpa de Mary McMaster. Um \u00e1lbum a ouvir, por vezes ligeiro, na ancestral tradi\u00e7\u00e3o dos contadores de hist\u00f3rias atentos aos des\u00edgnios do tempo. (Greentrax, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 7)<\/p>\n<p>Na mesma tradi\u00e7\u00e3o dos que n\u00e3o perdem um bom assunto de conversa nem dispensam ter uma palavra a dizer sobre os males que afligem o mundo e os seus em particular, est\u00e1 o australiano, de cepa escocesa, Eric Bogle. \u201cSmall Miracles\u201d \u00e9 um \u00e1lbum de can\u00e7\u00f5es directas e de apelo mel\u00f3dico f\u00e1cil. Uma gaita-de-foles recorda as origens desta m\u00fasica feita para se rir e chorar na companhia de novos amigos, a recordar os velhos amigos que ficaram do outro lado do mundo. Ainda um disco de audi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para os que t\u00eam Christy Moore como her\u00f3i. (Greentrax, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 7)<br \/>\n\u201cThe Emigrant &#038; The Exile\u201d, projecto de conflu\u00eancia das culturas escocesa e australiana, partilhado por Eric Bogle com John Munro, n\u00e3o se afasta muito do que atr\u00e1s foi dito sobre \u201cSmall Miracles\u201d, com a diferen\u00e7a de que, pelo menos em teoria, poderia ser mais gratificante ao n\u00edvel instrumental, j\u00e1 que conta com as contribui\u00e7\u00f5es de Dougie Pincock e Brian McNeill, dois ex- Batllefield Band, e de Phil Cunningham, dos Silly Wizard. M\u00fasica de pontes. M\u00fasica de amor e trabalho. M\u00fasica para fazer esquecer a dist\u00e2ncia. M\u00fasica pop, de interven\u00e7\u00e3o suave, a fazer lembrar os anos 60, Dylan, Paxton e Baez&#8230; (Greentrax, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 6).<\/p>\n<p>Nota: O \u00e1lbum \u201cMilladoiro\u201d, ao contr\u00e1rio do que se escreveu na semana passada, n\u00e3o \u00e9 o primeiro disco do grupo mas sim um disco de parceria de Anton Seoane e Rodrigo Romani que posteriormente, e aproveitando o nome, viriam a formar os Milladoiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>30.01.1998 Folk O Sopro Da Deusa A semana \u00e9 dominada por Kathryn Tickell, autora de um dos melhores \u00e1lbuns de 1997, \u201cThe Gathering\u201d. O seu regresso foi r\u00e1pido mas o registo alterou-se e, em vez do seu pequeno grupo, convocou um c\u00edrculo alargado de amigos em \u201cThe Northumberland Collection\u201d. 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