{"id":12972,"date":"2026-05-09T07:42:21","date_gmt":"2026-05-09T14:42:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12972"},"modified":"2026-05-09T07:42:21","modified_gmt":"2026-05-09T14:42:21","slug":"luis-mateus-a-folk-gravada-na-alma-obituario-homenagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/05\/09\/luis-mateus-a-folk-gravada-na-alma-obituario-homenagem\/","title":{"rendered":"Lu\u00eds Mateus &#8211; &#8220;A &#8216;Folk&#8217; Gravada Na Alma&#8221; (obitu\u00e1rio | homenagem)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>cultura >> ter\u00e7a-feira, 14.11.1995<br \/>\n<strong>OBITU\u00c1RIO<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<strong>A \u201cFolk\u201d Gravada Na Alma<\/strong><br \/>\n<\/center><br \/>\nO NOME de Lu\u00eds Mateus n\u00e3o era conhecido das massas. O protagonismo preocupava-o pouco ou nada. Pertencia antes \u00e0quela estirpe, cada vez mais rara num mundo onde o canibalismo e a diviniza\u00e7\u00e3o das imagens se eregem como totens, dos que amam. Dos que amam o que fazem e fazem o que amam. Lu\u00eds Mateus fazia r\u00e1dio, na XFM e na TSF, e escrevia, no suplemento de m\u00fasica do \u201cDi\u00e1rio de Not\u00edcias\u201d<br \/>\nAmava a m\u00fasica e defendia-a com a convic\u00e7\u00e3o de um militante. Amador, no sentido nobre das palavra, descobrira h\u00e1 pouco tempo a m\u00fasica tradicional, que passara a amar e a defender com o ardor dos seus 26 anos. Como acontece, com a inevitabilidade do destino, a todos quantos nela mergulham fundo e nela v\u00eaem algo mais que um simples fen\u00f3meno medi\u00e1tico.<br \/>\nGuardo na mem\u00f3ria uma imagem que se tornou indissoci\u00e1vel das duas \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es do Festival Interc\u00e9ltico do Porto. A imagem de Lu\u00eds Mateus, de microfone na m\u00e3o e gravador a tiracolo, nas traseiras do Cinema do Ter\u00e7o, a entrevistar os m\u00fasicos que sa\u00edam e entravam nos camarins. Recordo o entusiasmo genu\u00edno que manifestou quando ouviu pela primeira vez ao vivo a voz de M\u00e1rta Sebestyen e o fogo instrumental dos M\u00fazsikas. Retenho dele ainda a boa disposi\u00e7\u00e3o permanente, o sorriso franco de orelha a orelha a contrastar com a voz grave.<br \/>\nA morte levou Lu\u00eds Mateus prematuramente. Na pr\u00f3xima Primavera, no Interc\u00e9ltico, no grupo dos \u201cmaluquinhos da \u2018folk\u2019, haver\u00e1 um lugar vago, um vazio imposs\u00edvel de preencher. Os artistas continuar\u00e3o a entrar e a sair dos mesmos camarins do Cinema do Ter\u00e7o ou de outra sala qualquer. Mas vai faltar algo. O microfone de Lu\u00eds Mateus n\u00e3o estar\u00e1 l\u00e1 para fixar a sua passagem. As refei\u00e7\u00f5es, as conversas, as piadas em torno da \u201cfolk\u201d e das suas personagens far\u00e3o menos sentido. Ser\u00e3o mais pobres.<br \/>\nOnde \u00e9 que est\u00e1 o Lu\u00eds, pergunt\u00e1vamos, quando faltavam as tuas gargalhadas e a tua boa disposi\u00e7\u00e3o? J\u00e1 sab\u00edamos que estavas a trabalhar. Com a alegria que te caracterizava e nos contagiava.<br \/>\nEntre um \u201creel\u201d e uma lamenta\u00e7\u00e3o, preferias decerto o \u201creel\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>cultura >> ter\u00e7a-feira, 14.11.1995 OBITU\u00c1RIO A \u201cFolk\u201d Gravada Na Alma O NOME de Lu\u00eds Mateus n\u00e3o era conhecido das massas. O protagonismo preocupava-o pouco ou nada. Pertencia antes \u00e0quela estirpe, cada vez mais rara num mundo onde o canibalismo e a diviniza\u00e7\u00e3o das imagens se eregem como totens, dos que amam. 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