{"id":12943,"date":"2026-04-29T03:26:17","date_gmt":"2026-04-29T10:26:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=12943"},"modified":"2026-04-29T03:26:17","modified_gmt":"2026-04-29T10:26:17","slug":"frei-fado-del-rei-dancas-no-tempo-critica-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2026\/04\/29\/frei-fado-del-rei-dancas-no-tempo-critica-entrevista\/","title":{"rendered":"Frei Fado D&#8217;El Rei &#8211; &#8220;Dan\u00e7as No Tempo&#8221; (cr\u00edtica + entrevista)"},"content":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 25.10.1995<br \/>\n<center><br \/>\n<strong>TROVAS ANTIGAS<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>FREI FADO D\u2019EL REI<br \/>\nDan\u00e7as No Tempo<br \/>\nColumbia, distri. Sont Music<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei1.jpg\" alt=\"\" width=\"514\" height=\"515\" class=\"alignnone size-full wp-image-12944\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei1.jpg 514w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei1-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 514px) 100vw, 514px\" \/><br \/>\n<\/center><br \/>\nOremos para que, um dia, os Madredeus sejam deixados em paz pelos jovens m\u00fasicos portugueses. Para ver se n\u00f3s pr\u00f3prios temos algum sossego. \u00c9 que Portugal j\u00e1 n\u00e3o tem mar nem fado nem saudade que chegue para tanta gente. Os Frei Fado s\u00e3o disc\u00edpulos confessos da Madredeus. Contudo, fazem quest\u00e3o de apresentar algumas diferen\u00e7as. Temos, ent\u00e3o, que o grupo cultiva o gosto pela m\u00fasica medieval \u2013 evidente em temas como \u201cRabelo\u201d e \u201cDan\u00e7a dos jograis\u201d \u2013 e renascentista, em \u201cTrova sagrada\u201d e \u201cDeusa de azul\u201d, e uma certa jovialidade que, nos \u00faltimos tempos, tem andado arredada da banda de Teresa Salgueiro e Pedro Ayres de Magalh\u00e3es. A voz de Carla Lopes, embora beba as inflex\u00f5es vocais da vocalista dos Madredeus, desce com maior frequ\u00eancia aos baixos e aparece mais limpa de vibratos. Mas queiram fazer o favor de ouvir temas como \u201cAmor popular\u201d, \u201cAmores do Douro\u201d, \u201cMem\u00f3rias de um trovador\u201d ou \u201cA meu amado\u201d e digam l\u00e1 se n\u00e3o parece mesmo que s\u00e3o irm\u00e3s\u2026 E \u201cDonzela\u201d n\u00e3o poderia estar mais imbu\u00eddo do esp\u00edrito da paz\u2026 Ricardo Costa, na guitarra cl\u00e1ssica, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 Pedro Ayres mas deve existir algum parentesco escondido. Esgotam-se aqui as semelhan\u00e7as com os Madredeus se descontarmos ainda a mesma insist\u00eancia nas tem\u00e1ticas nacionalistas e m\u00edsticas. \u201cPerdi meu amor no mar\u201d deve ensinamentos \u00e0 m\u00fasica tradicional portuguesa e \u201cZaragoza\u201d viaja at\u00e9 ao pa\u00eds vizinho. Caminho relativamente virgem, a pedir explora\u00e7\u00e3o e coragem, encontra-se em \u201cJ\u00f3ias da \u00cdndia\u201d, um poss\u00edvel bilhete de identidade futuro para os Frei Fado d\u2019El Rei. Por agora, fica a certeza de um \u201ccocktail\u201d de sabor agrad\u00e1vel mas sobre o qual pairam d\u00favidas quanto a quem o desejar\u00e1 saborear. Dissidentes dos Madredeus? Os filhos dos \u201chabitu\u00e9s\u201d da Gulbenkian? O duque de Bragan\u00e7a? Com um disco bonito, os Frei Fado arranjaram-na bonita\u2026 <strong>(6)<\/strong><\/p>\n<p><strong>MAR DA TRANQUILIDADE<\/strong><br \/>\nNum mercado que come\u00e7a a ficar saturado com um som cuja matriz pertence aos Madredeus, os Frei Fado d\u2019el Rei arriscaram jogar nesse mesmo tabuleiro. Atirando para a mesa o trunfo da m\u00fasica antiga e uma voz, de Carla Lopes, que amea\u00e7a fazer sombra a Teresa Salgueiro.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei2.jpg\" alt=\"\" width=\"530\" height=\"796\" class=\"alignnone size-full wp-image-12945\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei2.jpg 530w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei2-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/freiFadoDelRei2-67x100.jpg 67w\" sizes=\"auto, (max-width: 530px) 100vw, 530px\" \/><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Cristina Bacelar, guitarrista, e Jos\u00e9 Fl\u00e1vio Martins, baixista, assumem essa influ\u00eancia, que justificam com preocupa\u00e7\u00f5es de ordem espiritual e o ref\u00fagio num imagin\u00e1rio, da Idade M\u00e9dia, com o qual o grupo se identifica.<br \/>\n<strong>P\u00daBLICO \u2013 Onde \u00e9 que os Frei Fado d\u2019el Rei pretendem chegar?<\/strong><br \/>\nCRISTINA BACELAR \u2013 Entre outros, com uma abordagem muito leve da m\u00fasica medieval.