{"id":12990,"date":"2026-05-16T06:25:03","date_gmt":"2026-05-16T13:25:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12990"},"modified":"2026-05-16T06:26:14","modified_gmt":"2026-05-16T13:26:14","slug":"12990","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/05\/16\/12990\/","title":{"rendered":"S\u00e9rigio Godinho &#8211; &#8220;Pano-cru&#8221; (OS MELHORES DE SEMPRE | M\u00daSICA PORTUGUESA)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 15.11.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>OS MELHORES DE SEMPRE<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\n<strong>M\u00daSICA PORTUGUESA<\/strong><br \/>\nEsta selec\u00e7\u00e3o dos melhores \u00e1lbuns de sempre da m\u00fasica produzida em Portugal at\u00e9 aos anos 90, resulta de uma vota\u00e7\u00e3o feita pela equipa do suplemento Pop\/Rock. S\u00e3o privilegiados os trabalhos concebidos sob a forma de \u00e1lbum, mas tamb\u00e9m sendo aceites compila\u00e7\u00f5es e mini-\u00e1lbuns quando estes forem os melhores ou \u00fanicas edi\u00e7\u00f5es dos respectivos autores. A ordem de publica\u00e7\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong>S\u00e9rgio Godinho       Pano-cru<\/strong><\/p>\n<p><strong>como foi<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/sergioGodinho.jpg\" alt=\"\" width=\"739\" height=\"765\" class=\"alignnone size-full wp-image-12991\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/sergioGodinho.jpg 739w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/sergioGodinho-290x300.jpg 290w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/sergioGodinho-624x646.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/sergioGodinho-97x100.jpg 97w\" sizes=\"auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u201c\u00e9 um disco em que \u2013 \u00e0 excep\u00e7\u00e3o de um trecho, \u2018O homem-fantasma\u2019, com arranjo do Z\u00edngaro \u2013 os arranjos s\u00e3o consequ\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o dos outros m\u00fasicos\u201d. S\u00e9rgio Godinho, naquele que para muitos \u00e9 o seu melhor disco de sempre, prefere repartir responsabilidades e dividir os louros por toda a equipa. \u201cFoi um m\u00e9todo de trabalho em que peguei numa s\u00e9rie de pessoas, nomeadamente o Guilherme In\u00eas, o Z\u00edngaro, o meu irm\u00e3o Paulo, ou o Pedro Os\u00f3rio, e trabalh\u00e1mos at\u00e9 encontrar solu\u00e7\u00f5es que me conviessem. De uma maneira informal e sem arranjos pr\u00e9-escritos\u201d. Uma op\u00e7\u00e3o \u201cque vinha um bocado de tr\u00e1s\u201d e \u201cconsequ\u00eancia de um trabalho que nunca deixou de acontecer mas foi talvez assumido de uma maneira mais funda neste disco\u201d. Desta uni\u00e3o de esfor\u00e7os resultaram uma \u201csimplicidade instrumental e arranjos bastante b\u00e1sicos\u201d, mas que o autor considera \u201cbastante eficazes\u201d. \u201cTem um som, agora com a hist\u00f3ria do CD, que eu ouvi e achei muito l\u00edmpido. O pr\u00f3prio som do Moreno Pinto, um t\u00e9cnico que na altura fazia trabalhos muto bons, agrada-me muito\u201d.