{"id":13047,"date":"2026-06-15T02:26:01","date_gmt":"2026-06-15T09:26:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=13047"},"modified":"2026-06-15T02:26:01","modified_gmt":"2026-06-15T09:26:01","slug":"realejo-realejo-lancam-sanfonia-sanfona-concertante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/06\/15\/realejo-realejo-lancam-sanfonia-sanfona-concertante\/","title":{"rendered":"Realejo &#8211; &#8220;Realejo Lan\u00e7am \u201cSanfonia\u201d &#8211; SANFONA CONCERTANTE&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>pop rock >> quarta-feira >> 20.12.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Realejo Lan\u00e7am \u201cSanfonia\u201d<br \/>\nSANFONA CONCERTANTE<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>\u201csanfonia\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do primeiro \u00e1lbum, h\u00e1 muito aguardado, dos Realejo, um lan\u00e7amento recente da editora Movieplay. Fernando Meireles, mentor do grupo, falou ao P\u00daBLICO do seu amor de sempre, a sanfona, e da maneira como a arrancou ao desprezo e abandono a que foi votada pela Hist\u00f3ria.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/realejo.jpg\" alt=\"\" width=\"793\" height=\"530\" class=\"alignnone size-full wp-image-13048\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/realejo.jpg 793w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/realejo-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/realejo-768x513.jpg 768w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/realejo-624x417.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/realejo-100x67.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 793px) 100vw, 793px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>embora tarde, \u201cSanfonia\u201d chegou a tempo de entrar directamente para a lista dos \u201cmelhores do ano\u201d do Poprock. \u00c9 o v\u00e9rtice que faltava ao tri\u00e2ngulo formado pelos Gaiteiros de Lisboa e pela Brigada Victor Jara. Pol\u00edgono que, muito em breve, ter\u00e1 aumentado o seu n\u00famero de lados, com os pr\u00f3ximos a serem tra\u00e7ados pelos Vai de Roda, O \u00d3 Que Som Tem, Cramol e Am\u00e9lia Muge. Por enquanto n\u00e3o mencionaremos sequer o projecto de um disco a solo de Isabel Silvestre, com produ\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Gil, da Ala dos Namorados. \u00c9 segredo. Para j\u00e1 \u00e9 tempo de rodar a manivela da sanfona e dar a palavra ao seu executante e construtor Fernando Meireles.<br \/>\n<strong>P\u00daBLICO \u2013 \u201cSanfonia\u201d come\u00e7a e termina na sanfona. \u00c9 um manifesto em sua defesa?<\/strong><br \/>\nFERNANDO MEIRELES \u2013 O projecto come\u00e7ou a partir do momento em que constru\u00ed a minha primeira sanfona. Era preciso toc\u00e1-la e d\u00e1-la a conhecer. Foi igualmente determinante a leitura da obra sobre instrumentos populares portugueses, do doutor Ernesto Veiga de Oliveira, nomeadamente o cap\u00edtulo da sanfona.<br \/>\n<strong>P. \u2013 N\u00e3o \u00e9 um disco de grandes ousadias formais\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 A tarefa era, \u00e0 partida, dignificar n\u00e3o s\u00f3 a sanfona como os instrumentos tradicionais portugueses, os quais, de um modo geral, eram mal feitos. Para mim, enquanto m\u00fasico, isso sempre me desgostou. Foi por isso que comecei a fazer instrumentos. Uma das minhas preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 que a sonoridade do Realejo seja caracter\u00edstica dos instrumentos e que esses sejam bons.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Porqu\u00ea a op\u00e7\u00e3o por um disco totalmente instrumental?