<br \/>\nJOS\u00c9 FL\u00c1VIO MARTINS \u2013 \u00c9 uma paix\u00e3o que n\u00e3o conseguimos explicar. Tem todo um ambiente que encerra muita magia e todos n\u00f3s partilhamos esse fasc\u00ednio. Agora, n\u00e3o temos, obviamente, s\u00f3 essa influ\u00eancia. Fundimos, digamos, uma s\u00e9rie de estilos.<br \/>\nC.B. \u2013 Ali\u00e1s, o t\u00edtulo do \u00e1lbum significa exactamente essa viagem.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Que m\u00fasica antiga costumam ouvir?<\/strong><br \/>\nJ:F.M. \u2013 Pedro Caldeira Cabral, Paul Van Nevel e os Huelgas Ensamble, Dead Can Dance\u2026<br \/>\n<strong>P. \u2013 Quest\u00e3o delicada. Ao ouvir a vossa m\u00fasica \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensar nos Madredeus\u2026<\/strong><br \/>\nC.B. \u2013 Nunca neg\u00e1mos a influ\u00eancia que os Madredeus tiveram para podermos arrancar com este projecto. Mas acho que estamos cada vez mais a distanciar-nos dessa imagem, sobretudo ao n\u00edvel r\u00edtmico.<br \/>\n<strong>P. \u2013 A vocalista Carla Lopes pode rivalizar com a Teresa Salgueiro?<\/strong><br \/>\nC.B. \u2013 A Teresa Salgueiro \u00e9 soprano e a Carla \u00e9 contralto.<br \/>\n<strong>P. \u2013 E as semelhan\u00e7as na maneira de cantar?<\/strong><br \/>\nC.B. \u2013 Pronto, l\u00e1 est\u00e1. A\u00ed h\u00e1 realmente uma influ\u00eancia, que \u00e9 um certo intimismo. Exteriormente, se calhar, as pessoas podem sentir isso.<br \/>\n<strong>P. \u2013 N\u00e3o se dar\u00e1 o caso de os Madredeus ocuparem um lugar onde j\u00e1 n\u00e3o cabe mais ningu\u00e9m?<\/strong><br \/>\nC.B. \u2013 Por essa ordem de ideias tamb\u00e9m n\u00e3o havia espa\u00e7o para muitos grupos de rock\u2026<br \/>\nJ.F.M \u2013 Ali\u00e1s, com os Madredeus h\u00e1 uma recep\u00e7\u00e3o muito grande de outros povos pela m\u00fasica que eles fazem. Quanto a n\u00f3s, tentamos transmitir a m\u00fasica que se faz por c\u00e1, a m\u00fasica de raiz tradicional, tamb\u00e9m.<br \/>\nC.B. \u2013 A caracter\u00edstica comum entre as duas bandas \u00e9 esse intimismo. Mas n\u00f3s temos o outro lado, que \u00e9, tanto em disco como ao vivo, em que h\u00e1 mais ritmo, mais movimento.<br \/>\n<strong>P. \u2013 O que \u00e9 que vos aconteceu no espect\u00e1culo que deram nos Encontros Musicais da Tradi\u00e7\u00e3o Europeia deste ano? Foi quase um desastre\u2026<\/strong><br \/>\nC.B. \u2013 O que aconteceu foi que se atrasou tudo, tornou-se stressante\u2026<br \/>\nJ.F.M. \u2013 Sem culpar ningu\u00e9m, obviamente, mas nem sequer havia luz, o que \u00e9 fundamental\u2026<br \/>\nC.B. \u2013 \u00c0 hora do espect\u00e1culo ainda est\u00e1vamos a fazer o \u201csound check\u201d. E ainda t\u00ednhamso que ir trocar de roupa. Foi um esfor\u00e7o terr\u00edvel.<br \/>\nJ.F.M. \u2013 Ali\u00e1s, um dos cavalos de batalha era precisamente transmitir, neste disco, toda a vivacidade que temos ao vivo. Desde, \u00e9 claro, que sejam criadas condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para o fazermos. Porque h\u00e1 muito movimento, apesar de estarmos sentados.<br \/>\nC.B. \u2013 \u00c9 incr\u00edvel, mas nos nossos espect\u00e1culos as pessoas acabam muitas vezes a dan\u00e7ar. Para n\u00f3s \u00e9 \u00f3ptimo, cinco pessoas sentadas conseguirem p\u00f4r toda a gente a dan\u00e7ar.<br \/>\n<strong>P. \u2013 \u201cDan\u00e7as no Tempo\u201d \u00e9 o que se pode chamar um disco bonito. S\u00e3o tudo rosas na vossa sensibilidade musical? S\u00e3o mesmo t\u00e3o calmos como aparentam?<\/strong><br \/>\nJ.F.M. \u2013 Tem mesmo que ver com a nossa maneira de ser.<br \/>\nC.B. \u2013 A m\u00fasica reflecte um bocado o lado espiritual, sem esquecer, claro, o corpo, o lado r\u00edtmico. Tentamos transmitir isso \u00e0s pessoas, e poder emabal\u00e1-las. N\u00e3o h\u00e1 viol\u00eancia.<br \/>\n<strong>P. \u2013 Que lado espiritual \u00e9 esse?<\/strong><br \/>\nC.B. \u2013 A calma que a pr\u00f3pria m\u00fasica transmite, a sua magia. Uma tranquilidade espiritual.<br \/>\nP. \u2013 [Com ironia.] O esp\u00edrito da paz?<br \/>\nC.B. \u2013 [Risos.] Sim, mas h\u00e1 um esp\u00edrito da paz que pode ser clamo e outro que pode ser mais acelerado.<br \/>\nJ.F.M \u2013 Embora, obviamente, n\u00e3o sejamos um grupo de rock.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>pop rock >> quarta-feira >> 25.10.1995 TROVAS ANTIGAS FREI FADO D\u2019EL REI Dan\u00e7as No Tempo Columbia, distri. Sont Music Oremos para que, um dia, os Madredeus sejam deixados em paz pelos jovens m\u00fasicos portugueses. 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