<br \/>\nDisco de cl\u00e1ssicos, \u201cPano-Cru\u201d corresponde a um pico de inspira\u00e7\u00e3o na carreira discogr\u00e1fica de S\u00e9rgio Godinho. \u201cT\u00ednhamos sa\u00eddo um pouco da ressaca p\u00f3s-PREC. Estava-se num per\u00edodo de mudan\u00e7a muito r\u00e1pido e havia uma energia criativa que sentia \u00e0 minha volta. A minha energia estava ent\u00e3o mais virada para o futuro do que para lamentar o passado. N\u00e3o gosto de chorar sobre o leite derramado. Havia coisas que se tinham perdido, mas, por outro lado, estavam em elabora\u00e7\u00e3o outras que, para mim, eram exaltantes, como o facto de poder trabalhar ao vivo com os m\u00fasicos que eu queria, algo que na altura do PREC n\u00e3o era poss\u00edvel. Nessa altura, por exemplo, o Z\u00edngaro tocava muitas vezes comigo. Tudo isto se reflecte no disco que foi imediatamente testado ao vivo numa digress\u00e3o que fiz, de gen\u00e9rico, \u2018Sete anos de can\u00e7\u00f5es\u2019, correspondente \u00e0 apari\u00e7\u00e3o de uma cooperativa, a Era Nova. Onde estavam o Zeca, o Fausto, o Vitorino, e da qual a primeira iniciativa foi esta digress\u00e3o, um pouco por inspira\u00e7\u00e3o do Camilo Mort\u00e1gua, que era um bocado a \u2018alma pater\u2019 desta cooperativa. Foram 24 espect\u00e1culos em 20 capitais de distrito. De uma maneira, para a altura, heroica, e da qual sa\u00edmos com magros resultados financeiros. Fomos a s\u00edtios onde n\u00e3o havia nada e nos chegavam a perguntar se \u00edamos tocar \u2018variedades\u2019\u201d.<br \/>\nEntre todas as can\u00e7\u00f5es de \u201cPano-Cru\u201d h\u00e1 uma que permanece, de uma maneira quase obsessiva na mem\u00f3ria: \u2018O primeiro dia\u2019. \u201cCuriosamente, n\u00e3o come\u00e7ou por ser um \u2018hit\u2019 evidente. Demorou at\u00e9 ser interiorizada\u201d. S\u00e9rgio Godinho define-a como \u201cuma can\u00e7\u00e3o de ruptura, de repensar as coisas e encontrar uma certa sabedoria para o futuro\u201d. \u201cNesse aspecto\u201d, diz, \u201c\u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que me persegue. No espect\u00e1culo \u2018Escritor de Can\u00e7\u00f5es\u2019 fiz quest\u00e3o de n\u00e3o a cantar, para a deixar repousar um bocado.\u201d [S\u00e9rgio Godinho abriu aqui um par\u00eanteses para anunciar a edi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 no princ\u00edpio de Dezembro, de um disco ao vivo, com o t\u00edtulo \u201cNoites Passadas\u201d, registando os espect\u00e1culos no Coliseu e no S. Luiz, em Lisboa, e no Rivoli, no Porto, do ano passado, e no qual se inclui uma vers\u00e3o, \u2018muito boa\u2019, de \u201cO primeiro dia\u201d.]<br \/>\n\u201cBalada da Rita\u201d, do filme \u201cKilas, o Mau da Fita\u201d, \u00e9 outro momento inesquec\u00edvel de \u201cPano-Cru\u201d. Uma can\u00e7\u00e3o \u201cassumida no feminino\u201d, e \u201ccantada por um homem\u201d. \u201cFoi composta para ser cantada por uma mulher, a Lia Gama, ali\u00e1s, como acontece na primeira vers\u00e3o, numa edi\u00e7\u00e3o rar\u00edssima, da banda-sonora, e no pr\u00f3prio filme\u201d. S\u00e9rgio Godinho deixou, no entanto, sempre no ar a possibilidade de ser ele a cant\u00e1-la. \u201cAgrada-me essa ambiguidade de cantar na primeira pessoa do feminino, uma coisa que, curiosamente, foram sobretudo os brasileiros a fazer, o Caetano, o Chico, mas que n\u00e3o existe muito na m\u00fasica americana ou na francesa. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de pudor em rela\u00e7\u00e3o a isso\u201d. Uma can\u00e7\u00e3o, ainda, que o m\u00fasico considera de \u201cdif\u00edcil versifica\u00e7\u00e3o, porque tem tr\u00eas rimas seguidas diferentes que t\u00eam que rimar com as outras tr\u00eas\u201d. \u201cL\u00e1 isso \u00e9\u201d, retomada recentemente pelos Sitiados, \u00e9 apontada como uma das can\u00e7\u00f5es que S\u00e9rgio Godinho deixou de cantar. \u201cH\u00e1 coisas na letra que perderam actualidade, mas isso pareceu n\u00e3o os incomodar muito. Coisas de pormenor, como uma quadra que diz \u2018H\u00e1 partidos de direita que p\u00f5em sempre a bola ao centro, mas quem melhor os fintar \u00e9 que vai marcar o tento\u2019. Eles nem tinham percebido que a bola ao centro era a do CDS\u201d.<br \/>\nOutra can\u00e7\u00e3o que S\u00e9rgio Godinho nunca cantou ao vivo \u00e9 \u201c2\u00ba andar direito\u201d, a conversa nocturna entre dois amantes que se tornou um dos temas mais apreciados pelos admiradores deste compositor-int\u00e9rprete. \u201c\u00c9 uma can\u00e7\u00e3o de frases, de di\u00e1logo, que curiosamente foi objecto de um exerc\u00edcio na Escola de Cinema, quando o Ricardo Pais era l\u00e1 professor. Ele prop\u00f4s aos alunos fazer uma planifica\u00e7\u00e3o, um \u2018script\u2019 a partir dela. H\u00e1 uma sugest\u00e3o de di\u00e1logo permanente, de situa\u00e7\u00f5es imag\u00e9ticas. Houve mesmo um filme de dez minutos feito com esses \u2018scripts\u2019 para a televis\u00e3o, pelo Ricardo Nogueira, que nunca mais vi\u201d.<br \/>\n\u00c9 a vertente cinematogr\u00e1fica da obra de S\u00e9rgio Godinho aqui j\u00e1 a fazer-se sentir e que o autor mais tarde viria a desenvolver atrav\u00e9s da sua linguagem pr\u00f3pria. Como um realizador que planifica a vida em \u2018sketches\u2019, S\u00e9rgio Godinho observa do exterior, atrav\u00e9s da lente ou, neste caso, do vizinho que vive no apartamento ao lado do dos amantes. \u201cAli\u00e1s, nesse tal filme de dez minutos, eu fazia precisamente de vizinho. H\u00e1 um volte-face nessa can\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 a ser contada por um narrador que depois se descobre ser um terceiro personagem. A partir da\u00ed o narrador passa a ser eu, eu compositor, eu autor da can\u00e7\u00e3o. A introdu\u00e7\u00e3o de um elemento inesperado, uma nova personagem, rouba o protagonismo ao casal. Existe uma lado ficcional que pode ser cinematogr\u00e1fico\u201d. Um \u201cexerc\u00edcio de fic\u00e7\u00e3o\u201d, ao contr\u00e1rio de \u201cO primeiro dia\u201d, que tem \u201calgo de autobiogr\u00e1fico\u201d.<\/p>\n<p><strong>como \u00e9<\/strong><\/p>\n<p>O que distingue um disco bom de um disco m\u00e1gico \u00e9 esse pequeno nada capaz de desencadear emo\u00e7\u00f5es, de acionar maquinismos escondidos da imagina\u00e7\u00e3o, de estabelecer, enfim, cumplicidades v\u00e1rias com o auditor. \u201cPano-Cru\u201d \u00e9 um disco m\u00e1gico.<br \/>\nEquilibrado, sem custo aparente, o registo popular (\u201cO galo \u00e9 o dono dos ovos\u201d, \u201cVenho aqui falar\u201d, \u201cL\u00e1 isso \u00e9\u201d) com o intimismo (\u201dO primeiro dia\u201d, \u201c2\u00ba andar, direito\u201d), a s\u00e1tira de costumes (2\u00aa vida \u00e9 feita de pequenos nadas\u201d, \u201cO homem-fantasma\u201d) e a cr\u00f3nica de amores ou de personagens (\u201cFeiticeira\u201d, \u201cBalada da Rita\u201d), sente-se nele o dom\u00ednio da arte da narra\u00e7\u00e3o, o casamento perfeito entre a inten\u00e7\u00e3o, o som e a palavra. Gerado num per\u00edodo conturbado da nossa Hist\u00f3ria, tr\u00eas anos passados sobre o golpe de Abril, a