{"id":13022,"date":"2026-06-01T05:33:56","date_gmt":"2026-06-01T12:33:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=13022"},"modified":"2026-06-01T05:33:56","modified_gmt":"2026-06-01T12:33:56","slug":"gaiteiros-de-lisboa-gaiteiros-de-lisboa-arrasam-ccb-forcar-as-portas-do-ceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/06\/01\/gaiteiros-de-lisboa-gaiteiros-de-lisboa-arrasam-ccb-forcar-as-portas-do-ceu\/","title":{"rendered":"Gaiteiros De Lisboa &#8211; &#8220;Gaiteiros De Lisboa &#8216;Arrasam&#8217; CCB &#8211; For\u00e7ar As Portas Do C\u00e9u&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>cultura >> domingo, 26.11.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>Gaiteiros De Lisboa \u201cArrasam\u201d CCB<br \/>\nFor\u00e7ar As Portas Do C\u00e9u<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nREVOLU\u00c7\u00c3O! O grito de guerra foi solto pelos Gaiteiros de Lisboa no pequeno audit\u00f3rio do Centro Cultural de Bel\u00e9m. Sexta e s\u00e1bado, para uma plateia entusiasta que n\u00e3o regateou aplausos ao agora sexteto formado por Carlos Guerreiro, Jos\u00e9 Manuel David, Paulo Marinho, Rui Vaz e os novos recrutas Jos\u00e9 Salgueiro e Pedro Casais. Esque\u00e7am-se as falinhas mansas e os paninhos quentes com que a m\u00fasica portuguesa se vem aconchegando nos \u00faltimos tempos, com o benepl\u00e1cito de uma Europa \u00e1vida de folclore terceiro-mundista. Os Gaiteiros s\u00e3o originais. Portugueses at\u00e9 \u00e0 medula, cidad\u00e3os do universo, anarquistas do esp\u00edrito. Verdadeira e orgulhosamente originais. A sua m\u00fasica mergulha no Passado mais remoto da nossa Tradi\u00e7\u00e3o e dispara \u00e0 descoberta do desconhecido. Bastaram doze temas, todos os que comp\u00f5em \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d \u2013 \u00e1lbum de estreia do grupo \u2013 dois repetidos nos \u201cencores\u201d para confirmar ao vivo que a proposta dos Gaiteiros n\u00e3o se parece com nada. No in\u00edcio o grunhido tel\u00farico modulado por Jos\u00e9 Salgueiro, de um estranho monstro tubular que poder\u00edamos designar por \u201croncofone\u201d, deu o mote para uma actua\u00e7\u00e3o de grande n\u00edvel.<br \/>\nOs Gaiteiros manipulam o som como alquimistas. Manejam-lhe a mat\u00e9ria, o feitio, a poesia. Usaram instrumentos como a sanfona, o \u201ckissange\u201d e o balafone africanos, flautas v\u00e1rias, trompa, ponteiras, as gaitas-de-foles e tambores, muitos e furiosos tambores, a for\u00e7ar as portas do c\u00e9u. Jos\u00e9 Manuel David, Carlos Guerreiro e Jos\u00e9 Salgueiro assumiram a maior dose de protagonismo. O primeiro nos sopros (incluindo a trompa, ou \u201cfrench horn\u201d), na delicadeza de cristal do \u201ckissange\u201d, em \u201cSe eu soubesse que voando\u201d, e no canto; o segundo cantando, percutindo e girando a manivela da sanfona como um verdadeiro guerreiro. Quanto a Jos\u00e9 Salgueiro \u00e9 o novo maestro das percuss\u00f5es. Dirigiu as marca\u00e7\u00f5es, dramatizou os acentos e as respira\u00e7\u00f5es, solou num tambor japon\u00eas, caminhou nos tr\u00f3picos do balafone. Salgueiro deu aos Gaiteiros a disciplina necess\u00e1ria quando, como \u00e9 o caso, se ensaiam os primeiros passos em palco.<br \/>\nHouve momentos exaltantes na noite de sexta-feira. Entre o terramoto dos bombos espancados em un\u00edssono e as vibra\u00e7\u00f5es de terra das gaitas-de-foles destacaria a interpreta\u00e7\u00e3o, quase sobrenatural, de \u201cLa sarandillera\u201d, polifonia de vozes, ao centro do palco, em dan\u00e7a secreta com as flautas de P\u00e3 sopradas por quatro dos gaiteiros e o \u201cfrench horn\u201d de David.<br \/>\n\u201cTalvez que sonhando\u201d, outra presta\u00e7\u00e3o de antologia, incluiu uma dedicat\u00f3ria ao autor, S\u00e9rgio Godinho, \u201coutro b\u00e1rbaro\u201d, como lhe chamou Carlos Guerreiro, enquanto \u201cMarcha\u201d e \u201cO menino est\u00e1 na neve\u201d tiveram a participa\u00e7\u00e3o, no tambor e na voz, de Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco.<br \/>\nOs Gaiteiros escancararam as portas do Futuro. No jardim de del\u00edcias de pl\u00e1stico em que se compraz a m\u00fasica portuguesa com nota alta em bom comportamento, apetece dizer: Bem-vinda seja a barb\u00e1rie!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura >> domingo, 26.11.1995 Gaiteiros De Lisboa \u201cArrasam\u201d CCB For\u00e7ar As Portas Do C\u00e9u REVOLU\u00c7\u00c3O! O grito de guerra foi solto pelos Gaiteiros de Lisboa no pequeno audit\u00f3rio do Centro Cultural de Bel\u00e9m. 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