{"id":131,"date":"2009-03-20T10:44:05","date_gmt":"2009-03-20T17:44:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=131"},"modified":"2017-04-05T04:40:35","modified_gmt":"2017-04-05T11:40:35","slug":"skolvan-swing-tears","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/03\/20\/skolvan-swing-tears\/","title":{"rendered":"Skolvan &#8211; Swing &#038; Tears (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>26.05.2000<br \/>\nFolk<br \/>\nO C\u00edrculo das \u201cMeigas\u201d<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5656\" rel=\"attachment wp-att-5656\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/sk.jpg\" alt=\"sk\" width=\"300\" height=\"299\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5656\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/sk.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/sk-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/03\/sk-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Desde h\u00e1 alguns anos na vanguarda do movimento de renova\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional da Bretanha, os <strong>Skolvan <\/strong>assinaram em \u201cSwing &#038; Tears\u201d um dos melhores \u00e1lbuns folk do ano de 1994. Regressam com \u201cChenchet\u2019n na Amzer\u201d (\u201cOs Tempos Mudam\u201d) e, de facto, algo mudou na m\u00fasica do grupo. Uma mudan\u00e7a que ter\u00e1 a ver com as profundas altera\u00e7\u00f5es que entretanto se processaram no seio da banda, com as sa\u00eddas de Fanch Landreau e Yann-Fanch Perroches, respectivamente, no violino e no acorde\u00e3o diat\u00f3nico, e as entradas de tr\u00eas novos elementos, Dominique Molard (percuss\u00e3o), Loig Troel (acorde\u00e3o) e Bernard Le Dr\u00e9au (saxofone e clarinete), mantendo-se Gilles le Bigot (guitarra) e Youen le Bihan (bombarda e \u201cpiston\u201d). De banda que revolucionou o folk bret\u00e3o, sem desvirtuar as suas origens, os Skolvan cederam desta vez terreno ao compromisso, resvalando nalguns temas para a feira popular e para um tom rockeiro que contraria e contradiz toda a evolu\u00e7\u00e3o do passado. Ao lado de um irresost\u00edvel \u201cna dro\u201d pop em quatro andamentos como \u201cArc\u2019hwezh nevez\u201d, a inclus\u00e3o do \u201cstandard\u201d \u201cMy Favourite Things\u201d (de Roger &#038; Hammerstein, cantado na banda sonora de \u201cM\u00fasica no Cora\u00e7\u00e3o\u201d p\u00f5e Julie Andrews), um dos temas preferidos de John Coltrane, confirma a import\u00e2ncia do novo soprador na m\u00fasica do grupo e, ao mesmo tempo, o desvio que poder\u00e1, ou n\u00e3o, conduzir os Skolvan ao caminho da fama. (Keltia, distri. Megam\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Se os Skolvan deram um passo \u00e0 retaguarda, Patrick Molard (ex-Gwerz, especialista de v\u00e1rios tipos de gaita-de-foles, das \u201cuillean pipes\u201d irlandesas \u00e0 \u201cbiniou\u201d bret\u00e3, passando pelas \u201chighland\u201d e \u201csmall pipes\u201d escocesas) avan\u00e7a em \u201cDeliou\u201d ao encontro do futuro com os p\u00e9s e a alma bem assentes na rocha, nos bosques e no mar da Bretanha. Rodeado de dois dos expoentes da m\u00fasica tradicional do seu pa\u00eds, o seu irm\u00e3o e antigo companheiro nos Gwerz, Jacky Molard (violino, bandolim, guitarras, baixo e direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica) e Jacques Pellen (guitarras), mas tamb\u00e9m de outro seu irm\u00e3o, Dominique Molard (percuss\u00f5es) e Yves Berthou (bombarda), o gaiteiro bret\u00e3o contou ainda com a colabora\u00e7\u00e3o de um dos \u201cvirtuosos\u201d das \u201cuillean pipes\u201d da nova gera\u00e7\u00e3o, o irland\u00eas Mick O\u2019Brien (de quem se recomenda a audi\u00e7\u00e3o de \u201cMay Morning Dew\u201d). Mas \u00e9 outro dos convidados, a cantora b\u00falgara Kalinka Vulcheva (da R\u00e1dio de S\u00f3fia e da forma\u00e7\u00e3o Le Myst\u00e8re d\u00eas Voix Bulgares) que contribui para um dos momentos mais exaltantes de \u201cDeliou\u201d, no tema que lhe \u00e9 dedicado, \u201cKalinka\u201d, encontro tocante dos Balc\u00e3s com a Bretanha, mas tamb\u00e9m no tradicional da Bulg\u00e1ria que d\u00e1 o t\u00edtulo ao \u00e1lbum, di\u00e1logo sagrado da voz com as \u201cuillean pipes\u201d. \u00c9, de resto, a Bretanha na sua voca\u00e7\u00e3o mais universalista (como acontecia com o