densidade e a tens\u00e3o presentes em cada can\u00e7\u00e3o ocultam-se por detr\u00e1s da flu\u00eancia e facilidade com que se desenrola esta esp\u00e9cie de \u201cthriller\u201d psicol\u00f3gico do portugu\u00eas ainda tonto da revolu\u00e7\u00e3o. Se o microcosmos de \u201c2\u00ba andar, direito\u201d \u2013 reflectindo as preocupa\u00e7\u00f5es e d\u00favidas existenciais de quem acordara estremunhado da opress\u00e3o dos corpos e dos sentimentos e redescobrira a liberdade e o prazer da fala \u2013 desencadeia de imediato um \u201cfeedback\u201d emocional em todos os que acompanharam de perto esses tempos de mudan\u00e7a. \u201cO primeiro dia\u201d, uma das melhores can\u00e7\u00f5es de sempre da m\u00fasica popular portuguesa, \u00e9 o tema intemporal por excel\u00eancia, rel\u00f3gio implac\u00e1vel da nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia, \u201cPano-Cru\u201d \u00e9 ainda a confirma\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio Godinho como organizador n\u00e3o s\u00f3 de palavras, como de imagens. Aqui realizador de um filme em corrida eterna contra o tempo. Um filme, como se pode escutar no gen\u00e9rico final, ainda e sempre \u201cpor acabar\u201d.<\/p>\n<p><strong>ALINHAMENTO<\/strong><br \/>\nLado 1<br \/>\n1. A vida \u00e9 feita de pequenos nadas<br \/>\n2. O primeiro dia<br \/>\n3. O galo \u00e9 o dono dos ovos<br \/>\n4. Balada da Rita<br \/>\n5. Venho aqui falar<\/p>\n<p>Lado 2<br \/>\n1. L\u00e1 isso \u00e9<br \/>\n2. Feiticeira<br \/>\n3. O homem-fantasma<br \/>\n4. 2\u00ba andar direito<br \/>\n5. Pano-cru<\/p>\n<p>LETRAS E M\u00daSICAS<br \/>\nS\u00e9rgio Godinho<br \/>\nArranjo de \u201cO homem-fantasma\u201d de Carlos Z\u00edngaro<br \/>\nRestantes arranjos da responsabilidade de S\u00e9rgio Godinho com a colabora\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos presentes<\/p>\n<p>M\u00daSICOS<br \/>\nS\u00e9rgio Godinho (guitarra, percuss\u00f5es, coros), Paulo Godinho (baixo), Carlos Z\u00edngaro (violino, cavaquinho), Guilherme Scarpa \u2013 Guilherme In\u00eas (bateria, percuss\u00f5es), Shila (coros, galinhas, percuss\u00f5es), Eug\u00e9nia Melo e Castro (coros, galinhas), Cara d\u2019Anjo (coros), Pedro Os\u00f3rio (piano, acorde\u00e3o), Carlinhos Tumbadoura (ferrinhos), Carlos Vaz (galo), Fausto (coros), Herm\u00ednio (coros), Grupo Coral L\u00e1 Isso S\u00e3o (coro da multid\u00e3o), Armindo Neves (guitarra-solo), Jos\u00e9 Cust\u00f3dio (trombone), Fernando de Sousa (clarinete), Fernandes dos Santos (clarinete-baixo), Manuel Cach\u00e3o (trompete), Moreno Pinto (ferrinhos), Raul Mendes (harm\u00f3nica), Hugo Louren\u00e7o (locutor)<\/p>\n<p>GRAVA\u00c7\u00c3O<br \/>\nEst\u00fadios Arnaldo Trindade, durante os meses de Mar\u00e7o e Abril de 1978<br \/>\nT\u00e9cnico de som: Moreno Pinto<\/p>\n<p>CAPA<br \/>\nJos\u00e9 Brand\u00e3o<br \/>\nFotos: Nadia Feres Vilela<\/p>\n<p>EDI\u00c7\u00c3O<br \/>\nArnaldo Trindade &#038; C\u00ba Ld\u00aa, Orfeu, STAT 062<br \/>\nReeditado em compacto, em 1991, pela Movieplay<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira, 15.11.1995 OS MELHORES DE SEMPRE M\u00daSICA PORTUGUESA Esta selec\u00e7\u00e3o dos melhores \u00e1lbuns de sempre da m\u00fasica produzida em Portugal at\u00e9 aos anos 90, resulta de uma vota\u00e7\u00e3o feita pela equipa do suplemento Pop\/Rock. 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