{"id":1335,"date":"2010-01-04T08:32:20","date_gmt":"2010-01-04T15:32:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=1335"},"modified":"2010-01-04T08:32:20","modified_gmt":"2010-01-04T15:32:20","slug":"carlos-zingaro-release-from-tension-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/01\/04\/carlos-zingaro-release-from-tension-conj\/","title":{"rendered":"Carlos Z\u00edngaro &#8211; Release From Tension (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>15.08.1997<br \/>\n\u00c0 Margem<br \/>\nBernardo Devlin<br \/>\nAlbedo (6)<br \/>\nEd. e distri. Ananana<br \/>\nV\u00edtor Joaquim<br \/>\nTales From Chaos<br \/>\nEd. e distri. Ananana<br \/>\nCarlos Z\u00edngaro<br \/>\nRelease From Tension (7)<br \/>\nEd. e distri. \u00c1udeo<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/carlosZingaro_releaseFromTension.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/carlosZingaro_releaseFromTension-300x289.jpg\" alt=\"\" title=\"carlosZingaro_releaseFromTension\" width=\"300\" height=\"289\" class=\"alignnone size-medium wp-image-1336\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/carlosZingaro_releaseFromTension-300x289.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/01\/carlosZingaro_releaseFromTension.jpeg 347w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sVb56zKroek&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/sVb56zKroek&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Veneno para os ouvidos e almas dos jovens. Ou ant\u00eddoto contra o veneno da serpente da ind\u00fastria? Seja o seu efeito a doen\u00e7a ou a cura, os discos at\u00e9 \u00e0 data editados pela Ananana t\u00eam-se pautado pelo obscurantismo e radicalidade das suas propostas. M\u00fasicas intransigentes, nutrem um desprezo intenso pelas regras do \u201cmainstream\u201d. Correm, ao mesmo tempo, o risco de n\u00e3o ultrapassarem o c\u00edrculo, por vezes retrit\u00edssimo, de alguns eleitos. Torna-se dif\u00edcil distinguir o hermetismo, enquanto estrat\u00e9gia de uma \u201cmarginalidade\u201d est\u00e9tica assumida, da vontade de divulgar propostas musicais que, pela sua pr\u00f3pria natureza e voca\u00e7\u00e3o, t\u00eam dificuldades em encontrar ve\u00edculos de grava\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o adequados.<br \/>\nTelectu, Carlos Z\u00edngaro, Manuel M. Mota, Rafael Toral, V\u00edtor Rua, Nuno Rebelo, Osso Ex\u00f3tico e Bernardo Devlin, os nomes at\u00e9 hoje editados pela Ananana, apresentaram obras marcadas pela diferen\u00e7a, ou mesmo pelo isolacionismo, algumas delas pol\u00e9micas, outras narcisistas, todas elas, em maior ou menor grau, refract\u00e1rias \u00e0 facilidade e mergulhadas na procura ou na pesquisa de discursos musicais orgulhosa e furiosamente individualizados, por vezes, no limite da comunicabilidade.<br \/>\nBernardo Devlin, antigo elemento dos Osso Ex\u00f3tico, apresenta nesta editora o seu segundo trabalho a solo, num registo de oposi\u00e7\u00e3o quase absoluto ao anterior 2World Freehold\u201d. Enfeiti\u00e7ado pelas vis\u00f5es po\u00e9ticas de estados de consci\u00eancia alterados, \u00e9mulo de Syd Barrett, enquanto equilibrista da vertigem, \u00e0 beira dos abismos da linguagem, Bernardo Devlin cria em \u201cAlbedo\u201d &#8211; gravado numa igreja da Ordem Cartuxa, em Caxias &#8211; uma teia po\u00e9tica de realismo m\u00e1gico, entoada com a gravidade alucinada de um Scott Walker. \u00c1lbum de \u201ccan\u00e7\u00f5es\u201d, nele se assiste a uma curiosa recorr\u00eancia dos elementos (fogo, vagas, terra, luz, sol&#8230;) que em \u201cWorld Freehold\u201d se materializavam num abstraccionismo sonoro minimalista e, precisamente, elementar, e aqui se transmutaram no dom\u00ednio do conceptual e da psicologia. \u00c9 a diferen\u00e7a entre o toque da varinha na pedra e a invoca\u00e7\u00e3o, numa m\u00fasica armadilhada e ac\u00fastica que se aproxima, at\u00e9 nas suas premissas ideol\u00f3gicas, da \u201cfolk luciferina\u201d de grupos como os Death In June e Current 93.