Alan Stivell nos prim\u00f3rdios) que reencontramos ao longo deste \u00e1lbum, seja na renova\u00e7\u00e3o e devo\u00e7\u00e3o \u00e0s suas origens mais puras, seja no cruzamento coma Bulg\u00e1ria, ou com outros territ\u00f3rios centrados na espiritualidade c\u00e9ltica, como a Galiza, que Patrick Molard homenageia em \u201cTon Budino\u201d, marcah processional aprendida com o jovem gaiteiro Xos\u00e9 Manuel Budino e de \u201cRicardo Portela\u201d, cita\u00e7\u00e3o a um dos esteios da \u201cgaita galega\u201d, aqui na miscigena\u00e7\u00e3o de uma muineira com um \u201cjig\u201d irland\u00eas. \u201cDeliou\u201d \u00e9, al\u00e9m do mais, um magn\u00edfico exemplo da m\u00fasica mais bela e profunda que pode sair do fole de uma gaita-de-foles. (Naive, distri. Megam\u00fasica, 8\/10).<\/p>\n<p>Os dign\u00edssimos Chouteira, da Galiza, perderam definitivamente um parafuso (devolvido, ali\u00e1s, no interior da caixa\u2026). Depois de \u201cGhuaue!\u201d, a aten\u00e7\u00e3o voltou-se para a m\u00fasica do Norte de Portugal, nomeadamente para o Minho, ali mesmo ao lado. E se o \u00e1lbum tem por t\u00edtulo \u201cFolla de Lata\u201d n\u00e3o \u00e9 caso para se dizer que foi preciso t\u00ea-la, para abrir com a nossa bem conhecida \u201cAi, ai, ai a minha machadinha\u201d\u2026 A lata tem sobretudo a ver com a utiliza\u00e7\u00e3o exaustiva de instrumentos de metal, nomeadamente uma tuba que, mais do que remeter para as experi\u00eancias pioneiras de grupos como os Home Service e Brass Monkey, mostra que os Chouteira perderam algum tempo a ouvir os Gaiteiros de Lisboa, tamb\u00e9m eles adeptos da tradi\u00e7\u00e3o colorida por sopros de metal. Se d\u00favidas ainda houvesse quanto a isto, elas desaparecem quando se verifica que o grupo portugu\u00eas toca num dos temas de \u201cFolla de Lata\u201d, \u201cO Arvoredo\u201d. Como os Gaiteiros, os Chouteira aprenderam a brincar com sons estranhos (\u201cAs sete mulheres do Minho\u201d), ainda que a estrela da companhia seja ainda, e at\u00e9 ver, a voz da cantora Uxia Pedreira. (Do Fol, distri. Farol M\u00fasica, 8\/10).<\/p>\n<p>Outra Uxia, bem mais conhecida dos portugueses, fez parte durante muitos anos dos Na Lua. Depois foram cada um para seu lado mas a separa\u00e7\u00e3o fez bem aos dois lados. Primeiro \u00e0 cantora, que se emancipou. O grupo demorou mais tempo a adaptar-se \u00e0 situa\u00e7\u00e3o mas se o \u00e1lbum anterior, \u201cOs tempos son chegados\u201d, j\u00e1 indicava uma total reavalia\u00e7\u00e3o de processos, o novo \u201cFeitizo\u201d coloca definitivamente o nome dos Na Lua na fila da frente dos grupos galegos mais importantes da actualidade. Com uma embalagem de luxo, \u201cFeitizo\u201d debru\u00e7a-se sobre as hist\u00f3rias e lendas das \u201cmeigas\u201d (feiticeiras) e outras mafarricas que povoam o imagin\u00e1rio da cultura galega tradicional. Curiosamente, tamb\u00e9m neste caso o processo de renova\u00e7\u00e3o passou por uma consulta ao folclore portugu\u00eas, com tr\u00eas viras repescados do \u201cCancioneiro Minhoto&#8221; de Gon\u00e7alo Sampaio, al\u00e9m de uma vers\u00e3o da \u201cRonda dos Mafarricos\u201d de Jos\u00e9 Afonso (de \u201cCantigas do Maio\u201d). \u201cAs meigas chegan\u201d e a m\u00fasica dos Na Lua s\u00f3 tem a ganhar com a chegada das feiticeiras, das fadas e do mist\u00e9rio. \u201cEstas san cousas de encantamento, ir p\u00f3lo Aire, vir p\u00f3lo vento\u201d, cantam em \u201cFum p\u00f3lo vento\u201d, antes da ronda das gaitas varrer a terra da lua com um furac\u00e3o de alegria, em \u201cMeigallo\u201d e a voz da convidada Aloia Martinez, tamb\u00e9m ela com uma transpar\u00eancia de uma fada, pousar \u201cPara fazer un feitizo\u201d. Que fez com que este \u00e1lbum seja o melhor de sempre dos Na Lua. (Do Fol, distri. Farol M\u00fasica, 8\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>26.05.2000 Folk O C\u00edrculo das \u201cMeigas\u201d Desde h\u00e1 alguns anos na vanguarda do movimento de renova\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional da Bretanha, os Skolvan assinaram em \u201cSwing &#038; Tears\u201d um dos melhores \u00e1lbuns folk do ano de 1994. Regressam com \u201cChenchet\u2019n na Amzer\u201d (\u201cOs Tempos Mudam\u201d) e, de facto, algo mudou na m\u00fasica do grupo. 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