<\/strong><br \/>\nR. &#8211; \u2026 E totalmente ac\u00fastico. As vozes n\u00e3o foram postas de lado \u201ca priori\u201d, o que aconteceu foi que nunca encontr\u00e1mos no nosso caminho algu\u00e9m com boa voz, ao n\u00edvel de qualidade e de \u201cfeeling\u201d. Para o nosso tipo de m\u00fasica, o que \u00e9 preciso \u00e9 ter onda. Algo dif\u00edcil de encontrar, ainda para mais aqui em Coimbra, um meio pequenino\u2026<br \/>\n<strong>P. \u2013 \u00c9 tamb\u00e9m um dos poucos discos, na \u00e1rea em que se insere, onde o virtuosismo, ao n\u00edvel da execu\u00e7\u00e3o, \u00e9 um facto, e n\u00e3o existe o receio de o mostrar\u2026<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Exacto. Os instrumentos devem tocar por si. Devem ser bons, soar bem, e depois serem bem tocados. Conhecemos um pouco o que se passa no panorama musical portugu\u00eas, onde muitas vezes as pessoas usam os sintetizadores para \u201cfazer cama\u201d e depois metem umas vozinhas por cima, n\u00e3o sei qu\u00ea, e aquilo at\u00e9 sai bonitinho. N\u00e3o nos sentimos minimamente atra\u00eddos por esse tipo de coisas. Gosto dos instrumentos portugueses e sempre achei que eles deviam ter uma certa dignidade que tinham vindo a perder sistematicamente, sobretudo a seguir a 1975, durante o \u201cboom\u201d da m\u00fasica de raiz tradicional portuguesa, quando se come\u00e7aram a fazer instrumentos a dar com um pau e de qualquer maneira\u2026<br \/>\n<strong>P. \u2013 Apesar disso, \u201cSanfonia\u201d soa bastante \u201ceuropeu\u201d, n\u00e3o acha?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Sim, tem uma sonoridade um bocado al\u00e9m fronteiras, o que resulta em grande parte da responsabilidade musical assumida pelo Amadeu Magalh\u00e3es, autor dos arranjos. \u00c9 um som universal, sem limites e sem estar amarrado a qualquer tipo de padr\u00e3o. Para j\u00e1, a Etnia mostrou-se interessada em comercializar o disco fora de Portugal.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Nota-se no alinhamento uma divis\u00e3o marcada entre os temas de sanfona e gaita-de-foles, com maior complexidade e muito m\u00fasica de c\u00e2mara, e uma sequ\u00eancia, pelo meio, de outros mais populares, como o \u201cBacalhau\u201d. S\u00e3o os dois lados de uma mesma moeda ou ced\u00eancias ao mercado?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Foi intencional. Como o Realejo \u00e9 um grupo que toca m\u00fasica portuguesa, n\u00e3o quisemos de form alguma p\u00f4r de parte instrumentos como o cavaquinho, o bandolim ou a concertina, que t~em a mesma dignidade quando s\u00e3o bem tocados. De qualquer modo, o disco foi muito bem selecionado em termos de faixas, fomos para o est\u00fadio com m\u00fasica para fazer dois discos.<br \/>\n<strong>P. \u2013 N\u00e3o receia, por exemplo, que a r\u00e1dio pegue apenas nesse lado, n\u00e3o dando uma imagem correcta da est\u00e9tica global do grupo?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Repare-se, ainda a prop\u00f3sito dos cavaquinhos, que n\u00e3o \u00e9 muito comum haver um grupo de cavaquinhos a tocar, como n\u00b4so toc\u00e1mos, segundo uma escola que nasceu com o J\u00falio Pereira, a t\u00e9cnica de \u201crasgado\u201d. De qualquer modo, penso que os temas mais fortes do disco s\u00e3o aqueles onde a sanfona e a gaita-de-foles se destacam mais.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Nunca pensou em electrificar a sanfona, fazer com ela outro tipo de experi\u00eancias?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 A ideia agrada-me e j\u00e1 fiz, inclusive, algumas experi\u00eancias. De qualquer modo, aquilo que se passa, em termos de lectrificar a sanfona ou os outros instrumentos, \u00e9 que os espect\u00e1culos do Realejo s\u00e3o na sua maior parte ac\u00fasticos. Essas experi\u00eancias de electrifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam resultado, at\u00e9 agora, muito bem, embora no disco haja uma faixa que aponta um bocado nesse sentido, a cantiga de Santa Maria, com um movimento meio arrockalhado. Pode ser um ponto de partida\u2026<br \/>\n<strong>P. \u2013 Mas por enquanto o Realejo continua a ser um grupo de e para interiores, no duplo sentido da palavra?<\/strong><br \/>\nR. \u2013 Sim, at\u00e9 um bocado pela nossa experi\u00eancia em palco. Os nossos conceros s\u00e3o ac\u00fasticos, o que cria uma intimidade e uma certa aproxima\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Se o Realejo come\u00e7ar a saltar desses palcos pequenos para outros maiores, teremos que pensar de outra forma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 20.12.1995 Realejo Lan\u00e7am \u201cSanfonia\u201d SANFONA CONCERTANTE \u201csanfonia\u201d \u00e9 o t\u00edtulo do primeiro \u00e1lbum, h\u00e1 muito aguardado, dos Realejo, um lan\u00e7amento recente da editora Movieplay. 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