<br \/>\n\u201cTales From Chaos\u201d do projecto Free Field, ali\u00e1s V\u00edtor joaquim, discorre sobre outros motivos e com um acr\u00e9scimo de meios. Gravado igualmente numa igreja, desta feita em Santiago de Palmela, divide-se em duas composi\u00e7\u00f5es, indexadas em partes, \u201cNothing Is Pure (In Electric Sound\u201d) e \u201cEverlasting Echo\u201d, esta \u00faltima uma instala\u00e7\u00e3o sonora composta para uma exposi\u00e7\u00e3o de Andreas Stocklein.<br \/>\nJoaquim, fundador, nos anos 80, do grupo Cl\u00e3, envolveu-se, nos \u00faltimos anos, em m\u00fasica para teatro, dan\u00e7a, cinema, publicidade e v\u00eddeo, recebendo, em 1995, o Pr\u00e9mio da Primeira Audi\u00e7\u00e3o P\u00fablica para obras de m\u00fasica erudita, atribu\u00eddo pela Sociedade Portuguesa de Autores \u00e0 composi\u00e7\u00e3o \u201cO Autor\u201d. Teclista, programador, manipulador de samplers e toda a esp\u00e9cie de tecnologia electr\u00f3nica, rodeou-se ainda, na primeira daquelas faixas, de colaboradores como Carlos Z\u00edngaro, Nuno Rebelo e Marco Franco, entre outros.<br \/>\nM\u00fasica de s\u00edntese, \u201cTales From Chaos\u201d viaja, em \u201cNothing Is Pure\u201d, pela manipula\u00e7\u00e3o e colagem de sons e ideias, num universo ambiental n\u00e3o linear com localiza\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de Peter Principle ou Benjamin Lew. Pelas suas pr\u00f3prias caracter\u00edsticas de m\u00fasica para suporte de imagens, \u201cEverlasting Echo\u201d \u00e9 mais discreto e menos povoado de acontecimentos distractivos de uma linha ambiental, aqui mais claramente definida. Ideal para divaga\u00e7\u00f5es ou contempla\u00e7\u00f5es v\u00e1rias, \u201cTales From Chaos\u201d parece contradizer o seu t\u00edtulo, oscilando antes em vibra\u00e7\u00f5es on\u00edricas, parafraseadas, ali\u00e1s, numa cita\u00e7\u00e3o de capa, por J. Ellis: \u201cOs sonhos s\u00e3o reais enquanto duram. Que mais podemos dizer da vida?\u201d<br \/>\nQue mais podemos dizer da morte? O que Rui Eduardo Pais escreve no texto de apresenta\u00e7\u00e3o de \u201crelease From Tension\u201d e sobre um dos m\u00fasicos portugueses mais conceituados no estrangeiro, naquela que \u00e9 a primeira edi\u00e7\u00e3o da \u00c1udeo, como editora. Para Paes toda a obra de Carlos Z\u00edngaro se resolve numa tens\u00e3o tan\u00e1tica que ilustra, em forma de met\u00e1fora funer\u00e1ria, com o t\u00edtulo de uma novela de Tennessee Williams: \u201cA semelhan\u00e7a entre um estojo de violino e um caix\u00e3o\u201d. O violinista acalenta, de h\u00e1 muito, dois projectos, de aproxima\u00e7\u00e3o e capta\u00e7\u00e3o dos sons ocultos do corpo. Um deles \u00e9 a grava\u00e7\u00e3o da decomposi\u00e7\u00e3o de um cad\u00e1ver, numa encena\u00e7\u00e3o do \u201crigor mortis\u201d musical. O outro, segundo processo id\u00eantico, de apropria\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o dos ru\u00eddos internos da fun\u00e7\u00e3o digestiva. Pode descortinar-se em \u201cRelease From Tension\u201d uma id\u00eantica opera\u00e7\u00e3o de necrofagia, de dar vida (m\u00fasica, e n\u00e3o som, j\u00e1 que a morte, pelos vistos, pode fazer-se ouvir) ao inanimado, de ordenamento depuls\u00f5es musicais contradit\u00f3rias que Z\u00edngaro sublima no atonalismo e no abstraccionismo electr\u00f3nico (ou ritual, como na \u201craga\u201d de metal de \u201cOpen Series\u201d) em temas cujos t\u00edtulos exprimem, por si s\u00f3s, essa dial\u00e9ctica de sil\u00eancio\/ru\u00eddo, caos\/gram\u00e1tica, vida\/morte, estrutura\u00e7\u00e3o\/decomposi\u00e7\u00e3o: \u201cDesespero Ritual\u201d, \u201cDevil Angel\u201d, \u201cBody Parts\u201d. \u201cDeath Ambient\u201d chama-lhes Paes. A capa \u00e9 o desenho cru de um corpo. Vivo? Morto?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>15.08.1997 \u00c0 Margem Bernardo Devlin Albedo (6) Ed. e distri. Ananana V\u00edtor Joaquim Tales From Chaos Ed. e distri. 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